Caça ao caçador
A imprensa nacional, de quem tanto o PT reclama (claro, daquela que não está na mídia das grandes agências que atendem às estatais –Petrobras, Caixa, BB e por aí vai…) está prestando um serviço que interessa aos petistas e outros afins, com nomes julgados pelo STF em função do mensalão. Quando se anuncia o reinício do julgamento que condenou alguns figurões dos partidos de apoio, a imprensa dá cobertura a um possível deslize do ministro Joaquim Barbosa na aquisição de um apartamento em Miami. Irregularidade que teria sido praticada na forma de aquisição, na medida em que nos valores, nenhuma contestação haveria em função dos altos salários que no STF e anteriormente, o Ministro usufruiu. Como a notícia vem neste momento em que a figura do agora presidente do Supremo, deverá continuar sendo a mais atuante, a exemplo de sua participação na fase anterior do julgamento, a impressão que se tem é de que é muito coincidente. Ainda mais se levar-se em conta que, a denúncia partiu do representante da OAB no Conselho Nacional do Ministério Público, outrora um notório e respeitado, por que não, político pertencente aos quadros do PTB: Dr. Almino Afonso. Pode ser que apenas agora, a ser verídica a informação, o assunto tenha aflorado. Como porém já existem dúvidas de como se portarão os novos ministros do STF, nomeados pela presidente Dilma, depois de anunciado o resultado inicial e nesse período de suspensão do julgamento, a opinião pública teme que, como se imaginava, a impunidade não esteja enterrada. Bastará que ambos tomem posições favoráveis, mesmo que parcialmente, aos réus, para que eles continuem como estão: em absoluta liberdade.
Espinha sensível
Assim funcionam as coisas no Brasil quando surgem resistências no Congresso. Se as coisas complicam na flexível espinha dorsal dos parlamentares, que eventualmente insiste em não se curvar, o governo tira da cartola seu mais sensível argumento, aos quais poucos resistem: R$ 6 bilhões para as emendas parlamentares até o fim de 2013.
Perdendo força
Alguns parlamentares, mais otimistas que o Pangloss de Voltaire, chegam a imaginar que agora será diferente. Até por que estará em destaque a carta de alforria do Parlamento: a votação do orçamento impositivo que transformaria o pagamento das emendas parlamentares, em obrigatórias, independente da vontade e do partido do governante de plantão. Como isso favoreceria também à oposição, embora represente mais independência dos parlamentares, a impressão reinante em Brasília é de que esse orçamento impositivo começa a perder força. Claro que uma tendência somada à liberação dos R$ 6 bi.
Promessa
Os apertos sofridos pelo governo desde as manifestações espontâneas que mobilizaram o país, somados ao Encontro de Prefeitos ocorrido em julho, aparentemente vão representar também algum alívio para os caixas municipais. A presidente enviou ao Congresso projeto de ajuda financeira aos estados e municípios. Em julho, Dilma garantira R$ 20 bi de recursos às cidades. R$ 1,5 será liberado em agosto, e outro R$ 1,5 para custeio, em 2014.
Sem surpresa
Não há nenhuma surpresa na informação de que a Controladoria Geral da União (CGU), em 180 municípios pesquisados (verdade que a maioria no norte e nordeste), 73,7% das verbas do Fundo de Manutenção e Valorização da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), estariam sendo desviados dos objetivos. Num país em que a aplicação correta dos recursos públicos é exceção, desviar dinheiro da combalida educação, assim como da saúde não surpreendem.
Em choque
Manifestação contra a escolha do deputado Fábio Camargo para o TC, é o fundo a agitar curitibanos em manifestação defronte à Assembleia Legislativa. Isso ocorre no momento em que o presidente da Casa, Valdir Rossoni anuncia cortes em ascensões funcionais que ocorreram indevidamente. Não é prazeroso tomar medidas que mexem com famílias, mas não estamos cometendo injustiças. Apenas cumprindo a lei, afirma Rossoni.
