José Eugênio Maciel
Bar-baridade

“Se você destrói um bem público, na hora você é vândalo.

Se você deixa destruir aos poucos, é político”.

Alessandro Martins - blogueiro

            POPULARES ATRAPALHAM BOMBEIROS E AINDA FURTAM CONES DURANTE A OCORRÊNCIA, noticiou esta Tribuna, sexta-feira passada. O título é suficiente para se lamentar e ficar indignado com tamanha súcia. Quando chegaram para atender uma ocorrência a uma pessoa embriagada que caiu da bicicleta e ainda por cima ela se feriu com a garrafa de bebida alcoólica. Ainda segundo a notícia, os bombeiros tiveram dificuldade para prestar o devido atendimento, por causa das pessoas que bebiam em um bar próximo da ocorrência, Jardim Santa Cruz, Campo Mourão. A malta reunida além de atrapalhar o socorro, eles furtaram dois cones de sinalização, “tivemos que tomar muito cuidado para não ocasionar outro acidente”, declarou o cabo Gusmão.

            Não faz muito tempo, além da Tribuna do Interior, demais meios de comunicação registraram fato pertinente a bem público: jovens que carregaram um cavalete de sinalizar impedimento de via. Informação e denúncia levaram a Polícia ao prédio onde encontraram furtadores e o cavalete.

            A malta que agiu nos dois casos evidentemente ao menos supõe não ter que arcar com as consequências da vandalização e se acham inatingíveis da sanção legal como reparar danos.

            Não é a remota hipótese falta de educação, respeito ao patrimônio público, mas sim o ávido desejo de produzir o dano esperado, é o que querem o antro de maltas. Pagamos a conta como contribuinte quando poderes públicos têm que fazer o reparo ou a aquisição patrimoniais.

            A solução não é ir para cadeia, mas independentemente dos preceitos do código penal e da administração pública, bom seria se, durante um determinado tempo os autores tivessem que prestar serviços comunitários como carregar cavaletes, cuidando-os por alguns meses; limpar, zelar e colocar/recolher os cones quando foram acionados os socorristas. 

Fases de Fazer Frases (I)

            É preferível repetir o erro a ter que cometer erro maior.

Fases de Fazer Frases (II)

             Tenha tempo. Não detenha o tempo.

Fases de Fazer Frases (III)

            Quem se prende ao medo liberta para dentro de si a covardia.

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

            “Desejo por ar-condicionado pode aquecer ainda mais o planeta Terra”, manchete do Jornal Folha de São Paulo, última sexta. Tudo certo. Mudando um pouco o sentido, mesmo sendo manchete tem aquelas que são bizarras, engraçadas ou tristes e que podem parecer invenção. Mas não, têm notícias e manchetes que são verdades mesmo. Para citar só uma: “Jesus é preso na Cidade de Deus por furtar Igrejas em Manaus”, foi a manchete do Jornal Diário de Pernambuco. Só tem um errinho, igreja está escrito com a inicial maiúscula, e o certo é minúscula, referente a um espaço físico, enquanto que, com maiúsculo, Igreja se refere a Instituição Religiosa, como Igreja Católica.

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

            A notícia mais quente: vai esfriar. Sugestão deste escrevinhador, devido a queda da temperatura neste fim de semana.

Reminiscências em Preto e Branco

            Em muitos papéis, sobretudo nos mais destacados, antes do nome do personagem, tinha a expressão Dona. Foi sempre dona, a dona do personagem, da cena, da trama. A dona da interpretação singularmente simples, mas notória, inspiradora, exemplar. Dona do talento que emprestava, transmitia, inspirava, seja contracenando com grandes nomes da televisão e do cinema, foi referência positiva para os estreantes, novatos que tinham nela a mestra. Ela fez e continuará a ser história.

            O papel mais lembrado, um programa que não sai da memória de muitos telespectadores, A Grande Família (1972) personagem Dona Nenê, deu vida a realidade das mulheres que são mães e donas de casa. Outros dois papéis cabem lembrar, também com o chamado inicial de dona: Pombinha em Roque Santeiro (1985) e Dona Carmem, o último papel dela, na novela O beijo Vampiro (2002). Dia 16, aos 93 anos, enterrada na terra de nascimento, Jundiaí, São Paulo, Eloísa Mafalda é agora saudade.   

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Por José Eugênio Maciel | [email protected]