“Eu já sabia”
O vereador Sidnei Jardim (PPS) explicou o motivo da cartolina com os dizeres Eu já sabia. Como muita gente pensava era mesmo algo relacionado à nomeação da filha do prefeito Nelson Tureck (PMDB), Márcia Tureck, na Secretaria da Saúde. O vereador estava com o cartaz desde a sessão de segunda-feira, mas apenas ontem confirmou o que era as tais palavras.
Desde setembro
Sidnei disse que já sabia desde setembro do ano passado, quando inclusive, havia anunciado que a filha do prefeito assumiria a Pasta. E Sidnei não poupou críticas a nomeação, não. Usou o número do decreto de nomeação, o 213/2011, e relacionou com o 213 do Código Penal, que fala sobre o estupro. Segundo Jardim, a nomeação é um estupro para a sociedade. E disse ainda que o cargo é para pagar um pecado cometido pelo prefeito, e que assim estaria se redimindo. Xiii… Só faltou contar, que pecado é esse, né?
Otimismo e mais críticas
Contudo, o vereador diz acreditar que o prefeito pai não queimaria a filha a toa, e espera que agora o chefe do Executivo invista mais na Saúde. Disse isso, porém também criticou, nas palavras dele, a falta de experiência de Márcia Tureck para assumir uma Secretaria tão importante. O vereador voltou ao passado e lembrou que na campanha de 2004, quando Tureck disputou a prefeitura com o agora deputado Douglas Fabricio, sempre dizia que a prefeitura não era lugar para fazer estágio. Porém, segundo Jardim, o prefeito está fazendo da prefeitura um lugar de estágios.
Criticas de colegas
Mas não foi só Sidnei Jardim que criticou a administração municipal, não. O colega dele de partido, o vereador José Pochapski, não está gostando nada, nada dos vetos que o Executivo vem fazendo aos projetos de lei apresentados pelo Legislativo. Na visão dele, falta conversa, e o vereador autor do projeto deveria ser convocado para uma conversa, e quem sabe um acordo.
Vetos
Nesse tom de vetos, o presidente da Casa, Eraldo Teodoro de Oliveira (PMDB) aproveitou para cutucar. Segundo ele, a maioria dos seus projetos são vetados, enquanto que de um ou outro colega não todos aceitos. Mas ele não disse nome. Ficou só no ar. Xiii…
Se impor
Quem também deu uma cutucadinha, foi o vereador Isidoro Moraes (PP). E ele foi direto, citando nomes. Falou que o ex-procurador José Carlos Severino se sentia mais importante do que os vereadores. E uma maneira de demonstrar isso, era vetando os projetos. Segundo Isidoro, a Câmara só terá respeito da administração municipal quando se impor.
Inferno astral
E pelo que parece o sobrenome Tureck está passando por inferno astral, com polêmica passando as divisas territoriais de Campo Mourão. Ontem, foi divulgado que o PSC, partido da deputada Marla Tureck, destituiu a presidência da legenda e a comissão provisória em Farol. Pois bem. O partido é o que o vereador Gentil Costa está filiado. Segundo nota divulgada, o vereador cita que dirigentes do PSC estadual afirmaram que a destituição seria um pedido da deputada Marla Tureck. Com isso, Gentil e o colega João Costa terão de deixar o partido.
Nomeações e exonerações
O mais recente Órgão Oficial da prefeitura confirmou o que já era dado como certo. Exonerações de alguns e nomeações de outros. Como dito acima, Márcia Tureck ficou mesmo no lugar da enfermeira Ana Lucia Cardoso, na Secretaria da Saúde. José Marin é o novo secretário de Obras. Pasta esta que estava sem titular desde a saída de Francisco Cardamoni.
Nomeações e exonerações 2
José Carlos Severino ocupa agora a coordenação geral do município. O cargo vinha sendo ocupado por Wilson S´antana. A advogada Roberta Barco é a nova procuradora geral do município. Ela substitui José Carlos Severino. Deise Michelle Falbot Ferreira assume a presidência da Tecnocampo. Também saiu a exoneração do ex-secretário de Comunicação, Alessandro Gonçalves. Nesse caso, a pedido dele. E nesse troca-troca de cadeira, por enquanto, quem está sem cargo é o ex-coordenador Wilson S´antana. Há rumores de que ele possa assumir a imprensa ou a Codusa.
Dito e Escrito
Se depender de mim, nós vamos pro pau com esses caras.
Isidoro Moraes, vereador de Campo Mourão, sobre o fato da Câmara se impor perante o Executivo.
