José Eugênio Maciel
Saudação para o Nilson

    A morte – esse pior que tem por força que acontecer;

                                          Esse cair para o fundo do poço sem fundo;

                                          Esse escurecer universal para dentro;

(...)

                                        E é areia sem corpo escorrendo-me por entre os dedos

                                         O pensamento e a vida.

                                         A gare no deserto, deserta;

                                         O intérprete mudo;

(…)

A Partida - Alvaro Campos (Fernando Pessoa

            Fui levar o que imaginava ter, consolo.

            No velório a dor sentida buscaria amenizá-la com a dos familiares. 

            O que a morte diz? Silêncio, responde ela.

            Ele é luz!, sintetizava a senhora que irá em abril completar 90 anos.

            Marcas do tempo, as mãos dela tocavam as do filho sem vida. 

            Alternava-as ao segurar o livro de orações e cantos. Pulso firme da fé

            Dona Lourdes Piacentini continuará a ser mãe dele e dos demais. Dos amigos dele.

            A dor em meio a busca, assimilar a perda do filho para o céu, vida eterna.

            Nilson André Piacentini era filho dos pioneiros de Campo Mourão Avelino (saudosa memória) e da dona Lourdes. Amigo de infância, tínhamos de então uma convivência cotidiana. Já contei aqui o fato marcante quando Nilson e eu fomos jantar na famosa Churrascaria Marabá, propriedade do pai dele. Seu Avelino nos serviu com a mesma fidalguia como atendia a todos, e  nos ensinou o cultivo da amizade. Cravada na memória aquela noite, dois piás a saborear a vida.

            Crescemos, nos tornamos gente grande. O Nilson tinha uma perdulariedade, a gargalhada ou o sutil sorriso, cativantes. O abraço fraternal nos transportava até o tempo da infância. Nilson sintetizou a Campo Mourão que tínhamos, podíamos atravessar a avenida sem olhar para lado algum, eram poucos os carros e  pessoas circulando. Disse-me ainda, conhecíamos todo mundo, e todos conheciam a gente, filhos da dona Lourdes, da dona Elza (em memória), éramos irmãos.

            Sempre à vontade, para quem pudesse duvidar da amizade, a senha era como ele me chamava desde garoto e que o Nilson prosseguiu: Gudé. Temos praticamente a mesma idade, 54 e ele 53.

            Perdi o amigo de infância. Ele leva, como deixa, a lembrança à italiana do bom humor, solidário e fraternal.

            Leio o que você escreve, me sinto em Campo Mourão. É como se continuássemos aquelas nossas conversas daqueles tempos, escreveu, morando em Curitiba. 

            Desde o 19 último não mais está aqui, bem disse vossa mãe, agora é luz. Nilson, espero que leia esta (intenção) de homenageá-lo. Como biólogo dedicado, cuide daí da vida, regue com a chuva do céu todas as plantas. Olhe para a sua mãe. Continuaremos amigos, Nilson.                 

Fases de Fazer Frases

            Estrada. Entrada. Estada. Caminhos sem ou com data.

Olhos, Vistos do Cotidiano

            A fiscalização visa cumprir o Código de Defesa do Consumidor, promete o Procon mourãoense. Vem a calhar nessa época de vendas natalinas. É fragrante o abuso publicitário das lojas ao não informarem preços, juros e o total do valor final da compra. Quando tem, as letras são miúdas. Exceções existem, raras como as letrinhas.  

Caixa Pós-tal

            Texto instigante, ávido, muito bom, me fez lembrar da minha avó paterna que usava este termo para seus apliques em suas costuras. Melhor mesmo: 'a vida é um quebra cabeça que o coração consegue montar'. Será? Manifesta Estter Piacentini, se referindo ao tema principal desta Coluna (Bocete), semana anterior. E, especificamente sobre o Fases de Fazer Frases, a presidente da Academia Mourãoense de Letras indaga se é mesmo o coração que consegue montar, o quebra cabeça. Ela assimilou o duplo sentido do coração em ser o que cria ou desmonta o quebra cabeça.

Reminiscências em Preto e Branco

            O ditado não é velho para quem acaba de conhecê-lo.    

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Por José Eugênio Maciel | [email protected]

Bocete

Nenhum pensamento é imune à sua comunicação, e basta já expressá-la

num falso lugar e num falso acordo para minar a sua verdade.

Theodor Wieseneirud Adorno

            Foi a primeira e única vez que estive diante dela. Com esse nome.

            Nunca achei possível uma nova situação que então me levaria a lembrá-la.

            O dito impossível acontece. Obviamente se ocorre não é mais impossível.

            Exclamaria, é incrível, na verdade querendo afirmar, é crível.

            Rememoro a artesã a dizer ser o mais belo bocete.

            Mais ainda, segundo a mesma artesã, por estar junto ao vestido.

