José Eugênio Maciel
Voto é passado? É futuro?

 Uma eleição é feita para corrigir o erro da eleição anterior, mesmo que o agrave.

Carlos Drummond de Andrade

            O que pesa para o eleitor escolher em quem votar, depende de muitos fatores, tanto diretos quanto indiretamente. O passado e o futuro, que podem ter ligações profundas, imensas distâncias ou gritantes contradições.

            Candidatos sabem disso. Eles podem destacar o passado, como podem falar pouco e até desejar ignorá-lo. Candidatos podem destacar o futuro, como podem falar pouco e até desejar ignorá-lo. Eles enfatizam o que natural e politicamente acreditam que angariarão a simpatia do eleitor, para obter o voto.

            A palavra-chave é biografia. Se o candidato já exerceu ou tem mandato, como desempenhou tal cargo. Se é a primeira vez que está na disputa, é certo que dirá até que nunca foi político, assim como que não vai ser político.

            O interessante é que o passado é indicativo de recomendação positiva ou de negação. Não em si mesmo, passado é trajetória pública ou privada. O passado por melhor que seja pode não empolgar o eleitor na medida que ele não seja uma ponte clara para o futuro. Passado será importante como experiência para desafios assumidos e voltados para o futuro no qual o candidato demonstra capacidade de viabilizá-los.

            Aos candidatos a postulação gira em torno de tais situações, passado e futuro. Aos eleitores cabe pensar sobre eles, candidatos quanto ao que eles foram e são, e diante do que propõem para merecer nosso voto.

            E nós eleitores, como é o nosso passado de eleições? Como seremos agora com o voto?

Fases de Fazer Frases (I)

            Nem tudo que sobra é demais. É a mais.

Fases de Fazer Frases (II)

            Rir dos outros é fácil. Engraçado mesmo é saber rir de si mesmo.

Fases de Fazer Frases (III)

            Partindo do pressuposto que nem tudo é posto, o suposto é parte.

Olhos, Vistos do Cotidiano

            Quarta passada, quando me dirigia para a sala de aula, à noite no Colégio Estadual de Campo Mourão, encontrei no corredor o candidato a governador pelo PSOL, o professor Piva. Na outra eleição, para o Senado, votei nele. Existe uma ligação profissional, estudamos na mesma sala Ciências Sociais na PUC – Pontifícia Universidade Católica em Curitiba, anos 80. Também como eu, é professor concursado na rede estadual, de Sociologia. Rapidamente recordamos aqueles tempos, quando ele militava no PT.

Reminiscências em Preto e Branco – Marcos (I)

           Marcos Erhart foi um grande e dedicado professor, memória prodigiosa. Deixa como exemplo, entre outros, o de ter sido diretor da nossa Fecilcam, cargo alcançado e exercido como fruto do idealismo notável, longe do carreirismo. Tinha compromisso com a educação, como ressaltou a professora Sinclair Casemiro, que também dirigiu a referida Faculdade, o legado positivo do grande professor, permanece, inspirador.

Reminiscências em Preto e Branco – Waldemar (II)

            Uma vida inteira dedicada ao trabalho e a família. Dono de um sorriso amável, cativante, humano por excelência. O carimbo maior, a assinatura mais importante, tudo o que autenticou foi legítimo, com denodo profissional, honorabilidade e honradez. O Cartório do Waldemar tornou-se para Campo Mourão e região, nosso referencial típico do autêntico registro da fé pública, algo que ele tinha acerbadamente. Figura humana ímpar, a ser evocada, agora infelizmente na saudação à memória. Waldemar Daniele tinha 66 anos.

Reminiscências em Preto e Branco – Beatriz (III)

            Teatro, cinema e televisão, sempre a grande atriz. Despediu-se da vida aos 92 anos. Perde-se uma das maiores escolas de interpretação de todas as artes, exemplo e inspiração, Beatriz Segal. Nos últimos anos, na casa dela dava aulas a atores ou pretendentes, mestra dona de um gabarito caracterizado pela elegância, altivez, de respeito para com colegas ou futuros atores, respeito ante ao público. Ficou estigmatizada como Odete Roitimam, a vilã da novela Vale Tudo, 1988.

__

Por José Eugênio Maciel | [email protected]

Voto é vontade?

Se consciência significa memória e antecipação,é porque consciência é sinônimo de escolha

Henri Louis Bergson

            Há 35 dias as urnas estarão à disposição de todos nós eleitores. Evidentemente que o tempo é bem curto, ao se considerar à distância de grande parte dos brasileiros, desiludidos com a política e, como nas últimas eleições, dispostos a anular o voto ou deixá-lo em branco.

            E como não poderia deixar de acontecer, existe sim o povo que não abre mão de ter opinião, de assumir ou secretamente exercer tal escolha.

            É preciso distinguir o que pode ser esperança e o que pode ser ilusão no cenário em que o poder público cada vez menos dá conta da demanda populacional como saúde, educação, emprego, renda, moradia. A precarização, quando se tem, dos serviços públicos, é retrato revoltante. As notícias sobre a política estão diretamente associadas aos escândalos, investigações, prisões, como também impunidade, privilégios.

            Lamentavelmente é imperioso reconhecer, o quadro de candidatos a presidente do Brasil é composto por uma velha classe política, de nomes ditos tradicionais. E, sem poder ou desejar nivelar tudo por baixo, existem sim exceções. Ainda que tenha existido uma frustração, as expectativas eram de nomes nascidos do ventre de novas políticas, de candidatos sérios, comprometidos.

            Até agora candidatos dizem e se contradizem, discursam apontando as grandiosas mazelas dos governos e discursam também a oferecerem solução para tudo e para todos. O dilema não é só o conteúdo da pregação dos candidatos em busca do voto, o dilema é também nosso para não sermos derrotados pelo próprio pessimismo. Quem votaria em um determinado candidato que tenha que adotar, ao menos inicialmente, medidas impopulares?

