Greve geral: veja quem vai parar em Campo Mourão nesta sexta

Várias categorias irão à greve geral convocada por centrais sindicais nesta sexta-feira (14). Em Campo Mourão e região, diversos serviços serão afetados pela paralisação, já que professores e servidores públicos confirmaram que irão aderir ao ato. Os bancários também deverão participar do movimento. Os manifestantes lutam contra a reforma da previdência e se opõem aos cortes de verbas na educação.

A professora Patrícia Lopes Romero, que faz parte da diretoria da APP-Sindicato de Campo Mourão, informou à TRIBUNA que várias escolas de Campo Mourão e região, que abrangem a APP, irão paralisar 100% das atividades enquanto outras 50%. Avaliamos que a adesão atingiu uma boa proporção porque representamos várias cidades da região, falou.

A APP-Sindicato de Campo Mourão representa as cidades de Altamira do Paraná, Araruna, Barbosa Ferraz, Boa Esperanca, Campina da Lagoa, Campo Mourão, Corumbataí do Sul, Engenheiro Beltrão, Farol, Fênix, Goioere, Iretama, Janiópolis, Juranda, Luiziana, Mamborê, Moreira Sales, Nova Cantú, Peabiru, Quarto Centenário, Quinta do Sol, Rancho Alegre do Oeste, Roncador e Ubiratã.

O protesto em Campo Mourão terá início na Praça São José a partir das 8h30, sendo finalizado às 17h30 com uma passeata dos manifestantes. A programação inclui panfletagem em toda a área central da cidade e alguns bairros. Vamos fazer panfletagem no comércio e no terminal. Muita gente não sabe o que realmente é esta reforma da previdência. Estaremos correndo os bairros também junto de outros sindicatos para informar a população. Vamos explicar às pessoas o que realmente é a reforma e quais serão as suas consequências, disse.

A professora da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus Campo Mourão, Alessandra Augusta Pereira da Silva, uma das organizadoras do movimento pela Universidade, informou que 100% das atividades serão paralisadas na instituição. É greve geral. Já havíamos feito várias reuniões e a ultima que aconteceu nos sete campi da Unespar foi uma assembleia deliberando a greve, explicou, ao comentar que além de professoras, vários alunos da instituição também sairão às ruas nesta sexta. Vai ser um dia histórico de luta, ressaltou.

Alessandra informou que às 9h30 professores e alunos participarão de panfletagem e um sarau de leitura a Praça São José, às 14 horas haverá um aulão na praça e exposição de projetos e programas da Universidade, às 15h30 concentração de trabalhadores na Praça São José, e às 17h30 passeata até a Unespar. Segundo ela, a partir desta greve os professores da Unespar se mobilizarão para restituição do Sindicato que representa a categoria. Na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Campus Campo Mourão, a diretoria de ensino repassou que não foi informada pelo sindicato representante da categoria de paralisação dos professores da Instituição.

Já na esfera municipal, a paralisação dos servidores será a partir das 15h30, quando se concentração na Praça São José. Convocamos a todos os servidores para somar aos atos em defesa da aposentadoria e contra a Reforma da Previdência, convocou o presidente do sindicato da categoria, Dione Clei Valério. Segundo ele, o movimento é ‘crucial na luta em defesa da Previdência Social e da aposentadoria de todos os trabalhadores e trabalhadoras’.

Essa mobilização é porque somos contra a reforma da previdência, não queremos morrer trabalhando pagando uma culpa que não é nossa. Somos trabalhadores e temos nossos direitos. Não queremos retroceder, já estamos retrocedemos com a reforma trabalhista que houve no passado e agora querem somar neste pacote de maldade e fazer a reforma da Previdência, falou Valério.

Ele disse que o município e a Câmara Municipal já foram informados da paralisação com antecedência. Pode até ser descontado dos salários, mas não queremos perder a aposentadoria, ressaltou.

Motivos

Os trabalhadores vão aderir à greve lutam contra a reforma da previdência, que altera pontos importantes, como o fim da aposentadoria por tempo de contribuição, obrigatoriedade de idade mínima de 65 anos para homens e de 62 para mulheres, aumento do tempo mínimo de contribuição de quinze anos para vinte anos e acaba com o cálculo para chegar ao benefício baseado nos 80% dos maiores salários, entre outros. A paralisação também se opõe aos cortes de verbas na educação. A expectativa de grande parte dos sindicatos é que as ruas fiquem completamente vazias nesta sexta-feira em várias cidades da região.