Vale-tudo político

A classe política, especialmente o governo federal que teve a oportunidade de mudar as regras eleitorais mas não se interessou por isso, pode provar do próprio veneno. Poderá depois dessa eleição que se avizinha ter que reagrupar, à custa de muita concessão, o seu submisso grupo de parlamentares. Os ressentimentos das campanhas municipais poderão produzir feridas difíceis de serem cicatrizadas, levadas para o Plenário da Câmara  Especialmente entre os derrotados ou aqueles a quem o governo não demonstrou preferência durante a campanha, em suas bases. Em Curitiba por exemplo, pode se dar uma dessas situações. Mesmo com a presidente Dilma (nego-me a chamá-la de Presidenta. A valer esse seu desejo quero ser chamado de jornalisto) afirmando pelo seu porta-voz extra oficial, Gilberto Carvalho (o porta voz oficial pouco fala) que não participará da campanha, a presença do presidente Lula deverá ser inevitável, pelo compromisso assumido com Gustavo Fruet, em presença do ministro Paulo Bernardo e do deputado André Vargas. Mesmo que condicionando sua presença no palanque do Guga a um evasivo dentro das possibilidades de minha saúde e de minha agenda, vai criar problemas com o Ratinho Jr.. Até por que, este, logo após o enorme espaço oferecido por seu pai no Programa do Ratinho, que lhes valeu (a Lula e Ratinho)  multa da Justiça Eleitoral por propaganda fora de hora, garantiu que Lula ficaria fora da campanha curitibana. De qualquer modo, ou fica mal com um, ou com o outro. Situação que pode se repetir em inúmeras cidades brasileiras. Até agora a posição do governo tem sido confortável na cooptação de apoios  os mais variados, entre os desprogramados partidos políticos brasileiros. Desde sempre vingou o vale-tudo! Vejamos depois!

Marqueteiros…

Numa visível demonstração de que os marqueteiros do candidato petista que Lula inventou para tentar desbancar José Serra, em São Paulo, fazem das tripas coração para evitar os efeitos maléficos da foto reunindo Lula, Fernando Haddad e Maluf, um fato interessante;

…geniais

teria Fernando retirado através o papagaio do realejo Chico, um bilhete da sorte, divulgado integralmente: Teu horóscopo anuncia-te felicidade, mas para conseguires é necessário que evites a companhia de certas pessoas que tratam de inclinar-te para o mal. Situação documentada fotograficamente,  com o candidato lendo o bilhete, ao lado do papagaio e sob os olhares de um homem (supostamente o dono do realejo) e uma mulher. A esta altura a dúvida: quem seria a companhia nefasta: Maluf ou Lula que criou a situação!

União faz a onda

O clima começa a esquentar na política, em pleno inverno. Não só por conta das eleições de outubro, por si só responsáveis por próximas dissensões com que os governos, não só o federal, terão que lidar para manter unidas suas bases divididas pelas coligações mais estapafúrdias. A reação a ser enfrentada é do funcionalismo público federal que, talvez pela primeira vez, une-se para reivindicações conjuntas de aumentos salariais que não estão previstos pelo governo. O estado é de greve geral.

Entusiasmo incontido

No ardor da batalha que trava há tempos, desde o governo Requião pela mudança nos contratos (realmente leoninos) que regulam os pedágios concedidos no governo Lerner (um deles Araucária-Lapa, por Requião), o deputado Cleiton Kielse (PMDB)  acabou ofendendo colegas, insinuando possível compra de apoios às empresas.

Em choque

Vai agora enfrentar o Conselho de Ética para provar suas afirmações. A denúncia partiu do próprio presidente da Casa, deputado Valdir Rossoni, a quem interessa seja o assunto esclarecido. Tal assunto marcará o reinício dos trabalhos da AL daqui há três semanas.