Omissões imperdoáveis

De uma catástrofe criada pela natureza, cabe apenas a lamentação e a tristeza pelas vidas perdidas, especialmente. Em outras provocadas pela irresponsabilidade de muitos humanos, como a tragédia de Santa Maria, cabe não apenas lamentar. Ao que crêem, rezar pelas almas dessas centenas de jovens que tiveram seus sonhos cortados. Aos que não crêem, lamentar profundamente. Aos responsáveis, os rigores de leis que neste país, infelizmente, na maioria dos casos só existem no papel. Às autoridades, além da investigação rigorosa proposta pelo governador Tarso Genro, o cumprimento das punições aplicáveis  aos culpados (e são muitos, pela omissão já caracterizada), o atendimento às famílias das vítimas, sem as delongas da Justiça brasileira. São raros no Brasil os casos de indenização que só resolvem o aspecto jurídico, na medida em que para a dor dos que perderam seus entes queridos, não há ressarcimento possível. Como lembra a sabedoria popular que para cada situação tem um dito, as prefeituras brasileiras, os corpos de bombeiros e outros responsáveis por itens de segurança, seguindo à risca o depois da porta arrombada, tranca na porta, começam a tomar medidas para que em suas cidades não se repitam tragédias, mesmo que de menor intensidade já que esta foi a maior dos últimos 50 anos no Brasil. Inclusive a imprensa que deu a ênfase que o episódio merecia, precisa cobrar permanentemente dos poderes públicos, a adoção de medidas legais, capazes de fazer com que um sobressalto dessa intensidade não volte a ocorrer. Às autoridades da  bela e universitária Santa Maria cabe  identificar o funcionamento de uma casa noturna com alvará vencido, e punir duramente os que e porque se omitiram nessa fiscalização. Chega de impunidade trágica neste país!

Bate-…

Três situações diferentes, as mesmas preocupações. Os bem informados conhecem as acusações que pesam e a cada dia se ampliam, em relação aos candidatos às presidências da Câmara Federal e do Senado: contra Renan agora uma denúncia do Procurador-Geral da República. Outra eleição porém começa a ficar envolta em denúncias: a da OAB nacional. Em duas se vê envolvido o advogado piauiense que bate chapa com o paranaense Alberto de Paula Machado. Tenta-se agora  levantar dúvidas sobre o tesoureiro da chapa oficial.

-…chapa

Marcos Vinicius Furtado Coelho, o piauiense que promove o primeiro bate-chapa nessa OAB de tantas lutas históricas na Justiça e na política brasileiras, defende-se de uma das acusações. Passa raso pela outra, ainda mais grave. Já a chapa de Machado, contra quem pessoalmente nada consta, defende a posição de seu candidato a tesoureiro, advogado Ercílio Bezerra de Castro Fº, que responde a ação por contrato com dispensa de licitação (comumente aceitas quando se trata de especialistas) em Tocantins.

Batendo o martelo

Hoje é possível que o governador Beto Richa consiga bater o martelo na participação de mais peemedebistas em seu governo. Dois obstáculos, além da disputa interna no PMDB, precisam ser vencidos: os deputados exigem cargos com porteira fechada, isto é, assessoramento de livre escolha do que for escolhido.

Comprometimento antecipado

Outro problema a ser vencido é o comprometimento do partido antecipado, pelo menos da parte que derrotou Requião na convenção partidária, com a campanha à reeleição do governador em 2014. Condição que para os betistas é fundamental. Se não houver comprometimento com a reeleição, de nada adianta o acerto de agora, revela fonte palaciana.

Em choque

Fiel ao estilo de administração que não privilegia grandes reformas mas intervenções pontuais, o governo da presidente Dilma, de olho na reeleição, prepara um saco de bondades para os prefeitos municipais. Elas estariam vinculadas à Rede Nacional de Apoio às prefeituras, a ser implantada na Secretaria de Relações Institucionais, aumentando o cacife político da ministra Ideli Salvatti.