            Nunca seria eu a duvidar da bela artesã. Fosse um artesão, talvez.

            A artesã tinha a convicção da beleza, no caso única, em relevo, róseo.

            Nada reparei. Continuaria a ser ignorante total ante à nova e antiga palavra: bocete.

            Indiretamente ela está presente no nosso Hino Nacional, o florão da América.

            A palavra natural e instantaneamente  lançada ao esquecimento. 

            Mas não! Ela vem com a força da memória viva: bocete.

            Não lembrá-la? Não garanto a mim e ao caro leitor, com todo o respeito. 

            Porém, julgo que não serei levado a lembrar se carecer ocasião. 

            Só caso a artesã provocar... 

            Ela intimamente ligada à artesã, tecer o que é, bocete.

            O mais lindo que vi em toda minha vida:

            Ornato circular, como cabeça de prego convexa posta em antigas saias de malha e couraça.

            Bocete dá beleza, ornamenta ricamente o florão, toque sublime.       

Fases de Fazer Frases (I)

            A vida é um quebra-cabeça que o coração consegue montar.

Fases de Fazer Frases (II)

            Tristeza maior é não perceber poder alegrar-se.

Fases de Fazer Frases (III)

            Vir toda a virtude é vir em virtude de vir.

Fases de Fazer Frases (IV)

            Toda a mancha se desmancha. Desmanchado pelo manchado nem sempre achado. 

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

            Por acaso existe a criação de velhos empregos? Ora, a própria palavra criar pressupõe algo que dá origem; formar; fazer existir; algo de inédito.

            A propaganda do governo federal enaltece ele mesmo, ao se referir à retomada da economia, criação de novos empregos. Ninguém viu na agência de publicidade? Dos que foram encarregados de ver, analisar e definir a peça publicitária para aprová-la, ninguém reparou?  Se é criar, só pode ser mesmo algo novo.    

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

            Aproveitando o embalo do subtítulo acima, em Campo Mourão tem uma lanchonete com uma enorme placa de anúncio do estabelecimento: Montes Claro. É claro, faltou o s.

Olhos, Vistos do Cotidiano (III)

            Ainda no embalo das duas notas acima, tem um erro que não parece ser fácil eliminar e por parte daqueles que devem primar pela correção da comunicação, os jornalistas. Dizem muitos deles – não todos, é verdade! - Quais são os seus planos para o futuro? Indago ao caro leitor, tem quem faça planos para o passado

Caixa Pós-tal

            Reginaldo Vieira escreveu: Gosto da variedade, quando talvez esperamos um texto sobre política, você escreve sobre o social. Ou ainda sobre cultura, quando esperaria sobre economia. A surpresa é boa, obrigado!. O agradecimento é mais meu pelo prestígio.

Reminiscências em Preto e Branco (I)

            A velocidade tecnológica é tão célere que o novo em bem pouco tempo se torna antigo, ultrapassado pelas novas descobertas e invenções que mudam a vida humana, humana vida que emana de mudanças.

Reminiscências em Preto e Branco (II)

            No fogão à lenha a chama aquece a água da chaleira que irá aguar o chá que espalha o aroma na chalaça de palha parecida com chalé, bebida servida, sorvida por todos enquanto a chalrear. 

Por José Eugênio Maciel | [email protected]

Impulso, sem relógio no pulso

Amigos não consultem os relógios quando um dia me for de vossas vidas... Porque o tempo

é uma invenção da morte: não o conhece a vida – a verdadeira – em que basta

um momento de poesia para nos dar eternidade inteira.

Mário Quintana

            Por estar no conserto o meu relógio, eu verificava as horas no celular. Em viagem recente a nossa capital, a bateria do celular começou a dar problema, muita demora para carregá-la e rapidamente a carga evaporava. Pifou de vez.

            O jeito era perguntar a hora para outros. No hotel,  para não perder a hora, pedi ao funcionário que ligasse na hora marcada para eu despertar. Notei,  ele achou estranho, provavelmente se trata de um serviço em extinção.

            Tentei me virar. Presumi inicialmente, seria fácil consultar as horas no público. O único relógio visível e imenso o da Rua XV de Novembro, a famosa Rua da Flores. Passando rápido por ela fui comprar um relógio de pulso. Estava a trabalho e, voltei a Campo Mourão de ônibus. Ainda em Curitiba, observei no Terminal Rodoviário, que foi modernizado (principalmente com escada rolante) por causa da Copa do Mundo. E, confortável por ter agora um relógio de pulso, notei que o Terminal não tem mais aqueles enormes e bem visíveis relógios colocados no alto. Se não tivesse meu novo de pulso, teria que indagar a hora, ou ficar atento aos avisos de partida.

            Não consegui ficar sem o relógio de pulso. Tentei.

