José Eugênio Maciel
Comeu gabiroba?

Saudade da infância
De terra na mão
Brincadeira de roda
Correr na rua
Pés descalços
Birra pro banho
Muita bagunça
Pouca importância
Nenhuma preocupação

 Karlene Magalhães

            Ela é miúda e saborosa. Existe principalmente no cerrado brasileiro. Também é nativa de Campo Mourão. Presente no nosso cerrado, outrora com grandes áreas que foram cedendo lugar para a expansão urbana bem como a lavoura.

            Mais do que ter por aqui e na região, a gabiroba era fácil de encontrar, os pés estavam sempre carregados. O sabor da frutinha varia entre doce e ardidinha.

            Gabiroba foi o gosto de aventura dos adultos que caçavam pombinhas e outros pássaros, aventura dos meninos, embrenhando-se nas densas matas, cerrados ou não para logo saboreá-las aos montes.

            A grandeza territorial faz florescer abundantemente a fala e denominações, e gabiroba é como a frutinha é conhecida aqui. Já guabiroba e guavira é como são chamadas em outras regiões brasileiras. Além de alimentar, alternando variações de sabores doce/amargo, o sol do cerrado determina tal condição, como a cor aparente, amarelo rústico. Todas elas são comestíveis, servindo também para fins medicinais, segundo índios e caboclos sertanejos.

            Se o caro leitor já comeu gabiroba aqui é com certeza um mourãoense legítimo! É ou tem contato com a história de Campo Mourão. Ser comedor de gabiroba, por apreciar a frutinha, apanhando no pé, e, no seu derredor, mastigá-la.

            Comparando com o ser paranaense, quem o é tem como prova o gostar do pinhão e admirar a beleza da árvore araucária. Aqui já escrevi sobre o ser e modo de comprovar quem é parananense legítimo: o que carrega no coração a beleza do nosso pinheiro nativo e altivo, a imponente Araucária. (dispensa-se exclamação).

            É verdade que existem outros bons mourãoenses, mas o legítimo mourãoense é o comedor de gabiroba.

Fases de Fazer Frases (I)

            Quem dá de bom grado bem recebe agrado.

Fases de Fazer Frases (II)

            Qualquer palavra serve para quem não diz nada: silêncio.   

Fases de Fazer Frases (III)

            Resta a réstia, feixe de luz da fresta do ontem, tênua do entardecer.

Olhos, Vistos do Cotidiano

            Basta noticiarem sobre pagamento de impostos como IPTU, e não falta quem se refira as condições de pagamento. Aí surge, o cota única. Assim como não está certo parcela única, tanto uma quanto a outra não pode ser única. Não é a primeira nem será a última vez que o erro é aqui apontado.

Farpa e Fiapo (I)

            Quando uma língua estrangeira contamina a nossa, a identidade brasileira perde espaço. Facebook é abreviado para Face, (o som de feice). Ao ler um texto extraído de jornal, o título era A Face do Povo Brasileiro, mas o dito estudante leu A Feice do Povo Brasileiro. 

Farpa e Fiapo (II)

            Por maiores que sejam os cargos que ocupam, posições em nível nacional, Bolsonaro e Maia , presidente da república e da Câmara, conseguem se apequenar, tornam-se mutuamente minúsculos e esbugalhados, quando brigam e quando se apazíguam.

Reminiscências em Preto e Branco

            Saudade é como um pouco de fome: só passa quando se come a presença. A escritora, jornalista, poetisa oferece, com a frase acima, uma reflexão sobre a saudade e como nos colocamos diante dela. Em tempos recentes de tantas perdas importantes para a nossa cidade, com fome ou não, engolimos a realidade da perda sem desejá-la presente.

Reminiscências em Preto e Branco – Há 30 anos

            Quando do primeiro texto desta Coluna, há 30 anos, este Jornal só tinha uma única edição, semanal, aos domingos. Não tinha sede própria nem parque gráfico. Foram e são pioneiros os primeiros passos, primeiras jornadas desta Tribuna do Interior.

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Frases 2018, zelas por elas (final)

Deve-se antes escolher as palavras, ou primeiro medi-las?

Palavras são a medida do peso das escolhas.

41 Se o caminho for errado não adianta andar direito.

42 Todo escândalo é espetacular mas nem todo espetáculo escandaliza.

43 O andante ambulante é abundante de andar.

44 O mais gosta do menos. Mas o menos não gosta mais do mais.

45 A melhor roupa para a melhor ocasião é a que poderá ser tirada.

46 O sentido duplo duplamente faz sentido?

47 Só não perde a vergonha quem nunca a teve.

48 A paz depende da guerra que pode ser evitada. /A paz depende da guerra que pode ser ganhada. /A paz depende o que se faz dela.

49 O barco a deriva. /O bar deriva. /O arco abarca. /O barco arca.

50 São palavras que se parecem sem desaparecerem.

51 Perda maior de tempo é do tempo que não existia.

52 Prever o futuro é mais fácil do que ver o passado.

53. E o paradeiro do padeiro que toca pandeiro?54 Ouvir. /Ou vir. / Vir ou vir. /Vim ver. /Viver. /Com viver. /Conviver o que convier. / Conviver é convir com o que vier.

