Santos e vilões

Entre as comemorações desta época natalina, uma é especialmente bem vinda: um ano complicado na área política brasileira está se encerrando. No cenário nacional, a queda de seis ministros e mais dois sob suspeita, já seria suficiente para marcar 2011. Embora por um ângulo seja positivo: já não se faz neste governo, vistas grossas às malfeitorias (palavra reimplantada no dicionário pela presidente Dilma), embora os casos sob suspeita ainda possam causar estragos na sua avaliação, hoje positiva. Muito se deve à pouca imprensa livre, como este jornal, já que à época de Lula, um experiente jornalista que por ter sido da Globo, da Band, entendeu que  para chegar ao Departamento de Notícias, por vezes o caminho mais curto é o Comercial. Com essa visão que o Gushiken não tinha por falta de vivência na área, Franklin Martins concentrou na sua secretaria de Comunicação, todos os recursos.  As autorizações de inserções nas grandes redes de comunicação do país passavam por ele. Aquelas que tinham TVs, rádios e jornais, isto é, maior poder de fogo. Condicionadas à submissão! Esqueceu-se de um episódio narrado pela crônica lendária: o de Davi que com uma funda (estilingue) derrotou Golias. Deixou de fora as revistas que por serem semanais teriam menor impacto. Repercutidas em jornais regionais e de segmentos. Assim começaram  escândalos sucessivos. Lula fez de conta que não viu. A cada fato novo, criava um projeto popularesco que ocupava o espaço nas mídias pagas. Construiu assim um santo de pés de barro, uma popularidade que agora Dilma  está consolidando: para si! Precisa  ter a consciência de que,  num país de memória fraca, o santo de hoje é o vilão de amanhã! 

 

Resistir é preciso

A preocupação é justificativel. Lideranças do oeste paranaense, especialmente as de Guaíra, principais interessadas, temem a devolução da administração da ponte Ayrton Senna que liga Paraná e Mato Grosso do Sul, ao Dnit. Embora ainda haja situações a serem resolvidas para melhorar a trafegabilidade sobre a importante via, inclusive a sua iluminação, devolvê-la ao Dnit é a pior das perspectivas.

 

Incompetência

O órgão nacional responsável por estradas e pontes tem mostrado sua incompetência em outras obras retomadas por ele, na região oeste. Caso da BR-163, entre Cascavel e Capitão Leônidas Marques, hoje em péssimas condições. Além do Contorno Oeste de Cascavel, obra interrompida pelas impropriedades de sempre, que deverá ser retomada com grande prejuízo ao erário público.

 

Questão de estilo

Mais do que no período lulista, esta etapa da vida nacional em que uma  mulher, mais técnica que política,  pela primeira vez assume o poder, é marcada por um estilo tipicamente feminino. Homens convivem entre si, sem confiar muito uns nos outros. Mulheres têm preferências. Especialmente pelos mais atenciosos. Os que não as contrariam. Em governos, como em casas, homens pensam que mandam!

 

Mudanças…

Talvez isso explique pela primeira vez um casal ocupar ministérios num mesmo mandato. Para sorte do Paraná, estado preterido em outros governos, o casal é paranaense. E forte neste período. Não por acaso, Sameck que vem de outros mandatos, companheiro de pesca de Lula, já está sendo convocado a disputar a prefeitura de Foz, sua cidade de origem.

 

…sutis

Itaipu cairia nas mãos de Paulo Bernardo, que apesar  de ser do período lulista, faz dupla com a Chefe da Casa Civil. Marido de Gleisi, do Planejamento para a Comunicação, Paulo cria ciumeira. É muito poder em mãos de poucos reclama o PMDB e, até o PT de outras vertentes. Dos  que defendem posição que sabem que não levarão: candidatura própria à prefeitura de Curitiba.

 

Em choque

Os próximos dias mostrarão se as mexidas no governo Dilma não eliminava  apenas gente imposta por Lula e não contava com sua simpatia. Se pra valer, Pimentel e Negromonte estarão com os dias contados!