            O motivo maior para continuar com tal relógio é o fato de ser professor. Devemos ser exemplos para os estudantes, caso consultasse as horas pelo celular em sala de aula, eu geraria a dúvida, o professor usa-o e não permite que eles o utilizem. Transparência é não bastar agir corretamente, é necessário demonstrá-la claramente. 

            Um senhor me pergunta as horas. Fiz questão de dizê-la com gentileza e simpatia.   

Fases de Fazer Frases (I)

            A verdade que se conta conta a verdade?

Fases de Fazer Frases (II)

            Entardecer.

            É descer.

            É tarde ser.

            E tarda ser.

            É um tar de ser!

Fases de Fazer Frases (III)

            Pode-se escolher  o relógio, não as horas.

Fases de Fazer Frases (IV)

            O simples é filho do complicado. Por vezes é complicado ser simples.

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

            Os 20 anos da Escola Municipal Florestam Fernandes (o Caic), me levam a lembrar da inauguração ter sido marcada para um sábado, dia que seria possível a presença do filho do sociólogo. O filho, jornalista com o mesmo nome do pai, prontamente aceitou o convite, feito por mim em nome do prefeito, na semana da perda do pai, um dos mais importantes professores e sociólogo brasileiros, morto em 1995. Veio a Campo Mourão com a  esposa. Como a capital paulista, Campo Mourão foi uma das primeiros cidades a  homenageá-lo.

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

            Do ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio, tem dinheiro esbanjado na propaganda do governo. Apelo aos candidatos para não perderem a hora, em vez de mais incentivo e informações.          

Olhos, Vistos do Cotidiano (III)

            Ainda que não seja novidade: como na internet não é aceito o c com cedilha (ç), ao digitar faça ela vira outra palavra: faca. Há quem faça faca.   

Caixa Pós-tal

            Morei em Araruna e lia a sua Coluna, principalmente o 'Fases de Fazer Frases', declarou Carlos Barbosa, controlador de estoque em Apucarana.

Reminiscências em Preto e Branco

            Tema principal da Coluna, relógio, lembro do meu saudoso pai Eloy. Se precisava acordar bem cedo, madrugada, pedia-lhe que me despertasse.Sem usar despertador, ele estava à beira da minha cama, delicadamente a mexer o dedão do meu pé: José Eugênio, acorda piá.     

"Como é que eu vou comer?"

Miséria maior é não saber que tem riqueza.

A riqueza de não precisar dela.

A riqueza de ser digno da

 própria riqueza, a da

riqueza sem ser rico,

só rico de dignidade

 que pode ser

 dada sem

 perdê-la

 de si.

Estive Nólocal (b.d.C.)

            Além da indagação como é que eu vou comer?, disse ela, ainda, Como é que vou beber? Como é que vou calçar? E, para quem tomava conhecimento, já poderia bastar para a indignação, ela declarou mais o seguinte: E cabelo, maquiagem?.

            Graças ao Jornal O Estado de São Paulo a notícia se espalhou feito rastilho de pólvora. E imediatamente outros meios de comunicação registraram, mais do que o mesmo fato, a reação da opinião pública, indignada.

            E eis que ela, que alegou ser o trabalho dela análogo ao de escravo, desistiu diante da pressão da opinião pública. E não veio imediatamente dar alguma satisfação.

            Irá continuar no cargo. Ao menos por enquanto. Se tivesse vergonha não teria pedido o que pediu. Nem proporcionaria desarranjadas desculpas.   

            Se tivesse vergonha, deveria demitir-se.

            Mas prosseguirá, sabe se lá até quando, como ministra dos Direitos Humanos.

            Luislinda Valois recebe mais de 30 mil reais e queria acumular tais ganhos com a de ministra, para ter na conta dela mais de 60 mil reais, o que é proibido pela Constituição Federal.

            Não é qualquer pessoa, embora seja a partir de agora uma pessoa qualquer, que menciona trabalho escravo – nem dá pra comer – mas é uma ministra, ela que deseja mais do que direitos, deseja direitos a mais e para ela.

            Desembargadora aposentada entrou para o governo Temer quando a pressão sofrida pelo presidente era enorme no início, pois ele não tinha nomeado nenhuma mulher para o primeiro escalão. A qualidade de ser mulher não pode ser dissociada da qualidade de ser digna, sobretudo no desempenho público.

            Caberia, quem sabe, uma pausa ao fora Temer com todas as vaias. Para aplaudir o presidente, desde que ele demita a desafortunada ministra, que não será esquecida pelo ato estúpido e oportunista, ávida pelo dinheiro alheio.

Fases de Fazer Frases (I)

            Nossas razões são ações que motivam.

Fases de Fazer Frases (II)

            Nossos motivos às ações que dão razão.

Fases de Fazer Frases (III)

            Nossas ações motivam à razão.

Fases de Fazer Frases (IV)

            Não espere. Aspire. Inspira à ação. Transpire.

Olhos, Vistos do Cotidiano

            Restam míseros minutos para enviar o texto ao Jornal. Como acabou o espaço.