54. Palavras floridas demais lembram as belas flores de plásticos.

55 A ênfase não está em colocar ponto de exclamação após a palavra, no final do texto. É exclamar com palavras, afinal.

56. O tempo ensina bem mais do que todas as horas.

57. Maior precaução que tomar cuidado é engoli-lo.

58. Nem todo rude é rudimentar: elementar.

59 Encarregado do gado dá o recado, todo gado foi carregado sem escorregado.

60.Entre ver e antever, importa é antever.

61 O infinito do ser humano é o humano ser até na finitude.

62. Do ponto a ponto pontuo, afinal, o ponto final é finado?

63 Velhas verdades, inofensivas ante as novas, porque as antigas se conhecem.

64 Não existe uma só palavra, seus significados a tornam plurais.

65 Não se encerra com a última palavra. É com o último ponto.

66. O prolixo sempre tem palavras a mais, sem achá-las demais.

67 Não ter o que fazer é ter-se por fazer nada.

68 Pode ser calada a voz, mais ela ecoa no tempo, memória.

69 Analise a análise: questão de acentuar.

70 Tudo tende a tudo. Tudo tem de tudo.

71 Nem tudo que sobra é demais. É a mais.

72 Rir dos outros é fácil. Engraçado mesmo é saber rir de si mesmo.

73 Partindo do pressuposto que nem tudo é posto, o suposto é parte.

74 O leito do leitor não é o mesmo leito do eleito.

75. Bem cabe o que é justo. Nada cabe ao injusto a não ser o próprio aperto.

76. Cada falso com o seu cadafalso.

77 A verdadeira vergonha não verga. Oque verga é a sem-vergonha.

78 Sentimento maior não é o que se engrandece,é o que agradece.

79 Nem sempre o passado é distante, nossa remota memória.

80 Uma vaga impressão….impressiona vaga mente.

81 Palavras colho. /Palavras recolho. /Palavra olho.

82 Insinuar/Ensina o ar?/Em si no ar/Ensinares: ares.

83 Deve-se antes escolher as palavras, ou primeiro medi-las? Palavras são a medida do peso das escolhas.

84 Cuido para cortar palavras que pode me cortar.

85 Sem beijo sobejo é lampejo, sem pejo que não vejo: desejo.

86 Entre o útil e o agradável, prefira o útil que poderá agradar-se.

87. Em briga de diplomatas a elegância nunca perde.

88 Em briga de muitos obesos não tem como sair de fininho.

89 Em briga de lavadeira lava a roupa quem é trouxa.

Frases 2018, zelas por elas (I)

Sentido das palavras. Sentindo as palavras. O que tem sentido? Palavras.

(JEM)

            É costume a primeira Coluna do ano com todas as frases do ano passado reunidas a partir de hoje. Em 2018 o total: 89. O número foi menor e interrompeu a sequência crescente dos últimos anos. Em 2011 ao iniciar tal hábito, total das frases: 36. Em 2012: 104; 2013:106; 2014:108; 2015:113; 2016:109; 2017:115. O número menor de Frases se deve as faltas do escrevinhador. São 41 Colunas, com destaque os 30 anos de vida, 10 de julho. São 2091 textos em três décadas.

            Seguem as Fases de Fazer Frases, hoje são 40:

1. A vaidade mais invejada é a do vaidoso dependente dela.

2. Quem esquece de tomar remédio para a memória é porque ele não é bom. Nem ela.

3. Mãe sempre tem razão! A razão é o nome dela.

4. O sábio não ignora a falta de conhecimento. Ele aprende com ela.

5. O calado tem bom gosto. Por não abrir a boca.

6. Opostos são elo do duelo. O oposto.

7. O começo do infinito é só o início do fim.

8. Esteticamente a beleza não é estaticamente bela.

9. Tempo passado não cura presente. Tempo presente cura futuro.

10. Sentido das palavras. Sentindo as palavras. O que tem sentido? Palavras.

11. Cercar-se de todas as certezas é deixar escapar a ousadia.

12. O pior vazio é precedido pela inutilidade.

13. Espero que a espera não se exaspere.

14. Fujo do tempo fungível.

      Finjo ser fungível a tempo.

      Há tempo finjo fugir.

Fulgir a tempo de fingir.

Foge de mim o tempo que funge.

Forja-me o tempo fingido, fungível, fugidio.

15. Quem não larga a vida tem uma vida segura.

16. A indiferença é o tênue do esquecimento.

17. Vale tudo quando nada tem valor?

18. Deixe-se ver para poder olhar dentro de si.

19. Deixe-se olhar para poder ver fora de si.

20. O Supremo é para suprimir?

      O Supremo é para suprir?

      O que o Supremo supre no Supremo?

      Se o Supremo tiver  que suprimir, não seja ele suprimido.

      Seja o Supremo premido para ser e guardar a Constituição.

21. Não basta olhar para dentro de si. É preciso nosso próprio e o olhar alheio.

22. Seria séria a sereia?

      Seria a sereia que ria?

      Ia e ria a sereia.

