Questão de postura
Posição se comprova com atitudes. Como a de Erundina, abrindo mão de ser a vice de Fernando Haddad, pelo envolvimento dele via o paraninfo Lula, com Maluf. Infeliz também a manifestação do Ministro dos Esportes, pela escolha de Marina Silva como uma das portadoras da bandeira olímpica, na abertura dos jogos em Londres. Homenagem à postura ambientalista de Marina iniciada com Chico Mendes. Marcada inclusive pela sua saída do Ministério por não concordar com posições do governo Lula. Motivo de orgulho, não de estranheza. Aldo Rebelo é que não poderia estar no lugar, por sua participação como deputado na discussão do Código Florestal. Num momento em que no governo, ministros aceitam reprimendas que fariam corar um estudante que tem vergonha na cara, para se manterem em cargos aos quais não têm comprovado aptidão, a se dar como verdadeiras as espinafradas constantes da presidente Dilma, posições corajosas como a das duas referidas merecem respeito. Por sinal que a presidente, descontente com o comportamento de auxiliares, precisa parar de repreender e passar a demitir. O estágio a que chegaram as contestações sob a forma de greves, só diligenciadas muito após a instalação, inclusive no Ministério da Educação em que se confunde reivindicações por mudanças nos cargos de carreira, com acomodações sob forma de gratificações que não serão incorporadas às aposentadorias, deixa a descoberto a competência do ministério montado por Dilma, em confronto com o de Lula, mesmo que este, à custa do mensalão. Por sinal que, ao recuperar as imagens que deram origem a essa vergonha nacional, a Globo prestou um serviço ao país ao exibir o pronunciamento de Lula afirmando que o PT deve desculpas ao Brasil. Postura diferente da de hoje, quando afirma que o mensalão não existiu.
Resultado esperado
Assuntos não vão faltar para competir com o julgamento do mensalão, o maior e mais importante realizado pelo STF desde a reimplantação da democracia no país. Julgamento capaz de fazer o brasileiro retomar sua confiança nesse tipo de regime que privilegia a liberdade de expressão, inclusive na imprensa, o que na América Latina está sendo contestado por presidentes de países recém saídos de ditaduras.
Conveniência
A propósito: quando a Venezuela, de ingresso repudiado pelo Paraguai que mesmo afastado ainda é parte do Mercosul, assume participação nesse conglomerado político/econômico não obstante a postura pouco democrática de seu líder momentâneo (Chavez, passa, a Venezuela fica), empresários brasileiros aplaudem, convencidos de que uma parceiro que detém o terceiro PIB regional, interessa ao Brasil (e a eles).
De musa a vilã
A presença de Andressa Mendonça, com uma atitude grotesca transformada de musa em vilã nesse episódio grotesco que envolveu Carlinhos Cachoeira, dando mostras de quanto a política pode ser manipulada por interesses escusos, faz com que fique visível a extensão do império montado por ele. A ponto de tentar manipular até o Judiciário.
Rindo a toa
Dentre as inúmeras multas atribuídas a Roberto Requião por suas farpas atiradas contra adversários, uma vai ser aproveitada por ele em sua defesa. Trata-se da aplicada pelo desembargador Edgard Antônio Lippmann Jr., da 4a. Região, pelo mau uso que Requião fazia da escolinha de governo, em seu mandato. Lippmann foi aposentado por participação em esquema de vendas de decisões judiciais.
Em choque
Depois da cassação do mandato indevido (na opinião da coluna) do prefeito de Londrina, Barbosa Neto, eleito num segundo pleito pela cassação do eleito no primeiro, Antônio Belinatti, quando o justo seria a ascensão do segundo colocado, Luiz Carlos Haully, as baterias do PT se voltam para Maringá, visando desgastar o grupo do atual prefeito, Sílvio Barros II. Interessa ao partido eleger em Londrina a Márcia, ex-ministra de Lula, e em Maringá o presidente regional, deputado Ênio Verri.
