Novo partido de Bolsonaro, o Aliança pelo Brasil, corre contra o tempo
O novo partido político do presidente Jair Bolsonaro, o Aliança pelo Brasil, está em uma corrida contra o tempo para conseguir disputar as eleições ainda este ano. De acordo com o deputado federal Filipe Barros (PSL), que está viajando o Paraná em busca de fichas para homologação do partido junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), diz que a meta é que o Aliança Pelo Brasil já dispute as eleições municipais ainda este ano. Para isso precisa conseguir 500 mil assinaturas de apoio.
“Nós temos a missão de conseguir estas assinaturas até a primeira quinzena de fevereiro para protocolar estas fichas de apoiamento no TSE para homologação do partido, dando tempo para que o Aliança pelo Brasil dispute as eleições municipais ainda este ano. Esta é a nossa meta, este é o nosso cronograma e para isso estamos em uma verdadeira corrida contra o tempo”, falou ele, que esteve no sábado (18) em Campo Mourão, onde participou de um mutirão de coleta de assinaturas. O evento teve apoio do DCM (Direita Conservadora Mourãoense), fundado pelo agropecuarista Mansuetto Salvadori Neto.
Para disputar as Eleições Municipais este ano, o Aliança pelo Brasil precisa estar registrado no TSE até abril. Barros afirmou que a meta é alcançar o total de assinaturas exigidas até a primeira quinzena de fevereiro. O partido iniciou coleta de assinaturas no fim de dezembro do ano passado e até o momento, segundo o deputado, já foram recolhidas cerca de 300 mil fichas de apoioamento com reconhecimento de firma.
“Este grande número se deve ao apoio popular que o Bolsonaro tem. Pela primeira vez na história do Brasil vimos a população sair às ruas voluntariamente, participar ativamente da campanha e pedir votos para o presidente Bolsonaro, o que nunca vimos acontecer antes em nosso país”, falou o parlamentar, se referindo ao apoio maciço voluntário da população ao presidente Bolsonaro.
O deputado comentou que o partido fará uma boa seleção de candidatos caso seja homologado a tempo de disputar as eleições já este ano. “Vamos analisar as filiações. Não vamos aceitar aliados, por exemplo, que têm ficha suja, que são condenados por corrupção, estelionato, lavagem de dinheiro. O Aliança pelo Brasil é o único partido do país que prevê estas hipóteses. Nós teremos um compliance para analisar os filiados”, afirmou.
Barros disse ainda que caso não dê tempo de o Aliança ser homologado para a disputa eleitoral deste ano, o grupo apoiará candidatos a prefeitos e vereadores de sua confiança. “Não sendo partidos de esquerda, obviamente”, observou. Leia a reportagem, completa na versão impressa da TRIBUNA desta terça-feira.

