Recuo improvável

Há mais coisas no ar do que aviões da Varig, era uma expressão usual nos tempos em que a empresa gaúcha de aviação, até hoje não superada em atendimento pelas novas donas do mercado aéreo, existia. Nos tempos de hoje é bom que os governos se dêem conta de que, por traz das manifestações explosivas que ocorrem em praticamente todas as capitais onde houve aumento no preço do transporte coletivo, há mais fatores a influenciar essas confluências de pessoas convocadas via Internet. A palavra que definiria as reivindicações englobadas nesses movimentos populares seria: respeito. De fato, o brasileiro está cansado de ser desrespeitado nos seus principais anseios. Alguns dos protestos se deram ao redor de estádios construídos ou reformados para a Copa das Confederações. O mais ostensivo deles em Brasília, onde para um único jogo, torrou-se R$ 1,3 bilhão de dinheiro público. Isso num país que clama por melhorias na saúde, na educação e na segurança, é um acinte. Não por acaso ao ser anunciado o nome da presidente Dilma que compareceu para declarar abertos os jogos da Copa das Confederações, uma sonora vaia ecoou pelo estádio, obrigando o presidente da Fifa a pedir respeito a Sua Excelência. A completar o quadro de desencanto desenhado pelas manifestações, o absoluto despreparo do Batalhão de Choque da Polícia Militar  para lidar com uma situação como a  enfrentada na quarta-feira na capital paulista. Obrigando inclusive a um clima  de concessão para organizar as novas manifestações, sem a presença do dito Batalhão. Com um porém: invalidando qualquer recuo no preço da passagem pelos governantes, estopim dos protestos, na medida em que significará uma vitória desse tipo de movimento, trazendo o povo novamente para as ruas, a qualquer pretexto.

Rumo inesperado

A situação da disputa pela vaga do ex-conselheiro Hermas Brandão no Tribunal de Contas do  Paraná, começa a tomar contornos jamais imaginados nessa disputa. Fruto do envolvimento de várias personalidades alheias à cena, transformando a situação num confronto na área jurídica levantado inclusive por jornal de circulação nacional.

Parcelamento de débito

Um plano de pagamentos em até 36 meses proposto pela Prefeitura  para fazer frente às dívidas recebidas da gestão anterior, algo em torno de R$ 400 milhões, valor contestado pelo ex-prefeito Luciano Ducci, foi votado ontem na Câmara de Curitiba. Cerca de 45% do valor não empenhado em 2012, já havia sido aprovado anteriormente. As empresas que não aceitarem a proposta, terão que recorrer á Justiça.

Preocupação

Não só em relação às compras das famílias, inclusive com alimentação, a inflação em alta tem provocado mudanças de comportamento.  Também nas aplicações financeiras  em bancos, as perdas ocorridas tem deixado investidores em alerta.

Programa válido

O novo programa anunciado pela presidente Dilma, beneficiando usuários do Minha Casa, Minha Vida que estejam em dia com suas prestações, a poderem adquirir eletrodomésticos e móveis, a longo prazo e com juros baixíssimos, seria ainda mais acatado se os R$ 8 bi a ele destinado não saíssem do Tesouro Nacional e sim dos bancos oficiais. Visto assim, a oposição terá todo o direito de ver nesse bom programa, motivações eleitorais.

Uma no cravo, outra na ferradura

Um ambicioso projeto de comunicação via Rádio e TV Senado abrangendo os estados brasileiros, em parceria com órgãos públicos regionais para veicular sua programação, está sendo implantado pelo senador Renan Calheiros, ao custo de R$ 15 milhões. Isso no momento em que ele anuncia um enxugamento de gastos da Casa,  com economia de R$ 216 milhões em dois anos.

Em choque

A Pátria de chuteiras, expressão de Nelson Rodrigues, diante do desempenho das seleções que participam da Copa da Confederações, já permite visualizar uma semi final de tirar o fôlego: Brasil x Espanha.