Caixa Pós-tal

            Antes eu lia meio sem querer, aí virou costume. Agora não deixo de ler sua Coluna. Sempre boa! É o registro do peabiruense José Antônio de Oliveira Mathias.

Reminiscências em Preto e Branco

            Se fores, leve flores.

            Se fores, deixe flores.

            Sem dores, Dolores.

            Flores para as dores de Dolores

            Dores que as flores são de Dolores.

            Odores de Dolores. Odores das flores.  

Não conseguimos

...criança que brinca, corre, pula e grita mostra ao mundo como

se deve viver em cada momento, feliz, como quem acredita

em um mundo melhor que ainda vai haver.

Lauro Kisielwicz

            O título pode levar alguns leitores a concluir inicialmente que assunto é a recusa da Câmara dos Deputados autorizar o STF – Supremo Tribunal Federal a investigar o presidente Michel Temer (PMDB) ante às denúncias de corrupção. A maioria dos parlamentais federais decidiu arquivar. O NÃO CONSEGUIMOS poderia ser clamor popular contra a corrupção.

            Na verdade o NÃO CONSEGUIMOS refere-se à derrota que só foi uma discreta notícia.  

            NÃO CONSEGUIMOS acabar com o trabalho infantil no Brasil. O país se comprometeu a erradicar tal exploração até 2016. Entretanto, de acordo com a ONU - Organização das Nações Unidas, através do ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a meta não foi alcançada.

            O pior: a extinção está prevista lá para 2025.

            Desafio maior é na faixa entre cinco e nove anos, idade agravada de exploração. O trabalho infantil tinha, em 2013, 61 mil crianças, número aumentado em 2015: 79 mil!.

            Também NÃO CONSEGUIMOS diminuir a evasão escolar. São 821,5 mil entre 4 e 5 anos matriculados que pouco frequentaram as aulas ou sequer compareceram.

            Ao invés da escola elas são exploradas, mão de obra barata incólume à fiscalização e sempre junta à impunidade.

            Crianças a um só tempo excluídas da educação ou sequer inclusas na sala de aula. 

            A notícia é mais do que triste, é revoltante. São crianças brutalizadas pela estrutura social perversamente injusta. Não deveriam pegar em ferramentas, mas sim ter nas mãos brinquedos para poderem praticar e vivenciar a infância, além da formação educacional familiar e escolar.

            Sem o lúdico vivenciam o real mundo adulto do conflito, da ausência de perspectivas.

            Nas últimas semanas o noticiário destacou a então nova portaria do Ministério do Trabalho, na prática flexibilizando o trabalho escravo, para atender os donos dos meios de produção, eles que querem ainda mais, ávida e fortemenente os tentáculos do desumano trabalho. A portaria foi suspensa por decisão da ministra do STF Rosa Weber. 

            Se fôssemos um país sério em sua maioria, estaríamos todos cobrando explicações, nos movimentando social e politicamente contra tais fatos.

            Estaríamos envergonhados. Bem mais tristes do que a derrota imposta pelos alemães na Copa do Mundo. Os 7X1 do jogo nada seria se comparado com crianças sem escola, sem sonhos, sem conhecerem a justiça, vítimas inocentes do desrespeito ao direito de serem crianças.

Fases de Fazer Frases (I)

            Quem contém toda alegria retém toda tristeza.

Fases de Fazer Frases (II)

            Só poderia perdoar uma única vez quem só tivesse um único pecado.

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

            Acompanhei a professora de Artes Eliana Ferreira Geraldo e um grupo de estudantes na exposição de quadros do saudoso professor Roque Leite de Medeiros Filho, na Biblioteca Pública  de Campo Mourão (visita até terça, 31). Didaticamente ela explicou a concepção do artista.        Enquanto eu a ouvia, vieram muitos quadros como lembranças do Roque, nossa amizade do tempo juvenil e recente como colegas professores, lecionamos nos mesmos Colégios, no ATO e no Rondon.  

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

             Sequência do subtítulo acima, para abrir a exposição, fui convidado a participar, falar aos presentes, mas infelizmente o horário de aulas me impediram. Agradeço a gentileza da Biblioteca em providenciar o texto desta Coluna sobre o professor Roque, lido no evento.

            Transcrevo o início do Artigo, publicado 28.07.2014, (ele morreu aos 54 anos, 23): "A sensação é a de estar diante de uma folha em branco, papel a espera de uma imagem que retrate o que ele foi a sua vida.…"

Caixa Pós-tal

            Da mourãoense Maria A. Cipriano: Gosto quando torna temas 'pesados', claros'.

Reminiscências em Preto e Branco

            O passado não volta. É o rememorar que não o deixa partir.   

