Atitude inteligente

Se como ensina a sabedoria popular para bom  entendedor meia palavra basta, ao ministro Carlos Lupi um dicionário de bolso precisa ser recitado para que ele entenda que sua hora já passou. Não há mais como ficar dando uma de cara-de-pau, como escrito ontem aqui. É conveniente que ele se dê por achado e definitivamente, peça o boné. Antes que outra semana se inicie e que a presidente Dilma, em sua volta cumpra o que disse em Caracas. À pergunta irônica feita pela jornalista da Globo que cobria sua visita à Venezuela, onde alguns presidentes latino-americanos se encontravam para traçar rumos em relação à crise internacional que pode chegar como um tsuname no continente, questionando se a manutenção de Lupi no governo se devia à declaração de amor que fizera, também com ironia respondeu: Tenho 63 anos, uma filha de 34 anos, um neto de um ano e dois meses. Não sou propriamente uma adolescente e eu diria também uma romântica. (…) Qualquer situação referente ao Brasil vocês podem ter certeza que eu resolvo a partir de segunda-feira. Como já pedira explicações convincentes a Lupi sobre os dois empregos simultâneos no Rio e em Brasília, convicção que não pode existir pois como afirmou o próprio Procurador-Geral da Republica, em princípio é crime, corroborando a decisão do Conselho de Ética que recomendou sua saída, mais inteligente seria que, quando Dilma voltasse encontrasse em sua mesa de trabalho um pedido de demissão. Até por uma questão de caráter! Coisa que em muitos casos anda realmente ausente. O que faz com que a generalização, sempre imprópria como se viu no caso das ONGs punidas coletivamente, tome conta da opinião pública contra a classe política como um todo.

 

Política à deriva

A defesa feita aos bons políticos na frase final deste comentário, remete a gente bem intencionada que faz política no Brasil. Inúmeros exemplos poderiam ser citados. O problema é que no jornalismo, o fato ruim se sobrepõe ao bom! Basta prestar atenção aos quinze minutos iniciais dos telejornais e ver que são dedicados à criminalidade que realmente é crescente. Daí ser difícil hoje encontrar mais gente de bem que aceite entrar para a política. Como lugar não fica vazio, a conclusão é óbvia.

 

Leilão

Um governo vai ter de pagar um alto preço se quiser evitar que a oposição faça emendas à DRU no Senado. Conseguiu a retirada de 2 assinaturas que completavam as 28 necessárias mas há outras demandas a serem atendidas. O senador Álvaro Dias garante que têm outros nomes para assinarem as emendas que destinam mais recursos principalmente à saúde. Nomes que só serão conhecidos na quinta-feira, quando a votação acontece em primeiro turno.

 

Esperteza política

Com uma jogada esperta a oposição conseguiu empurrar para a semana que entra a votação da terceirização pretendida pelo governo do Paraná para áreas como a saúde. Trancou a pauta por não terem sido votados dois vetos do governador.

 

FOLCLORE POLÍTICO

Amigos lembravam numa roda uma das estórias contadas no livro lançado pelo colunista contando História e Folclore. Assunto que veio a propósito da tentativa de paraguaio de levar cocaína escondida no estômago. Rememoraram o feito do ex-deputado apucaranense, Padre Haneiko. Em visita a Foz, fez o que todos fazem: foi às compras em Ciudad del Este. Ao chegar à Receita Federal, de volta, com poucas compras, foi abordado por duas jovens apucaranenses, suas conhecidas,  que compraram além da cota. Pediram ajuda a ele. Pe. Haneiko pegou alguns vidros de perfume, ergueu a batina e colocou-os nos bolsos da calça. O fiscal brincou com ele ao exibir suas compras: Só isso Padre? O senhor não tem nada escondido?. Maliciosamente, Haneiko apontou para um pouco abaixo do estômago e respondeu: Tenho sim. O que tenho aqui é dessas moças. Você quer ver? O agente achou melhor não!