Previsões antecipadas
Depois de ser eleito vice-presidente da Câmara Federal, aproveitando inclusive o cargo para presidir duas sessões em que a criação dos Tribunais Regionais Federais foram votados, um dos quais em Curitiba, o deputado petista André Vargas (PT-PR) anda marcando constantes presenças aqui no seu domicílio eleitoral. Muito prestigiado por sinal. E, do alto da importância de ser o Secretário de Comunicação do Diretório Nacional do partido, fazendo avaliações que merecem ser respeitadas. Garante por exemplo que é zero a chance da Ministra Chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, não ser candidata ao governo do Estado no ano que vem. Pertencendo ao grupo londrinense do partido, no qual o casal Paulo Bernardo, também ministro como a esposa se insere, ao lado de Gilberto Carvalho, Vargas deve saber do que fala. Desmente portanto versões de que a Chefa da Casa Civil poderia ficar no cargo, no momento em que a presidente Dilma oficializar sua candidatura à reeleição, na medida em que ela vai precisar no comando dos programas de governo alguém de sua absoluta confiança, como parece ser o caso de Gleisi. Principalmente porque, com problemas pipocando por todo lado, caso da inflação que corrói o salário do trabalhador assim como erros apontados na política econômica, se a oposição usar bem essas situações junto ao povo, a campanha não será tão fácil quanto os petistas mais entusiasmados imaginavam. Acrescida do fato de que Lula está agora na alça de mira da Polícia Federal.
Trabalho hercúleo
Só boas intenções não serão suficientes. Será preciso trabalhar duro para fazer uma faxina nas leis deste país, muitas delas conflitantes ou redundantes, como pretendem os atuais congressistas. Entre leis federais, portarias e normas são nada menos que 180 mil. Isso mesmo: 180. Daí a burocracia imensa que se instalou neste país, permitindo que muitos criem dificuldades, para vender facilidades.
Mudança anunciada
A bancada ruralista no Congresso está mostrando a sua força. A criação de uma Comissão Especial que vai apreciar e dar parecer sobre a PEC 215/2000, é uma resposta à Funai que tem criado inúmeros problemas com demarcações de áreas intensamente habitadas. A PEC vai deixar ao Congresso a competência exclusiva para os critérios de demarcação de áreas indígenas, quilombolas e criação de unidades de conservação ambiental.
Com chapéu alheio
Os anúncios de ações do governo estadual apoiando os municípios paranaenses através do Programa de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios (PAM) vem suprir uma lacuna criada pela redução dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) que diminui a cada vez que o governo federal dá isenção de IPI para setores como a indústria automobilística e linha branca. O Fundo é constituído por IPI e IR. A cada cortesia do governo, cai também o Fundo de Participação dos Estados abastecido com as mesmas fontes.
Tem explicação!
Muito estranha a prescrição de pelo menos 3 mil ações envolvendo crimes de corrupção e improbidade, nos tribunais brasileiros, nos dois últimos anos. O número será ainda maior quando Paraná, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Rondônia mandarem suas informações. Terão prorrogado o prazo em 60 a 90 dias para isso. O levantamento é do Conselho Nacional de Justiça.
Em choque
Uma denúncia da ex-presidente municipal do PT de Curitiba, Roseli Isidoro, atual Secretária dos Direitos da Mulher da municipalidade, contra o ex-prefeito Luciano Ducci, acaba de ser acatada pelo juiz Marcos Vinícius da Rocha Loures Demchu, embora o parecer do MP foi pela improcedência da ação conforme alega Ducci. A ser cumprida implicará no recolhimento de R$ 706.000,50 ao cofres da prefeitura por suposta propaganda pessoal veiculada no aniversário de Curitiba, em seu mandato.
