Antes tarde…

Dentre tantas notícias preocupantes em relação ao atual momento político brasileiro, de céu carregado, uma boa nova. Finalmente o governo deste  país de dimensões continentais, parace ter criado juizo. Começa a dar atenção a outros modais de transporte, que não apenas o rodoviário. Depois de ter levado ao sucateamente uma malha ferroviária que, principalmente no estado de São Paulo, era altamente expressiva, e abandonado à própria sorte a Rede Ferroviária Federal que em alguns trechos sobrevive com padrões do século passado, anuncia a retomada de outros importantes. A começar pela extensão da Norte-Sul, uma ferrovia que gestada no governo pós-ditadura de José Sarney, uma boa ideia, pelo menos inicialmente movida a objetivos excusos, parcialmente saiu do papel, embora sem sentido prático já que não conclusa. Agora, novos trechos dessa mesma ferrovia deverão ser licitados nos próximos meses, em PPPs. A boa nova se estende ao Paraná. Finalmente definido que o novo trecho Curitiba-Paranaguá seguira o mesmo caminho da 277, diferente da ferrovia atual, a antiquíssima mas ainda útil ferrovia construída pelos engenheiros Rebouças. A nova ferrovia iniciará em Maracaju (MS), onde um dos trechos da Norte-Sul terminará, seguindo pelo Paraná, aproveitando trechos da Ferroeste – Cascavel-Guarapuava, dali a Engenheiro Bley (Lapa) e Curitiba. Por enquanto apenas um sonho, como costumam ser muitos dos projetos anunciados pelo governo. Como este já tem data anunciada para as primeiras providências burocráticas – 18 de outubro, os trechos da Norte-Sul e o projeto paranaense no próximo dia 15, para tomada de subsídios ao longo de um mês, acredita-se que desta vez, vai.

Boca torta

As demonstrações de que a boca torta, provocada por tantos anos de uso do cachimbo, continua a produzir seus efeitos. Sabe-se agora que também o ministro Garibaldi Alves (a coincidênia de sobrenome com o prsidente da Câmara, também autor de idêntica façanha, não é mera coinvidência), utilizou-se de um jatinho da FAB para vir de Fortaleza, onde cumpria compromisso oficial ao Rio, melhor dizendo Maracanã.

Sem esperança

O desejo da presidente Dilma de realizar o plebiscito, como se essa consulta resolvesse todas as reivindicações populares, está cada vez mais longe de ser realizado. O próprio Arlindo Chinaglia, líder do governo na Câmara, reconhece a dificuldade de realizá-lo com vigência já nas eleições de 2014. Como orde é orde, vai tentar cumprí-la.

Pano pra manga

Requião não se deu por vencido. Mesmo com a dissolução do diretório municipal de Curitiba e outros 71, do PMDB, determinadas pela executiva estadual, indicando novos dirigentes, não se entregou. Obteve uma liminar na 14a. Vara Cível e realizou nova convenção. Infelizmente o horário não permitiu à coluna obter o resultado que certamente reconduzirá, ele ou alguém do seu grupo, possivelmente os deputados João Arruda ou Marcelo Almeida, para comandar o diretório curitibano. Criando porém uma confusão jurídica.

Folclore Político

Confusões políticas são especialidades do senador Roberto Requião. Desde sua origem no PMDB. Eleito deputado estadual em 1982, com objetivo definido de se candidatar a prefeito curitibano quando um dia as eleições diretas nas capitais  fossem restabelecidas (o que aconteceu em 1985), encontrou pela frente o deputado Erwin Bonkoski, radialista curitibano dono de mais de 100mil votos, cuja campanha era fundamentada nas suas apresentações da Oração da Ave Maria (18 horas) na sua Rádio Colombo e nas movimentadas romarias a Nossa Sra. de Guadalupe, que promovia. Requião elegeu esse companheiro de partido como adversário em potencial e passou a hostilizá-lo. Irritado com as provocações, algumas grosseiras como chamá-lo de gigolô da Santa, Erwin um dia quis partir para a ignorância. Requião não topou a briga: O Erwin. Eu te provoco para nós ganharmos destaque na mídia. Mídia que hoje lhe dá pouco destaque.