Aécio e Senado não prestam

Em política, o importante não é ter razão, mas que a deem a alguém

Konrad Adenauer

 

            Ao Senado cabia tomar a decisão política, é essencial do parlamento a política. Assegurado o amplo direito de defesa, no caso mera formalidade, o Senado deveria cassar Aécio Neves (PSDB-MG) pela falta de decoro, por razões políticas ele não poderia continuar sendo senador, tanto de noite quanto de dia.

Há meses o punga Romero Jucá (PMDB-RR), pego numa ligação telefônica, disse é preciso estancar essa sangria, referindo-se à operação Lava a jato. Para o bem da corja senatorial e péssimo para o Brasil, Aécio está são e salvo. São 44 senadores investigados pela Justiça que votaram pelos mesmos interesses escusos.

Nem é preciso rememorar os fatos envolvendo Aécio pedindo dinheiro a turma ladra da JBS, imagens do amigo próximo recebendo a grana e a irmã do tucano, que chegou a ser presa, nada disso foi suficiente para cassá-lo.

O chamado foro privilegiado é tão amplo e estimulador à prática de ilicitude que, não importa qual seja ele, vai para o Supremo e lá dorme em berço esplêndido.

Tem casos de parlamentares homicidas, mandantes e comandantes de crimes que continuam a exercer mandatos públicos! Com que moral?!

Não poderiam ser cassados em razão do mandato, tais como nos casos de crime de opinião ou qualquer cerceamento da sua atuação no cargo público.        

Mandato público de há muito tem sido alcançado – com o voto do povo – como escudo para não sofrer restrições, muitos parlamentares apanhados roubando dinheiro público e outros crimes comuns a eles, tão comuns quanto livres para prosseguir nas práticas delituosas.

Ficha-Limpa!. Sim ou não, e o mandato sujo?! 

Fases de Fazer Frases (I)

            É o Aécio o ócio do Senado. 

Fases de Fazer Frases (II)

            É o Senado o osso do Aécio.

Fases de Fazer Frases (III)

            É o cio. É o cioso. São má ciosos.

Fases de Fazer Frases (IV)

            Dia de ontem não se adia. Há o dia de ontem. É a tarde tardia?

Fases de Fazer Frases (V)

            A demora em compreender e perdoar eleva o fardo do sofrimento.

Fases de Fazer frases (VI)

            O degrau mais importante é o primeiro ou o último? Depende. Subindo ou descendo?

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

            Fila do banco, uma senhora me observa quando inicio a leitura da Tribuna (costumo ler bem cedo mas não deu tempo). O tempo passa e eu continuo lendo. O passa tempo daquela senhora é simpaticamente me observar. Nada de me incomodar. A certa altura resolvo oferecer o exemplar para ela, pode ficar para a senhora! – disse-lhe.

            Para a minha enorme surpresa, ela considerou um enorme presente, que leria em casa a manhã toda, com muita alegria, sempre gostei de ler, mas nunca achei que ganharia um jornal, obrigada.

            A vida é, basta notar, em muitos fatos, simples, como a jornada que torna conhecidos quem há pouco sequer pareciam existirem um ante a outro.

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

            A confeiteira conta o sonhos para uma pessoa. Em seguida vende alguns deles.

Olhos, Vistos do Cotidiano (III)

            É notícia. É o testemunho dos fatos recentes: árvores derrubadas pelo vendaval!

E as matas, florestas dizimadas pela ação do homem?

Olhos, Vistos do Cotidiano (IV)

            Mágoas. Magoas. Águas que aguam. Vão e vem. Evaporam.

Caixa Pós-tal

Moral da História: As estrelas necessitam da treva para revelar todo o seu brilho, escreveu o poeta Oswaldoir Capeloto, sobre a Coluna anterior, A LUZ MAIS IMPORTANTE NAQUELA AULA.    Por se referir ao Colégio Estadual, muitos estudantes e professores comentaram sobre o texto.     

Reminiscências em Preto e Branco

            Se o tempo cura todas as feridas, é o contratempo que as abre.    

A luz mais importante naquela aula

Apenas um raio de sol é suficiente para afastar várias sombras

São Francisco de Assis

                A vida é feita de surpresas. O inesperado existe, pronto para entrar em cena. Positiva ou negativamente, o inusitado poderá nos marcar para sempre.

            Era para ser uma aula normal, noite de calor, quinta-feira, 28 de setembro passado. Estudantes do quarto ano do Curso Técnico em Administração (profissional) tinham iniciado a apresentação para a turma. No momento, como nas atividades anteriores, foram orientados, a inteira responsabilidade da aula era deles. Minha tarefa, ser aluno, ainda que eles fossem alvo da avaliação. Os temas pesquisados às análises, apresentação e debate foram Discriminação; Preconceito e Estigma.