23. Se infinita a bondade, eterna é a gratidão.

24. São poucos os muitos? São muitos os poucos? Tudo é muito pouco. E pouco o muito.

25 O caráter de uma multidão é não ter uma personalidade individual.

26. Não dê efeito a defeito.

27. O silêncio do ruído, o que ruiu em silêncio.

28. O tempo vencido não derrota o futuro.

29. O senhor do tempo não usa relógio.

30. A desordem é a ordem invertida.

31  Atribulado. A tribo ao lado.

      Atributo. Trio bruto.

      Atribuição. A tribo em ação.

      Tributo ao bruto.

32. Dividir o tempo com pessoas é somar amizades.

33. É preferível repetir o erro a ter que cometer erro maior.

34. Tenha tempo. Não detenha o tempo.

35. Quem se prende ao medo liberta para dentro de si a covardia.

36. Tudo faz sentido quando não existe indiferença.

37. Toda vontade é desejo. Nem todo desejo  é vontade.

38. Acúmulo do cúmulo é acumular? cumular?

39. Vida é miragem, viagem, passagem, paragem.

40. Quando a preguiça dá trabalho, atrapalha o descanso.

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Por José Eugênio Maciel | [email protected]

Remanescer e nascer

Quero nascer de novo cada dia que nasce. Quero ser outra vez novo, puro, cristalino.

Quero lavar-me, cada manhã, do homem velo, da poeira velha, das palavras gastas

dos gestos rituais. Quero reviver a primeira manhã da criação, o primeiro abrir

dos olhos para a vida. Quero que cada manhã, a alma desabroche do sono

como a rosa do botão, e surja, como a aurora do oceano, ao sorriso dos

teus lábios, ao gesto de tua mão. Quero me engrinaldar para a festa

renovada com que cada dia nos convidas e desdobrar as asas como

águia em demanda do sol. Quero crer, a cada nova aurora, que

esta é a definitiva, a do encontro com a felicidade, a da

permanência assegurada, a de teu sim definitivo.

Chico Xavier 

            Troca do tempo passado e presente pelo que virá. Horas, dias por novo amanhecer.

            Dos sonhos realizados, revezes e dos adiados por novas aspirações repletas de esperança.

            Troca de roupa vestida ou em desuso, pelos tecidos com novas costuras.

            Das palavras, adjetivos, por conteúdo original e endereçado a novos destinatários.

            Troca as antigas canções por melodias que adentrem os ouvidos pela primeira vez.

            Os vícios, velhas tradições por hábitos que cultivem prazeres nunca antes sentidos.

            Troca do último dia, do último mês e este ano, do calendário pelo 2019.

            Desprenda do que não tem retorno e deixe-o rumar ao fim, pelo abraçar do bem-vindo. 

            Troca do remediar sem cura pelo que dê vida intensa ainda que desprovida da perenidade.

            Das estradas sem rumos e prumos, pelos novos horizontes, com passos mais firmes.

            Troca das luzes alucinantes das telas do computador e celular, pelas cores do arco ires. 

            Das noites sem sono pelo adormecer no chão da varanda ou do sofá com sonhos.

            Troca entre amigos, conquistando-os com laços mais fortes de respeito e devoção.

            Dos amores se impossíveis ou unilaterais pelo amar do mergulho mútuo de ambos.

            Troca do prejulgamento pela compreensão e ponderação.

            Do que apenas somos por melhor que nos consideramos, pelo sermos melhores a tudo.

            Troca do que seja bom e belo, pelo que seja justo e digno.

Fases de Fazer Frases (I)

            Seu beijo sobejo é lampejo sem pejo que não vejo: desejo.

Fases de Fazer Frases (II)

            Entre o útil e o agradável, prefira o útil, que poderá agradar-se.

Fases de Fazer Frases (III)

            Em briga de diplomatas a elegância nunca perde.

Fases de Fazer Frases (IV)

            Em briga de muitos obesos não tem como saírem de fininho.

Fases de Fazer Frases (V)

            Em briga de lavadeira lava a roupa quem é trouxa.

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

            Tem um terreno para venda próximo ao Caique, assim escrito nos Classificados desta Tribuna, (sexta anterior). O correto é CAIC – Centro Integral à Criança. A sigla como é conhecida a Escola Municipal Florestan Fernandes, professor e grande sociólogo brasileiro. Caique é nome próprio, sem ter nada a ver com a escola de Campo Mourão.

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

            Em alusão ao subtítulo acima, vale recordar um anúncio há muitos anos publicado no Jornal Gazeta do Povo. Lia-se: Vendem-se malas por motivo de viagem. Típico anúncio do tempo em que era comum informar o motivo da venda ou da compra. A Gazeta hoje não existe mais impressa, só página virtual.

Reminiscências em Preto e Branco

            Cercas elétricas hoje fazem parte do cenário das residências e estabelecimentos comerciais, tudo para ao menos dificultar a ação de criminosos. Antes, quando não existia essa tecnologia, era comum muros altos com cacos de vidros de garrafas na parte de cima, sem qualquer aviso, como hoje é obrigatório o alerta sobre o possível choque, claro, para evitar que pessoas de fé boa toquem sem querer, pois os arrombadores, roubadores e furtadores têm medo da casa cair, a deles.

