Quadro alterado

Indecisão é um fator em política que pode ser fatal. Saber a hora de definir posições, mesmo num cenário conturbado como o de agora, pode ser a diferença entre o ser e o não ser!Um exemplo acaba de ser dado. A indefinição de José Serra em sair do PSDB e assumir o novo Mobilidade Democrática, que surgiria da união entre PPS e PMN, determinou a pressão sobre este, que acabou desistindo da união. Só com o PPS, já que a alternativa do PSD vir completar o quadro, é muito problemática em função dos compromissos de Gilberto Kassab, a candidatura de José Serra praticamente inviabilizou-se. Embora o presidente do PPS, Roberto Freire, do alto de sua grande experiência política entendesse que o Mobilidade Democrática abriria espaço para inúmeros políticos com mandato insatisfeitos, deu espaço a que Telma Ribeiro do PMN, desse uma lição: Não gosto de alguém dizendo ‘Eu vou ver se vou ou não vou’. É sinal de que as pessoas não está nos vendo como parceiros. Quem quiser vir, vem. Não fala no último minuto: ‘Espera aí que eu vou ver. Se não tiver lugar melhor para  ir ou se o lugar onde estou não ficar melhor, aí eu vou. Partido não deve ser como mercadoria que você pode escolher entre várias possibilidades, pois isso demonstra que não há ideologia. De  pouco conhecida, Telma, com suas afirmações, embora saiba que na política brasileira entre os 30 partidos, ideologia é artigo há muito tempo extinto, vai conseguir visibilidade. Afinal, poderá estar mudando o rumo de uma eleição já por si complicada. Com Serra na parada, já que o tucanato definiu-se por Aécio Neves, mais Marina, se conseguir viabilizar sua candidatura, Eduardo Campos  e Dilma nivelada por baixo, um segundo e imprevisível turno seria  certo.  

Problema antecipado

Não se trata de ser píton, para escrever,  um dia antes (terça-feira) do problema surgir na imprensa, o que aconteceria com o final da obra da Arena da Baixada. Basta conhecer o estilo dos envolvidos, no caso, um, que se nega a dar satisfação de seus atos, convencido de que todos os envolvidos dançarão pela sua música. Os tempos porém, são outros! Petraglia corre o risco de ficar falando sozinho!

Carga reduzida

O que impressiona nas relações de prefeitos eleitos em 2012, ainda com situações pendentes na Justiça Eleitoral, é o vai-vem das decisões. A possibilidade criada pela legislação eleitoral de inúmeras liminares mudando decisões anteriores, cria um clima de absoluta insegurança. Nestes tempos em que mudanças são pedidas pela população, uma boa limpeza  na legislação jurídica brasileira (não só na eleitoral) faria bem.

Assunto…

O assunto do momento, passados os dias em que o Papa Francisco monopolizou a opinião dos meios de comunicação com suas mensagens de paz e amor, e até alguns puxões de orelha em dirigentes políticos, volta a ser o programa Mais Médicos. Antes de ampliar os anos de faculdade para a formação de médicos, uma espécie de serviço social, equivalente ao serviço militar obrigatório por parte de médicos formados em faculdades públicas, seria oportuno. Com direito a uma remuneração satisfatória. Afinal a sociedade bancou seus estudos e mereceria uma compensação.

…complicado

Outro problema a ser resolvido antes de soluções tapar o sol, seria uma atenção maior com os desvios ocorridos no SUS e a melhoria dos hospitais públicos. Como lembra o leitor Oldemar J.F. Costa, e chega à ideologia capitalista da classe médica, que se despiu de seu aspecto humanitário e social.

Em choque

De há muito os políticos fazem a delícia dos cartunistas. Entre grandes nomes nacionais e regionais, o cartunista Paixão, nascido em Japira no norte pioneiro, tem se fartado com frases e assuntos fora-do-eixo. Como a de ontem na Gazeta do Povo: Dilma, com a cabeça de Lula, numa redoma, em cima da mesa. Num balão a frase, próxima à dita em sua entrevista à Folha de São Paulo: Ele nunca saiu do meu governo. Deixando no ar, muitas dúvidas!