Fogo “amigo”

A manifestação do vice-presidente da Caixa Econômica, o baiano Gedel Vieira Lima que se propôs a falar, quando todo mundo (PT e PMDB) prefere ficar resmungando pelos cantos, é bem a síntese do momento vivido entre os dois maiores partidos de apoio ao governo de Dilma Rousseff. Cochichos entremeados de intrigas que criam um ambiente insustentável entre os dois aliados. Especialmente neste momento em que a disputa eleitoral, com quase um ano e meio de antecedência, está posta. Gedel foi claro, embora reconhecendo que ocupa cargo no governo mas, antes de tudo, é um político com vínculo no PMDB: Precisamos furar esse tumor. Do jeito que está, admite, não dá para continuar. Isso dito numa semana em que os dois maiores nomes do partido, com poder na mão, um presidindo o Senado e outro, a Câmara, mostram insatisfação com o tratamento recebido no governo. O atrito entre a Ministra Chefe da Casa Civil com Renan, deixou melindres difíceis de serem superados. Daí as várias manifestações de peemedebistas contra a forma de atuação da ministra, candidata petista ao governo do Paraná. A prevalecer a proposta de cartas na mesa colocada por Gedel, ou o governo cede espaço para o PMDB participar efetivamente das decisões de governo e não apenas ocupar alguns cargos ou fica o PT como agora está: dono da bola. Cria-se assim espaço para lançamento de candidaturas regionais do PMDB, mesmo que em confronto com as do PT, caso que hoje interessa ao senador Lindembergh, no Rio de Janeiro. Igualmente aos partidários do senador Requião no Paraná, independente de ser ou não, Gleisi Hoffmann, candidata apoiada por Dilma e Lula. O próprio Gedel pode ter interesse na disputa baiana, daí a sua entrada em cena. Do jeito que está, com picuinhas de ambos os lados na base de Dilma, só irão beneficiar os adversários, admitem os dois lados.

Detalhe político

Um detalhe que tem sido amplamente divulgado, quando se compara a situação vivida por Santa Catarina que obteve mais de R$ 6 bilhões de empréstimos, quando o Paraná tem dificuldade em liberar pouco mais de R$ 3 bi, é ignorado. Atribui-se o êxito catarinense à movimentação do governador Colombo  , em constantes idas a Brasília. Ninguém se lembra que ele deixou o Democratas para se filiar ao PSD, que aderiu ao governo, mesmo que Kassab insista que o partido é independente. 

Briga de …

Por aqui, o que turva a água clara que o governo Beto Richa bebia, além das dificuldades financeiras que se agravam com as dificuldades para obter os recursos de empréstimos nacional e internacionais, é uma disputa que deve ocorrer no preenchimento da vaga de Hermas Brandão, no Tribunal de Contas, quando à partir dos próximos oito a dez dias, a Assembleia Legislativa tiver sido comunicada da vacância do cargo.

… foice

Nos bastidores, a disputa entre os deputados Plauto Miró Guimarães e Fábio Camargo deve ser acirrada. Até porque, antes da entrada acintosa de Fábio na disputa, com os apoios de que dispõe, com o pai na presidência do Tribunal de Justiça e o sogro, depois de longa passagem pelo TC,  em cargo do governo, e toda pressão que isso representa, Plauto era favorito absoluto, com apoio explícito de Beto, Rossoni e demais parlamentares. A situação lembra a propaganda do Bradesco: Vai que….

Até que enfim

A boa nova é o anúncio de estarem praticamente superados os entraves para a construção da ferrovia que ligará Mato Grosso do Sul a Paranaguá, com o aproveitamento de trechos da Ferroeste. A notícia anuncia que governo, ambientalistas e iniciativa privada estão próximos a acordo, com o menor impacto ambiental possível.

Em choque

No destaque ao plano Agrícola e Pecuário 2013/14 anunciado ontem pelo governo, contemplando o setor empresarial do agronegócio com R$ 135 bilhões e a agricultura familiar com R$ 20 bi, a preocupação de destinar recursos à armazenagem, calcanhar de Aquiles das grandes safras.