José Eugênio Maciel
(In)festa não é 10

“Sentado e sorrindo, que faz o mesmo cego na Festa das Flores?”

Izo Goldman

Amanhecer era sol, enternecer o campo de cultivo, entre prédios e vias da cidade.

Cheirosa, colorida toalha retirada da gaveta e estendida na mesa com xícaras, talheres.

Café da manhã perfumadamente do pão, bolo, café, leite quentes.

Logo todos chegarão.

Dia claro. O que não estava claro – estranhava – a mudez de toda a cidade.

Sem ninguém. Sem automóveis. Todas as portas das lojas fechadas.

Talvez fosse muito cedo. Não, muito cedo já se foi. Todos dormiam preguiçosamente?

Ao menos um som seria ouvido: a Banda Municipal! Tradição melódica, Alvorada.

A abrir e animar a festa, desfile dos entrelaces de todas as nossas gerações.

De fato, tarde não era. Muito cedo ainda.

Depois sim e até que… Tarde.

Ninguém veio para o café. Companhia foi o rádio ligado. Tarde.

Com recordações embevecidas de saudade, vai a janela. Tudo ao contrário.

Agitação geral, pessoas andam, carros cruzam, lojas abertas, barulhos.

Antigo cruza, presente, ambos entrecruzam, rumo do sonho ao que virá.

Era dia normal? Era! Atentamente verifica o calendário:

O Dia 10 de Outubro é O Dia! Riscam a história! Fica a data indefinida.

A cada ano pisam no passado, apagam o 1, resta o 0.

A data maior é apequenada, reduzida a insignificância.

Toalha dobrada como as bandeiras comodamente não são mais hasteadas.

Só nas repartições públicas. No comércio é para venda em copa do mundo.

Maior data, hoje infestada por quem friamente enrola e põe (se) no descaso.

Sem ver, viram as costas para o 10 de Outubro. Dia sem valor, a cair em dia qualquer.

Para ser feriado de festa a altura, o aniversário não era para ser de crítica.

Em vez de plena e autêntica celebração, a falta causa o necessário protesto.

Apenas para os verdadeiros mourãoenses, 10 de Outubro é 10.

Parabéns, Campo Mourão, 72 anos!

Fases de Fazer Frases (I)

Comemorar, rememorar o que é sempre para ser e ficar.

Fases de Fazer Frases (II)

Só resta a réstia do sol no rosto.

Arrostar o rosto só da réstia do sol.

Olhos, Vistos do Cotidiano (III)

Mamborê, prefeito Ricardo Radonski (PP) e vereador José Aparecido Januário (Cidadania), bateram boca feio, devido a peça tirada de um caminhão e posta noutro para funcionar. Lembram, ao contrário, outros vereadores que só de longe verborragem na rádio, ingentes a embaírem.

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

É lei pra lei. Projeto de lei visa proibir colocação de cartazes nos estacionamentos, que “alertem” quanto a não serem eles responsáveis por danos, furtos e roubos no ou dos veículos. Há muito tempo tem lei que responsabiliza estacionamentos por tais danos.

Olhos, Vistos do Cotidiano (III)

Ainda sobre cartaz, em repartições públicas como escolas “É proibido desacato, agredir servidor público….”. Pois bem, fora o servidor público, os demais poderiam ser agredidos?

Farpa e Ferpa

É visível, nem tudo vimos, vemos, veremos.

Reminiscências e Preto e Branco (I)

Traço o campo. Fixo minha linha no mourão.

Ser Campo Mourão sou traço do abraço no lugar que me acolhe.

São 72 anos de congratulações.

Reminiscências em Preto e Branco

O prefeito de Iretama felizmente escapou ileso após capotar o carro. No texto desta Tribuna, se referindo a Wilson Carlos de Assis (PP), além de prefeito, usado o sinônimo gestor, corretamente. Tempos antigos este mesmo Jornal empregava habitualmente alcaide, significado de prefeito.

José Eugênio Maciel | [email protected]

Fujo depois

“O ódio é a vingança do covarde”.

George Bernard Shaw

Em Campo Mourão não se tem notícia de um agressor de mulher que tenha se apresentado espontaneamente a Polícia, confessado o crime, disposto a reparação, (se possível), reconhecer condenação imposta a ele.

No noticiário daqui e região é comum, fogem inclusive sem socorrer a vítima. Presos, escondem o rosto, apenas temem ficar um longo tempo atrás das grades.

Covardes atacam com palavras, agressões físicas, armas, ferem, dilaceram, matam.

Leis Marinha da Penha, Feminicídio, Delegacia da Mulher não intimidam opressores hediondos. Ao contrário, este ano a projeção é aumento dos casos. 2018 foram registrados 12% a mais da violência física, sexual, psicológica, cárcere privado, alto índice de subnotificação.

A cada quatro minutos uma mulher sobre agressão. A cada duas horas uma é assassinada.

Chega a quase 70% a violência doméstica perpetrada na maioria das vezes por companheiros ou ex da mulher vítima. Mães assassinadas na frente ou com os filhos.

Estamos de há muito ultrapassando o que já eram trágicos limites da herança machista e patriarcal brasileira. O horror cresce, comportamento causador da mutilação, martírio, morte.

