Um longo caminho
Num debate promovido pelo jornal curitibano Gazeta do Povo, de que este colunista teve oportunidade de participar com aproximadamente vinte leitores daquele importante veículo,
uma verdade ficou patente: diferentemente do que se proclama, o brasileiro não gosta de política! Gosta sim! Sabe da importância que tem na sua vida. Só não tem voz, inclusive na imprensa que só expõe o que ela (imprensa) pensa. Do debate levado a termo com importantes comentaristas do referido veículo, quando inclusive foi questionado o futuro dos jornais, aparentemente ameaçados pelo crescimento de outras mídias, restou a certeza de que eles, por servirem como registros não deletáveis (para usar uma expressão corrente no informátca) podem sofrer naturais metamorfoses mas jamais sucumbirão. Foi um momento para reflexão. Até pelo espírito democrático que representou, com todos tendo a oportunidade de emitir opiniões nem sempre convergentes, mas respeitadas. Situação ideal para a política brasileira, tão carente de liberdade de expressão. Pouca liberdade esta consequência da democracia que se pratica por aqui, com predomínio dos poderes executivos, que são os que detém os caixas, sobre os demais. Outra certeza: com a atual legislação eleitoral, produzida a caráter pelos que dela se beneficiam, sem alterações possíveis pois legisladas pelos próprios, jamais chegaremos à democracia que sonhamos.
De todas as opiniões emitidas, ficou a certeza de que empresas como esta, com respeitabilidade, têm o dever de abrir espaço para o diálogo político, inclusive com pessoas de menor nível cultural, que por mal informadas aceitam a situação vivida atualmente como fatalidade. O país é jovem e a sua democracia pela primeira vez com durabilidade razoável (27 anos). Promover o debate talvez seja a missão dos melhor aquinhoados e ainda não engajados politicamente!
Questão para o TRE
Embora sem críticas à Justiça Eleitoral, assunto levantado nos debates diz respeito ao tema agora colocado em discussão no TRE: terão os prefeitos e outros candidatos cassados pela Lei da Ficha Limpa, por malfeitorias em mandatos ou em campanhas, que tiveram até o último momento oportunidade de substituírem suas candidaturas, direito de reivindicarem a contagem de seus votos depois de terem afrontado a lei.
Mudança…
Das principais críticas que se faz ao governo estadual atual por suposta imobilidade, talvez a principal ele nenhuma culpa tenha. Nos primeiros meses coube-lhe ajeitar a máquina administrativa que vinha de oito anos de estilo completamente diferente, ao seu. A seguir, a movimentação de um período eleitoral onde sua necessidade de manter o domínio obrigou-o a envolver-se inteiramente. Com eleição de 2 em 2 anos não há administração que resista!
…necessária
Na seqüência, com resultados negativos em pólos principais (Curitiba, especialmente), obrigando-o a já pensar no futuro. Tudo consequência de uma legislação que permite eleições a cada dois anos. Nas quais, queira-se ou não, os principais personagens da política estadual estarão envolvidos. Um absurdo! Especialmente num país em que reeleição é permitida e em que os partidos às dezenas, nenhum compromisso têm com desejáveis projetos de governo. Apenas de poder!
Ferrovias afinal!
Uma boa notícia vem do norte: a estrada de ferro (ideia dos ingleses que colonizaram de Jacarezinho a Londrina, e que traziam ferrovias no seu DNA) que corta a região vai ampliar sua atuação com atendimento a passageiros. Enquanto isso, a Universidade Federal do Paraná, no seu centenário, percebe a necessidade de participação maior na vida do estado e se propõe a realizar o projeto ferroviário Cascavel-Paranaguá.
Em choque
Uma sugestão aos veículos de comunicação do Estado: a promoção de debates políticos com suas populações , é um caminho certo para a inserção de todos no espírito de cidadania.
