Quem fala demais…

Há momentos em que políticos experientes como Cândido Vacarezza (PT), líder do governo na Câmara Federal, deveriam respeitar a sabedoria popular que ensina em determinadas situações ser  o silêncio de ouro.

Melhor calar que dizer mais uma bobagem das muitas  repetidas. Pois Sua Excia teve o desplante de afirmar que troca de ministro não é crise. O governo termina bem o ano. Esqueceu-se que não houve troca: aconteceram  derrubadas o que equivale a  crise, sim! Nem todos os denunciados foram punidos. Ao revés: dois deles continuam sendo protegidos. Negromonte pela bancada do PP e Pimentel, pela própria presidente. O novo  governo assimilou o recado dos partidos logo aos primeiros embates, nos quais, pelo menos uma derrota ocorreu e em outras, adaptou-se às exigências da sua ampla base. Situação meio parecida com a que vive no Paraná o governador Beto Richa, quando, assessorado sabe-se lá por quem, resolveu reforçar sua base,  já suficiente, com meio PMDB. Em situações como essa, causando desconforto aos companheiros de primeira hora e sem garantia de que a sustentação seja pra valer. É preciso aguardar o primeiro grande embate, no caso a eleição municipal de Curitiba, para se avaliar o comportamento que o partido terá. Não basta pois, no caso da presidente Dilma, dar ela agora declarações de independência, que causaram mal estar entre partidos de sua base. Lembram eles, aqueles que Lula reuniu para apoiar Dilma, tratar-se de uma via de mão dupla: ao tempo em que se beneficiavam da popularidade do presidente, garantiam espaço no novo governo. Que ela agora ameaça negar como se nada devesse a esses partidos que, na pior das hipóteses, cederam à sua campanha seus tempos de televisão. Uma citação atribuída à Bíblia ensina que, quem pariu Mateus, deve embalá-lo.

 

Mal estar

A entrada de meio  PMDB no governo Beto tem sido criticada por companheiros de primeira hora. Afinal, alguns desses, entre os quais o atual presidente e o líder do governo na AL, fizeram oposição cerrada a Requião durante oito anos. Sem tréguas e sobrevivendo a pão e água! Repartir o bolo depois da vitória está sendo indigesto.

 

Preparando 2012

Quem vai estar presente hoje em Campo Mourão é o presidente estadual dos Democratas, deputado Elio Rusch. Em reunião com o presidente local, Nery Thomé e dirigentes do partido na região. O encontro visa preparar o Democrata  para candidaturas municipais em 2012. O próprio Nery é visto como excelente opção em Campo Mourão.

 

Dois pesos…

Assim como no cenário nacional em que Dilma desfruta hoje um grande apoio a seu governo, por aqui, o prefeito Luciano Ducci tem bem mais de 60% de aprovação de sua administração. Aprovação que não se reflete nas pesquisas eleitorais onde, com todo o poder da máquina que usufrui (somada à do Estado), amarga um terceiro lugar nas pesquisas.

 

…duas medidas

Sua avaliação entre os eleitores não reflete sua obra, incluindo as da Copa, que grandes benefícios trarão a Curitiba que andava mesmo afastada dos seus melhores tempos de criatividade. Estava perdendo a cara do Jaime Lerner, avaliou o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) em entrevista.

 

Desprestígio

Um erro é visível na comunicação da Prefeitura curitibana: as obras anunciadas, todas importantíssimas, são obras do PAC da Copa. Significa dizer que se a capital paranaense não tivesse sido incluída para medíocres 4 partidas em 2014 (inexplicavelmente ficou de fora da Copa das Confederações de 2013), nada disso aconteceria.

 

Em choque

Dois assuntos vão dar o que falar em 2012: a liminar do STF, limitando ações do CNJ: julgamento de juizes só pelas Corregedorias dos TJs, impregnadas de corporativismo;  na Câmara de Curitiba, as conclusões inconclusivas da CPI do Derosso. A frustração só não é maior por que o MP e o TC continuam investigando.