Todos nós homens não podemos mais fugir disso. Aquele que nunca pode ser chamado de homem, como agressor não deve ficar impune.

Fases de Fazer Frases (I)

Tenho memória fotográfica, mas nem sempre revelo.

Fases de Fazer Frases (II)

Revelo, é bom, revê-lo em relevo.

Fases de Fazer Frases (III)

Ela, de gola, degola a galinha de Angola com argola.

Fases de Fazer Frases (IV)

Tudo tem serventia, até o servente da tia.

Até o sorvete da tia.

Solvente da tia.

E tudo que se serve a tia, serve.

Fases de Fazer Frases (V)

Nem toda classe tem elegância mas toda elegância tem classe.

Fases de Fazer Frases (VI)

Saudade, fonte que não seca, de lágrimas que temos que secar.

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

Título do texto que abre a Coluna, faz lembrar outros deste espaço sobre fatos lamentavelmente comuns no trânsito mourãoense, motoristas causadores de graves acidentes, fogem sem prestar socorro as vítimas.

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

Estudantes do Colégio Estadual Agrícola de Campo Mourão foram muito bem no sábado passado na exposição que realizaram na Praça São José. Atenderam com simpatia e competência com explicações importantes sobre o trabalho e aprendizado que vivenciam como futuros técnicos em agropecuária. A fanfarra também se apresentou brilhantemente.

Olhos, Vistos do Cotidiano (III)

Calçadas inexistentes, péssimo estado ou obstruídas em Campo Mourão disputam a liderança de reclamações com terrenos com mato e lixo. A prefeitura alega não ter fiscais suficientes. Espelham de indivíduos porcos e relaxados.

Farpa e Ferpa

Acentuado: cara ter caráter.

Reminiscências em Preto e Branco (I)

No armazém a balança antiga no balcão. De um lado do prato a mercadoria para pesar. Noutro se põe os pesos para, com equilíbrio, saber com precisão o peso. Armazém, antiga palavra, continua viva, e tal tipo de balança, mesmo perdendo espaço, muitos balcões a utilizam.

É a medida do tempo que passa, pesa. Equilíbrio entre dias nem sempre precisos mas que deles precisamos, em que pese os balanços da vida.

Reminiscências em Preto e Branco (II)

Na vidraça, já nela, a traça, traça na janela traços dela.

Reminiscências em Preto e Branco (III)

Tempos IDOS: IDOSos SÓS.

José Eugênio Maciel | [email protected]

Militares, peguem os 'piores' alunos

“Um exército de ovelhas liderado por um leão pode vencer um exército de leões liderado por uma ovelha”.

Provérbio árabe

Escolas chamadas cívico-militares logo existirão, segundo o governo do capitão, presidente Jair Bolsonaro. Civismo, disciplina, ética, moral, autoridade na sala serão a base do ensino.

Promessa é de resultados concretos. No governo tem quem primeiro critique ao apontar ideologização na prática atual, impregnada de “lições nocivas”. O professor de há muito não tem autoridade ante os alunos. Outra ação propagandeada, militares integrarão a administração escolar.

Isolam professores em supostas “verdades” únicas; noutro os alunos. E o contexto de ambos com de cada da família? Os pais têm autoridade? O olhar será militar? Ordem unida pedagógica?

Militar a gerir escola significa clara denotação crítica genérica negativa à administração.

Ora, se tiver dinheiro público suficiente para todas as demandas, nada será difícil.

O que não falta é diretores, com respaldo dos funcionários, professores e pais, na arrecadação de recursos resultantes da promoção de festas juninas, rifas, bingos, sorteios.

Todos trabalham nesses eventos, pois verbas são insuficientes para todas as escolas públicas.

Obras levam anos para serem autorizadas, são paralisadas, executadas inadequadamente ou são alvos de corrupção por parte de muitos quem têm mandato ou nomeia comparsas.

Nos 21 anos de poder, porque não fizeram tais escolas?

Porque a cívica ditadura militar não formou, em duas décadas, geração de brasileiros capazes de desfilar e proclamar a justiça social?

Se conseguirão sendo convictos do tudo positivo, comecem então com os chamados “piores alunos”, com as “piores famílias” e com os “piores professores”.

Com os melhores em tudo absolutamente as probabilidades de êxito são enormes.

A antiga escola militar é culpada por não ter formado todos os alunos generais? Quem empacou como capitão, o fracasso é só da escola? Só dele?

É. Falta autoridade.

Fases de Fazer Frases (I)

Verás que a verdade é veraz.

Fases de Fazer Frases (II)

Quanto mais os dias pareçam iguais, pode ser, estamos diferentes.

Fases de Fazer Frases (III)

Tempo de (mandarem?) calar. Que seja com comida (ao menos) e tão em falta.

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

O governador Ratinho teria errado numa questão, caso ele tivesse feito a prova do próprio governo (Prova Paraná). “Criação de 44 mil novos empregos”, diz a propaganda do balanço da gestão. É possível “gerar velhos empregos?”. É como dizer “criar uma coisa nova”.

