Bafafá

Depois de todo o bafafá envolvendo a Santa Casa e prefeitura de Campo Mourão na segunda-feira, a justiça acabou intervindo e determinou ao hospital a retomada do atendimentos aos pacientes do SUS. Essa novela que todo mundo já está cansado de assistir e enche o saco, vem se arrastando há algum tempo, mas ganhou força mesmo a partir de janeiro, quando o município não renovou o contrato da subvenção que prevê o repasse de R$ 65 mil por mês ao hospital.

 

Bafafá 2 

E tem mais, esta novela, que tem tudo para terminar em tragédia, não para por aí não. O presidente da Santa Casa, Elmo Linhares, disse ontem, a este que vos escreve, que não assinará o convênio enquanto a prefeitura não mudar o documento. O que resta saber agora é como ficarão os pacientes do SUS encaminhados à Santa Casa. Entenda: o hospital está sem remédio, deve mundos e fundos a fornecedores, os médicos não recebem há um tempo e, para piorar ainda mais, o dinheiro do município não pode ser repassado porque o tal convênio ainda não foi assinado. Isso sim é deixar o povo com um pé na cova, hein?

 

Pedido de providência 

E por falar em Santa Casa, ontem à tarde, o vereador Sidnei Jardim (PPS) protocolou junto ao Ministério Púbico de Campo Mourão, um pedido de providência para que esta situação possa ser resolvida de uma vez. O vereador requereu à promotora do município, Rosana de Sá Pereira, que convoque em seu gabinete representantes do município e Santa Casa para que ambos cheguem a um consenso. Hummmmm.

 

Quem sangra é o povo 

Segundo o vereador, na falta de saúde pública quem sangra é o povo. No documento enviado ao MP, ele propôs também que o convênio seja assinado na frente da promotora. Ou ainda, se ela entender diferente disto que promova a Ação Administrativa ou Judicial para que o problema seja solucionado. Ah, assim é bom que ninguém pula prá trás.

 

Outros problemas 

No documento protocolado no MP, Sidnei apontou  também outros problemas que a saúde pública de Campo Mourão vem enfrentando nos últimos anos, tais como: demissão dos médicos e outros profissionais do Programa Saúde da Família (PSF); reprovação das contas pelo Conselho Municipal da Saúde, falta de médicos nos plantões em especial de pediatra, mortalidade infantil alta no município, ação civil pública por fraude em licitação de remédios, demora no agendamento de consultas, excesso de demora na realização de exames, entre outros. JÉÉÉÉÉSUIS.

 

Testes vocacionais 

O presidente da Acamdoze, vereador de Corumbataí do Sul, Alexandre Donato (PMDB), protocolou um ofício à deputada estadual, Marla Tureck, solicitando que ela apresente projeto de lei instituindo a obrigatoriedade da aplicação do teste vocacional gratuito em todas as escolas públicas ou particulares do ensino médio.

 

Testes vocacionais 2 

Na verdade, a iniciativa atende ao pedido do 1º vice-presidente da entidade, vereador de Corumbataí do Sul, Silvio Donizete Sanches. O vereador fez uma pesquisa nas escolas do município e na internet e constatou que a obrigatoriedade do teste vocacional ajudará os alunos no ingresso ao ensino superior.

 

Credores do Tauillo 

Que me desculpem os porcos, mas o que tem de gente por aí com espírito de porco não tá no gibi. Esta semana, alguns engraçadinhos utilizaram a internet para denegrir a imagem do ex-prefeito de Campo Mourão, Tauillo Tezelli. Os fanfarrões usaram a dívida da empresa do ex-prefeito, a FertiMourão, para atacá-lo. Eles enviaram um e-mail a várias pessoas informando os valores e credores da empresa. O engraçado é que a acusação caiu sobre duas pessoas que fazem parte da equipe da atual administração municipal, um deles é secretário. No entanto, ambos negaram envolvimento e disseram ter sido vítimas de hackers. Xiiiii…

 

Credores do Tauillo 2 

A reportagem tentou falar com Tauillo sobre o episódio, mas não o encontrou. Em entrevista a alguns veículos de comunicação, o ex-prefeito disse que a dívida da FertiMourão é pública, já que a empresa está em processo de recuperação judicial.  Tauillo disse que está trabalhando para saldar as dividas. Ele lamentou o caso.

 

Dito e Escrito

Este tipo de briga por ‘picuinha’ atrapalha o atendimento à população. Na minha opinião, a discussão que a prefeitura puxa quer levar para o lado político. 

Douglas Fabrício (PPS), deputado estadual, ao comentar o impasse entre a Santa Casa e prefeitura de Campo Mourão.