Convocação válida
As redes sociais que têm sido movimentadas com sucesso para promover manifestações da população brasileira, cansada dos desmandos que se pratica neste país, bem que poderiam se agitar na defesa de uma tese oportuna apresentada pelo ministro Corregedor do Conselho Nacional de Justiça, Francisco Falcão. Defende ele que juízes condenados por irregularidades, não sejam mais premiados com uma aposentadoria compulsória em que recebem todas as benesses de quando estão na ativa. Um verdadeiro descalabro que desmerece o nome da Justiça. Situação que para só citar um exemplo, beneficiou o notório juiz Lalau, apanhado com a mão na cumbuca em que ele e seu sócio, um empresário/político desviaram dezenas de milhões de reais das obras do Fórum Trabalhista de São Paulo. Lalau ainda teve alguns bens amealhados dessa forma apreendidos mas, seu salário continuou a ser pago rigorosamente em dia. Pois é isso que o Corregedor Falcão, dessa instituição, o CNJ, em tão boa hora implantada para fiscalizar a própria Justiça que em muitos casos via, impotente, seus funcionários desviarem-se de seus rumos, sugere seja encerrado. Juiz, desembargador e até ministro de cortes superiores, por que não, quando apanhados em falta, depois do devido processo em que comprovada a culpa, a expulsão das fileiras seja o caminho, sem nenhum direito. Ao contrário: se a ação for comprovadamente criminosa, entregue à Justiça comum para os devidos fins. Uma campanha na Internet, que certamente será avalizada por centenas de milhares de brasileiros, reforçara em muito a intenção demonstrada pelo Corregedor. Também será apoiada pela ministra Eliana Calmon que um dia afirmou: Há bandidos de toga. Vamos afastá-los e moralizar a Justiça brasileira que conta felizmente com a maioria de juízes, desembargadores e ministros que honram a toga que vestem.
Questão de bom senso
A situação da infraestrutura brasileira, fica ainda mais impactante quando se a compara com as de outros países. Portugal por exemplo, que vive uma crise, tem estradas pedagiadas de excelente qualidade e mais as boas paralelas, não sujeitas a taxações. Como conta igualmente com redes ferroviárias por todas as vertentes do pequeno país, o resultado é que não se encontra caminhões em suas rodovias. As cargas são movimentadas por essas ferrovias, com custo muito menor.
Mal comparando
A comparação com o Brasil é inevitável: as ferrovias perdem a cada ano mais participação, dando margem à insensatez econômica que é o transporte de grãos, por exemplo, das novas fronteiras agrícolas do país para os portos, por rodovias, cinco vezes mais caras que o modal ferroviário. As commodities agrícolas só são competitivas quando a natureza prejudica outros países produtores.
Só promessas
Os freqüentes planos anunciados pelos governos, como o do presidente Lula em 2003, PACs 1 e 2 para revitalização de ferrovias, andaram tanto quanto o Plano de Investimento em Logística, anunciado ano passado pela presidente aumento de 29.798 quilômetros para 30.379 em um ano. Resta saber o que será prometido em 2014.
Fim da farra
Uma das boas idéias para se reduzir drasticamente os partidos políticos brasileiros, a imensa maioria deles sem qualquer compromisso com o ideário colocado no papel para justificar a existência, seria a extinção do tempo gratuito em rádios e TVs e o Fundo Partidário. Partido seria mantido por seus correligionários e não pelo dinheiro da viúva.
Em choque
Esse tempo de gratuito nada tem. É abatido dos impostos a serem pagos pelas emissoras.Trocando em miúdos: quem paga o horário gratuito é seu rico dinheirinho, mesmo que você não seja filiado a nenhum partido. Quanto ao Fundo Partidário também é fruto de uma cortesias do governo aos partidos, incluída no Orçamente. Cortesia com chapéu alheio.
