Acirramento
Faça a cama e deite na cama, ensina a sabedoria popular. Useira e vezeira em aprontar confusões no governo anterior, a TV-Educativa, agora é.Paraná, mais uma vez se vê alvo de discussões. Na festa que marcou a concessão de R$ 1 bilhão do governo federal, a fundo perdido, para a construção do metrô de Curitiba, justamente o discurso da presidente Dilma sofreu interferências. O que complica as explicações fornecidas pela diretora de jornalismo, Ângela Luvisotto foi o fato de os discursos de Beto Richa e Luciano Ducciterem sido transmitidos na integra. Problemas técnicos alegou a direção da TV. Já o discurso do ministro das Cidades, realmente não tinha sua transmissão prevista, informa a emissora. Provocando manifestação irada da presidente do PT local, Roseli Isidoro, que pede medidas disciplinares por parte do Ministério das Comunicações, no que é apoiada pelo deputado André Vargas. Ministério que por ironia é dirigido pelo ministro Paulo Bernardo que, em outros tempos sofreu na carne as agressões do governador de então, Roberto Requião, na escolinha, o que lhe valeu uma indenização judicial a ser paga pelo agora senador. O problema se agrava por ter a OI-TV do grupo RPC, usando a mesma geradora, a Empresa Brasileira de Comunicação, transmitido toda a cerimônia sem interferências provocadas pelo mau tempo que de fato ocorria. O episódio acirra a situação iniciada com as ruidosas manifestações de petistas (e adjacências) durante a cerimônia, registradas ontem por esta coluna,. Provocando a manifestação da ministra Gleisi que lamentou a politização da cerimônia. Por este preâmbulo se premoniza o clima em que a eleição municipal de Curitiba vai ocorrer.
Nossa homenagem
É infeliz essa referência à tão criticada escolinha do governo Requião, justamente no dia do PROFESSOR, que pelo menos em colunas é valorizado; escrito com letras maiúsculas. Num dia como hoje, homenagens seriam devidas, não estivesse a categoria tão relegada a segundo plano. Apesar de todas as constatações de que países que alcançaram grande desenvolvimento, o iniciaram com investimentos maciços em educação.
Postura infeliz
A postura do advogado que assessora o ex-diretor geral da Assembleia Legislativa, Abib Miguel, em seus exames no IML para constatar a veracidade de seu abalo mental, investindo contra o Gaeco, não beneficia seu cliente.
Direito de resposta
Ao revés. Propicia respostas como a do procurador de Justiça, coordenador do Grupo. É um arroubo de eloqüência infeliz e despropositado (compará-lo à Gestapo). O Gaeco não forja provas. Mesmo porque não tínhamos necessidade de fazê-lo.
Resultado negativo
A constatação de que a Receita recebe menos de 5% dos acordos que promove com seus devedores através o Refis, justifica-se. Mesmo com a redução da multa absurda pelo percentual, mais juros e correção, quem não pagou antes fica em dificuldade para honrar o novo acerto. Fosse a Receita magnânima como o BNDES em alguns de seus recentes empréstimos, certamente obteria melhor resultado.
Folclore político
As escaramuças que se observa nesta ante-véspera de período eleitoral, mostram que inimigos não mandam flores. Alguns duelos verbais se antecipam, especialmente pelo fato de estarem na liça contendores com boa comunicação verbal, caso de Gustavo Fruet e Rafael Greca. O cenário político por sinal, anda fraco em matéria de grandes oradores. Já não se produz, por exemplo, tantos Lacerdas como antigamente. Carlos Lacerda foi um esgrimista da palavra. Suas intervenções, quando deputado federal, foram inteligentes e mais das vezes, ferinas. Como em certa vez que discursava criticando o governo e foi interrompido grosseiramente por um deputado nordestino, governista ferrenho. Vossa Excelência é um purgante agrediu o parlamentar. E Vossa Excelência é o efeito respondeu Lacerda, de bate-pronto.
