Episódios recuperados

Período eleitoral é tempo de, não só os gênios do mal que retornam nesses períodos depois de um período de hibernação mas, igualmente a imprensa, dependendo das campanhas a que se incorporarem,  trazerem  à baila  episódios envolvendo personagens que possam prejudicar campanhas em evidência. Com o recesso parlamentar produzindo poucas notícias em pleno período eleitoral, já se foi buscar nos arquivos a situação vivida anos atrás por um companheiro do governador Beto Richa, dos tempos de Assembleia, posteriormente na  prefeitura e até antes, para os que o conheceram prestando assessoria ao pai do atual governador. Face ao escândalo da época de participação do assessoramento na Assembleia, coisa corriqueira como se sabe hoje naquela Casa de Leis, assim como na Câmara curitibana, o crime cometido por Ezequias Moreira, deveria ter sido cobrado até o desfecho final, como ocorreu agora com João Cláudio Derosso que só foi deixado em paz, depois de destruído.  Como deveria ser sempre! Ir rememorar o episódio agora a quem serve? O jornalismo investigativo não pode ser episódico. Veículo de comunicação que se propõe a dele se valer, e reconheça-se, à partir do momento em que foi implantado no Paraná bons resultados produziu, tem que ser de vigilância permanente. Fora disso pode ser classificado como oportunista. Para não continuar em comportamentos locais, ficando restritos ao nacional,  a Folha, mais até do que o Estadão, estão fora dessa pecha. Já a Veja  teve denúncias contestadas pelo atual governo federal. Aí entra um outro fator: quando a denúncia atinge adversário, merece aplausos da situação. De outro modo, quando atinge o cerne do poder, passa a ser contestada. O novo episódio que vai dominar o ambiente, o julgamento do mensalão, irá mostrar quem está de que lado!

Episódios históricos

Para não citar o episódio Ferreirinha, farsa marcante e decisiva na eleição de 1990 no Paraná, vamos rememorar um momento em que um grande empresário cedeu à tentação de ser candidato ao governo de São Paulo. Disputando com os eternos Paulo Maluf e Quércia, Antônio Ermírio de Morais, dono de imenso patrimônio, viu um funcionário de uma de suas inúmeras propriedades brasileiras, no caso em Pernambuco, explorado como vivendo em condições que se aproximavam de trabalho escravo, segundo a campanha de Maluf.

Oportunidade perdida

Ele (Ermírio) que prestava serviços  à comunidade paulistana, administrando graciosamente a Beneficência Portuguesa, importante hospital caritativo da capital paulista de então, viu sua imagem enlameada. Um massacre que custou a São Paulo um desastre. Antônio Ermírio que poderia representar uma oxigenação na política paulista, praticamente desistiu da campanha e definitivamente da política. Maluf em contrapartida não ganhou, embora sobreviva até hoje. Venceu  Orestes Quércia para um desastroso segundo mandato, como aliás costuma acontecer.

Dúvida

Um novo partido vem aí: o Partido Ecológico Nacional, com os mesmos princípios do Partido Verde. Aliás, partido com princípios é o que não falta entre os quase trinta que atuam na condescendente democracia brasileira. Falta cumprimento dos programas assumidos. Tomara que o PEN não seja mais um. O deputado Francischini (ex-PSDB à partir de ontem) deve assumir a sigla no Paraná e  Cleiton Kielse vai acompanhá-lo deixando o PMDB.

Em choque

Da aguardada entrevista de Rosane (ex-Collor) Malta, separada do ex-presidente há sete anos, ao Fantástico duas únicas coisas aproveitadas: a revelação das bruxarias realizadas na Casa da Dinda para salvar o mandato e a mentira que pregou no Senado há 20 anos: não via PC Farias de há muito! Rosane revelou que o famoso arrecadador de campanha ( e continuador dessa ação depois da eleição) era freguês de caderno dos cafés matinais da Casa. Foi uma mentira ao Senado que levou à cassação de Demóstenes.