Opção política inadiável
Um velho amigo fazendeiro mostrava ao colunista duas facetas do seu negócio. Não é fazenda. É fazendo. Sempre há coisas para se fazer numa propriedade agrícola. Além disso e talvez por isso mesmo, por não terem tempo de estarem sempre reivindicando como o fazem os profissionais de outras áreas, são mal atendidos pelos governos. Isso ainda hoje, mesmo com o cooperativismo forte existente no Paraná, unindo agricultores em torno principalmente da produção. Cuidando da evolução técnica, da comercialização. Um avanço extraordinário. Não suficiente porém para impressionar o governo que continua a dar mais atenção aos sindicatos funcionais, a exemplo do que fez Lula, ele próprio um sindicalista militante como diria Odorico Paraguaçu. Ainda agora, depois da má notícia de dias atrás quando se constatou que a pecuária paranaense (suinocultura e avicultura, ativíssimas na região oeste) deve levar pelo menos dois anos para se recuperar, o presidente da Associação Brasileira de Avicultura, Francisco Turra, em visita àquela região do Paraná afirmou que o descaso do governo trava o agronegócio, não obstante sua importância vital à economia do país. Segundo ele, o governo tem de decidir logo uma questão fundamental para o futuro dessa atividade: vai exportar commodities ou agregar valor às matérias-primas?, isto é, investir na industrialização que geraria mais renda e mais empregos. É uma opção política que o governo brasileiro precisa assumir, quando entender que, apesar de menos poder de grita, o campo é ainda um dos mais fortes pilares da economia brasileira. Não por acaso foi reconhecido que a agricultura salvou o Real. Frase que ainda martela na cabeça dos de melhor memória
Fase final
Passado o feriadão a campanha política nos segundos turnos pega fogo. Por aqui uma queda de braço: enquanto os casal de ministros Gleis/Paulo, tenta articular a vinda de Lula e a presidente Dilma para apoiar o candidato do partido, apoio que por sinal gerou algumas restrições a Gustavo, restrições que alguns anti-petistas tentam ignorar para votar na imagem que o Guga construiu, o outro lado luta em sentido contrário.
Comparação…
Provocando inclusive uma justificativa de Ratinho Jr., pouco favorável a Lula. Espera que ele fique neutro em função de sua amizade pelo pai, o apresentador Ratinho. Posição pessoal que se sobreporá ao projeto político/partidário. Além disso, ao criticar o fato do adversário, Gustavo Fruet, ter votado contra o governo, quando ele votou a favor da permanência da CPMF, esquecido que a retirada dessa malsinada contribuição, criada por sugestão do respeitado ministro Adib Jatene, só foi lamentada pelo governo. O povo aplaudiu.
…perigosa
Até por que, os R$ 40 bilhões arrecadados pela CPMF que se destinariam à saúde, foram desviados de seus objetivos. Gerando mal estar que culminou com a saída de Jatene do Ministério da Saúde, já que emprestara seu prestígio para aprovação da contribuição. Não convém que Ratinho Jr. traga esse argumento a debate para provar sua lealdade ao governo.
Bons moços
Embora como lembra Requião, fiel ao seu estilo, campanha de alto nível interesse a quem tem rabo preso, o eleitorado curitibano espera que desta vez a este período eleitoral ocorra em bom nível. Afinal Ratinho Jr. sempre fez o tipo bom moço e Gustavo, não obstante no cenário nacional tenha sido duro no combate à corrupção hoje em julgamento no STF, sempre foi um curitibano-família.
Novela real
O mesmo não vai se esperar das redes sociais da Internet, onde muitos dos que por ela transitam desabafam suas tendências, escondidos no anonimato. Mais das vezes com maldades explicitas, quais Carminhas eletrônicas.
Em choque
Superada a fase de condenação dos principais nomes do mensalão, tidos como os articuladores desse furúnculo político que finalmente veio a furo, punições exemplares são esperadas, gerando novas posturas para a moralização da política.