            De curiosidade – se é que o termo está bem empregado – é se a propaganda será capaz de mudar preferências e rejeições dos eleitores. E quais seguirão para o segundo turno, devido ao acirramento da disputa.

            Não é possível sequer desconsiderar a importância de um fato que é péssimo, um ex-presidente cumprindo pena e se mantendo como candidato a ocupar o mesmo cargo.

            Se é que aprendemos algo, já são dois os presidentes cassados. O vigor da democracia deveria pressupor competência e honestidade, não como programa de governo, mas o mínimo que deveríamos exigir de nós mesmos, dos candidatos e da nossa parte como eleitores, cidadãos.

            Alguém irá se tornar presidente, homem ou mulher, deste ou daquele partido, com os votos que terá para chegar lá, como também a responsabilidade dos em branco e nulos.

            A história acontecerá, não por acaso, podendo até ser tristemente pelo ocaso.        

Fases de Fazer Frases (I)

            Analise a análise: questão de acentuar.

Fases de Fazer Frases (II)

            Tudo tende a tudo. Tudo tem de tudo. Tem de tudo.

Olhos, Vistos do Cotidiano

            População da COMCAM encolheu 2,6%, manchete deste Jornal, sexta passada. Perdemos 9 mil e cem moradores. Só Campo Mourão tem aumento, ainda sim pequeno 59 moradores.

            Ao mesmo tempo que existem significativos fatos que habitantes a irem embora da nossa região, cabe indagar, o que poderia ser feito para reverter a diminuição do número de moradores. A acomodação, omissão leva a ter pessoas que até consegue comemorar, achando que a perda poderia ser maior. Cada município perde, nossa região perde, perdemos todos nós.

            Já passou da hora de estudar, refletir, propor soluções? O que está em jogo é a estrutura e processo de desenvolvimento econômico e social.

Reminiscências em Preto e Branco

            Agora em época de eleições, tem uma música que ficou famosa, varre, varre, vassourinha, campanha de Jânio Quadros, 1960. A vassoura simbolizava o compromisso dele em combater a corrupção. Ele foi eleito presidente mas não ficou no cargo depois de sete meses, renunciou. Em 1992 quando tentou ser prefeito de São Paulo, a música foi usada novamente. A vassoura não foi ideia de marqueiro algum. Jânio discursava dizendo que varreria a corrupção, em alguém do povo no comício estava com uma vassoura e deu a ele. Sucesso imediato.

__

Por José Eugênio Maciel | [email protected]

É verdade, notícias falsas

Achar todo mundo acha, sobre tudo sem limites mas pelo patamar de seu

pouco  entendimento e conhecimento. Fatal é falar sobre o que não se

conhece  e ainda apresentar críticas e soluções.

Ricardo V. Barradas

 

            É crescente e grande a preocupação com as notícias falsas. Com o início das campanhas eleitorais a quantidade e o número delas devem aumentar. A preocupação, mesmo não exagerada  nem  deveria ser a primeira ou a maior de todas.

            As notícias falsas sequer deveriam existir. Se elas não podem ser evitadas, pois sempre encontrarão meios para nascer e se proliferar, é verdade também que a boataria está com a vida curta, ante as imensas e diversificadas possibilidades de verificação.

            O brasileiro não lê ou tem hábito irregular e bem baixo. Não se interessar pelo noticiário é apenas reflete tal comodismo. Quando se interessa ou é facilmente atraído pelas notícias é hipnotizado pelo sensacionalismo, a informação como espetáculo.

            Notícias falsas servem como esfarrapada  desculpa, e o mesmo brasileiro de modo geral pode afirmar não se interessar pelo noticiário devido as mentiras.

            Os próprios meios de comunicação estão se dedicando tanto a alardear sobre os perigos das falsas notícias que acabam mexendo num vespeiro que se volta contra eles.

            Reduzir praticamente a zero o risco de sermos levados a crer nas notícias falsas começa em  saber as fontes. Os veículos de comunicação que primam por um jornalismo profissional que, entre outras ações e providências, apure bem os fatos, todos os ângulos, versões e tenha isenção.

            O título de uma notícia, produzida para chamar a atenção do público não deve bastar. O título é uma síntese, menciona um principal fato ou mesmo aquele que mais interessará o público. Apenas ler o título, ouvir a manchete é perigoso. Quem assina a matéria e qual o veículo de informação é outra atitude que devemos ter, onde conterá a própria credibilidade. Erros ortográficos, falta de argumento e lugares-comuns são indicativos e características das falsas notícias. É essencial saber a data de publicação.

            O boato sempre existiu na história. Hoje ele é maior e se espalha rapidamente pela agilidade e diversificação dos meios para plantar a notícia de  um fato que jamais existiu.

            Sem desejar defender a política e principalmente neste processo eleitoral, mentiras ou verdades escondidas têm grandes plantações em todos os segmentos sociais, na economia, na religião, na escola, na propaganda e na publicidade, nas redes  sociais, na medicina, no esporte, no currículo para emprego, nas relações amorosas, ditados não só pela ignorância pura e simples, mas também pela conveniência e desejo de produzir ou espalhar mentiras.

            A dimensão territorial e nossa diversidade cultural são ocupados por rios, roupas e lavadeiras de todos os tipos. Sujeiras torcidas, verdades distorcidas. 

Fases de Fazer Frases (I)

            O prolixo sempre tem palavras a mais, sem achá-las demais.

Fases de Fazer Frases (II)

            Não ter o que fazer é ter-se por fazer nada.

Fases de Fazer Frases (III)

            Vês a véspera, é a espera da vez.

Fases de Fazer Frases (IV)

            Sem graça é quem não tem a graça de ser.