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Por José Eugênio Maciel | [email protected]

“Quem não é visto...”

Não viva para que a sua presença seja notada, mas para que a sua falta seja sentida.

Bob Marley

            É um dos ditados mais conhecidos, usado. Nem precisaria completá-lo, o título hoje só tem o início. Mas se quem logo não recordar de imediato, completo: ….não é lembrado. A origem do ditado é portuguesa, veio com as naus lusitanas, ele aqui aportou e permanece.

           Estive sumido neste espaço, a Coluna não veio até a Tribuna, assim ela não saiu e aí tal ditado cabe certinho, ante o errado.

            Talvez o caro leitor nem notou a falta e já foi ler às outras seções desta Tribuna.

            Nada ocorreu que pudesse impedir de escrever, como há 30 anos. Aliás, mesmo que pareça escapismo, vem à memória o recorde da Coluna: oito anos ininterruptos sem faltar um dia sequer.

            Sem ser vista/lida, ela – e o colunista escrevinhador – foram tragados pelo esquecimento.

            Pelo visto não ser visto é ser ignorado antes de lembrado. Sem intenção da atenção à falta.

            Se a lacuna da Coluna não é notável, são elas irrelevantes.

            Nada de reclamar. De sentir frustração, pois não escrever não foi para forçar atenção.

            O escrevinhador estaria agora a escrever por escrever, marcar o retorno da Coluna sem prender atenção com a volta ou por ter saído.

            Embora quem regresse traga novidades, a volta do colunista hoje é sem elas: nada de fazer voltas com palavras sem ter o que dizer, elas e eu.

            Voltamos sem inspiração e assunto. Rapidamente chegamos ao fim com tempo ainda de transcrever outro ditado, enquanto você está vindo com o milho, eu estou voltando com o fubá.

Fases de Fazer Frases (I)

            Nem sempre o passado é distante, nossa remota memória.

Fases de Fazer Frases (II)

            Uma vaga impressão….Impressiona vaga mente.

Fases de Fazer Frases (III)

            Palavras colho.

            Palavras recolho.

            Palavras olho.

Fases de Fazer Frases (IV)

            Insinuar/Ensina o ar/Em si no ar/Ensinares: ares

Fases de Fazer Frases (V)

            Deve-se antes escolher as palavras, ou primeiro medi-las?

            Palavras são a medida do peso das escolhas.

Fases de Fazer Frases (VI)

            Cuido para não cortar as palavras que podem me cortar.

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

            Sábado passado ao caminhar no Parque do Lago constatei o quanto passou a ser importante os bancos colocados lá. Testemunhar a satisfação dos frequentadores, casal de namorados, da senhora que descansava e de algumas crianças conversando alegremente. Um detalhe, o suporte que prende os bancos no chão, logicamente para não serem furtados, vandalizados. Quem sabe um dia a educação desbanca a ignorância.

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

            Não brigue com o relógio. Faça as pazes com o tempo.

Reminiscências em Preto e Branco (I)

            Fica mais bem a caveira dizer, ossos do ofício.

Reminiscências em Preto e Branco (II)

            Fica mais bem ao sapateiro viver de sobressaltos.

Reminiscências em Preto e Branco (III)

            Fica mais bem ao farmacêutico dizer, a vida é uma droga.

Reminiscências em Preto e Branco (IV)

            Fica mais bem ao agente funerário dizer, os preços estão pela hora da morte.

Reminiscências em Preto e Branco (V)

            Fica mais bem ao cigano a todo tempo armar barraca.

Reminiscências em Preto e Branco (VI)   

            Fica mais bem ao caro ledor não ler aqui o que é dor.          

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Por José Eugênio Maciel | [email protected]

Márcia, graças

Mudaste o meu pranto em dança, a minha veste de lamento em veste

de alegria, para que o meu coração cante louvores a ti e não cale.

Senhor, meu Deus, eu te darei graças para sempre.

Salmos 30:11-12

            Cai a chuva. Assim foi por toda a noite. Contínua, suavemente escorria pelos beirais, contornava obstáculos, preenchia vãos. Seguia ou fazia sulcos. Tocava, escorria  nas janelas gotas daquele aguaceiro na madrugada.

             A chuva da noite toda, a chuva do dia todo mansamente foi diminuindo até cessar, quando harmoniosamente todas aquelas águas foram seguindo seus leitos, córregos, rios e chegariam aos mares, oceanos. Assim como, então, o sol, naquele momento, provocava calor e luminosidade, fazia evaporar as águas. 

            É de manhã. Os raios solares eram tênues nas primeiras horas do dia, nuvens então carregadas e que delas caíram tantas águas, no cenário de luzes repentinos, trovões, relâmpagos. Diminuíra a chuva, mansamente até cessar. 