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

Segue subtítulo acima: Não culpem professores de Português, com licença ou sem prêmio.

Olhos, Vistos do Cotidiano (III)

Ainda que a notícia seja estadual, se referir a capital Curitiba, por aqui importa a possível candidatura a vereador do Maurício Requião, ex-deputado, irmão do outro ex, Requião?

Olhos, Vistos do Cotidiano (IV)

O senador Flávio Arns já fez alguma coisa: mudou de Partido, se filiou ao PODEMOS. É o que mais sabe fazer, oportunista sempre. Já foi PT, PSDB.

Olhos, Vistos do Cotidiano (V)

Eleições municipais ano que vem, balões de ensaio até que são muitos em Campo Mourão. Alguns nem enchem, outros logo murcham, alguns estão inflados, (pelo ego).

Olhos, Vistos do Cotidiano (VI)

“Minha tristeza é tão grande que se eu contar para o carroceiro, o cavalo chora”, diz ironicamente a mourãoense animada e simpática Zilda Murante de Freitas. Aliás, cozinheira de inigualável talento saboroso.

Farpa e Ferpa (I)

Velho erro repisado é vício.

Farpa e Ferpa (II)

Homem reto anda em curvas sem se curvar.

Reminiscências em Preto e Branco

Pescador faz barco com calma, sabe o mar. Mesmo aparentes, eles nunca são iguais.

José Eugênio Maciel | [email protected]

Canudo, tartaruga, os demais e eu

“O que é o homem na natureza? Um nada em relação ao infinito, um tudo em relação ao nada, ao infinito, um tudo em relação ao nada, um ponto a meio entre nada e tudo”.

Blaise Pascal

Há cerca de vinte dias eu não conseguia beber água sem usar um canudo. Foi grande a dificuldade e impossível no começo. Mesmo com o auxílio do canudinho, apenas dias depois é que precariamente conseguia sorver líquidos.

Exercício fisioterápico indispensável ao tratamento ante a paralisia facial que atingiu todo um lado de meu rosto. Aos poucos consegui e posteriormente em definitivo, usar canudinho.

Assim comunico o caro leitor, caso (ou não) tenha percebido a ausência desta Coluna, por conta de outros cuidados médicos, situação novamente bem encaminhada.

Bem se sabe o significado de canudo, canudinho. O que nunca imaginei é o quanto ele seria imprescindível na recuperação médica.

Felizmente a paralisia facial regrediu e desapareceu.

E quem precisa de canudos, sobretudo permanentemente?

O Rio de Janeiro foi notícia nacional por ser o primeiro a proibir o uso de canudos nos estabelecimentos comerciais, motivado pela tartaruga que tinha um canudinho enfiado nas narinas. Outras câmaras de vereadores copiaram tal projeto de lei.

Pensamos, ouvimos, ponderamos, consideramos todos os lados de uma mesma questão?

Felizmente existe no mercado, ainda em baixa escala, canudinho descartável que não agride o ambiente, não dobrável como o tradicional.

Admiro tartarugas por serem longevas. Imagens delas vindas para praia, fazem um buraco na areia, botam ovos e regressam aos mares, oceanos. Época certa, filhotes quebram o ovo, saem correndo para o mar, sabem que devem fugir dos predadores. Já sabem surfar nas ondas.

A natureza é escola.

Nascemos dependentes. Aprenderemos além do instinto que sempre nos acompanhará.

Iremos por necessidade e desejo saber com quem nos ensine, vida toda.

O canudo usado em minha recuperação é um diploma, da vida.

Fases de Fazer Frases (I)

Dê efeito a tudo o que é feito. Menos a defeito.

Fases de Fazer Frases (II)

Sem imaginação é não ter ideia de ação

Fases de Fazer Frases (III)

Olhar perdido vê nada. Prende-se tudo que enxerga.

Fases de Fazer Frases (IV)

Velejo de saudade no barco, ele navega oposto ao passado, já sem horizonte.

Fases de Fazer Frases (V)

Meditar, não ter pressa na prece.

Olhos, Vistos do Cotidiano

Foram 27 votos contrários e 21 a favor, e o projeto de lei que previa “Escola Sem Partido” foi derrotado na Assembleia Legislativa do Paraná. Visava a chamada não doutrinação ideológica. Seria uma dita ideologia ditada oficialmente a proibir outras ditas ideologias, escola sem liberdade.

Farpas e Ferpas

Pessoas sujas lavam dinheiro que levam não sendo limpas.

Reminiscências em Preto e Branco (I)

Ficou objeto de decoração na mesa de escritório. Raro encontrá-lo. É o peso de papel, ou peso para papel. Além de funcionais, eram decorativos. Desapareceram na proporção do volume de papéis cada vez menor. Outro causa, para evitar que folhas voassem, o peso de papel se tornou desnecessário devido as salas de escritório serem dotadas de ambientes climatizados, janelas fechadas impedem o vento de levantar poeira e papéis.

Reminiscências em Preto e Branco (II)

Eeeeeeeeeeeennnnnnxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxuuuuuuuuuuuuuuuurrrrrrrrrrraaaaaada.

