Péssimo exemplo

Um episódio que mobiliza a renomada USP (Universidade de São Paulo), uma das mais prestigiadas do país é tema de discussões acirradas. Por vários motivos: o primeiro deles a forma como estudantes derrotados na assembleia convocada para discutir o problema criado com a presença da polícia no campus, depois que vários assaltos tinham sido perpetrados, inclusive com a morte de um acadêmico, reagiram. Tudo em função de três deles terem sido apanhados fumando maconha, e submetidos a termo circunstanciado lavrado na delegacia da região. Foi o estopim que determinou a revolta. O que se seguiu foi uma série de trapalhadas. A medida (presença da polícia)  foi discutida na assembleia convocada pelo Diretório Central dos Estudantes, reunindo mais de 1 mil pessoas que, democraticamente, por maioria, decide acatar a mautenção. Inconformados, cerca de 20 estudantes,  encapuzados invadem a Reitoria. O confronto com a polícia é inevitável, aumentando a tensão e terminando em depredações ao patrimônio da USP. A opinião pública estarrecida faz alguns questionamentos: alunos que estudam de graça numa universidade de grande prestígio, podem agir como vândalos? Se a ação era válida (apesar de derrotada na assembleia) por que se esconderem atrás de capuzes? Agora com a determinação da Justiça para que abandonem a Reitoria, se isso não acontecer normalmente a polícia deve retirá-los a força? Serão tais alunos punidos?Quem pagará pelos estragos: a própria sociedade que mantém a USP com o dinheiro suado dos paulistas? São indagações sobre o comportamento de jovens que se supõe de bom nível intelectual  e que acenam para um futuro preocupante!

 

Solução possível

A forma encontrada pelo governo do estado para conseguir que a concessionária do trecho que passa por Cascavel e chega a Foz, para duplicar o corredor da morte em que se transformou o trecho Medianeira-Matelândia, tem sido contestado por alguns. Não fora essa decisão, embora questionável, a situação se estenderia por longas discussões. Como aconteceu em passado recente, sem solução como se viu.

 

Contratos comprometedores

Tudo ocorre por conta dos contratos realizados ao tempo de Jaime Lerner (o preço do pedágio ficou sendo a nota dissonante em  sua brilhante carreira), embora poucos saibam que ele não foi o principal negociador. Negociações altamente favoráveis às concessionárias, por razões sobejamente conhecidas neste país (o Paraná não fugiu à regra).

 

Renúncia…

O desfecho da situação política  paulistana,  em relação à candidatura que será lançada pelo PT à sua prefeitura, era esperada. A pressão do presidente Lula, reforçada pela da presidente Dilma levou Marta Suplicy, de grande rejeição na elite mas prestigiada pela periferia a renunciar.

 

…negociada

Não será surpresa se, quando Fernando Haddad afastar-se do Ministério da Educação para assumir a candidatura (tem antes que passar na convenção pelo persistente senador Suplicy), Marta ficar com sua vaga no Ministério. Na campanha, a cruz de Fernando será o Enem.

 

Folclore Polìtico

No momento em que se discute a forma com que o governo do Estado resolve problemas do pedágio (compromisso de campanha), assim como retificando erros cometidos no projeto de aumentos do Detran, vale lembrar o período em que Jaime Canet Jr. governou o Paraná. Mesmo avesso à propaganda ostensiva de governo, sua presença ficou marcada especialmente no interior. Homem de posições firmes, sua frases ressoam até hoje. Lugar não fica vazio. Se não for ocupado pelos bons, será ocupado pelos ‘outros’. Um alerta ao eleitor! Outra afirmação que fazia com freqüência, inclusive quando tinha que dizer não: Não prometo. Assumo compromisso. Os prefeitos da época, quando faziam reivindicações e recebiam a aprovação do governador, sabiam que poderiam gastar por conta: Canet sempre honrava sua palavra.