Fases de Fazer Frases (V)

            Só a Sônia não tem insônia. E sonha só a Sônia.

Olhos, Vistos do Cotidiano

            Na Coluna anterior foram citados acidentes de trânsito com a fuga de quem deveria prestar socorro as vítimas. Nesta semana mais um caso assim. O até quando tem que ser repetido.  

Reminiscências em Preto e Branco (I)

            Rarefeito é o tempo raro refeito.

Reminiscências em Preto e Branco (II)

            O velho sapato puído descansa depois de tantas jornadas. De sola assolada, é calçado pelo fim, não dá mais pé.          

__

Por José Eugênio Maciel | [email protected]

VIDA VIZINHA, PERIGO. E EU COM ISSO?

                  Sou ligado pela herança do espírito e do sangue ao mártir, ao assassino, ao anarquista.
                                Sou ligado aos casais na terra e no ar,  ao vendeiro da esquina, ao padre,

                                                  ao demônio ao mendigo, à mulher da vida, ao mecânico,

                                                       ao poeta,  ao soldado,  ao santo e ao demônio.

                                                        Construídos à minha imagem e semelhança.

                                                                       Solidariedade – Murilo Mendes

            A cada dois segundos, uma mulher é vítima de violência no Brasil.

            A cada dois segundos uma mulher é vítima, de violência no Brasil.

            A cada dois segundos uma mulher, é vítima de violência no Brasil.

            A cada dois segundos uma, mulher, é vítima, de violência no Brasil.

            A cada dois segundos uma mulher, é vítima, de violência, no Brasil.

            A cada dois segundos uma mulher é vítima de violência no Brasil.

            As vírgulas são para enfatizar. Servem também para pausas.

            Sem nem uma. Sem nenhuma vírgula a mesma frase é lida de uma única vez.

            Cada uma lida. Todas lidas. Segundos passados, a passarem, que passarão.

            Mulheres vítimas de todo o tipo de violência. Feridas doloridas, dolorosas.

            Dois segundos não é nada. De fato não é nada: mas é o tempo de agredir, matar.

            É ela a mulher alvo do uso/abuso violento, nunca que justifique. 

            Câmaras de segurança do prédio onde morava a jovem advogada de Guarapuava Tatiane Spitzner, evidenciam a barbárie do marido Luís Felipe Manvailer. Agressão física e moral. Dor constante, lancinante, cortante. Tomada de hematomas, sintomas. Esvaída. Ex-vida. Grito ecoando nos corredores, janelas, andares. Estirado na calçada. Tatiane sem vida. Cadáver ocultado da cena.

            Ninguém escutou os gritos? Ninguém passou pela garagem?

            Tapamos os ouvidos. Fechamos os olhos. Cruzamos os braços. Fazemos de conta que não temos nada com a vida dos outros, quando tudo pode estar acontecendo próximo da gente, vizinhos. Trata-se do antagônico das redes sociais, fofoca e intromissão na vida alheia como se a intimidade tivesse que ser exposta escancaradamente.

            Não se pode negar a ninguém em tempo algum, um pedido de socorro. Mais do que um princípio e fundamento morais, ele é também legal, previsto no Artigo 135 do Código Penal:   Deixar de prestar assistência quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou a pessoa inválida ou ferida desamparada ou em grave e iminente perigo: ou não pedir nesses casos o socorro da autoridade pública.

            Guarapuava retrata o Brasil do silêncio assombroso omissivo, conivente com um crime.   

            Tem quem que suponha, que a maior parte da violência contra a mulher ocorra nas ruas, ônibus, trens, praças. Na realidade quase 70 % das agressões ocorrem dentro de casa.

            Antes, durante, na hora ou pouco de depois ninguém viu. Como se a vida fosse a dos outros. Cada um que cuide da sua. Não tem como não observar, basta um corpo ferido ou já sem vida, aparecerem um bando de curiosos, gesticulam, comentam, se manifestam quando deveriam agir antes, solidariamente. São raras as exceções.  

            Gritos, cicatrizes, feridas, existem nas outras mulheres. Somos destinados a velar corpos,   rezar pelos outros.    

Fases de Fazer Frases

            Não se encerra com a última palavra. É com o último ponto.

Olhos, Vistos do Cotidiano

            Está longe de acabarem. Se não houver providências, se tornarão fatos e notícias corriqueiras: Causadores de acidentes de trânsito fugirem do local sem prestar socorro. A embriaguez, embora não seja a única causa, entram para as estatísticas do que poderia ser evitado.. Reminiscências em Preto e Branco

            Em briga de marido e mulher ninguém deve meter a colher. Mais que um ditado antigo, já antigamente deveria ser inaceitável. O ditado não caiu em desuso, menos falado mas muitíssimo praticado Brasil afora. Gritos de socorros são abafados ante o silêncio criminosamente omissivo.

__

Por José Eugênio Maciel | [email protected]

Vê-se o vice vai ser só vice

No Brasil de hoje, os cidadãos têm medo do futuro e os políticos têm medo do passado.

Chico Anysio

Escolher para quem votar, o brasileiro leva em conta o candidato a vice? Ao menos simbolicamente o vice ganhou importância maior no próprio ato de votar, ele tem o retrato ao lado do titular que aparecem na urna eletrônica.

Não carece um olhar muito atento para observar que os candidatos a presidente e a governador deixaram por último a escolha do vice na chapa.

Apenas situar na história recente da política brasileira, a vice-presidência saiu do banco de reserva para ser o titular do cargo. Sentar em definitivo na cadeira de presidente levou a história republicada a outras conjunturas.

José Sarney assumiu definitivamente como presidente por ser o vice de Tancredo Neves, que nem tomou posse, morreu antes. O fim da ditadura militar foi marcado pela eleição de um presidente civil e a última indireta via colégio eleitoral.