            Apresentação em curso a energia do Colégio Estadual de Campo Mourão acaba. Tão rápida quanto à interrupção, os estudantes claramente expressaram o desejo de prosseguir com a aula e imediatamente acenderam a luz do celular, seguidos pelos demais da turma, igualmente interessados. Não fiz qualquer objeção, e, ao contrário, deixei-os à vontade para lecionarem. Já próximo do fim da primeira explanação, bate na porta o zeloso servidor Antônio Leite da Silva Neto que informa, provavelmente a luz não voltaria logo, um automóvel atingiu um poste, os alunos estão todos indo embora. Ainda assim, os estudantes optaram por exegese, sem interferência minha. O outro grupo teve igual iniciativa, se apresentou com ávido conhecimento, motivação e aplicação.

            Alternando meu olhar à apresentação e para toda a sala, as luzes dos aparelhos móveis, o brilho nos olhos de todos os estudantes retratava luminosamente uma das grandes lições que aprendi como professor de Sociologia. Luz que faltara da COPEL foi substituída por aqueles celulares direcionados a clarear a aula e a assimilação.  

            A verdadeira luz, mais importante, que mais brilha fecunda, é a luz própria. Própria da mente e coração daqueles estudantes, a luminosidade linda que expressaram com saber que ampliaram com diversidade.

Luz, como a da vela a queimar é susceptível a brisa, poderá ser apagada. Mas é ela que induz e conduz o aprender a ficarem impregnados na memória e no fazer do saber. Enalteci todo aquele ambiente escolar, a grandeza e espiritualidade dos jovens se maravilhando e se descobrindo cada vez mais capazes.  

A luz volta, faltavam poucos minutos a terminar a aula e ainda por insistência do primeiro grupo foi exibido um vídeo de curta duração.

Hoje é dia do Professor. Talvez nem fosse intenção registrar a data, que tantas vezes aqui escrevi. Tal narrativa foi uma lição, repito, que aprendi com eles, afinal – sobretudo em relação a mim – o verdadeiro professor é aquele que ao ensinar, antes tem que saber. Ao ensinar, aprende com a turma, com cada estudante, como foi o 4º BI. E se eles foram professores apenas por algumas aulas, em mim as marcas por ter aprendido muito com eles, serão sempre alvo da minha evocação, aqui com o devido registro.

O melhor caminho humano civilizado é ser autor e ator da direção ao se apropriar das grandes lições que acresce e cresce no hábito do aprendizado.

Fases de Fazer Frases

            É mais sábio quem sabe e transmite a sabedoria para aprender.

Olhos, Vistos do Cotidiano

            Enquanto se considera a história mera referência ao passado, por enquanto desconheceremos o futuro que poderíamos melhor fazer.      

Caixa Pós-Tal

            Lindo e verdadeiro o texto homenagem a Campo Mourão. Obrigada pelas suas palavras, diz Ana Maria A. Oliveira, que se considera uma mourãoense legítima. Ana se refere à Coluna anterior, CAMPO MOURÃO, 70 ANOS DE VIBRAÇÃO.

Reminiscências em Preto e Branco

            Veio a calhar à biografia do escritor Lima Barreto quanto aos 49 anos desta Tribuna, eis trecho sobre hierarquia nos jornais: O redator despreza o repórter, o repórter, o revisor; este por sua vez, o tipógrafo, o impressor, os caixeiros do balcão.  

Campo Mourão, 70 anos de vibração

Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre, mesmo que não tenham nada em comum, somente compartilhar as mesmas recordações.

Vinícius de Moraes

 

            Existiu um dia o silêncio? Na densa mata e antes do desbravador no inóspito deste lugar?

            Quais foram as primeiras vibrações desta terra?

            Vibração é som, tinido do vento que toca árvores, expande nos campos, ondula rios.

            É timbre do canto dos pássaros. O ruído dos animais.

            Vibrar tinido, movimento na vila das primeiras casas toscas e caminhos vicinais.

            Do tempo passado, presente e a vibração do que virá.

            É a voz dos mourãoenses,  expressões da gente reunida, entrelaço de gerações. 

            A que trago desde o nascer aqui, viver e convicto mourãoense.

            A reminiscência em preto e branco e colorida, trajetória de sons.

            O tique-taque do relógio na parede da sala de espera do escritório contábil do meu pai.  

            Do tempo fracionado, minutos, horas. Somatório engendrado dos anos, décadas.

            Dormir, acordar com ruído da serra fita cortando toras, tábuas na Serraria Trombini.

            Da janela do meu quarto via filas de caminhões aguardando a vez de descarregar.

            Na mesma empresa soava forte a sirene anunciando início, fim da jornada laboral. 

            Da casa dos meus saudosos pais Elza e Eloy, no mesmo quarteirão o encher da caixa d'água.

            Ela abastecia com sobra toda a cidade, juntamente com a do Lar Paraná. Ambas presentes.    

            O badalo do sino da Igreja Matriz, (não era Catedral), ainda tijolos à vista: fé e hora.  

