Estamos preparados?
Passada a euforia de um período em que vendedores de ilusões levavam ao povo as promessas de dias melhoresque vieram embalados pelos ajustes feitos na economia à partir de Collor que abriu o mercado brasileiro, e Itamar/FHC que colocaram a economia em ordem, estabilizando a moeda e tirando-a da fantástica inflação em que fora metida, caímos na realidade exibida por uma mulher que aparenta não ser afeita a exibicionismos econômicos. Enfrenta no entanto momentos que se antecipam difíceis, em que não apenas a bolha imobiliária americana imobiliza o mundo. Também a Europa vive momentos difíceis que, como um surto de gripe na economia, coloca na defensiva países como a Alemanha, até dias atrás uma fortaleza. Da Grécia pouco há mais a ser dito, senão o fato de economicamente estar a um ponto da estagnação completa. Com outra boa parte da Europa em dificuldades, os olhos voltam-se para a Espanha. Tanto quanto outras economias – Portugal, Irlanda, esse país está com as portas do mercado fechadas para ele. É difícil imaginar uma saída afirmam economistas. Essas dificuldades que parecem atingir inclusive a China, acenam para um futuro sombrio. Estará o Brasil pronto para enfrentar esse cenário, dependentes que somos de exportações para compor o nosso PIB? Não basta apenas o governo jactar-se de estarmos preparados. O Brasil está inserido na economia global já descrita por Mcluhan. A pergunta que cabe agora é: que plano para um cenário agravado o governo tem? É importante que mostre, na medida em que como hoje se afirma, apesar das fanfarronices da época, perdemos o trem da história que a crise americana ofereceu, num momento em que já não eramos mais tão dependentes dela. Não fizemos a lição de casa, com as reformas necessárias, redução dos gastos públicos e investimentos insuficientes.
Nova…
Com a MP 556 tendo caducado, o governo volta a pleitear a aprovação da emenda que amplia o uso do Regime Diferenciado de Contratações. Insere o projeto na MP 559, que trata de outro assunto. Tenta assim mudar a Lei de Licitações de 1993 que, a bem da verdade, não cumpriu sua função de sanear a corrupção: nunca se roubou tanto neste país.
…tentativa
Se realmente bem intencionada amudança valeria ser tentada. Dar a obra integralmente à empresa vencedora de licitação (inclusive a feitura do projeto), cujo valor não seria explicitado. Sem direito a aditivos contratuais, maneira pela qual a corrupção é embutida depois da obra ganha. O mais caberia a uma fiscalização ampliada e séria que evitasse os conluios.
Documentos comprometedores
A se confirmarem os rumores de quem já esteve na sala do cofre, que também poderia se chamar a caverna de Alí Babá, onde estão os documentos coletados pela Polícia Federal e que deram origem à CPMI do Cachoeira, a existência de comprovantes de contrato do governo do Rio com a Delta, para fornecimento de radares, sem licitação, justificaria a convocação do governador Sérgio Cabral (PMDB) à CPI.
Parada dura
Pelo andar da carruagem, nenhum resultado da eleição de Curitiba será surpreendente. As pesquisas internas comprovam ainda o que as já divulgadas apresentaram: Gustavo Fruet e Ratinho Jr. manté a liderança, como atual prefeito Luciano Ducci em terceiro. Gustavo acrescentou a seus apoios o PV. Para analistas, o apoio da bancada de deputados do PMDB(a maior parte do interior) a Ducci por pressão do governador, pode não ter a mesma influência que os 8% de votos (nas pesquisas) que Rafael Greca, se preterido, pode transferir a Fruet ou Ratinho Jr.
Em choque
O apoio do PR, partido da base governista da presidente Dilma, à candidatura de José Serra, em São Paulo, pode ter significado maior que a simples simpatia pelo candidato. Pode contextualizar o descontentamento de partidos dessa bancada com o PT nacional e com a pouca atenção que recebem do Planalto.