            O querido, amado esposo, sem deixar que toda a voz ficasse embargada, reuniu forças para a mensagem oral gravada nos grupos sociais: a notícia fúnebre. Ele declara o amor, rememora o que ela representa. Estava ele com a esposa como ambos foram um para com o outro, em companhia, sempre. Era só ele diante da amada, jaz. Estavam somente os dois tão juntos quanto separados, a partir de então,  entre a vida terrena e a eterna vida. Ele, a ficar nesse mundo, ela, em partida para o além. O professor Eleano Alves convida a todos para a despedida final, mesmo com toda a chuva.  

            Todos iriam se reunir, com toda a chuva que desceu e toda ela que voltasse.

            Águas que desceram do céu. Caíram na terra. Fazem o caminho inverso constantemente, com o verso de cada instante. 

            Elas voltam para ode estavam: o chão de toda a terra. Foram aos céus vindas das águas, bebidas pelas nuvens, de lá regressara. Se todos podemos ver as águas voltarem a terra como chuvas, quando elas sobem evaporadas, ninguém pode ver.

            Das águas descidas dos céus, deságuam bem vívidas. Ao subirem,  são elas invisíveis. Nem carece que a vejamos, pois a fé nos faz crer sem precisar ver. 

            A vida como chuva que dá vida. A tudo, cessa a sede, lava, enxágua, limpa, faz brotar, nascer, cultiva. Sobre ao céu para cair novamente.

            Márcia, você agora passou pelas nuvens. Chegou ao azul do infinito celeste, com os anjos, para ser, continuar o que se sempre foi, angelical. És também como as nuvens, no seu sempre de delicadeza, suavidade de gestos, intenções, ações, seguras, firmes, a ser, fazer, cativar, reconhecer e a enaltecer o bem que tinha, o bem que era. O bem que deixa  Foi o que ensinava e sobretudo o bem que inspirava e acolhia.

            A derradeira despedida, a reunir os pais, esposo, filho, demais familiares e amigos. Todos, muitos, colegas de profissão. Estávamos, ao sol. O mesmo sol que fez  secar, evaporar e só deixar os vestígios da chuva, não secaria nem enxugaria nossas lágrimas, elas encharcaram, mais do que os olhos, o coração de todos nós.

            Caiu a chuva. Ela cessou. Caia a tarde.

            Caíamos no indivisível pranto do adeus. Você não será esquecida. Seus exemplos edificantes de uma vida repleta de dignidade, bondade, conhecimento, brilho da menina, filha, moça, esposa, mãe, tudo sempre pleno de extraordinária vivacidade.

            Assim como eu, são muitos os testemunhos da sua sabedoria, do zelo profissional e compromisso com a educação na condição de pedagoga, se mantinha atualizada, propunha e contribuída para diálogos nobres e simples.

            Graça. Graça que era. Graça que é. Graça que será, sempre, Márcia.   Marcia Cristina Buzetti, é agora saudade, desde o dia 31 de outubro. Nasceu no dia 13 de janeiro de 1981. Casada com o professor Eleano Alves por doze anos, tiveram o filho Vinícius, apenas sete anos. 

Fases de Fazer Frases

            Sentimento maior não é o que se engrandece, é o que agradece.

Olhos, Vistos no Cotidiano

            Abandono de covas não esquecidas no Finados. Velas anônimas aos anônimos. 

Reminiscências em Preto  Branco

            É em vida o prenúncio da saudade quando ambas se encontram.

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Por José Eugênio Maciel | [email protected]

Às voltas com o voto

Quando você votar, poderá eleger alguém tão honesto quanto foi o seu voto.

Paulo Sérgio Krajewski

 

            Dois comportamentos perigosos marcaram o primeiro turno da eleição presidencial e estão presentes no segundo turno. Os dois não são uma referência direta aos candidatos. Tem a ver com o comportamento político e eleitoral do brasileiro.

            Sentimento de profunda inimizade, passionalidade diante do outro desejoso do mal. Bélico rancor. Repulsa, altercação violenta, antipatia, palavras que definem o ódio entre brasileiros.. .Notícias e exemplos negativos continuam abundantemente.

             O ódio levou à impaciência de grande´número de eleitores. É imprescindível salientar que a falta de paciência foi usada tanto para a direção positiva quanto rumou para o lado negativo.

            Agitado, com pressa, aflito, inconformado, excessos de vontade, revolta, condutas de quem não tem paciência, sempre propenso a reclamar.

             No Paraná parte da impaciência do eleitor foi positiva pelo voto a governador e Senado. O parananense se cansou do Richa e de Requião. A prisão do Richa o levou à derrota acachapante. Requião vive últimos dias no Senado.

            A impaciência não se restringiu a baixa votação dos dois. Ela foi canalizada na escolha um estreante, Oriovisto e deu a chance a Flávio voltar ao Senado.

            Impaciência ocorreu com um povo conhecido pela cautela, os mineiros tiraram do segundo turno o atual governador do PT Pimentel e barraram Dilma, derrotada, quinto lugar ao Senado. Ela voltará a casa gaúcha, a lá mineira.

            Eleitorado impaciente para assistir a debates e programas eleitorais, para ouvir pessoas à sua volta expressarem posições eleitorais. Impaciência negativa na ação e reação impulsivas.

