José Eugênio Maciel
É ele, o eleitor, leitor?

“A democracia é a capacidade de vestir as ideias menores com palavras maiores”

Abrahm Lincolnn

 

            Na chamada reta final da campanha, candidatos se esforçam, buscam votos que não têm, confirmar votos declarados, prometidos as eles. E, sem aqui esquecer e propositadamente dar destaque, a maioria dos candidatos busca tirar, mudar a intenção de votos dos adversários.

            O horário eleitoral, as inserções da propaganda evidenciam o acirramento, não do debate, mas do bate boca. Mais até que os candidatos, apoiadores se digladiam, usam meios para denigrir.

            A política, sobretudo a partidária e mais ainda nas eleições, é a política o reflexo da cultura brasileira, do discurso bonito, bem elaborado, direto, tudo para impressionar e conquistar a partir do que pode ser somente palavras, imagem. O candidato pode enganar e a astúcia dele encontra também o desconhecimento ou conivência de parcela expressiva do eleitorado, de gente culta ou atribuída como ignara.

            Despolitização que acentua tão fortemente nas redes sociais, disseminam ódios, provocações, e a fabricação em série de falsas notícias. Despolitização como se já fosse ou tivesse passado o dia sete de outubro, já fosse o segundo turno, cada qual dos candidatos demonstrando que só eles derrotam o fulano de tal, lá no segundo turno. Contam com a frivolidade do eleitor a desejar praticar o “voto útil”, inviabilizando então preferência por outros candidatos, em vez de achar  que podem dar a vitória para os escolhidos, querem adivinhar e evitar a derrota daqueles que repudiam.

Frases de Fazer Frases

            Cada falso com seu cadafalso.

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

            Elas já estão em Campo Mourão e região. Sendo lacradas. Como neste ano eleitoral, o debate ressurge, se as urnas eletrônicas são a prova de fraude. O STE – Superior Tribunal Eleitoral reafirma, elas são seguras, informam especialistas convocados para tentar violar o sistema.

            Estranho e até mesmo estúpido quando a comparação carece de sentido e proporção, no caso quando o Brasil é comparado com países mais importantes que não usam urnas eletrônicas, e sim continuam com o voto impresso, como nos Estados Unidos. E até esquecem que lá a eleição é indireta, leva-se dias para apurar em cada estado.

            É a cultura do menosprezo. Cabe rememorar, quando os votos eram contados no Brasil afora, eram muitas apurações manipuladas ao passarem para aqueles mapas de cartolinas e preenchido o número de votos a mão.

            Tem um que comparou com o sistema bancário, o “banco rouba a gente”. Deve ser nas taxas, no cotidiano, temos como verificar, saber. É comum depositarmos envelopes, recebermos comprovantes e depois identificar o depósito. Se então alguém citar alguma fralde noutros país, automaticamente acharemos que tudo aqui não deve prestar?

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

            Ainda que tenha sido noticiado amplamente, como neste Jornal, sexta-feira passada, o deputado federal Rubens Bueno (PPS) receberá 15 mil reais de indenização, conforme a sentença que determinou o pagamento por parte do réu Julielton dos Paços Rodrigues, ex-presidente da Câmara de Vereadores de Barbosa Ferraz. Julielton caluniou Bueno acusando-o de corrupção.

            O que chama a atenção é que o réu e outra pessoa sócia de uma empresa de eventos, “sequer apresentaram qualquer elemento de prova, segundo noticiou esta Tribuna.

            Bueno enfatizou não ter movido a ação visando o dinheiro, mas em termos de hora. Mas na prática o dinheiro ajuda ainda mais neste momento de campanha, e os gastos com ela.

Olhos, Vistos do Cotidiano (III)

            Eleitores escolherão dois senadores na eleição dia sete de outubro. Pesquisas com intenção de votos começaram  a  indicar que a segunda vaga está em aberta, pois não é mais garantida a vaga para o ex-governador Beto Richa (PSDB), sendo que os demais postulantes cresceram, principalmente Flávio Arns (Rede), Oriovisto (Podemos) e Alex Cansiani (PTB). E mesmo o líder Requião (MDB) teve queda na preferência do eleitor.

Reminiscências em Preto e Branco

            Ganhar um par de botas do “coroné” aos eleitores era comum no antigo Brasil. O eleitor votava e ganhava um pé da bota. Outro pé se o “coroné” se elegesse. Bota o voto pra ganhar a bota.

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Por José Eugênio Maciel | [email protected]