Bate boca na Câmara marca 1ª sessão ordinária do ano
A primeira sessão ordinária do ano, ontem à noite, da Câmara de Vereadores de Campo Mourão, foi marcada por um bate boca bastante acalorado entre o presidente da casa, Pedro Nespolo (PPS) e o vereador Eraldo Teodoro (PMDB). Com direito até a socos na mesa. O desentendimento ocorreu porque não houve um consenso durante a sessão sobre o tal do voto global para aprovação dos requerimentos apresentados. Eraldo foi o único a não concordar e, segundo ele, de acordo com o regimento interno da casa, caso um único vereador não concorde os projetos e requerimentos têm de ser decidido no voto a voto. Foram praticamente 40 minutos de tumulto na sessão só por causa do mardito do voto global. E no final das contas, ficou justamente tudo no voto a voto. E ainda há discussão no Legislativo de formas de atrair a comunidade a participar das sessões. Dessa forma?
Mudança nas comissões
Teve gente que até achou que Eraldo queria tumultuar a sessão. No entanto, ele estava mesmo era chateado com o presidente da casa. Isso porque a mesa Executiva do Legislativo formou ontem de manhã as comissões e, após consenso entre os vereadores, Eraldo, pela votação da maioria, permaneceria na Comissão de Legislação e Redação. Porém, após a votação que formou as comissões, a mesa executiva teria se reunido novamente e feito algumas mudanças na Comissão de Redação e Legislação. Resultado: tiraram Eraldo e colocaram Olivino Custódio (PR). Na visão de Eraldo, a conduta não foi legal, isso porque houve votação que o escolheu. Isso não existe. Foi de forma arbitrária, disse o vereador a este colunista. Meche com quem tá quieto, meche.
CPI será discutida hoje
Encerrando o assunto a discussão para criação da CPI que apurará irregularidades no cemitério irá somente hoje a plenário. Segundo o vereador Isidoro Moraes (PP), autor do projeto, tem servidor da prefeitura recebendo por fora para fazer as carneiras. Ademais, fora o bate boca entre Eraldo e Nespolo, o restante da sessão, que encerrou às 22h30, foi morno. Os vereadores aprovaram, por unanimidade, todos os requerimentos apresentados. Apenas o projeto que pedia a alteração do horário das sessões para as 18 horas teve pedido de vista e voltará a plenário nas próximas reuniões.
Polêmica na reabertura do pronto socorro
O presidente da Santa Casa de Campo Mourão, Paulo Adriano Davidoff, pediu ontem afastamento do cargo. Ele alegou que a decisão foi tomada para evitar que seja alegada qualquer dificuldade que pudesse comprometer o trabalho da Comissão de Revisão de Custos e Acompanhamento de Gestão no hospital. O grupo foi formado há duas semanas, durante a visita do secretário estadual de Saúde, Michele Caputo Neto, para negociar a reabertura do pronto socorro. Apesar da justificativa oficial de Davidoff, fontes da Santa Casa informaram à Gazeta do Povo, que a decisão dele foi influenciada após ter recebido mensagens no celular no final de semana, contendo supostas ameaças pessoais do vereador Luiz Alfredo da Cunha Bernardo (PT do B), coordenador da comissão. Aiaiai…
Luiz Alfredo sobre supostas ameaças: não passa de fofoca
Este que vos escreve, conversou com o vereador sobre o caso. Bernardo alegou que a informação da Gazeta do Povo não condiz o que esta acontecendo. Recebi ofício por ele [Davidoff] que justificou o afastamento. Não passa de fofocas, comentou o vereador. Segundo Bernardo, Davidoff é seu amigo. Falamos tantas coisas nesses dez dias. Que poder tenho eu para isso. O que eu falei está escrito na matéria [encaminhada à imprensa no sábado à noite], que aqueles que defenderem interesses particulares passaremos por cima, comentou Bernardo. O vereador ressaltou que não há nada de ordem pessoal. Segundo ele, o próprio Caputo disse que se não houvesse um consenso o Estado interviria no hospital. Xiiiii…
Câmara apresenta gastos de janeiro
A Câmara de Vereadores de Campo Mourão apresentou na sexta-feira, as despesas referentes ao mês de janeiro. Os gastos ultrapassam os R$ 330 mil. Somente com salários dos servidores são R$ 215.702,14. Gastos com INSS, R$ 30.619,71; previscam – R$ 10.581,44; material de consumo – R$ 8.854,00; estagiários – R$ 4.850,60; serviços terceirizados – R$ 54.932,37; móveis e equipamentos – R$ 6.094,00. No primeiro mês do ano os vereadores não usaram nenhuma diária. O presidente da casa, Pedro Néspolo (PPS), comentou que a prestação de contas será feita todos os meses. Tudo para haver a maior transparência possível.
Detran no Lar Paraná
O vereador Edilson Martins (PR), está solicitando a implantação de um posto de atendimento do Detran no Lar Paraná. O vereador alegou que a própria população do bairro, estimada em 20 mil habitantes, está fazendo a reivindicação. O pedido de instalação do posto será encaminhado ao secretário estadual da Segurança Pública, Cid Vasques. Martins justificou que o Detran local realiza, em média, 350 atendimentos diários. Segundo ele, o órgão localizado na Asa Leste da cidade acaba dificultando o deslocamento dos moradores da região do Lar Paraná. Hummmmm…
Deputada recebe reivindicações
A deputada estadual, Marla Tureck (PSD), esteve ontem em Quarto Centenário. Na ocasião, ela recebeu do prefeito, Reinaldo Krachinski (PMDB), uma série de reivindicações. Entre elas: recursos para melhorias das galerias pluviais, poços artesianos, calçamento, barracões industriais, casas populares, veículos, equipamentos de saúde, sinalização viária, entre outros. Durante a visita, Marla disse que dará total apoio às necessidades do município. Já é um começo, né?
Douglas em Araruna
E ontem, o deputado estadual, Douglas Fabrício (PPS), participou da abertura da semana pedagógica em Araruna. O evento foi realizado no Colégio Estadual Princesa Isabel. A escola foi escolhida por estar entre as 16 do Estado contempladas na primeira etapa da entrega de tablets para os professores e lançamento do programa Sala Conectada. O deputado parabenizou a direção e professores pela escola estar contemplada na primeira etapa dos novos programas. Mas que beleza.
Dito e Escrito
De todos que estão aqui eu sou a única que não tem interesse econômico nenhum. Fundamos isso há tantos anos para ser um trabalho coletivo. E não para ser tomado por grupos como está sendo hoje.
Lenilda de Assis, presidente do Conselho Municipal de Saúde de Campo Mourão, sobre a Santa Casa.
