Debate acirrado
A discussão que agora começa sobre os financiamentos internacionais (e nacionais) que o governo do Paraná obtém para investimentos em várias áreas, por conta especialmente do tão aguardado metrô de Curitiba e obras para a Copa como o término da Arena da Baixada, tem várias nuances. Os internacionais por precisarem passar pela Secretaria do Tesouro Nacional e posteriormente pelo Senado, onde os três representantes do Paraná lhes fazem restrições, muito mais de caráter político pessoal que ideológico, área em que apenas Requião se identifica. Os recursos do PAC, alguns sobre forma de empréstimo, outros por participação oficial nas obras, especialmente as da Copa, têm outra característica; ainda não se tem absoluta visão sobre o tipo de metrô cabível a Curitiba. Para o prefeito Ducci e oIPPUC, o modelo seria o tradicional, incrustado na terra, com projeto já definido. Para Jaime Lerner, Curitiba poderia ter outras soluções viárias, sem necessitar de metrô convencional. Agora surge a visão do virtual candidato peemedebista, apoiado pelo senador Requião. Para Rafael Greca, com a capacidade de argumentação peculiar e que, por ter sido prefeito da capital a conhece como poucos, a solução moderna e mais barata seria o metrô aéreo, com roteiro alternativo às várias linhas das canaletas implantadas por Lerner para os ônibus e que deram grande prestígio à época, ao hoje problemático sistema de transporte coletivo de Curitiba. Não deixa de ser uma solução interessante, se viável, para complementar o preocupante sistema curitibano que, se ainda não atingiu a saturação, caminha rapidamente para isso! Será um debate a incrementar a disputa eleitoral de 2012 que já se antecipa virulenta (e possivelmente, violenta também). Com bons debatedores como Greca e Fruet na parada, Luciano Ducci vai precisar caprichar na sua comunicação.
Preocupação
Para a Chefe da Casa Civil da Presidência, Gleisi Hoffmann, a liberação de licitação para obras da Copa é fundamental para agilizá-las. Com o atraso decorrido, quando só faltam 990 dias para o início do evento internacional, o Brasil corre o risco de fazer fiasco, com obras em pleno andamento ao início da competição. Pior: com preços muito aviltados.
Na mesma moeda
O grupo de deputados do PMDB que aderiu ao governo Beto Richa (PSDB) foi a Brasília. Explicou-se com o senador Roberto Requião que faz críticas contundentes a seus companheiros, pela iniciativa. Foi contestado pelo deputado Alexandre Curi que o lembrou ter parte do PSDB ( e até alguns do Democratas) aderido a seu governo (2003/2010) sem que ele reclamasse.
Folclore Político
Como previsto acima, a eleição municipal de Curitiba deve se dar em torno de projetos para a cidade, nos próximos anos, na medida em que suas dificuldades de toda ordem aumentam, com o crescimento quase desordenado, fruto do fluxo populacional que vem de todas as direções: inclusive de outras capitais, atraído pela fama de cidade boa para se viver, o que já não é tão verdadeiro. Em outros tempos, quando Curitiba tinha apenas cerca de 300 mil habitantes as eleições eram disputadas mas com poucos projetos a serem implantados. Como ainda agora, com os recursos do marketing político, ganhas no velho bom papo. Em 1962, com um PTB recheado de bons oradores, Iberê de Matos, Carlos Alberto Moro, o governador Ney Braga (PDC) lança um pouco conhecido engenheiro, Ivo Arzua Pereira para disputar a prefeitura curitibana. Como Ivo fosse estreante em palanques, a recomendação é de que gastasse a sola do sapato apresentando-se à população. Para a propaganda de rádio, jornais, cartazes e a ainda incipiente televisão (fundada aqui em 1960) o slogan adotado foi MAIS AÇÃO E MENOS CONVERSA. O slogan somado ao prestígio de Ney, levou Ivo à Prefeitura.
