Velhos vícios
As dificuldades que parecem se espalhar pelo mundo desde principalmente a crise de 2008, e que hoje atingem o Brasil que pensou que passaria imune por ela, aqui no nosso país parece ainda não ter chegado ao fundo do poço. Não bastará apenas retomar o ritmo do crescimento para que tudo volte ao lugar anterior. Com o país e o mundo conectados pela Internet, a repercussão de cada ação, é imediata. Assim, o descrédito político é igual aqui, na Grécia, em Portugal, na Espanha, e em outros países, alguns dos quais afundados numa guerra fratricida como a Síria, sem perspectivas imediatas por envolverem choques culturais e religiosos, alem das questões puramente políticas ou econômicas. Até tempos atrás o nosso embaixador da euforia vendia ao mundo a imagem de que o Brasil estava infenso aos males gerais. Imagem logo desmentida quando começaram a focar os olhos para fora de seus próprios umbigos. Quando esses que faziam a nossa alegria comercial, aparentavam refletir só euforia, nós não tínhamos com que nos preocupaçar. O alerta sobre possíveis mudanças, como as vividas por clientes como EUA anteriormente, e chineses agora, não foram ouvidos. Não nos preparamos. Pelo contrário: aproveitou-se o momento de euforia para implantar uma política de subsídios para pobres e ricos. Sabe-se agora, mais para estes do que para aqueles. Enquanto a Caixa fazia a política do bom samaritano, o BNDES subsidiava os amigos do Rei, endividando o Tesouro. Os alertas sobre o restante da área empresarial não atingida por desonerações fiscais, ignorados. Precisou o povo sair às ruas, para com seu ruído despertar o país de sua letargia. Os vícios antigos porém são difíceis de serem vencidos. Na vida real e na política. Agora é correr atrás do prejuízo!
Reconhecimento
O calor do povo cristão, especialmente da juventude que afrontou todas as dificuldades para saudar o Papa Francisco, tem recebido o reconhecimento de Sua Santidade. Sábado, no Vaticano, ao ver a multidão na praça para receber a bênção na hora do Ângelus, fez referência à forma carinhosa com que foi recebido no Brasil. E dirigiu nova bênção a nosso país. Bem recebida e necessária por sinal!
Polícia ineficiente
A série de reportagens que a Gazeta do Povo vem realizando, mostrando a defasagem preocupante entre o número de crimes cometidos em Curitiba e a ação efetiva da inteligência policial que consegue solucioná-los, deixa bem claro o quanto a ação policial deixa muito a desejar. O número de crimes deslindados é insignificante diante da crescente violência.
Desistência
O desencanto do deputado federal Dr. Rosinha, especialmente pelo alto custo das eleições, leva-o a não disputar o pleito de 2014, garante matéria do jornalista André Gonçalves. No bojo da matéria que mostra o custo absurdo das eleições no país, uma outra informação preocupante: Dr. Rosinha quer se dedicar ao Parlasul, o Parlamento do Mercosul.
Mais estrutura
Dr. Rosinha é o relator da matéria que cria o Parlasul no Brasil, em votação no Congresso, com eleição prevista para 2014. O país, ao que se depreende, participaria com 74 cadeiras. O inaceitável é criar-se uma cara estrutura para uma entidade que desde seu surgimento só tem alimentado dificuldades. Ainda agora o Mercosul, salvo melhor juízo, vive o seu pior momento. Pelo menos políticamente, já que comercialmente a pouco tem servido.
Em choque
A referência feita pela coluna à possibilidade dos irmãos Dias – Álvaro e Osmar, disputarem o mesmo cargo de Senador, parece superada. Em conversa entre os dois, nos últimos dias, Álvaro comunicou ao irmão a intenção de disputar a reeleição. Como no final de semana Osmar esteve na região oeste e rompeu o mutismo que se impusera desde que assumira cargo no Banco do Brasil, não poupando críticas ao governador Beto Richa, a impressão passa a ser a de que estará disponível, caso a candidatura de Gleisi Hoffmann também seja atingida pelo tsunami que abateu os números de sua chefa no Palácio do Planalto.