O primeiro presidente eleito diretamente pelo povo renunciou para não ser cassado. Fernando Collor não esquentou a cadeira. Assumi o vice Itamar Franco.

Dilma Rousseff perdeu o mandato para o atual e então vice Michel Temer.

Sem desconsiderar que o eleitor deve ficar atento quanto aos candidatos à vice, se é que todos ficam de olho, o que isso na prática representa?

Talvez nada. Ainda o principal para definir uma escolha seja o titular, com todos os riscos de perda de mandato que leve o substituto a assumir o cargo de vez.

É lamentável ter que ressaltar a história recente – e ainda atual, já que os reflexos e personagens estão como atores da política, principais ou coadjuvantes – só dois presidentes concluíram o mandato e transmitiram o cargo para o sucessor: Fernando Henrique Cardoso passou a faixa presidencial para Luís Inácio Lula da Silva, que, por sua vez, colocou a faixa em Dilma Rousseff.

A propaganda eleitoral irá dar algum tipo de destaque para os vices, sobretudo aqueles que agregarem importância tanto política quanto eleitoral, o que tornará menos difícil ao brasileiro analisar os prováveis substitutos.

Para o Senado, saber quais são o primeiro e segundo suplentes é muito difícil, os próprios candidatos a senador não fazem questão de divulgar. É que historicamente a prática comum foi escolher parentes ou alguém que financie a campanha. Da escuridão das cavernas políticas surgiram suplentes que assumiram definitivamente o Senado, sem que soubessem o fossem lembrados pelos eleitores.

Se for exagero considerar mais importante o vice do que o titular, restará torcer (ou não) para que o titular não morra, não seja cassado ou deixe o cargo.

Fases de Fazer Frases (I)

Velhas verdades, inofensivas ante as novas, porque as antigas se conhecem.

Fases de Fazer Frases (II)

Não existe uma só palavra, seus significados a tornam plurais.

Olhos, Vistos do Cotidiano

A Coluna do Ely noticiou sexta passada, Campo Mourão tem 415 novos eleitores por mês. No total são 64 mil e 313 eleitores. Não é mais somente uma tendência, mas sim um constante crescimento no número de eleitores, ainda que possa ser considerado pequeno.

Reminiscências em Preto e Branco (I)

Relativo ao tema principal da Coluna de hoje, existem dois vices que não concluíram os mandatos após terem assumido o cargo de presidente do Brasil. A conjuntura à época foi notoriamente delicada. Devido ao suicídio de Getúlio Vargas assumiu a presidência o vice Café Filho que tinha pouca expressão política. Café morreu, tendo governado por pouco tempo: 1954-55. Com a renúncia de Jânio Quadros quem assumiu foi João Goulart, 1961-64, que foi derrubado pelo golpe militar.

Reminiscências em Preto e Branco (I)

Em meio a vices que assumem a titularidade do cargo, antes fica a cargo do cidadão o título de eleitor que não pode ser substituído por outrem a votar no lugar dele.

__

Por José Eugênio Maciel | [email protected]

Imagine apenas a palavra

As palavras fazem um efeito na boca e outro nos ouvidos.

Alessandro Manzoni

            Sem imagem a ilustrar. Nada de som abertura ou de fundo. Sem quadro e moldura.

            Palavras sem companhia. Elas por si sós. Sem estarem sós.

            Sem ter ideia como são escritas, simbolizadas, se nasce ouvindo-as.

            Descobrimos significados palavrais. Lições, textos, com textos, contextos.

            Cultivar não é ter palavras no dicionário fechado. É tê-lo aberto.

            Palavra é vida ao longo da vida.

            Será palavra que dirá, na lápide, fim da vida. Dita no silêncio, sobre ele, ela.

            Palavras nunca morrem. São esquecidas até antes de conhecê-las.

            Vida morre também. Tão bem mata palavras, pelo não falar ou ouvi-las.

            Palavras não cometem suicídio nem desejam a própria morte.

            Assassinadas são: falta de diálogo, verbal, impresso.

            Não morrem nunca se tiver quem fale. Escute.

            Palavras são escritas, inscritas. Intercaladas sem caladas.     

            Elas têm sentido mas carecem serem sentidas.

Fases de Fazer Frases (I)

            Entre ver e antever importa é atrever.

Fases de Fazer Frases (II)

            O infinito do ser humano é humano ser até na finitude.

Fases de Fazer Frases (III)

            De ponto a ponto pontuo, afinal o ponto final é finado?

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

            Com aspectos peculiares, veículos de comunicação fazem concorrência comercial, não é difícil notar casos de disputa acirrada. Mas para quem escreve ocasionalmente ou tenha uma coluna, como este escrevinhador, afirmo, a concorrência, se existe, é saudável. Tão saudável, repito, se é que ela existe, nem chega a ser chamada de concorrência. É positivo quando e quanto mais pessoas escrevem, tendo como referência específica o Jornal Tribuna do Interior. É gratificante repartir espaços como este e sobretudo vê-lo devidamente preenchido na Tribuna Livre. Citar bons textos de autores da terrinha mourãoense ou dos municípios vizinhos dessa nossa querida região.

            Precisamente na edição de quarta-feira anterior, na Tribuna Livre tem o texto do médico Eufânio Saqueti. Intitulado Os homens se cuidam? Eufânio trata da especialidade dele com profissional, discorrendo fatos e causas que levam homens a fugirem do consultório, tendo como consequências doenças e mortes que bem poderiam ser evitadas se o homem fosse ao médico rotineiramente, fizesse a prevenção um compromisso literalmente vital. O texto discorre sobre as doenças cardiovasculares, cânceres de pulmão, próstata, testículos, de pênis e tratamento da disfunção sexual.

