Fato inédito

È quase norma  fazer crítica nas colunas que editamos. Donde a imagem de que só acontecem coisas ruins na política. O deputado Elio Rusch (DEM)  relator do Orçamento de 2012 para o Paraná, e a equipe técnica que o assessora, à frente uma funcionária de 24 anos na área, Ana Beatriz Prado, assim como o presidente da Comissão, deputado Nereu Moura (PMDB)  passaram os últimos  finais  de semana e feriados, debruçados sobre os números, acrescidos de nada menos que 2.736 emendas. Que precisam ser vistas uma a uma, no mínimo para evitar erros de grafia.  Entusiasmados de, fato inédito, colocarem-no em votação na Comissão de Orçamento  antes do final de novembro. Só depois irá para o Plenário. O período de recesso legislativo só pode ser iniciado depois de as normas financeiras que delimitarão os passos do governo no próximo ano,  passarem por discussões e  redação final. Nada menos que R$ 35 bilhões de reais analisados. Retirando-se aproximadamente R$ 3 bi do Fundeb, dinheiro carimbado para a educação, esse é o volume de dinheiro que Beto poderá gastar. Valor fantástico não fora por um detalhe: disponíveis para investimentos, pouco mais de R$ 1,5 bi. Muito pouco para as necessidades do Paraná, cuja infraestrutura em vários setores, apresenta  precárias condições. Pergunte-se a uma dona de casa caprichosa, se deixados à deriva estragos feitos durante algum tempo, quanto custará para  colocá-la  de novo em ordem! Imagine-se um estado com milhares de obras! Daí a necessidade de financiamentos para a realização de ações emergenciais. O sucesso de agora, ao colocar em votação se tudo correr bem, na próxima segunda-feira, em primeira votação, antes do mês de novembro expirar, realmente comprova que nem tudo é suscetível a crítica quando se trata da casa de Leis do Paraná. 

 

Anti-pedágio

Apesar da movimentação que os adversários do custoso pedágio que se pratica no Paraná (com toda razão), estarem sempre promovendo manifestações liderados por esse incansável Acyr Mezadri, a cobrança no Paraná continua caríssima se comparada com as que o governo federal implantou.

 

Certeza

Uma certeza quem usa as rodovias cedidas pelo governo federal ao Paraná,  tem. Se outros trechos pedagiados pelo Denit, que sempre primou como se sabe  por gordas mordidas nos preços de obras executadas, e hoje cobra valores bem menores em relação aos praticados no Paraná, para que fossem aceitos os valores impostos aqui, certamente acertos foram feitos.

 

Novos tempos

Menos mal que o secretário de Infraestrutura do Estado, José Richa Filho (Pepe) já informa que apesar de se anunciar pedágio em alguns novos trechos sujeitos à duplicação (em fase anterior trechos duplicados foram pedagiados a valores altíssimos), os preços serão aceitáveis e inclusive bem recebidos pelas partes interessadas. Sem possibilidade de prorrogação dos contratos atuais.

 

Tarde demais

Cabe hoje uma revisão em relação ao comentário de ontem, sobre a situação da Câmara Municipal de Curitiba: por ter sido escrita em momento em que a decisão de Derosso de se afastar por 90 dias da presidência da Casa, ainda não havia sido tomada. Só o foi pela ação do MP, tentando neutralizá-la. Aparentemente sem êxito, na medida em que o pedido de afastamento definitivo, bloqueio de bens e ressarcimento ao erário ainda prosseguem na Justiça.

 

Bem vinda

Notícia para micros e pequenas empresas, inscritas no Simples: além do já anunciado aumento de limite de faturamento para  caracterizar tais atividades, a informação de que nos próximos dias o Diário Oficial da União publicará a regulamentação para parcelamento dos seus débitos.

 

Em choque

Apesar do  aumento de IPTU anunciado na imprensa com estardalhaço, a Prefeitura de Curitiba garante que apesar da defasagem, a correção se dará pelos índices da inflação. Atualização pelos níveis permitidos pela Câmara seriam absurdos!