Audiência garantida
Interessante a reação dos que acompanham pela TV Justiça, o julgamento do mensalão: depois de nunca terem tido acesso a julgamentos da magnitude dessa Ação Penal 470, o telespectador virou torcedor. Acredito que os petistas, assim como os advogados dos réus, contra o pronunciamento dos ministros. Os outros, fanáticos torcedores pela condenação dos envolvidos. A ponto de ficarem contra ministros que contrariam a postura dura de Joaquim Barbosa, o relator. Automaticamente refutando determinadas manifestações do revisor Ricardo Lewandowski, que, no entender de muitos está indo além da condição de revisar o que Barbosa apresenta, dando um novo voto. O fato se repetiu na quinta-feira quando do julgamento do núcleo político da AP. Lewandowski divergiu frontalmente quando o ex-ministro Chefe da Casa Civil, José Dirceu foi apontado como o mandante dos pagamentos realizados pelo tesoureiro do PT, Delúbio Soares, apontado por todos como o grande responsável pelas decisões que culminaram na denúncia de Roberto Jefferson, criando o maior escândalo do governo Lula, só agora julgado. O argumento de defesa do ministro, mais veemente que o do próprio advogado de José Dirceu, foi derrubado com uma avaliação contrária do ministro Luiz Fux, com argumento absoluto para quem conhece os meandros do poder: nunca, alguém que não fosse da absoluta intimidade, conseguiria audiência com Zé Dirceu, se este não soubesse do que se tratava. O argumento desmonta a tese de que nas reuniões ocorridas com o publicitário Marcos Valério, juntamente com o presidente do PT, José Genoino e o referido Delúbio, José Dirceu tivesse participado sem conhecer o assunto. Com o placar em 3 a 1 pela condenação, a audiência da TV Justiça para a sessão de terça-feira está garantida.
Conceito resgatado
Esse julgamento está resgatando o conceito do STF, antes um desconhecido do povo brasileiro que anda meio descrente dos poderes; incluindo-se aí o Judiciário, os executivos e ainda mais, os legislativos. Processo iniciado com as posturas do Conselho Nacional de Justiça que andou dando uns puxões de orelha nos Tribunais de Justiça do país.
Sem reflexo
Às vésperas da mais estranha eleição municipal de todos os tempos, pleito que divide as atenções com momentos dramáticos vividos no Brasil por conta do julgamento do mensalão e da CPI do Cachoeira, este um fato relevante que aparentemente veio à tona para esvaziar o julgamento da AP 470. Medida atribuída à esperteza do ex-presidente Lula que tentou em vão desviar a atenção da opinião pública de fato que compromete a cúpula do PT de seu tempo, sem reflexo aparente na eleição.
Esperança
Às vésperas da eleição que poderá mudar o quadro político nacional, com ascensão de nomes como o governador de Pernambuco, em destaque no cenário em que 2014 será vivido, os erros cometidos pelos institutos de pesquisa servem para dar esperança àqueles que hoje disputam posições diferentes nas avaliações, que não o primeiro lugar.
Novos nomes
Uma coisa parece ficar patente: os velhos nomes da política brasileira já não comovem eleitorado. Uma nova safra deve começar a emergir. Em Curitiba, mesmo que não consiga a vitória que hoje lhe é dada como certa, o deputado Ratinho Jr. que entrou no páreo aparentemente para reforçar sua excelente posição de 2010 (federal mais votado de todos os tempos), certamente, se não vencer agora, será nome certo para a disputa de 2014.