Som da chuva, ENXURRADA. Jorro d’água nos campos, telhados, ruas, calçadas, volume intenso corre/escorre pelo solo coberto de poeira, rápido, lama. Lembrei-me do menino, calor, início da chuva e nós crianças a mergulhar na enxurrada. Só tinha um medo: “ai de vocês tossirem, pegarem gripe, levam injeção e camaçada de pau” sentenciava a saudosa mãe Elza. Há 40 anos não pego gripe. Medo mesmo!

José Eugênio Maciel | [email protected]

A renúncia do presidente

“Fui vencido pela reação e, assim, deixo o Governo. Nestes sete meses, cumpri meu dever. […]. Mas, baldaram-se os meus esforços para conduzir esta Nação pelo caminho de sua verdadeira libertação política e econômica, … […] a que tem direito o seu generoso povo. Desejei um Brasil para os brasileiros, afrontando, nesse sonho, a corrupção, a mentira e a covardia que subordinam os interesses gerais aos apetites e às ambições de grupos ou indivíduos, inclusive, do exterior. Forças terríveis levantam-se contra mim, e me intrigam ou infamam, até com a desculpa da colaboração. […]. Encerro, assim, com o pensamento voltado para a nossa gente, para os estudantes e para os operários, para a grande família do País, esta página de minha vida e da vida nacional. […].

Jânio da Silva Quadros, Brasília, 25 de agosto de 1961.

Alegou que “forças terríveis” o impediam de governar, banir a corrupção, impuseram a renúncia, só sete meses no cargo, Neste 25 de agosto faz 48 anos da renúncia do Jânio Quadros como presidente. A corrupção que tanto bradou em eloquentes discursos da campanha eleitoral, simbolizada na vassourinha que varreria a roubalheira, foi determinante na vitória dele.

História não é mero registro cronológico do tempo, é advertência, lições do passado que possibilitam evitar ou repetir erros. Jânio renunciou e os reflexos de tais fatos têm a ver com o golpe militar de 1964, longa ditadura de 21 anos.

O ápice da redemocratização foi a escolha direta de Fernando Color. Porém, o primeiro presidente foi cassado em 1992. Tinha discurso do mesmo teor janista, intitulado “caçador de marajás”. Disse não ter o poder de governar, vítima da elite por ser “defensor dos “descamisados”.

Lições da história. Embora não próximo de termos parecido desfecho quanto ao presidente atual Jair Bolsonaro, o “mito” prometeu ser implacável contra a corrupção, e que inauguraria uma “nova política sem barganha”. Jair fala enfaticamente que precisa e quer governar com mais poder.

58 anos da renúncia de Jânio e a cassação de Collor evidenciam, a democracia não está nem morta nem enterrada, cujo o pressuposto é a liberdade, ainda que não tão vigorosa, não é aniquilada por medíocres presidentes pretensamente despreparados e despóticos.

Fases de Fazer Frases (I)

O que devo, deveras.

Devo o que devo, deveras.

Devolvo o que deveras devo.

O que devi não deverás.

Vi o que não deverás.

Via o que devia e verás que não mais devo.

Vi deveras o que deverás o que vi.

Fases de Fazer Frases (II)

Olhar mais puro é o que vê sem enxergar.

Fases de Fazer Frases (III)

A vida mais bela é a que tem na beleza, a vida.

Fases de Fazer Frases (IV)

ao longe trazem para perto evocação dos já percorridos.

Olhos, Vistos do Cotidiano

O senador paranaense Álvaro Dias sugere ao presidente Jair Bolsonaro vetar o projeto de lei sobre o abuso de autoridade. Logo ele?! A última vez, (única), que foi governador, jogou a cavalaria em cima dos professores que acampavam no Palácio Iguaçu, (dia 30 próximo faz 31 anos). E não foram poucos os servidores que conseguiram na justiça reassumirem cargos que lhes foram tirados arbitrariamente pelo então governador perseguidor. Sem carecer entrar no mérito quanto ao presidente, Álvaro não tem moral para falar de abuso. Aliás, nunca conseguiu ser novamente governador, bem que queria, mas perdeu duas, 1994 e em 2002.

Fiapo e Ferpa

Poder estar com os poderosos, e não ficar, é ficar com o poder próprio.

Reminiscências em Preto e Branco

Um dicionário novo contém palavras antigas.

Um dicionário antigo não contém palavras novas.

Creio saber o que faço com o dicionário.

Não sei o que fazer com as palavras sem ele.

Sei dele. Não sei delas.

José Eugênio Maciel | [email protected]

Plug 15 anos, o Paraná te vê

PLUG 15 ANOS, O PARANÁ TE VÊ

Minha Terra tem Pinheiro,
Onde canta a Gralha Azul.
Os Pinheiros ainda semeiam,
Mas as Gralhas, nunca vi.

Os rios que aqui permeiam,
Não tem mais o mesmo azul.
Quanta vida, quanta água,
Desperdiçada ou mal tratada.

Minha terra é tão linda,
tem bicho do Paraná.
Tem um povo trabalhador,
de uma cultura exemplar.