            Pessoalmente eu não o conheço, mas sei da atuação profissional dele, médico urologista conceituado. Assim como devido ao bom texto, tomara e torço para que ele escreva mais vezes.

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

            A Tribuna tem uma ótima Coluna, Sociedade e Desenvolvimento, do Carlos Alberto Facco. Como o próprio título, os temas dizem respeito ao desenvolvimento, tanto do capital humano de empreender quanto dos capitais em termos de recursos de matéria-prima ou de logística, por exemplo. Facco é secretário de desenvolvimento econômico de Campo Mourão e toda a sua formação profissional é nessa área.

            No último Artigo, quarta passada, escreveu sobre fatores que são determinantes ou foram ao longo deste ano de 2018, a Copa do Mundo e as próximas eleições no Brasil, o quanto tais fatos põem, segundo ele, a nossa economia na encruzilhada. Seus textos são de informação, de formação, têm a qualidade e clareza de alguém que lê, tem conhecimento teórico e profissionalmente não é de fugir de desafios como a atual função pública, sempre disposto a contribuir para o desenvolvimento econômico da nossa região e do Paraná em especial, desenvolvimento para ele tal que não pode deixar de ser social, sobretudo.

Reminiscências em Preto e Branco

            Ainda que só aparente, seja bela ou não. Mesmo que apenasmente simbólica, a cor cinza é tintura de todas as demais, cinza, cinzento em si, retrata o fim, tudo o que não retornará, derradeiro posto, imposto.

            Não se nasce do cinza. Embora do cinza exista o renascer, sem ainda saber-se qual cor terá.

30 anos, palavra dos leitores (final)

Pelos 55 anos da coluna vertebral e do coração que pulsa sentimentos,

                               pelos30 anos da coluna mantida no jornal Tribuna do interior. Firme

                                   nas colunas, tinta na  tela e deixe que as palavras despejem vida

Osvaldoir Capeloto – poeta

 

            Assim como citado logo após o título de hoje, os dizeres do poeta Osvaldoir, dois outros poetas enviaram cumprimentos, o mourãoense João Lara e de Paranaguá Maria Elizângela Silvia.

            Professores, na condição de leitores e colegas de profissão enviaram mensagens, É uma das primeiras que leio ao pegar o jornal, escreveu Conceição. Outros educadores destacam a tradição da Coluna, Valdeir, Márcio, Jane, Silvana Valéria, Silvana, Izabela, Tânia, Paulo, Lumena, Elaine, Fabíola Erenice, Márcio, Gilberto, Lucilene, Eliane, Mereide (Ubiratã), Carlos (Londrina) e Maria Fontes (Maringá), e por fim o diretor do Colégio Estadual de Campo Mourão Valdair, É o resultado de uma vida dedicada aos livros e as letras.

            Das autoridades vieram cumprimentos dos prefeitos Tauillo e Edmilson Miliossi, de Campo Mourão e Barbosa Ferraz, do vice -prefeito de Campo Mourão Beto Voidelo,   dos vereadores mourãoenses Sidnei, Battilani e Edoel. O deputado Douglas usou da palavra na Assembleia no dia 10 passado, destacando estes 30 anos de Coluna, bem como o deputado federal Bueno, O Maciel é um intelectual consciente do seu papel e ajuda a ampliar o conhecimento e o debate, levando à reflexão. E da administração pública Widerski, Fabrícia e do Judiciário o juiz Edson Jacobucci.

            Do CENSE (Centro de Socioeducação) colegas de trabalho Luciano, Fernando, Bianca, Renan, Grasiela, Ana Cláudia, Noemia, Luciano Bento, Higor, Leandro, Cristiane Santos, Sérgio e Vera (de Londrina).

            Da família (todos os irmãos já citados na semana anterior) Hilda, Rodrigo, Rodolfo, Ricardo, Rafael. Cecilianne, José Mário, Waleska, Caio, Eninho, Rosana e Isadora.

            E dos leitores em geral, Cleberson, Roberto, Denir Daleffi, Adão Aparecido, Jairo Padilha, Ana Beatriz, Napoleão, Francisco e Betinho Pequito, Diego, Suimar, César Bronzel, Eleonora, Rose Bueno, Paulo Pilati, Rosna Pescador e Isadora Lenara, Paulo Roberto (Apucarana) Jair Frates (Arapongas) e Gilberto Bazzi (Araruna).

            Grato a todos, sempre.           

Fases de Fazer Frases (I)

            Maior precaução que tomar cuidado é engoli-lo.

Fases de Fazer Frases (II)

            Nem todo rude é rudimentar: elementar.

Fases de Fazer Frases (III)

            Encarregado do gado dá o recado, todo gado foi carregado sem escorregado.

Olhos, Vistos do Cotidiano

            No jornal da RPC desta semana duas notícias televisivas chamaram a atenção pelo tempo e enfoque delas, em comparação. Uma noticiava um cão que havia sido furtado e foi encontrado, devolvido ao dono. Entrevistaram o dono, o delegado que cuida do caso, ainda teve um rápido comentário da apresentadora do canal. De Maringá para Paranavaí, uma pessoa que preferiu não ser identificava filmou a estupidez do segurança de um centro de compras contra um andarilho. Ele foi entrevistado, quem filmou a cena também, menos o segurança. Essa matéria teve tempo menor e tratamento simples.

            Intencional ou não, provavelmente atenta a repercussão que as matérias teriam, deu-se bem mais importância ao cão, ao dono do cão do que ao andarilho, mais vira-latas, de menor valor humano, social em relação a outro animal.

Reminiscências em Preto e Branco (I)

            Esta Coluna é do tempo em que Tribuna era literalmente impressa em preto e branco. O colorido dela só chegou nos anos 1990.

