Após período de estiagem, chuva chega e alivia tensão no campo
Após um longo período de estiagem, a chuva finalmente chegou a Campo Mourão e região no início da madrugada desta segunda-feira (12), confirmando a previsão dos institutos de meteorologia. As precipitações trazem alívio, principalmente no campo, já que a falta de água já vinha prejudicando as lavouras do milho safrinha.
“O tempo segue instável em todo o Paraná, pois há uma frente fria no mar e instabilidades que se sustentam sobre a região do Estado. Isto ocorre por conta de um fluxo de umidade e calor de regiões mais ao norte, passando pelo Mato Grosso do Sul, possibilitando as nuvens de chuva”, informou o meteorologista do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, Simepar, Fernando Mendonça Mendes. “Há uma grande concentração de nuvens na altura do Paraná”, emendou.
De acordo com o Simepar, para esta segunda, está previsto um acumulado de 18 milímetros. Nesta terça-feira (13), a chuva vai embora, mas retorna na quarta e quinta-feira, dias 14 e 15, com acumulado previsto mais volumoso: 16 e 15 mm, respectivamente. A partir de sexta-feira a temperatura começa a cair significativamente, com os termômetros variando entre 10 e 11ºC até terça da próxima semana, quando a chuva retorna. São esperados para este dia, 5 mm.
Na região de Campo Mourão, a falta de chuvas vinha se arrastando desde o mês de maio. A última precipitação registrada na Comcam, havia ocorrido no dia 27 daquele mês. E pouco volumosa, apenas cerca de 20 mm. À época, as lavouras já vinham sofrendo com o déficit hídrico.
Conforme o Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral-PR), a situação das lavouras de milho vem se agravando. Em Campo Mourão, por exemplo, até a última semana, 3% das áreas estavam em condições ruins de desenvolvimento. A área com milho safrinha na Comcam é 371.199 hectares. A estimativa inicial de produção é de aproximadamente 2.041.594 milhões de toneladas.
O analista do Deral, Edmar Wardensk Gervásio, apontou no boletim conjuntural divulgado na última semana, que a piora nas condições das lavouras poderia impactar na produtividade final pelo volume menor de chuvas observadas no último mês. Até então, 85% das áreas apresentavam condições boas, enquanto 13%, mediana e 2%, ruim.