Simone Martins – Pinheiro do Paraná

O Paraná te vê. Nós parananenses vemos e somos espelhados nas imagens do Plug. Há 15 anos o programa foi exibido pela primeira vez, em agosto, pela RPC TV, afiliada da Rede Globo no Paraná.

Cada programa exibido é como a nossa gralha azul que sai a enterrar a pinha, e, como a ave não consegue depois comer todas elas, viram sementes, frutos que se tornarão majestosos pinheirais nativos, nosso símbolo como ser e estar paranaense. O Plug é nossa Araucária imponente, autêntica que contempla a história e a atualidade.

Cada lugar, município, urbano, rural, região, é apresentado com informações de suas origens históricas, contextualização, etimologia do nome, são aulas da própria história, geografia, trajetória de existência.

Entrevistas, depoimentos, pessoas que enaltecem as tradições, curiosidades de todos os pontos do Paraná. As bem cuidadas imagens editadas chamam a atenção do telespectador, natureza, pontos turísticos, tanto das nossas metrópoles quanto das pitorescas comunidades.

Não faltam a fé, lugares de congregação religiosa, assim como estão sempre presentes o folclore, a tradição, música, dança, artes cenas, o esporte e a colunária, se destacam receitas de doces e salgados, receitas de confraternização e irmandade.

Passando aos sábados, início da tarde, é como se tivéssemos em mão uma linda enciclopédica ilustrada, fotos, mapas, gráficos, textos primorosos e didáticos, do Paraná, abrimos páginas entrelaçamos com a dinâmica de nossos irmãos paranaense.

Plug é o encontro familiar, gerações reunidas na varanda, na sala para saborear uma refeição ou em dia de festa, amigos a comungar a vida no quintal, no campo ou no da cidade, embevecidos pela satisfação de sermos todos do Paraná, terra de todas as etnias, de todos e diversos retratos, uma galeria que no Plug é registro e é a promoção do espírito fraternal. s 15 anos é só o começo.

Fases de Fazer Frases

Melhor seria que o melhor sempre seja.

Olhos, Vistos do Cotidiano

Projeto de Lei contra abuso de autoridade passou no Senado. Até aqui, feito por autoridades que não querem abuso contra elas. Abuso, a quem não tiver colarinho branco.

Fiapo e Ferpa

É gritante o silêncio covarde.

Reminiscências em Preto e Branco (I)

Londrina se prepara para realizar um dos mais importantes encontros do teatro da América do Sul, o FILO – Festival Internacional de Londrina. Será a 50ª edição. A falta de patrocínio, ano passado, resultou no cancelamento. Agora o espetáculo será para marcar meio século de história.

Assim como após a reconstrução do magnífico Cine Teatro Ouro Verde, que pegou fogo e foi reconstruído, a restauração remete a Fênix, que ressurgiu das cinzas. Nada melhor do que o FILO, Londrina e o Paraná como palco do pulsar da nossa cultura.

Reminiscências em Preto e Branco (II)

Em preto e branco, chiados, chuviscos, o televisor era móvel da sala. Assistir tevê deixava o telespectador imóvel. O controle remoto de hoje não lembra mudança manual de canal, tempo remoto, imagem congelada no tempo hoje imaginado de lembrança.

José Eugênio Maciel | [email protected]

Quando estiver sozinho, fale com você

“Frequentemente tenho longas conversas comigo mesmo, e sou tão inteligente que algumas vezes não entendo uma palavra do que estou dizendo”.

Oscar Wilde

 

Sem que eu pare para pensar, a fim de começar a escrever, inicio conversa comigo, sozinho. Deixo fluir, tão naturalmente, que fico à vontade para puxar assunto com o meu eu. E o meu eu pega o assunto ou apresenta o dele.

Na maioria das vezes ficamos inteiramente a vontade para nossos bem construídos diálogos, asas que pousam ou levantam voos livres, leves, realmente imaginativos e imaginavelmente reais.

Não chega a ser sempre meditação, oração espiritual. Não são necessariamente diálogos a construírem conteúdos ou a partir deles a reflexão.

É conversa para e de um apenasmente falar com e do outro:

- “Olá, como vai, tudo bem?”

“Sim (ou tô indo), e você?”

São três situações básicas, quando os dois desejam e conseguem conversar; se um quer, mas o outro, não; e quando os dois não podem; ou não querem dialogar.

Fico confuso com a fusão do meu eu que fala comigo.

Intriga-me o divisor da minha pessoa com a pessoa minha.

Estar sozinho, ainda que só, não é solidão. Ela é o indivíduo na multidão, ambos sentindo não se pertencerem.

É preciso estar só para falar sozinho. Mas o ser sozinho não pressupõe falar solitariamente.

Se é bom conversar na ocasião em que o diálogo é apenas entre duas pessoas, imagine quando os dois sujeitos são única pessoa!

Conversar sozinho pode ser em voz alta, e, no silêncio de seu eu, você fale a encontrar eco.

De ser sussurro, confidências segredadas/segregadas:

Inferência/referência/conferência/interferência como prosa ou poesia.

Converso sem oralidade, diálogo brota da mente, vai ao coração, dele semeio o cérebro.

Sobre o que falo comigo? De mim, sobre o eu que comigo diz, condiz.