            No chafariz, jorro d'água em aspersão. Cenário do retrato de toda a família:

            Eu no colo da minha mãe, então éramos 10, ganharia mais dois irmãos na prole.

            Chafariz próximo da rodoviária, hoje Biblioteca, ponto de táxi:

            O estridente barulho do telefone tocando, misturado ao da estação.  

            Sinar acionado pelo seu Pedro da Escola Adventista, está no mesmo lugar, não de madeira.   

            Da nossa pioneira Colmeia na nota de falecimento, uma pausa que silenciava:

            Todos que  estivessem ouvindo o rádio, para saber quem  morreu.

            O som das antigas máquinas, datilografia e impressão desta Tribuna.

            Dos entregadores diários no início da madrugada e antes do amanhecer.

            Exemplares arremessados nos jardins, pátios, colocados debaixo das portas.

            Lida a notícia, ela corre de boca em boca, tá na Tribuna

            A toada do Jornal que hoje faz 49 anos!

            Som ouvido há 29 anos a partir  e notadamente desta Coluna.  

            A melodia da nossa gloriosa Banda Municipal. A famosa alvorada que tocava bem cedo:            A despertar Campo Mourão no  aniversário de emancipação política e administrativa...

            … Campo Mourão, modelo do Paraná!

            Quais são nossos sons de hoje?

            As vibrações do amanhã?

            O choro ao nascer de novos mourãoenses.

            O choro da despedida enlutada.

            Do engenho mecânico que semeia, cultiva, colhe e transporta o que vem do campo. 

            Do diálogo, mourãoenses reunidos à realizar sonhos.

            Vibrações inquietas ou aplausos. 

            A algaravia dos estudantes de todas as escolas de todos.

            A voz da expedição, dos pioneiros, primeiros moradores.

            A entonação da História que segue, se ergue, prossegue.  

            O som do desenvolvimento harmônico.

            O som dos sinos da paz.

            Como vibração da música, da poesia, da prosa.

            Toda a arte das palavras contadas, romanceadas, das crônicas.

            Da dicção da saudação entre mourãoenses.

            Som eloquente das mãos irmanadas de e para Campo Mourão:

            Parabéns! É a entoação dos 70!               

O papel do jornal de papel

Todos os nossos jornais têm portais e não queremos perder o bonde da história

com as mudanças que acontecem de forma muito rápida. Penso ainda que

o jornal impresso ainda tem uns 20 anos de vida, no mínimo.

Nery José Thomé – presidente da ADI-PR – Associação dos Jornais Diários do Paraná

            Qual o caminho a seguir? Foi uma das indagações do Seminário O momento do jornal e seu futuro, promovido pela ADI-PR – Associação dos Jornais Diários do Paraná, realizado em Curitiba dia 26, com intuito de refletir o futuro dos jornais impressos.

            Transcrito acima, Nery José Thomé, intermediador do debate, crê, o jornal de papel existirá por pelo menos 20 anos. Cabe ressaltar, acrescentando ao argumento dele, há pelo menos 10 anos muitos tinham decretado o fim do meio impresso, sobretudo diário.

            Neste espaço fiz abordagens em torno da importância dos meios de comunicação, mesmo ante à concorrência acirrada, cada qual a exigir linguagem própria tão peculiar quanto o próprio meio de informar e narrar a notícia. Mas ainda se nota rádio tentando ser televisão e vice-versa; internet como revista.

            Com 29 anos aqui nesta Coluna vivenciei a trajetória da Tribuna do Interior bem como acompanhei outros veículos de comunicação como a pioneira Rádio Difusora Colmeia. Tantos  outros surgiram, efêmeros ou se consolidaram na comunicação mourãoense e nas cidades da região.

            Eles integram o cotidiano das pessoas e têm contribuído para o desenvolvimento, a maioria atenta e tendo que se adaptar às novas tecnologias e comportamentos. A Tribuna age, se antecipa às transformações. Cultura, palavra-chave inerente ao papel do jornal, ambos imprescindíveis.            

Fases de Fazer Frases (I)

             Não sobra tempo para jogar fora horas vagas.

Fases de Fazer Frases (II)

            Todo o infinito tem começo.

Fases de Fazer Frases (III)

            Todo o começo é finito.        

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

            Acabou. O jornal Gazeta do Povo deixa de existir depois de cem anos. O grupo já conseguira enterrar outros jornais de papel que incorporou nos últimos anos: Estado do Paraná, Tribuna do Paraná, e em Londrina o Jornal de Londrina que definhou até desaparecer. Hoje, para maquiar o fim, a família Cunha Pereira Filizola, fez uma apresentação com o lero do 'sistema de entrega da informação'. Para não fechar o caixão, a Gazeta do Povo confirma que passa a circular em papel apenas uma vez por semana, aos sábados. A notícia está na Coluna do jornalista Fábio Campana, semana anterior, com imagem da sede do Jornal em Curitiba, quando era retirada a enorme placa Gazeta do Povo.