Reminiscências em Preto e Branco (II)

            A palavra, hoje em desuso, foi muito falada pela minha saudosa mãe Elza, ao usar o calçado, ele vai lacear, lacear no sentido de afrouxar, amaciar. Certa vez o meu saudoso pai Eloy complementou, ao informar outro significado de lacear: fazer; amarrar ou apertar laços.

Reminiscências em Preto e Branco (III)

            Com o tempo se aprende até o que o tempo não ensina.      

__

Por José Eugênio Maciel | [email protected]

30 anos, palavra dos leitores

30 anos completou nesta terça-feira a coluna semanal que o professor, sociólogo, advogado, ex-vereador e ex-secretário de Educação, José Eugênio Maciel, mantém na Tribuna do Interior. Começou em 10 de julho de 1988. Maciel está com 55 anos, ou seja, estreou aos 25 e tem mais tempo de vida com a coluna do que sem ela.

Sid Sauder – Boca Santa

 

            Emoção e razão se enfeixam, são unidas e abraçadas por mim para agradecer a todas as manifestações dos leitores pelos 30 anos desta Coluna.

            Na Coluna anterior, intitulada QUE COLUNA É ESTA? ELA ESTÁ HÁ 30 ANOS, abordei  sobre a data, 10 de julho de 1988. E precisamente dia 10 passado, esta Tribuna publicou a entrevista que concedi ao jornalista Walter Pereira, com chamada na primeira página.

            Hoje torno público o agradecimento a todos, assim como relaciono as pessoas que endereçaram cumprimentos pelos 30 anos. Organizei a seguir uma relação conforme chegavam as mensagens, dos meios de comunicação; colegas de trabalho (dos profissionais da educação; do CENSE) da Academia; do meio literário; da família; das autoridades e dos leitores de um modo geral. Além dos cumprimentos, têm os que discorreram sobre os 30 anos. Das muitas mensagens, foram destacadas algumas delas, a seguir transcritas. 

            A primeira delas está transcrita abaixo do título de hoje, do Boca Santa, jornalista Sid Sauer. Aliás, ele é testemunha das primeiras colunas, quando fez parte integrante deste Jornal como jornalista e redator.

            Dos meios de comunicação recebi congratulações desta Tribuna, do Nery Thomé, Walter Pereira, assim como de leitores que se manifestaram pelo próprio Jornal, Agnaldo Kuyava, Valdir Souza e do Luis Carlos Jarutais: Ilustre pensador, colunista, intelectual, além das virtudes de todas as profissões e tenho a alegria de tê-lo como companheiro torcedor do glorioso Internacional. E de outros meios de comunicação Donizete (Musical FM), Ricardo Borges e Sílvio Sauer.  

            Outro destaque, reúne ao mesmo tempo família, pioneirismo e leitura assídua, transcrevo os dizeres da minha tia Maximina Alves: Parabéns pelos seus 30 anos de jornalismo. O tio era seu fã número um de seus artigos, não perdia um domingo. Eu sou a número 2. Leio todos os domingos. Um beijo enorme da tia que te ama muito. Sucesso sempre. O marido da minha tia, o saudoso Abelegy Alves de fato fora sempre meu leitor, retratado neste espaço infelizmente em razão da morte dele.

            Da Academia Mourãoense de Letras, a começar com o presidente da Entidade, Fábio Sexugi - Parabéns, Maciel!. Sempre leio os seus textos. - registro cumprimentos das acadêmicas,  Edcléia, Estter, Giselda, Sinclarir, Nelci, Rita, Dirce, Silvânia, Marlene, Dalva e Márcia. E dos acadêmicos Ilivaldo, Jair e Gilson.

            Com neste espaço não cabem todos os nomes e mensagens recebidas, as demais serão listadas na próxima semana. Assim termino a Coluna fazendo menção aos meus queridos irmãos, todos eles se manifestaram sobre os 30 anos. (Como na entrevista, a lembrança do saudoso irmão Eloy). Obrigado, manos: Maria, Egydio, Rosira, Edna, Ednira, Elio, Elza, Edni, Euro, Enio. Eles conhecem bem minha jornada, sempre contribuíram com incentivo, apoio e leitura.

            Próxima Coluna tem mais registros.

Fases de Fazer Frases

            O tempo ensina bem mais do que todas as horas.

Olhos, Vistos do Cotidiano

            Os cinco indivíduos (quatro estão presos desde o dia do acidente) faziam racha na rodovia, o que levou a morte de cinco pessoas da mesma família, moradoras da localidade de Pensamento, Mamborê. É a conclusão do inquérito, segundo relatou o delegado Marcelo Trevisam. Os indiciados poderão ser levados a juri popular. A população de Mamborê, além do luto, continua estarrecida e indignada com o estúpido acidente, fruto de uma nefasta irresponsabilidade.

Reminiscências em Preto e Branco

            Os primeiros textos desta Coluna estão arquivados fisicamente, em pastas. Folhas datilografadas, cópia ia para o Jornal, conteúdo publicado nesta Tribuna. Computador? Disquete? Internet? Não existiam. E a Tribuna só tinha edição aos domingos.

__

Por José Eugênio Maciel | [email protected]

Que coluna é esta? Ela está há 30 anos.

Aquele que vê aos 50 anos da mesma forma o que

via aos 20, desperdiçou 30 anos de vida.

Mohammed Ali

 

            Ela só leva meu nome, o título. É minha sem que eu seja dono. Fatos, circunstâncias, tempo determinam esta Coluna. Que Coluna é esta? Só me atrevo a indagar. A resposta é do caro leitor.

Não poderia estar, passar e ficar em branco este espaço de jornal. Bastaria preenchê-lo aqui com o informe: A Coluna completa 30 anos.  Primeiro texto, 10 de julho de 1988. 