Converso comigo ideia a saber de mim, o que acho dela: Apensando pensamento.

Tudo agradável? Na troca de palavras entre mim e eu, debato, me bato, abato.

Tento que o eu me entenda e atenda o eu meu.

Falar sozinho é essencial, me vigora, revigora.

Desagradável é deixar meu eu falando sozinho, ou sair sem nada a dizer.

O caro leitor deve assim se sentir, texto inconcluso que o abandona aí.

Porém, no pífio esquivo, afirmo, não sou eu quem te abandona, é o texto de hoje.

O diz sozinho da Coluna, como se só os dois dialogassem, porque ninguém irá lê-los.

Fases de Fazer Frases (I)

Não sou contra o verso controverso. É o verso que é contra o que verso.

Fases de Fazer Frases (II)

Amor sem prática é flor de plástico regada cotidianamente.

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

Já são 3,6 milhões desde quando começou a cumprir prisão em Curitiba, 2018. O ex-presidente Lula custa 30 mil reais por mês. Um preso comum que não está comumente preso.

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

Estão sendo apurados supostos desvios na operação quadro-negro no Paraná, que chegam a 22 milhões de reais. Preso, solto, preso, solto, o ex-governador Beto Richa (PSDB) é apontado como o chefe dos desvios. Obras superfaturadas ou sequer edificadas são lições vergonhosas. Olhos, Vistos do Cotidiano (III)

O deputado federal pastor Marco Feliciano (Podemos) nem disfarçou, foi cínico ao confirmar que “gastou” 157 mil reais para tratar os dentes dele. Pagos pelo contribuinte. O curioso é que o assaltante público dinheirento na verdade teria gasto “só” 7 mil, o dentista dele deu recibo superfaturado. Caso ele levasse um bem-dado soco na boca, seria lesão ao patrimônio público?

E o povo a pastar sem dentes.

Fiapo e Ferpa

Corte palavras que cortam fere/ferem menos.

Reminiscências em Preto e Branco

Invocam-se passados, provocam-se lembranças.

José Eugênio Maciel | [email protected]                 

A história pausa, tributo ao historiador Altoé

“As nossas mentes, aprendeu o homem moderno, talvez contenham sombras estranhas e irracionais do passado sub-humano – sombras que, sob tensão, podem por vezes alongar-se e incidir sombriamente na soleira da porta da nossa vida racional”.

Loren Eiseley

 

Ele é o pioneiro dos Caminhos de Peabiru, ao descobrir e percorrê-lo. Não foi ao acaso. Nada de por acaso. Estudioso dedicado, perspicaz e apaixonado pelo conhecimento humano, notadamente o civilizatório e a condição com as gerações.

Um prolífico do saber que adquiria, ampliava, diversificava e partilhava com enorme serenidade e entusiasmo, pois sabia fixar relação harmoniosa entre serenidade e empolgação necessária em termos de cultura e educação.

Chegou em Campina da Lagoa em 1964, fincou raízes no solo fértil. Foram 54 anos de um vínculo fecundo e forte com a nossa região, sobretudo como ser humano extraordinário, singular. Aplicado às Ciências Sociais foi historiador, arqueólogo, antropólogo. Cultivou amizades, referencial marcante como indivíduo e como ser social.

Findada a vida dia primeiro agora, 82 anos, Pedro Altoé produziu e é legado intelectual vasto, Caminhos de Peabiru é o saber de nossa ancestralidade indígena, brasileira e latina. Convém salientar, respeitado e querido pelos estudiosos afeiçoados desde sempre com o modo de ser, laços duradouros da amizade.

A terra das campinas e das lagoas tinha vestígios materiais étnicos que encontrou e buscou mais artefatos, logo convidou e disseminou tal achado. Desenterrou o então desconhecido passado, ligando fatos históricos à compreensão da humanidade e seu ciclo evolutivo.

Campina da Lagoa em vida reconheceu a importância do educador, homem que era peculiar no trato com as pessoas, espectador e veiculador do espetáculo da vida.

Trouxe a história e o sentimento humano para bem junto das crianças e jovens, despertados pelas ensinanças do professor. O mestre, era ele caminho inspirador e exemplar em todas as direções do aprendizado.

Fases de Fazer Frases (I)

Furto o tempo, ele que nunca me rouba.

Fases de Fazer Frases (II)

Faço de tudo para que o nada não me desfaça.

Fases de Fazer Frases (III)

vez resta-me réstia do sol que escapa pelas frestas do tempo.

Fases de Fazer Frases (IV)

Foge de mim aquela que me forja a saudade que levo.

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

São 27 candidatos ao Conselho Tutelar de Campo Mourão. O que dá sinais de crescimento e a ganhar simpatia é o clima de renovação por meio de nomes e novas propostas de trabalho.

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

O STF – Supremo Tribunal Federal decidiu que a demarcação das terras devem ser respeitadas. A terra é dos índios! Curioso, eram eles os primeiros e legítimos donos e continuariam a ser, mas a colonização e a ânsia incontrolável deseja ainda roubar dos índios o que é deles.