            A pior eleição presidencial como processo teve os piores ingredientes de retórica, tipos de candidatos, haja vista terem Bolsonaro e Haddad apoios, preferências e simpatias praticamente na mesma proporção dos respectivos rejeição e ódio. Nem é paradoxal, o voto para um é para negar o outro, no cenário do voto em branco ou nulo.

            A democracia brasileira está em construção, alicerçada na Constituição que neste mês (cinco) fez 30 anos. Como são inéditas e novas a participação do povo, disposto a descruzar os braços e usar a própria voz, até para vociferar.

Fases de Fazer Frases

            A verdadeira vergonha não verga. O que verga é sem vergonha.

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

            O sufrágio não foi ágil, domingo anterior. Em Campo Mourão também houve reclamações ao longo das filas longas nas secções. O curioso, reclamações tinham como parâmetro o pleito anterior, quando eram só dois votos, para prefeito e vereador, enquanto que agora foram seis.

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

            Quando eu aguardava a vez de votar, um dos organizadores veio ao corredor para chamar eleitores que tivessem mais de 60. Nem bem concluiu o anúncio uma senhora chegou até ele, moço, eu faço 60 em novembro, enfatizou a esperançosa. Não teve jeito, lamento, só para quem JÁ TEM 60, educada e laconicamente disse o mesário.

Reminiscências em Preto e Branco (I)

            Na volta da democracia passamos a votar diretamente para presidente, o que não ocorria há 21 anos devido ao golpe militar abolir autoritariamente tal escolha. Hoje são oito eleições: 1989, 1994, 1998, 2002, 2006, 2010 e 2018.

Reminiscências em Preto e Branco (II)

            Estamos na oitava eleição presidencial e os personagens são poucos, só seis. Praticamente os mesmos nesses exatos 29 anos: Collor, Itamar, Fernando Henrique, Lula, Dilma e Temer.

            Collor foi cassado, assumiu o vice Itamar (único falecido), FHC foi eleito e reeleito. Lula também teve dois mandatos. Dilma foi cassada e assumiu o atual, Temer.

Reminiscências em Preto e Branco (III)

            Só dois presidentes iniciaram e terminaram seus mandatos, FHC e Lula. Ambos têm influência na política atual. Uma grade os separa: um do lado de fora e outro no de dentro.

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Por José Eugênio Maciel | [email protected]

É ele, o eleitor, leitor?

A democracia é a capacidade de vestir as ideias menores com palavras maiores

Abrahm Lincolnn

 

            Na chamada reta final da campanha, candidatos se esforçam, buscam votos que não têm, confirmar votos declarados, prometidos as eles. E, sem aqui esquecer e propositadamente dar destaque, a maioria dos candidatos busca tirar, mudar a intenção de votos dos adversários.

            O horário eleitoral, as inserções da propaganda evidenciam o acirramento, não do debate, mas do bate boca. Mais até que os candidatos, apoiadores se digladiam, usam meios para denigrir.

            A política, sobretudo a partidária e mais ainda nas eleições, é a política o reflexo da cultura brasileira, do discurso bonito, bem elaborado, direto, tudo para impressionar e conquistar a partir do que pode ser somente palavras, imagem. O candidato pode enganar e a astúcia dele encontra também o desconhecimento ou conivência de parcela expressiva do eleitorado, de gente culta ou atribuída como ignara.

            Despolitização que acentua tão fortemente nas redes sociais, disseminam ódios, provocações, e a fabricação em série de falsas notícias. Despolitização como se já fosse ou tivesse passado o dia sete de outubro, já fosse o segundo turno, cada qual dos candidatos demonstrando que só eles derrotam o fulano de tal, lá no segundo turno. Contam com a frivolidade do eleitor a desejar praticar o voto útil, inviabilizando então preferência por outros candidatos, em vez de achar  que podem dar a vitória para os escolhidos, querem adivinhar e evitar a derrota daqueles que repudiam.

Frases de Fazer Frases

            Cada falso com seu cadafalso.

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

            Elas já estão em Campo Mourão e região. Sendo lacradas. Como neste ano eleitoral, o debate ressurge, se as urnas eletrônicas são a prova de fraude. O STE – Superior Tribunal Eleitoral reafirma, elas são seguras, informam especialistas convocados para tentar violar o sistema.

            Estranho e até mesmo estúpido quando a comparação carece de sentido e proporção, no caso quando o Brasil é comparado com países mais importantes que não usam urnas eletrônicas, e sim continuam com o voto impresso, como nos Estados Unidos. E até esquecem que lá a eleição é indireta, leva-se dias para apurar em cada estado.

            É a cultura do menosprezo. Cabe rememorar, quando os votos eram contados no Brasil afora, eram muitas apurações manipuladas ao passarem para aqueles mapas de cartolinas e preenchido o número de votos a mão.

            Tem um que comparou com o sistema bancário, o banco rouba a gente. Deve ser nas taxas, no cotidiano, temos como verificar, saber. É comum depositarmos envelopes, recebermos comprovantes e depois identificar o depósito. Se então alguém citar alguma fralde noutros país, automaticamente acharemos que tudo aqui não deve prestar?

