Apanham sempre

Quando as reclamações do cidadão comum,  contribuinte que sustenta a custosa máquina pública não são ouvidas, obrigando um outro órgão do mesmo governo a pedir socorro, chagamos ao fundo do poço. Com as chuvas piorando a já ruim qualidade de rodovias como a BR-467, que liga Toledo a Cascavel, trecho duplicado e inaugurado com bandas e foguetes no recém findo governo de Roberto Requião (qual foi mesmo a empreiteira que duplicou o trecho?), a Polícia Rodoviária Federal face ao grande número de acidentes, viu-se obrigada a recorrer ao Dnit, pedindo urgência numa operação tapa-buracos. Nesta altura para os paranaenses, justiça se faça, tem-se que reverenciar o período em que o sãomiguelense Luiz Antônio Pagot presidia o Dnit. Pelo menos, um dos poucos momentos na história do país, em que os políticos do estado tinham a quem se dirigir. Que este colunista, dono de memória privilegiada se lembre, ultimamente só quando Ney Braga, escolhido Ministro da Educação por Geisel, levou para Brasília uma plêiade de paranaenses (Osires Guimarães, Maurício Schulmann, Karlos Richbieter, Euro Brandão e outros), o Paraná foi bem tratado. Nem agora que tem três Ministros, conseguiu tanto quanto àquela época. Jaime Canet, então governador, agradeceu e transformou em obras os apoios que recebeu. O que aparenta é que os parlamentares do Estado, trinta ao todo, parecem mais preocupados em liberar as emendas individuais que cuidar dos interesses coletivos do Paraná. Afora lutas como as de Alfredo Kaefer, antes mesmo de ser deputado, pelo aeroporto regional,  demandas que este Estado aponta são muitas. Sem atendimento! Especialmente no agronegócio. Uma delas, lembrada na quarta-feira pelo deputado Elio Rusch,:as más condições a que chegou a suinocultura por aqui. Sem contar o desamparo  daqueles  que produzem soja, trigo, milho – do leite nem se fala –  que apanham por ter cachorro (preços bons em safra ruim) e por não ter ( safra boa e preços ruins).

Mudança tática

Os peemedebistas que lutavam pelo apoio do partido a Luciano Ducci, prefeito de Curitiba candidato à reeleição, aparentemente preocupados em não  bater de frente com Requião que apontara o neo-requianista Rafael Greca, como candidato, mudaram a estratégia: vão agora de Reinhold Stephanes Jr. para a convenção do sábado (23). Se perderem, convalidam a candidatura de Greca. Sem direito a choro, nem vela!

Punição única

A renúncia do vereador curitibano tucano, Paulo Frote, condenado por suposta improbidade administrativa, traz à baila uma situação sabidamente existente, de há muito,  em áreas legislativas e executivas (dúvida se existir será no judiciário). Receber parcelas dos salários de funcionários de gabinete, inúmeros políticos recebem. Até agora  só o coitado do vereador Custódio foi punido em Curitiba.

Fiscalização desatenta!

Basta lembrar que no Paraná, 197 agentes públicos que receberam dinheiro da União e cometeram irregularidades em suas aplicações ou na prestação de contas foram punidos pelo TCU. Embora o Tribunal de Contas do Paraná mantenha suposta fiscalização permanente na Câmara e na Assembleia, poucas denúncias foram feitas antes do recentes escândalos da AL e do longo período de João Cláudio Derosso.

Racha familiar

O governador Beto Richa, acendendo uma vela para o presidente do PMDB,  Waldyr Pugliesi, candidato a prefeito pela quarta vez em Arapongas – sua esposa Irondi também já foi prefeita, dobra uma das últimas resistências do PMDB a seu apoio. Com Guto Grassano, na sua vice, Waldyr pode também dividir a família de seu arqui-rival Colombino Grassano.

Em choque

Candidatos a prefeito incluídos na Lei da Ficha Limpa, precisam avaliar bem as denúncias contra eles propostas, antes de tentarem nova eleição. Um entendimento entre STE e a CGU, vai punir os eleitos que depois sejam cassados pela Ficha Limpa, obrigando a nova eleição, a pagarem os custos do novo pleito.