Caixa Pós-tal

Agradeço a todos, antes agora e sempre, pelas manifestações a respeito da Coluna anterior – PARA A ISADORA, SEMPRE AMADA – comovente e comovedora, palavras e sentimentos que me confortam, ante a perda, aos 22 anos, daquela criança que vi nascer, crescer e que vivemos juntos sobretudo na infância uma relação de afeto típico de amor autenticamente intenso e que me põe ao mesmo tempo triste e prostrado, quanto sendo imperativo ter que seguir a vida, mesmo sem ela, a não ser em meu coração.

Fiapo e Ferpa

Poder estar com os poderosos, - e não ficar-, é estar com o poder próprio.

Reminiscências em Preto e Branco

Tempo do vidraceiro, vinha retirar janela quebrada, punha nova. A quebrada geralmente por uma bola do jogo de futebol na rua.

José Eugênio Maciel | [email protected]                 

Para a Isadora, para sempre, amada

*“Caminhos são eternos, os passos é que não são”

(JEM)

            Jamais seria imaginável supor que existiria essa última despedida. Derradeiramente o adeus. Isadora Lenara Pescador Loss, o texto agora explica resumidamente o que você representa para mim. Falamos-nos pela última vez no seu aniversário, dia 18 de julho, parabenizei pelos seus 22 anos. Disse as mesmas palavras que você antes escreveu e falou, “Ti amo”.

            A seguir a Coluna do dia 22 de julho, 2007, há exatos 12 anos, para homenagear, li pra você, expliquei algumas palavras e anos mais tarde tu é que leu para mim.

            Deixou-me mais uma grande lição, a de doar os seus órgãos. Foi feito, menos o seu coração. Levou o nosso. A frase abaixo do título apareceu no Fases de Fazer Frases, e agora oportuno, como a citação e o texto abaixos:    

ISADORA, FIGURINHA

“Meninha do meu coração

Eu só quero você

A três palmos do chão

Meninha, não cresça mais não

Fique pequeninha na minha canção

           [...]

Fique assim, fique assim

Sempre assim

E se lembre de mim

Pelas coisas que eu dei

E também não se esqueça de mim

Quando você souber enfim

De tudo o que amei

Meninha – Vinícius de Moraes e Toquinho

            Exatamente todos os dedinhos das suas mãos dizem quantos anos tens agora. Lembro-me da mãozinha destacando o indicador para nos mostrar o primeiro ano. Isadora Lenara, não só eu, mas eu também, feliz e imensamente tenho a minha vida inteiramente transformada com a tua chegada.

Se o tempo passou tão depressa, parece que foi ontem, a sensação mais significativa é que este tempo jamais foi dividido, ele é inteiro, preenchido com a tua existência.

A casa tinha que se adaptar, o silêncio para que o sono teu de anjinho não fosse despertado antes da hora e para ouvirmos o chorinho de resmungo querendo atenção. Portas e janelas tinham que ser fechadas na hora do banho, nenhuma corrente de ar, toda uma estrutura preparada, banheira, água quente, sabonetinho, toalha, talco, pomadas, fraldas, macacãozinho colorido, meinhas mais ainda. E depois vinha a mamadeira, o embalo, e eu ali, diante de uma criatura tão especial que sempre trouxe consigo um brilho próprio nos olhos claros, cheia de vida, encantadora.

Vi e participei do teu crescer. Sabe, Isadora, cresci muito com você, perdi a conta das vezes em que refleti a cerca da grandiosidade do ser humano, tão forte e ao mesmo tempo pequeno e frágil.

 Você engatinhando por todos os cantos foi outra fase apreciável, o cuidado para não derrubar algo que pudesse te machucar, não pôr os dedinhos nalguma tomada e levar choque. E, num descuido nosso, do tipo que um confia que o outro está olhando a criança, e vice-versa, falamos em coro: “cadê a Isadora?!” Você tinha subido sozinha e quietinha os degraus do sobrado, chegando ao andar de cima felizmente sã e salva. Acho que foi a sua primeira aventura/travessura.

As papinhas, o babador, os primeiros cachinhos do cabelo polaco. E também os primeiros dentinhos, lembram-me que te pedi, ao colocar um dos meus dedões na tua boca, que então você mordesse, e foi o que fez, deixando em mim a primeira marca das tuas peraltices.

Isadora, vou escrevendo e não sem o que colocar no papel, tantas são as lembranças, os incontáveis motivos para me sentir verdadeiramente capaz de amar e ser amado por alguém tão especial. Quando você estiver lendo esta crônica recordará quando íamos à banca comprar jornal e então aproveitávamos para passear de carro, levávamos mais tempo a te colocar segura na cadeirinha no banco de trás do que propriamente o tempo até a banca. Você, ao aprender a falar e caminhando saltitante, eu não conseguiria ir pegar os jornais sem a tua companhia, e foi a partir de então que passou a escolher suas revistinhas em quadrinhos. Folheando as páginas, você era só fascínio, imaginava a historinha ou me pedia que a contasse.