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

            Ainda que tenha sido noticiado amplamente, como neste Jornal, sexta-feira passada, o deputado federal Rubens Bueno (PPS) receberá 15 mil reais de indenização, conforme a sentença que determinou o pagamento por parte do réu Julielton dos Paços Rodrigues, ex-presidente da Câmara de Vereadores de Barbosa Ferraz. Julielton caluniou Bueno acusando-o de corrupção.

            O que chama a atenção é que o réu e outra pessoa sócia de uma empresa de eventos, sequer apresentaram qualquer elemento de prova, segundo noticiou esta Tribuna.

            Bueno enfatizou não ter movido a ação visando o dinheiro, mas em termos de hora. Mas na prática o dinheiro ajuda ainda mais neste momento de campanha, e os gastos com ela.

Olhos, Vistos do Cotidiano (III)

            Eleitores escolherão dois senadores na eleição dia sete de outubro. Pesquisas com intenção de votos começaram  a  indicar que a segunda vaga está em aberta, pois não é mais garantida a vaga para o ex-governador Beto Richa (PSDB), sendo que os demais postulantes cresceram, principalmente Flávio Arns (Rede), Oriovisto (Podemos) e Alex Cansiani (PTB). E mesmo o líder Requião (MDB) teve queda na preferência do eleitor.

Reminiscências em Preto e Branco

            Ganhar um par de botas do coroné aos eleitores era comum no antigo Brasil. O eleitor votava e ganhava um pé da bota. Outro pé se o coroné se elegesse. Bota o voto pra ganhar a bota.

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Por José Eugênio Maciel | [email protected]

A inutilidade do voto útil

Podemos tirar o nariz de palhaço e construir algo real com as nossas escolhas.

Lya Luft

            Se todos os eleitores brasileiros decidissem fazer cada qual a sua escolha de acordo com a própria consciência, não seria preciso pesquisas eleitorais. Não se trata de desmerecer levantamentos sobre a intenção do eleitor nem tampouco tolhê-lo de tal informação como aspectos de análise.

            As últimas eleições presidenciais não foram o que era para ter sido, o eleitorado em grande parte tem culpa no resultado do pleito. Em 2006, as possibilidades, de acordo com as pesquisas iniciais, era que Lula venceria no primeiro turno. Mas o candidato petista teve que enfrentar o tucano Alckmim e, estranhamente, o candidato do PSDB fez menos votos no segundo em relação ao primeiro. Cabe rememorar, Lula jamais venceu uma eleição presidencial em primeiro turno. E Lula perdeu duas eleições sem ir para o segundo turno.

            Já na acirrada disputa de 2014 se manteve enorme imprevisibilidade até os últimos dias do primeiro turno, quando não se sabia quem iria para o segundo turno e enfrentar Dilma, PT, candidata a reeleição. Pesquisa daqui e dali, comentários e rumores, a então candidata Marina, que chegou a ter 30% das intenções de voto, foi ultrapassada na reta final pelo PSDB de Aécio. O segundo turno foi a eleição mais disputada da  história republicana do País. Além das perdas de Marina, outros postulantes tiveram esvaziadas tais preferências porque o eleitorado não votou em quem era da vontade dele, para praticar o voto útil.

            É preciso destacar o seguinte: o chamado voto útil adotado por uma grande fatia do eleitorado não é resultado de um pragmatismo consciente e que visasse de fato influir no quadro de candidaturas e no resultado em si do pleito.

            Nada disso! Infelizmente eleitores acreditam – não escondem e até se gabam – o desejo de não perder o voto. Criticam, tiram sarro e até consideram ignorante gente que tem propaganda e manifesta intenção de voto em candidatos que não têm chances. Cenário ainda de primeiro turno, como foram as eleições anteriores e tudo levar a se acreditar que algo bem parecido acontecerá daqui a alguns dias.

            O segundo turno perde sobejamente em importância por culpa e logicamente responsabilidade do eleitor, que deixa de lado a sua verdadeira intenção para não perder o voto, não ferir quem sabe a sua autoestima e desejar sempre estar ao lado, junto com os ganhadores e quando esses vencedores não estiverem no poder, o próprio eleitor já tratou de cair fora e negar que estiveram juntos. Não é pouco a quantidade de eleitores que cometem atentado com o próprio voto.

            Por mais importante que sejam as pesquisas para orientar o eleitor, ele não deveria, jamais, definir o voto dele de acordo com antecipar quem deve, ou não, estar no segundo turno.

            E se o eleitor votar em alguém que terá poucos votos? O candidato perdeu, entretanto, o eleitor não terá perdido a sua consciência individual e política, é o que deveria valer.

            E o óbvio, por fim, o segundo turno é que pode fazer sentido escolher o menos pior, diante da opção do primeiro turno, da peneira que foi o mesmo eleitor que decidiu.

Fases de Fazer Frases

            Bem cabe o que é justo. Nada cabe ao injusto a não ser o próprio aperto.

