Explicações inaceitáveis

Um final  de ano como o Paraná não merecia. Por conta de um senador Roberto Requião que nem o espírito natalino consegue atingir. Tem lá suas razões para estar irritado, especialmente depois de ter perdido o comando do PMDB do Paraná. Não seria porém motivo para prejudicar o seu estado, impedindo a aprovação de um empréstimo internacional que se destinaria a vários programas importantes que o governo do Paraná pretende incrementar. Em áreas extremamente necessitadas! Nem se aceite a sua afirmação de que não aceita votar no escuro, isto é, sem saber a que se destinam os recursos. Da reunião da bancada federal promovida em 2012, quando Cássio Taniguchi (Planejamento), Haully (Fazenda), Cézar Silvestri (Desenvolvimento Urbano) e Alípio Leal (Ciência e Tecnologia) explicaram aos deputados e o senador, presentes,  a destinação  deste e de outros empréstimos, Requião não deu o ar de sua graça. Para Haully, o empréstimo está absolutamente dentro da capacidade de endividamento do Estado. Além disso, as justificativas do vídeo gravado por ele (Requião) inclusive com as costumeiras agressões a esse e a governos anteriores, para  sua postura de ser o único entre os 81 senadores a levantar dúvidas sobre a aplicação do dinheiro destinado ao Paraná, depois de ter apoiado empréstimos a outros quatros estados, é o replay de  coisas que ele sempre levantou contra  o que não foi o seu próprio. Só o dele foi competente. A propósito: se como afirma ele, o Paraná gasta R$ 500 milhões em propaganda vou pleitear a minha cota por defender ardentemente este estado, no qual não nasci. Brincadeira! Ocorre que, mesmo sendo paulista de origem, mas tendo trabalhado aqui com gente da seriedade de um Canet, de um Ney, de Affonso Camargo, Oscar Alves,o colunista conheçe a história do Paraná como poucos. Não conseque entender um filho desta terra que lhe deu tantas oportunidades, só atirar contra a própria trincheira.  

Quixotismo

A propósito: já que acima a coluna citou o nome de Jaime Canet e criticou Requião que, em não tendo participado da reunião em que os empréstimos internacionais foram explicados, agora alega não conhecer detalhes, uma frase daquele grande governador: Quem se omite perde o direito de decidir (se informar) mas também perde o direito de criticar. Com todas as letras o caso atual do nosso senador, triste reprise do Dom Quixote e seus moinhos de vento.

Fim de ano igual

Em Brasília o fim de ano não é menos tenso. Com o recesso do STF e o pedido do Procurador Geral da República para que os condenados do mensalão sejam imediatamente trancafiados, fica nas mãos do presidente do órgão máximo da Justiça brasileira, ministro Joaquim Barbosa a decisão de mandar ou não prendê-los.

Clima quente

Da mesma forma se o presidente do Supremo monocraticamente determinar a cassação do mandato dos três parlamentares condenados, mais a impossibilidade de José Genoino de assumir o cargo vago com a eleição do prefeito de Santo André, imagine-se o tamanho da encrenca se o presidente da Câmara não cumprir a determinação.

Temer apaziguador

Menos mal que o vice-presidente da República Michel Temer, está entrando como apaziguador dos ânimos. Aceita o direito do Supremo de determinar a cassação por nã estarem mais esses políticos no gozo de suas prerrogativas,  mas dá ao presidente da Câmara, Marcos Maia o cumprimento da decisão.

Em choque

A postura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de utilizar os palanques armados por centrais sindicais para incitar companheiros contra os que o agridem por conta de situações ocorridas em seu governo, com continuidade agora como se viu na ação Porto Seguro da Polícia Federal, assim como as andanças do condenado José Dirceu, desqualificando a decisão do STF, podem terminar em confusão. Frases como mexeu com Lula, mexeu comigo são provocativas.