País das regras excessivas
A situação chegou a um nível tão preocupante que se fosse agora a escolha dos países que sediariam a Copa, o Brasil teria sido retirado da lista (O que lamentavelmente não aconteceu!). Além de todos os problemas internos ( até Ministro de Esporte investigado), os compromissos assumidos pelo governo Lula com a Fifa, não aceitos pela presidente Dilma que resiste em aprovar a Lei Geral da Copa, que muda leis nacionais em benefício de patrocinadores da entidade maior do esporte bretão: o futebol. Exigências da Fifa, por sinal uma entidade colocada sob suspeita pelo jornalista inglês Andrew Jennings, autor do livro Jogo Sujo – O Mundo Secreto da Fifa, ouvido ontem pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado por iniciativa do senador Álvaro Dias. Apresentou provas contundentes contra os atuais dirigentes daquela entidade e também de João Havelange (ex-presidente da CBF e da Fifa), assim como contra seu ex-genro Ricardo Teixeira, que o substituiu como presidente vitalício da CBF. Se aprovadas as exigências que o Brasil de Lula aceitou cumprir, e que o de Dilma resiste, qualquer estabelecimento em Curitiba, situado a dois quilômetros da Baixada, não poderá vender cerveja que não seja a Heineken, ou whisky que não o Johnny Walker. Brincadeira tem hora! Num país que não consegue fiscalizar bares que vendem bebidas para menores, exigências como essas são absurdas. Prova de que, como perguntava o turista inglês a um brasileiro, sobre determinada situação que o impressionou mal: não existe uma lei contra isso! A resposta foi mais surpreendente: Tem, mas não pegou. Não por acaso neste país leis, decretos, normas, federal, estaduais e municipais, depois da Constituição de 88, ultrapassam os 3 milhões. Quem vai cumprir?
Confirmação
Perdoem os leitores que esperam notícias políticas mas elas são escassas, quando não misturadas às esportivas. A previsão da coluna de que as obras necessárias a preparar o país para estrangeiros admirarem no mês de julho de 2014, enquanto brasileiros são penalizados anos a fio, seriam superfaturadas, já são visíveis. O TCU já as estima em R$ 700 milhões. No Maracanã, remodelado para sediar o jogo final, se a equipe brasileira não ficar pelo caminho, o sobre-preço é de R$ 100 milhões.
Censura explícita
Nenhuma surpresa num país em que aumento no preço é a norma, não a exceção. Se aqui, nas barbas da imprensa forte há corrupção, imagine-se o que ocorrerá em estádios bancados integralmente pelo governo no nordeste, onde os coronéis como Sarney e outros, ditam normas e manipulam notícias. Sem direito à imprensa de noticiar, caso do Estadão em relação a seu filho.
Nomes citados em vão
A campanha que o PCdoB insere nos horários gratuitos (?) cedidos pela Justiça Eleitoral aos partidos, expõe nomes como os de Oscar Niemeyer, Jorge Amado, Olga Benário, Luiz Carlos Prestes, para só citar alguns do comunistas notórios do país que afrontaram até a Polícia de Getúlio em 1937, e em outras fases de contenção. Alguns deles, já falecidos, estarão virando-se nos caixões pelo que se faz hoje em nome da causa que eles defenderam.
Fundo abastecido
Quem lembra o assunto é o Rogério W. Galindo, da Gazeta do Povo: se conseguir mudar a lei que criou o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), o ministro Paulo Bernardo traz para sua pasta (Comunicações) algo em torno de R$ 3 bilhões. O fundo é irrigado por 1% do faturamento das teles e, seus recursos por enquanto, estão no caixa único do governo.
Em choque
O Senado a pouco mais de dois meses lançou a Frente Suprapartidária Contra a Corrupção e a Impunidade. Submisso ao Executivo, a ideia surgiu depois que a presidente Dilma iniciou a sua faxina. Pena que a presidente tenha perdido o prazo para completá-la quando os rumores sobre convênios do Segundo Tempo começaram.