Olhos, Vistos do Cotidiano

            A Semana de Trânsito esteve novamente voltada para as crianças e jovens, futuros motoristas mas que, como pedestres e passageiros de agora, vão se conscientizando das leis. Todavia – sem duplo sentido, no caso com toda via – em Campo Mourão faltou insistir numa realidade cada vez mais assustadora mas que covardemente vem sendo ignorada. Os acidentes com vítimas que ficam abandonadas porque o condutor de veículo ou moto, fugiu. Até quando?

Reminiscências em Preto e Branco

            Um governo deve sair do povo como a fumaça deve sair da fogueira, diz o escritor Monteiro Lobato. O maior escritor infantil era um entusiasta do Brasil. Foi um dos primeiros a afirmar que no solo brasileiro existiria o chamado ouro negro, quando sugeriu ao então presidente Getúlio Vargas que criasse a que veio a ser chamada até hoje  Petrobras. Muitos não acreditavam no  Lobato que de fato tínhamos muito petroleio. O curioso, não por tal motivo mas sim por se posicionar contrário a censura, o próprio Lobato foi preso a mando de Getúlio.

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Por José Eugênio Maciel | [email protected]

Pedir o voto não é pedir demais. E dar?

Para que possamos ser livres, somos escravos das leis.

Marco Túlio Cícero

            Levando em conta a indiferença ou a repulsa de um número significativo de eleitores brasileiros, estão aí mais eleições. Ruins, pior sem elas, as eleições.

            São muitos os modos de relação entre o candidato e o eleitor, sobretudo quando a campanha integra o cotidiano social.

            Quem tem o voto é o eleitor, cabe a ele usá-lo. Ao candidato pedir, conquistar esse voto. Sempre de alguma maneira uma eleição tem relação com a anterior. É espécie de parâmetro referente a repetir ou mudar preferências, escolhas.

            Qualquer candidato deve tratar o eleitor com respeito. Porém, o eleitor se sente no direito de se expressar favorável ou contrariedade ante ao postulante.

            Em Campo Mourão conheço muitos cidadãos que levam em conta o fato de pedirem o voto deles. Muitos declaram que ainda não me pediu o voto, e ficam no aguardo. Pode ser que, basta o primeiro pedido do candidato para o eleitor definir a escolha. Se dois ou mais pedem o voto, eleitores se sentem prestigiados.

            É fato, Campo Mourão, com mais de 94 mil habitantes, estão aptos a votar mais de 63 mil eleitores. Não é possível candidatos pedirem o voto para cada um dos eleitores, pessoalmente. Nem nas eleições municipais.

            Há, pelo menos, dez eleições o contato do candidato é massificado pelos meios de comunicação e o horário eleitoral, somado ao trabalho de distribuição de santinhos. Contato direto com o eleitor o candidato pode fazer nas reuniões, aperto de mão, abraço ocorrem, rapidamente. 

            Nesta campanha candidatos direcionam o olhar e o discurso televisivo e radiofônico diretamente para os eleitores, e também diretamente para cada eleitor. Empatia e simpatia convergem no olhar, gestos e propostas que sejam capazes de atrair a atenção, o apoio e o voto.

            O eleitor também sabe que sequer poderá ter um rápido contato com o candidato. Ainda assim tem votantes que levam em conta quem apoia os candidatos, estilo velho ditado, diga-me como quem andas e te direi quem és.

            Influência é palavra-chave. A partir do candidato e seus apoiadores. Ou a começar da manifestação do eleitor antes mesmo de chegar até as urnas até definir escolha e votar.

Fases de Fazer Frases

            O leito do eleitor não é o mesmo leito do eleito.

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

            A prisão do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), acompanhado da esposa, do ainda candidato ao Senado evidentemente repercutiu negativamente. Se ele permanecerá preso (sábado, pode ser revogada a prisão), o fato é que pesam contra ele robustos indícios de improbidade.

            Principalmente militantes do PT no Paraná vibram com a prisão. Tudo bem, talvez. Mas circula campanha em defesa do Beto como as mesmas frases feitas em defesa do Lula. Em vez do ex-presidente, circulam frases tais como: Eleições sem Beto é golpe. Beto livre. Beto é preso político. Ainda não usaram a ONU.  

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

            O deputado federal Rubens Bueno (PPS) está entre os dez melhores parlamentares do Brasil, é oitavo, segundo a CRN – Central Regional de Notícias, de Campo Mourão. Não é  surpresa, especialmente nessa região, devido à presença constante, assim como o trabalho em Brasília.

Olhos, Vistos do Cotidiano (III)

            Também nada de surpresa os nomes dos deputados federais que estão entre os piores do Brasil, e que costumam aparecer em Campo Mourão e região. Segundo a mesma CRN (fato informado no último dia 12), são dois petistas, Zeca Dirceu e Enio Verri.

Reminiscências em Preto e Branco

            A prisão do ex-governador do Paraná, que não ter ocorrido se ele estivesse no cargo, foro privilegiado, faz lembrar outro governador, cassado por tentativa de corrupção. Haroldo Leon Peres ficou poucos meses no cargo, 1971. (Falecido), politicamente era de Maringá. Quase 30 anos depois de perder o cargo, tentou ser deputado federal, sem êxito.   

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Por José Eugênio Maciel | [email protected]