Poucas certezas

Prazo é problema para as obras que deveriam ser realizadas para preparar as cidades-sede para a Copa do Mundo de 2014. As informações do governo são contraditórias. Enquanto o ministro Orlando Silva (dos Esportes) ufanamente garantia em 2 de abril que os preparativos para a organização do mundial de futebol aumentam dia a dia. Trabalhamos para organizar a melhor Copa da história, um evento que deixe um legado que orgulhe os brasileiros, lembrou a jornalista Rosana Félix, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior já não acena com a mobilidade urbana como essencial para a operacionalização da Copa. Comemora o governo  alguns inícios de adequação de aeroportos mas sem certeza de que estarão prontos em 2014. Aqui, no Afonso Pena de São José dos Pinhais, um remendo:  terceira pista, nem pensar! Se não sair agora sairá quando? O mesmo ocorre com Guarulhos cujas obras foram embargadas pela Justiça pela ausência de licitação. A alegação de que se tratava de obra emergencial não foi aceita. A emergência existe há muito tempo afirmou a autoridade judicial! Tempo suficiente para que as medidas legais fossem adotadas. Dos estádios nem se fale. O Beira Rio, em Porto Alegre, o Itaquerão, do Corinthians na grande São Paulo e a Arena da Baixada, pelas decisões emanadas do governo não podem receber verbas públicas. O Itaquerão já foi beneficiado com uma ilação fiscal de R$ 400 milhões pelo prefeito Gilberto Kassab. O estádio do Atlético vive situação complicada: Mário Celso Petraglia, contrapondo-se ao atual presidente, apresentou proposta diferente da acordada pela Diretoria e elegeu-se gestor da obra. Questionado na Câmara Municipal de Curitiba, saiu-se com esta: As obras iniciam dia 3 de outubro. Com qual recurso, com dinheiro de onde, ainda não sabemos!

 

Tempo…

A medida em que passam os dias e as decisões do TSE são adiadas, os prefeitos e vereadores que pretendem ingressar na legenda fundada por Gilberto Kassab (eleito pelo DEM), vêem aumentar suas preocupações. Os que ainda não deixaram seus partidos de origem se dão mais uma semana, para aguardar a decisão. O prazo fatal para o PSD estar registrado a tempo de disputar eleições municipais é 7 de outubro.

 

…curto

Antes disso a complicada legislação eleitoral brasileira que, se não é exigente em termos de cumprimento do programa partidário, o é em relação a prazos, vai botando empecilhos  ao partido que Kassab pretende fundar, com vistas  a se engajar no já volumoso esquema de apoio ao governo de Dilma Rousseff. Com boca torta dos que há mais tempo na coligação (tomará o lugar do PR, recém desligado?), torcem o nariz  por terem que dividir ainda mais o bolo.

 

Objetivo torpe

Partido político no Brasil se funda para participar do governo que apesar de aumentar a cada ano a sua arrecadação, não sabe de onde tirar dinheiro para o fundamental: saúde, educação, segurança. Com isso o orçamento nacional que é cada vez maior pela carga fiscal do país que cresce, fica como cobertor de pobre: se cobre a cabeça descobre os pés. Dinheiro para malfeitorias que é o nome sofisticado que  se dá à corrupção sobra. Para  áreas essenciais, não há!

 

Censura de novo

Depois da anulação pelo Superior Tribunal de Justiça das provas da operação Barrica,  realizada pela Polícia Federal  que investigou o filho do senador José Sarney e em conseqüência derrubará outras, não será surpresa se policiais federais cederem à corrupção. Repetirão o humorista Millor Fernandes: ou nos locupletamos todos ou, restabeleça-se a moralidade. O filho de Sarney já conseguiu há tempos na Justiça que o Estadão de São Paulo divulgasse qualquer informação contrária a ele.

 

Em choque

O calado do porto de Paranaguá deverá ser rebaixado por falta de dragagem. Depois de tanta celeuma, o Canal da Galheta continua do jeito que estava. Até quando?