Existem três datas associadas aos 30 anos desta Coluna. O nascimento da Tribuna do Interior, jornal que teve a primeira edição, 1968, num dia devidamente escolhido, o 10 de Outubro, aniversário de Campo Mourão como Município. Este ano a Tribuna completará 50 anos.  Os números redondos facilitam realizar as contas. Quando o Jornal faria 20 anos de fundação, esta Coluna iniciou sua publicação. E como eu tenho 55 anos, comecei a escrever aqui aos 25.

É. 30 anos da Coluna. 50 anos da Tribuna. 55 de minha vida. Tais datas se entrelaçaram ao longo dessa trajetória, em comum o fato de termos sido incipientes, sementes, jovens que, ao envolver do tempo, fomos ramificando.

A Tribuna faz parte da minha história ainda quando nem em devaneio poderia imaginar escrever esta Coluna. O hábito da leitura em casa era arraigado, cultivado, estimulado e a Tribuna, sempre aos domingos, integrava o nosso cotidiano.

Faço parte da história deste querido Jornal? Arrisco a dizer sim, sem saber qual o significado, novamente só a Tribuna pode responder a partir do leitor. 

O sentimento maior é o de reconhecer e consequentemente ser grato a todos os leitores e ao Jornal. Gratidão que, por mais que a expresse enfaticamente, não paga o quanto perene é a relação de respeito e liberdade para produzir todos os textos, em cada edição. 

A tradição se edifica, passa a ser no e com o tempo. A do Jornal, o mais tradicional, pronto para atingir meio século.

Tradição que harmoniza com as mudanças tecnológicas, culturais bem próprias deste meio de comunicação e com a peculiar cultura de nossa gente mourãoense e a dos municípios circunvizinhos.

Esta Coluna também é conteúdo tradicional e moderno, reflexo do ritmo das nossas histórias. 

Obrigado! É 2050 o número de textos publicados, contando com o de hoje, há 30 anos.        

Fases de Fazer Frases (I)

            Palavras floridas demais lembram as belas flores de plástico.

Fases de Fazer Frases (II)

            A ênfase não está em colocar ponto de exclamação após a palavra, no final do texto.

É exclamar com palavras, afinal. 

Olhos, Vistos do Cotidiano

            Imagens, alta definição, sons, luzes, cores instantaneamente transmitidas. O tempo das pessoas para contemplação das mensagens é marcado pela pressa, a/há segundos.

            O texto impresso, como desta Tribuna ou de uma página virtual, colocado apenas o conteúdo o das palavras sobreviverá? E os livros, grossos ou de pouco volume, farão parte do nosso hábito, do cotidiano de uma leitura que parece nem mais nascer e morre prematuramente, haja vista encontrarmos cada vez menos pessoas lendo? Elas não encontram tempo para ler? O que ler? Ou seria não procurar tempo e leitura. Os 30 anos desta Coluna é fadado ao fim, os sinais são do número que vai se reduzindo de leitores, que sempre não foi mesmo lá muita gente. Insisto como numa pregação no deserto tão árido que as palavras são oásis.

Reminiscências em Preto e Branco (I)

            Nunca fui bom em matemática. Assim, sempre que posso arredondo os números. Mas de fato a Coluna tem agora 30 anos e logo mais a Tribuna do Interior, 50 anos.

Reminiscências em Preto e Branco (II) 

            Arredondando, sobre a Coluna, a primeira referência cronológica foi a centésima publicação. Data tão grandiosa que teve o sentido de longevidade. 

Reminiscências em Preto e Branco (III)

            Uma marca que parecia inalcançável, chegar a 2000 Artigos. Ainda parece, mas o texto de hoje é o 2050, outro número redondo. 

__

Por José Eugênio Maciel | [email protected]

Simular não dá bola

A simulação da bondade é mais nociva que a maldade.

(Ditado popular)

            Um velho ditado, para começar, a tristeza do mentiroso é quando ele fala a verdade e ninguém acredita. No jogo contra a Costa Rica (22 passado), o árbitro marca penalidade máxima a favor do Brasil, mas voltou atrás depois de consultar o árbitro de vídeo. Não só isso, deu cartão amarelo para o Neymar pela simulação.

            O que por si só é real, simular é tentar fazer real o que de fato não é. No caso o jogador Neymar atirou-se ao chão como quem desaba. Ainda fingiu sentir enorme dor, quando na verdade foi tocado de leve. O cartão foi bem aplicado, já o pênalti de fato ocorreu.

            Outro antigo ditado, citado aqui muitas vezes, novamente vem a calhar, a esperteza quando é demais, vira bicho e come o dono. Falta inteligência a um grande número de jogadores brasileiros, que há muito tempo sabem que existem nos jogos uma grande quantidade de câmeras a focalizarem o lance por muitos ângulos. O jogador espalhafatoso vai perdendo credibilidade devido ao teatro de quinta categoria. Por isso surgiram piadas sobre o fato, apontando o jogador como ótimo ator, o que também foi caricaturado ao contrário, se teria aprendido com a namorada dele, atriz Bruna Marquezine.

            É o retrato do futebol, da cultura de boa (má) parte do Brasil que aprova ou pratica quando malandramente leva vantagem. Com os aplausos da torcida.

            No último jogo, contra a Sérvia, (2X0) ele quase não caiu, não fingiu nem reclamou. Porém, Neymar continua devendo futebol à altura da fama de craque.

Fases de Fazer Frases (I)

            Prever o futuro é mais fácil do que ver o passado.

Fases de Fazer Frases (II)

            E o paradeiro do padeiro que toca pandeiro?

Fases de Fazer Frases (III)

            Ouvir.

            Ou vir.

            Vir ou vir.

            Vim ver.

            Viver. Com viver.

            Conviver o que convier.

            Conviver é convir com o que vier.

