Ainda há tempo!
Uma informação do deputado André Vargas vai agitar o ambiente político do Paraná nos próximos meses. Garante ele que a reforma do governo da presidente Dilma Rousseff começa em janeiro de 2014, com o afastamento de pelo menos sete ministros que irão disputar eleições em seus estados. Um deles, Gleisi Hoffmann, que deixaria a Casa Civil, segundo mais importante cargo na hierarquia do Executivo federal (o primeiro obviamente o da presidente Dilma) para se dedicar à campanha ao governo do Estado do Paraná. Outra que também se afasta é Ideli Salvatti, para tentar o governo de Santa Catarina. Para a disputa paulista o nome é o do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. No caso de Gleisi, parece ser uma antecipação do grupo petista londrinense, tentando evitar que eventuais novas perdas registradas no prestígio da presidente Dilma possam repercutir na sua candidatura (a de Gleisi) aqui no Paraná, recomendando que seu nome seja substituído pelo de Osmar Dias como já se aventou por aqui. Dar como certa sua candidatura, seria a forma de evitar tais especulações. De qualquer modo, é de se imaginar que o grupo londrinense (Paulo Bernardo, Vargas, Gilberto Carvalho, Nedson Micheletti) tem em mãos pesquisas sobre a cotação de Gleisi no cenário estadual. Como nada vazou sobre uma possível perda de pontos, acompanhando a queda da chefa, o estrago não deve ter sido significativo. Restam portanto 4 meses e meio para Gleisi consagrar sua passagem pelo importantíssimo cargo antes de reassumir seu mandato de senadora. Tempo suficiente para ajudar a resolver alguns dos problemas que hoje, se prejudicam seu oponente Beto Richa, transferem desgaste ao povo do Paraná. Algumas pendências que a boa política recomenda, demonstre a Chefe da Casa Civil, empenho em suas soluções. Fora disso, estará repetindo a autofagia que tem sido a marca registrada de alguns políticos, para infelicidade de nosso estado.
Meio apoio
Embora ainda desfrute de prestígio na ex-Capital do Café, mesmo tendo perdido a eleição municipal, um dos componentes da turma de Londrina do PT, Nedson Micheletti, pouca contribuição poderá dar à campanha de Gleisi Hoffmann. Isso porque tem que dedicar seus esforços para contornar a delicada situação que o Tribunal de Justiça lhe criou, condenando-o pela cessão da área do Jóquei Clube à PUC, em seu mandato de prefeito londrinense. Vai precisar ressarcir o município em valor ainda não definido.
Situação estranha
Vem de um vereador de Santa Rosa (oeste do Paraná), presidente da Acamop, o pedido de criação de uma CPI para investigar os gastos do Ministério Público estadual com passagens, diárias e supostas contratações de servidores sem concurso público. Isso, no momento em que a Assembléia vota a implantação do auxílio-saúde para a categoria.
Retaliação
Para o vereador Amauri Ludwig, que apresentou documentos provando os gastos efetuados pelo MP, é uma retaliação contra o excesso de investigação contra vereadores com entrevistas antes da tomada de medidas efetivas. Eles também tem telhado de vidro e nós vamos devolver as pedras. A crítica maior é quanto a divulgação de fatos, antes que o direito de defesa seja oferecido, garante o vereador presidente da Acamop.
Desigualdade…
Uma lei de 2011, que beneficiou desembargadores, juízes e os funcionários do Tribunal de Justiça, dando-lhes direito de ressarcimento de despesas de saúde para si e seus dependentes, foi questionada pelo Ministério Público por contribuir para aumentar a desigualdade social, criar discriminação, estabelecer regalia e vantagem.
…ampliada
Questionamento não acatado pelo Órgão Especial do TJ, o Ministério Público requereu o benefício para si. A mesma Assembléia que votara o projeto (transformado em lei) beneficiando o TJ, negou o direito ao MP. É esse o tema do projeto que voltou a ser discutido agora e aprovado na segunda-feira, ontem votaria a extensão do benefício também aos que exercem cargo em comissão no MP. Outras categorias certamente exigirão os mesmos direitos nos próximos dias.
