Beto e Osmar
E por pouco Beto Richa e Osmar Dias não se encontraram na cidade. Quando o pedetista estava chegando, o tucano estava saindo. Richa chegou por volta das 13 horas. A chegada estava prevista para o meio-dia, porém houve atraso no roteiro que começou por Guarapuava. O evento dele foi no Clube 10, com direito a almoço e tudo. Foi servido o Leitão à Campestre, prato típico de Ubiratã. Só que quando o governador eleito chegou, os convidados já haviam almoçado.
Prefeitos com Beto Richa
Onze prefeitos da região estiveram Beto Richa. Participaram Mino Bonato (Araruna), Fábio D´Alécio (Ubiratã), Dina Cardoso (Farol), Aguinaldo Chichetti (Roncador), Elsa Rodrigues (Nova Cantu), Jair Detofol (Janiópolis), Elias Lima (Engenheiro Beltrão), João Carlos Klein (Peabiru), Osvaldo Changai (Quarto Centenário), Antônio de Assis (Quinta do Sol) e Valdinei Peloi (Rancho Alegre do Oeste). Também foi visto no evento antes da chegada do Beto a prefeita de Juranda, Leila Amadei. O evento contou ainda com prefeitos de outros municípios, como Silvio Barros (Maringá) e Carlos de Matos (Ariranha do Ivai), por exemplo.
Prefeitos com Osmar Dias
Já a visita do senador Osmar Dias foi prestigiada por apenas dois prefeitos: Nelson Tureck (Campo Mourão) e Toinzé Piazzalunga (PMDB). Bem diferente da campanha, quando o então candidato reuniu mais de uma dezena de prefeitos. O encontro com Osmar também foi prestigiado pela deputada estadual eleita, Marla Tureck (PSC).
Em prol de seus candidatos
A visita dos dois foi para pedir voto a seus candidatos a presidente da República. Beto em prol de José Serra (PSDB) e Omar para Dilma Rousseff (PT). E o que não faltou foi alfinetada de ambos os lados. Beto Richa estava acompanhado ainda do deputado estadual reeleito, Douglas Fabricio (PPS) e do deputado federal eleito, Rubens Bueno (PPS).
Sobre a aliança
Osmar Dias lembrou que esta já é a segunda vez em que foi candidato ao governo. Na primeira ele foi derrotado pelo ex-governador Roberto Requião (PMDB), por uma diferencia pequena de pouco mais de dez mil votos. Agora a diferença foi um pouco maior: mais de 400 mil votos. Osmar disse que na primeira vez, não tinha uma aliança do porte da deste ano, mas reclamou que nem todos da aliança trabalharam pra valer. Mas a culpa não foi da região, não. Dos 25 municípios ele ganhou em 21 e a vantagem foi de 35 mil votos.
Postura
O senador voltou a falar sobre a aliança com o PT. Ele disse que na política é preciso ter postura e que quando diziam que ele estava sendo incoerente saindo com a aliança respondia: será que seria coerente eu sair candidato ao senado avulso? Um acordo branco com o PSDB, sem permitir aos eleitores do Paraná que tivessem uma alternativa? Aí sim é que seria feio.
Posicionamento do PDT
O senador falou ainda sobre o posicionamento do partido até o segundo turno e durante o mandato dos eleitos. Ele voltou a criticar os deputados eleitos pelo partido que acenam com a possibilidade de apoio ao governador eleito. É que a imprensa noticiou entrevistas de deputados do PDT dizendo que não tem motivo para fazer oposição ao governador Beto Richa. Mas espera aí, na democracia tem um grupo que se elege e vai governar e tem um grupo que não é eleito e vai fiscalizar, vai cobrar as promessas. Não sei o que fará o PMDB, mas sei o que fará o PDT. Se o PMDB quiser fazer de conta que não tivemos projetos diferentes na disputa, o PDT não vai fazer de conta. Nós vamos fiscalizar, vamos cobrar.
Dito e escrito
Se todos tivessem trabalhado pra valer na aliança como aconteceu na região da Comcam, onde vencemos em quase todos os municípios, o resultado seria diferente.
Osmar Dias, senador e ex-candidato ao governo do Paraná.
