Para pensar

Números levantados pelo deputado Valdir Rossoni, dos quais pouquíssimas pessoas parecem ter-se apercebido (aparentemente nem o governo do Estado), dão o que pensar! O parlamentar, presidente da Assembleia Legislativa, em artigo publicado terça-feira, colocou os pingos nos iis: mostrou em números irrefutáveis, o quanto o pedágio das estradas federais que cortam o Paraná (75% dos 2,5 mil quilômetros pedagiados) representou em economia para o governo federal e em ônus, inclusive de desgaste junto à opinião pública, ao governo do Estado. São 16 anos, desde que Jaime Lerner, cansado de ver o desinteresse do governo federal com as estradas que construíra por aqui, deixando-as praticamente sucatearem, resolveu assumir a responsabilidade sobre elas. Os de melhor memória hão de se lembrar do estado lastimável em que alguns trechos encontravam-se. Entre União da Vitória, São Mateus do Sul, Lapa, trecho construído no governo Paulo Pimentel, pra só citar um, momento houve em que melhor seria retirar o que sobrava do asfalto, tal o grau de degradação que alcançara! A BR-153, de dimensão nacional, só em trechos do Paraná, entre Irati-Imbituva-Alto do Amparo-Ventania-Ibaiti-Sto. Antonio da Platina, ainda não fora terminada. Foi nessas circunatâncias que a ideia do pedágio prosperou. De lá para cá, enquanto os governos Lerner, Requião e agora Beto Richa, onerava a economia do Paraná com  altos custos do pedágio, de lá,  nem um centavo. Só de manutenção e melhoria, Brasília economizara por ano R$ 850 milhões. Ainda por cima arrecadou em impostos R$ 4,8 bilhões. Trocando em miúdos, uma economia de R$ 17 bilhões nesses 16 anos, lembrou Rossoni. Sem falar na pressão denunciada por Beto, para que o Paraná não consiga por as mãos nos bilionários empréstimos que negociou em níveis nacional e internacionais. Daí as dificuldades por que passa! A CPI do Pedágio precisa levantar esses dados e conferir essa situação e as autoridades (todas), unirem-se em defesa do Estado. Isso é levantado, a coluna comentou ontem,  num momento em que o deputado paranaense André Vargas critica a traição do governador Eduardo Campos, beneficiado pelo derrame de dinheiro dos governos petistas em Pernambuco. Com seu prestígio (vice-presidente do Congresso) e os de mais três ministros, o Paraná pouco consegue.

Mudança

O deputado Ney Leprevost, antenado na rrepercussão negativa para a Assembleia, pela escolha contestada do deputado Fábio Camargo, guindado à condição de Conselheiro do Tribunal de Contas, está colhendo assinaturas para mudar essa eleição. Sugere que apenas duas das quatro vagas hoje destinadas a deputado, sejam mantidas. Mais. Que os candidatos tenham nível universitário, exigência hoje inexistente.

Sub-judice

A eleição do deputado Camargo por sinal, está sendo questionada em mandão de segurança impetrado no Tribunal de Justiça pelo empresário Max Schrape. Inicialmente distribuído ao desembargador Eduardo Fagundes que se declarou impedido, foi repassado para o parecer da desembargadora Regina Portes.

Selos comemorativos

A importância da bela cidade do oeste paranaense, Marechal Cândido Rondon, para a colonização alemã no Paraná, iniciada há quase 190 anos em Rio Negro, pode ser medida pela escolha dos Correios para sediar o lançamento dos selos comemorativos da Relação Brasil-Alemanha. Única cidade, depois de Curitiba a ser escolhida para o lançamento que ocorrerá nesta sexta-feira, na Associação Comercial e Empresarial da cidade.

Em choque

Coincidindo com a comemoração dos 60 anos de criação do slogan O Petróleo é nosso, comemorado com ampla campanha em Rádios e TVs, o governo realiza a privatização ou que nome se queira dar à licitação da área de Libra, no pré-sal. A pergunta que não cala: Se o petróleo é nosso, porque temos que pagar de novo por seus derivados. E tão caro.