Imagine apenas a palavra
As palavras fazem um efeito na boca e outro nos ouvidos.
Alessandro Manzoni
Sem imagem a ilustrar. Nada de som abertura ou de fundo. Sem quadro e moldura.
Palavras sem companhia. Elas por si sós. Sem estarem sós.
Sem ter ideia como são escritas, simbolizadas, se nasce ouvindo-as.
Descobrimos significados palavrais. Lições, textos, com textos, contextos.
Cultivar não é ter palavras no dicionário fechado. É tê-lo aberto.
Palavra é vida ao longo da vida.
Será palavra que dirá, na lápide, fim da vida. Dita no silêncio, sobre ele, ela.
Palavras nunca morrem. São esquecidas até antes de conhecê-las.
Vida morre também. Tão bem mata palavras, pelo não falar ou ouvi-las.
Palavras não cometem suicídio nem desejam a própria morte.
Assassinadas são: falta de diálogo, verbal, impresso.
Não morrem nunca se tiver quem fale. Escute.
Palavras são escritas, inscritas. Intercaladas sem caladas.
Elas têm sentido mas carecem serem sentidas.
Fases de Fazer Frases (I)
Entre ver e antever importa é atrever.
Fases de Fazer Frases (II)
O infinito do ser humano é humano ser até na finitude.
Fases de Fazer Frases (III)
De ponto a ponto pontuo, afinal o ponto final é finado?
Olhos, Vistos do Cotidiano (I)
Com aspectos peculiares, veículos de comunicação fazem concorrência comercial, não é difícil notar casos de disputa acirrada. Mas para quem escreve ocasionalmente ou tenha uma coluna, como este escrevinhador, afirmo, a concorrência, se existe, é saudável. Tão saudável, repito, se é que ela existe, nem chega a ser chamada de concorrência. É positivo quando e quanto mais pessoas escrevem, tendo como referência específica o Jornal Tribuna do Interior. É gratificante repartir espaços como este e sobretudo vê-lo devidamente preenchido na Tribuna Livre. Citar bons textos de autores da terrinha mourãoense ou dos municípios vizinhos dessa nossa querida região.
Precisamente na edição de quarta-feira anterior, na Tribuna Livre tem o texto do médico Eufânio Saqueti. Intitulado Os homens se cuidam? Eufânio trata da especialidade dele com profissional, discorrendo fatos e causas que levam homens a fugirem do consultório, tendo como consequências doenças e mortes que bem poderiam ser evitadas se o homem fosse ao médico rotineiramente, fizesse a prevenção um compromisso literalmente vital. O texto discorre sobre as doenças cardiovasculares, cânceres de pulmão, próstata, testículos, de pênis e tratamento da disfunção sexual.
Pessoalmente eu não o conheço, mas sei da atuação profissional dele, médico urologista conceituado. Assim como devido ao bom texto, tomara e torço para que ele escreva mais vezes.
Olhos, Vistos do Cotidiano (II)
A Tribuna tem uma ótima Coluna, Sociedade e Desenvolvimento, do Carlos Alberto Facco. Como o próprio título, os temas dizem respeito ao desenvolvimento, tanto do capital humano de empreender quanto dos capitais em termos de recursos de matéria-prima ou de logística, por exemplo. Facco é secretário de desenvolvimento econômico de Campo Mourão e toda a sua formação profissional é nessa área.
No último Artigo, quarta passada, escreveu sobre fatores que são determinantes ou foram ao longo deste ano de 2018, a Copa do Mundo e as próximas eleições no Brasil, o quanto tais fatos põem, segundo ele, a nossa economia na encruzilhada. Seus textos são de informação, de formação, têm a qualidade e clareza de alguém que lê, tem conhecimento teórico e profissionalmente não é de fugir de desafios como a atual função pública, sempre disposto a contribuir para o desenvolvimento econômico da nossa região e do Paraná em especial, desenvolvimento para ele tal que não pode deixar de ser social, sobretudo.
Reminiscências em Preto e Branco
Ainda que só aparente, seja bela ou não. Mesmo que apenasmente simbólica, a cor cinza é tintura de todas as demais, cinza, cinzento em si, retrata o fim, tudo o que não retornará, derradeiro posto, imposto.
Não se nasce do cinza. Embora do cinza exista o renascer, sem ainda saber-se qual cor terá.