Contar historinha sempre foi uma forma de estarmos próximos. Para adormecer, além de prazerosamente levá-la no colo até o teu berço, ouvia o teu doce apelo, “me conta uma itólia?”. É, a vida é sempre um Era Uma Vez... Curiosa, atenta, observadora nata, sempre prestou atenção, as que mais gostava, pedia-me que repetisse, sem esquecer toda a encenação. Muitas das histórias fizeram cessar o choro de alguma dorzinha. E a tua capacidade de observar e pensar gerava perguntas e tudo você queria saber. Antes mesmo de saber ler, pegava os jornais que eu propositadamente deixava pelo chão, olhava as figuras, sempre ali comigo, ou então lendo teus gibis, cantarolando, pintando, colorindo e encantando. (quando você chegou de viagem para passar as férias com a adorada vovó Iara, fez questão de nos mostrar o livro que está lendo, com marcador de página e tudo).

Sempre fomos amigos, a nossa relação é marcada pela lealdade e companheirismo, como te aprontando para ir à escola e quando não era mesmo possível comparecer às tuas apresentações a cobrança era feita. Assim como nas oportunidades que eu comparecia, você sempre me enxergava em meio a tanta gente, e logo depois vinha ao meu encontro, a tua corrida em direção ao abraço e ao colo são e continuarão sendo repletos de bondade, afeto, ternura, cumplicidade e amor.

Diante da minha correria do dia a dia, das decepções e dos objetivos não alcançados na vida, inevitáveis ou não, chegar até você é poder encontrar naturalmente forças advindas do teu abraço, da sua presença constante e envolvente a “grudar” na gente, ou do modo singelo com que dormia, novamente revigoravam em mim a busca por um mundo com menos injustiça, mais humano, que ele até mesmo não seja para mim, mas para você, querida Isadora. Parabéns!          

José Eugênio Maciel | [email protected]                  

Nem tomada nem retomada

“Lutemos por um mundo novo. Um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à juventude e segurança à velhice”.

Charles Chaplin

O Brasil vive momentos tão críticos que apontar exemplos de problemas agudos é difícil quando se trata de apontar quais são os mais greves e emergencialmente mais gritantes.

Legalmente previsto mas moralmente inaceitável é o recesso parlamentar. Deputados e senadores federais gozarão o recesso, termo elegantemente esculpido para cobrir com manto transparente o que é, na verdade, férias no meio do ano.

Independentemente das condições e do mérito, a reforma da previdência ficará para quando os parlamentares após o merecido gozo. O brasileiro que espere! Que se desespere.

Demandas na Justiça que esperem o regresso dos senhores ministros do Supremo Tribunal Federal, também de recesso.

Brasileiros, esperem! Não se desesperem! Não se exasperem!

A economia estagnada aponta que é pouco declarar que este ano é de dificuldade, que por si só se soma aos anteriores. Economia sinalizada de há muito como década esvaida caracterizada pela recessão.

O horizonte é sem perspectivas. O que se tem é ilusão com o que chamam de uma nova previdência. Delírio tal qual a da reforma trabalhista, o discurso apologista apregoava a geração de empregos, pois o peso do poder público só atrapalhava e que as garantias sociais para os trabalhadores estariam preservadas.

O velho chavão é tão novo quanto cansativo, a relação da economia como questão política e a política como questão econômica, que sozinhas ou separadas se espraiaram de há muito na aridez da inapetência governamental e a incapacidade e o desalento da chamada iniciativa privada, que continua dependente do fomento ou privilégio público paternalista.

Temos o silêncio e o ruidoso do governo que não se governa e da oposição sem posição.

Fases de Fazer Frases (I)

O estafeta está estafado com o estafe dele.

Fases de Fazer Frases (II)

O bom de briga não é quem ganha. É quem sabe evitar brigar.

Fases de Fazer Frases (III)

O preconceituoso evidencia a inferioridade quanto maior se julgar superior.

Fases de Fazer Frases (IV)

Olhares não se encontram quando não se tocam. Se trocam.

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

400 vagas para a construção da nova ponte que ligará Brasil e Paraguai. E são 11 mil os que querem trabalhar. Apenas é um dos muitos exemplos dramáticos socialmente do desemprego que avassala o Brasil.

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

Deslizem acontecem, mas de professores são considerados imperdoáveis erros no uso da fala, sobretudo os mais graves. O presidente da APP – Sindicato, ao responder perguntas dos repórteres a respeito da reposição das aulas, após a suspensão da greve, advertiu que cada escola fará o calendário de reposição. Até aqui, tudo bem. A questão é que ele falou de “consenso, geral, de todos”, à Rádio Bandeirantes – Maringá. Inexiste consenso da maioria ou de uma parte, consenso é sempre de todos, ou seja, consequência de unanimidade. O presidente da APP é Hermes Silva Leão, professor de Educação Física e pedagogo.

Farpas e Ferpas (I)

Não se deve dizer tudo que sabe, pois ninguém sabe tudo.

Farpas e Ferpas (II)

Pau para toda obra, ditado popular não só entre carpinteiros e marceneiros…

Farpas e Ferpas (III)

Ninguém dá a palavra se não a tiver.

Reminiscências em Preto e Branco

Embalagens imprimem o prazo de validade. Devemos aproveitar bem a vida quando a validade está no prazo a nos embalar.

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José Eugênio Maciel | [email protected]