Fases de Fazer Frases (IV)

            Não confundamos: O Léo pardo com o leopardo.

Fases de Fazer Frases (V)

            O Direito só entorta quem assim não é.

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

            Em Engenheiro Beltrão, nos Distritos de Sertãozinho e Figueira do Oeste, a prefeitura anunciou que as escolas dessas localidades terão salas multisseriadas. Parte dos moradores tem se manifestado contrários à medida. O prefeito Rogério Riguete disse, a medida é inevitável e é para reduzir cortes que garantam o pagamento do Piso Nacional dos Professores. Multisseriada foi comum nos anos 70 e 80, principalmente na zona rural, onde, na mesma sala, uma única professora lecionava para alunos do primeiro ao quarto ano primário. Tal ensino ficou superado ao longo do tempo, trazido da poeira, pode ser que volte também o castigo, como o chapéu orelha de burro ou grãos de milho no chão para ajoelharem alunos por indisciplina. Poderá servir aqueles que não sabem gerir uma prefeitura quando fazem cortes na educação.

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

            Sindicatos terão que se virar para se manterem. O STF – Supremo Tribunal Federal decidiu pela constitucionalidade da não obrigatoriedade do imposto sindical. Cabe a cada um se sindicalizar, pagar ou não. Bom citar dois fatos: raramente sindicalistas trabalhadores e patrões estiveram unidos numa mesma causa. Precisam aprender, democracia pressupõe escolha.  

Reminiscências em Preto e Branco (I)

            São 30 anos! Na próxima semana, 10 de julho, esta Coluna completará três décadas.

Reminiscências em Preto e Branco (II)

            O doente arruinou, dizer praticamente em desuso, antigamente comum. Significa piora, arruinar tem a ver com ruína.

Reminiscências em Preto e Branco (III)

            Quanto mais antigos os conselhos, mais eles servem aos moços.

A simulação da bondade é mais nociva que a maldade.

(Ditado popular)

            Um velho ditado, para começar, a tristeza do mentiroso é quando ele fala a verdade e ninguém acredita. No jogo contra a Costa Rica (22 passado), o árbitro marca penalidade máxima a favor do Brasil, mas voltou atrás depois de consultar o árbitro de vídeo. Não só isso, deu cartão amarelo para o Neymar pela simulação.

            O que por si só é real, simular é tentar fazer real o que de fato não é. No caso o jogador Neymar atirou-se ao chão como quem desaba. Ainda fingiu sentir enorme dor, quando na verdade foi tocado de leve. O cartão foi bem aplicado, já o pênalti de fato ocorreu.

            Outro antigo ditado, citado aqui muitas vezes, novamente vem a calhar, a esperteza quando é demais, vira bicho e come o dono. Falta inteligência a um grande número de jogadores brasileiros, que há muito tempo sabem que existem nos jogos uma grande quantidade de câmeras a focalizarem o lance por muitos ângulos. O jogador espalhafatoso vai perdendo credibilidade devido ao teatro de quinta categoria. Por isso surgiram piadas sobre o fato, apontando o jogador como ótimo ator, o que também foi caricaturado ao contrário, se teria aprendido com a namorada dele, atriz Bruna Marquezine.

            É o retrato do futebol, da cultura de boa (má) parte do Brasil que aprova ou pratica quando malandramente leva vantagem. Com os aplausos da torcida.

            No último jogo, contra a Sérvia, (2X0) ele quase não caiu, não fingiu nem reclamou. Porém, Neymar continua devendo futebol à altura da fama de craque.

Fases de Fazer Frases (I)

            Prever o futuro é mais fácil do que ver o passado.

Fases de Fazer Frases (II)

            E o paradeiro do padeiro que toca pandeiro?

Fases de Fazer Frases (III)

            Ouvir.

            Ou vir.

            Vir ou vir.

            Vim ver.

            Viver. Com viver.

            Conviver o que convier.

            Conviver é convir com o que vier.

Fases de Fazer Frases (IV)

            Não confundamos: O Léo pardo com o leopardo.

Fases de Fazer Frases (V)

            O Direito só entorta quem assim não é.

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

            Em Engenheiro Beltrão, nos Distritos de Sertãozinho e Figueira do Oeste, a prefeitura anunciou que as escolas dessas localidades terão salas multisseriadas. Parte dos moradores tem se manifestado contrários à medida. O prefeito Rogério Riguete disse, a medida é inevitável e é para reduzir cortes que garantam o pagamento do Piso Nacional dos Professores. Multisseriada foi comum nos anos 70 e 80, principalmente na zona rural, onde, na mesma sala, uma única professora lecionava para alunos do primeiro ao quarto ano primário. Tal ensino ficou superado ao longo do tempo, trazido da poeira, pode ser que volte também o castigo, como o chapéu orelha de burro ou grãos de milho no chão para ajoelharem alunos por indisciplina. Poderá servir aqueles que não sabem gerir uma prefeitura quando fazem cortes na educação.

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

            Sindicatos terão que se virar para se manterem. O STF – Supremo Tribunal Federal decidiu pela constitucionalidade da não obrigatoriedade do imposto sindical. Cabe a cada um se sindicalizar, pagar ou não. Bom citar dois fatos: raramente sindicalistas trabalhadores e patrões estiveram unidos numa mesma causa. Precisam aprender, democracia pressupõe escolha.  

Reminiscências em Preto e Branco (I)

            São 30 anos! Na próxima semana, 10 de julho, esta Coluna completará três décadas.

Reminiscências em Preto e Branco (II)

            O doente arruinou, dizer praticamente em desuso, antigamente comum. Significa piora, arruinar tem a ver com ruína.

Reminiscências em Preto e Branco (III)

            Quanto mais antigos os conselhos, mais eles servem aos moços.

__

Por José Eugênio Maciel | [email protected]