Município de Peabiru avança na gestão de resíduos sólidos

Construção de aterro sanitário atendendo projetos técnicos, implantação da coleta seletiva, criação de uma associação de catadores de recicláveis, incentivo a educação ambiental nas escolas e implantação de programas sociais que atendem pessoas carentes da cidade, estão entre as ferramentas adotadas pela atual administração de Peabiru na melhoria da gestão de resíduos sólidos. A área teve avanços significativos nos últimos três anos no município. 

Os resultados podem ser comprovados na prática, como o aumento da coleta de materiais recicláveis e qualidade dos mesmos, uma cidade mais limpa, além da economia gerada aos cofres públicos com a implantação do aterro sanitário.  “Nós sabemos que ainda tem muita coisa a ser feita, mas é um processo. Temos procurado todas as entidades do município, ido às escolas e conversado com os pais para buscar melhorar e avançar cada vez mais na gestão dos resíduos sólidos”, comentou o diretor de Proteção do Meio Ambiente de Peabiru, Cleiton Aparecido da Silva.

Ele lembrou que recentemente o município foi selecionado entre outros do Estado e passou por uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), que propôs algumas recomendações. “Para Peabiru foi positivo ter sido contemplada com essa auditoria, porque já estavam em andamento pela prefeitura várias ações e o trabalho já executado até então ficou muito evidente”, falou.

O diretor comentou que as recomendações do Tribunal foram de questões documentais. “Realmente precisamos elaborar o nosso plano de saneamento básico e fazer a revisão do plano de gestão integrada do município que foi aprovado em 2013. Fora isso, entre outras ações documentais, não tivemos qualquer outro tipo de problema”, falou, ao comentar que as deficiências já estão sendo sanadas pelo município. 

Silva informou que em 2018 a prefeitura conseguiu finalizar a construção da primeira etapa do aterro municipal, licenciado junto ao IAP (Instituto Ambiental do Paraná). “Os próprios auditores do Tribunal elogiaram a condução operacional do nosso aterro”, falou, ao comentar que além disso, o município já vinha realizando um trabalho de educação ambiental nas escolas para incentivar pais e alunos a melhorar  a coleta seletiva de materiais recicláveis, e fez ainda a instalação de um centro de triagem onde os catadores do município pudessem trabalhar com segurança e agregar valor aos materiais recolhidos.

“A ida do TCE ao município vai fazer com que nossas ações sejam ainda mais intensificadas. Vamos fazer uma campanha mais intensa para que a população coopere cada vez mais através da segregação correta dos materiais. A gente tem passado para a população que além da importância ambiental, isso tem relevância também pelo lado econômico, porque se o custo ficar menor ao município temos a oportunidade de baixar a taxa de coleta junto ao IPTU”, explicou.

Silva informou que ano passado, com a implantação do aterro sanitário municipal, a prefeitura conseguiu reduzir em quase 35% o valor da taxa de coleta anual junto ao IPTU. “Este ano não vai ocorrer alteração porque os nossos custos de manutenção dessa área estão baixos considerando quando operávamos a estação de transbordo”, disse. 

1º aterro

O diretor informou que o aterro sanitário instalado em 2018 pela prefeitura é o primeiro do município reconhecido pelo IAP como executado dentro de um projeto técnico, com poços de monitoramento, geomambrana, drenagem do chorume e local para recirculação dos resíduos.

O município já operou uma área antiga, mas era um aterro controlado onde só se fazia as valas e compactação do solo. Até então, a prefeitura encaminhava os resíduos gerados para outros municípios mediante estação de transbordo, que gerava um custo alto à prefeitura, entre R$ 40 a R$ 60 mil mensais. “Já a construção do nosso aterro custou R$ 120 mil”, disse o diretor. 

‘Caçamba Social’

O secretário da Agricultura e Meio Ambiente de Peabiru, Osmar Pereira, informou que foi implantado também no município, na atual gestão o Programa ‘Caçamba Social’. Segundo ele, o projeto atende uma reivindicação da população, principalmente das pessoas mais carentes. Para ter acesso, o morador precisa estar cadastrado no ‘Cadastro Único’ da secretaria de Ação Social. 

“Foram comprados dois caminhões para atender somente esta coleta, são 10 caçambas. Hoje não tem mais porque a população deixar o seu quintal sujo”, falou o secretário.  Segundo ele, o programa teve boa aceitação na cidade. Só não podem ser descartados entulhos de construção civil. “Apesar de te sido implantado no fim do ano passado, muita gente já está procurando”, frisou.