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

            O fim da Gazeta do Povo, se não chegou a se arrastar, foi lento e contínuo. Há meses em Campo Mourão deixou de ser o impresso. Neste espaço fiz o comentário quanto a tentativa frustrante da Gazeta ter querido se tornar um jornal de nível nacional, em vão. Embora tenha  tentado eliminar a concorrência, ao fundar o Jornal de Londrina para enfrentar a Folha de Londrina, mas sucumbiu, como ao adquirir O Estado do Paraná.   

Olhos, Vistos do Cotidiano (III)

            Ainda sobre a Gazeta e ao considerar a internet como meio de comunicação, o que faltou a ela foi se preparar para os novos tempos, como fizeram e prosseguem jornais como a   Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo, eles mantêm o impresso e estão bem articulados com o digital.      

Caixa Pós-tal

            Fiquei muito feliz em rever a poesia dessa poetisa na sua Coluna, manifestou o poeta mourãoense Oswaldoir Capeloto. Ele se refere à Coluna anterior O FIM DO CORTE É PARA VALER?, nela transcrita o poema da ararunense Julieta de Oliveira (tia Júlia), publicado no Sítio Tá Sabendo, sobre a árvore da casa dela, que, além de belo, veio a calhar com o conteúdo principal deste espaço, a alteração do código de arborização de Campo Mourão, que torna mais rigoroso a sanção para o corte e extração de árvores indevidamente.  

Reminiscências em Preto e Branco

            A honra alheia só é ofensa para quem não a tem.

O fim do corte é pra valer?

Vou contar a história de uma árvore

Que era minha fonte de inspiração

Um dia ela foi destruída

Vocês prestem bem atenção

Onde está aquela árvore frondosa

Que avistava de minha janela

Os primeiros raios do sol

Ela ficava ainda mais bela

Quando chegava a primavera

Como um ouro parecia

Com seus lindos cachos amarelos

Que de muito longe se via

As abelhas faziam festa

O vai e vem de beija flor

Sua sombra aconchegante

Que protegia do calor

Esta árvore foi eliminada

Não foi por acaso, porque quis

Está destruindo o muro e a calçada

Com suas profundas raízes

Depois de cortada a a madeira

Foi levada em um caminhão

Com destino a ser queimada

E ser transformada em carvão

O que aconteceu com a árvore

Com o homem não é diferente

Nascemos vivemos e morremos

Tudo passa tão rapidamente.

Julieta de Oliveira (tia Julia), poetisa ararunense. Texto extraído do Sítio Tásabendo  

            Campo Mourão tem uma nova lei para a política de expansão da arborização urbana. As novas diretrizes e competências do Código preconizam expressamente a proibição de  qualquer tipo de corte, ou seja, poda e extração de árvore. São 95 artigos que passaram a valer desde o último dia seis de setembro. A atualização do Código contou com entidades e profissionais ambientais que introduziram critérios mais rígidos.

            Vai ser para valer? Se era necessário meio legal mais adequado a disciplinar a arborização urbana, a questão é se existirá, por exemplo, fiscalização do poder público local.

            O desafio é preservar todas as árvores existentes, não mais permitindo que elas fiquem vulneráveis à prática da poda fora de época e sem profissional habilitado, mutilação e o extermínio indiscriminado, fatos infelizmente marcantes e em abundância, que contaram com a conivência da própria prefeitura nas gestões passadas. Cenas comuns de matança em série de árvores para principalmente atender a comerciantes que priorizaram o fachada publicitária das empresas deles. Sem árvores, idiotas acham mais prático colocar toldos para combater o sol.

            O que tinha passado da hora é termos de fato política urbana de arborização, tarefa da prefeitura mas que deve ser incentivada e exigida a participação de cada mourãonse. 

            Sem sombra não tem água fresca natural. Contra cortes até não ser cortês será válido. 

Fases de Fazer Frases (I)

            Penso, posso me apossar do pensar. Pensar que o pensar se apossa de mim.

Fases de Fazer Frases (II)

            Meu erro me acerta. É certo que erro.                                                 

 Olhos, Vistos do Cotidiano

            Cresceu o número de tornozeleiras ou é o de condenados a praticar crimes com elas?

Caixa Pós-tal

            Quanto tempo não entramos em contato, sinto saudades dos grandes ensinamentos pelo senhor dentro da sala de aula. Por onde passo, quando converso com alguém sobre a arte de ser professor, me refiro ao senhor como o melhor professor que já tive, escreveu o jovem Matheus Gabriel, que mora em Campo Mourão mas tem vínculos familiares em Roncador. Obrigado pelas palavras, elas servem para aumentar a responsabilidade e me estimulam aprender mais para ensinar. 

Reminiscências em Preto e Branco

            Morre a palavra. Não desaparece no túmulo. na lápide do dicionário antigo.