José Eugênio Maciel
Pedir o voto não é pedir demais. E dar?

“Para que possamos ser livres, somos escravos das leis”.

Marco Túlio Cícero

            Levando em conta a indiferença ou a repulsa de um número significativo de eleitores brasileiros, estão aí mais eleições. Ruins, pior sem elas, as eleições.

            São muitos os modos de relação entre o candidato e o eleitor, sobretudo quando a campanha integra o cotidiano social.

            Quem tem o voto é o eleitor, cabe a ele usá-lo. Ao candidato pedir, conquistar esse voto. Sempre de alguma maneira uma eleição tem relação com a anterior. É espécie de parâmetro referente a repetir ou mudar preferências, escolhas.

            Qualquer candidato deve tratar o eleitor com respeito. Porém, o eleitor se sente no direito de se expressar favorável ou contrariedade ante ao postulante.

            Em Campo Mourão conheço muitos cidadãos que levam em conta o fato de pedirem o voto deles. Muitos declaram que ainda não me pediu o voto, e ficam no aguardo. Pode ser que, basta o primeiro pedido do candidato para o eleitor definir a escolha. Se dois ou mais pedem o voto, eleitores se sentem prestigiados.

            É fato, Campo Mourão, com mais de 94 mil habitantes, estão aptos a votar mais de 63 mil eleitores. Não é possível candidatos pedirem o voto para cada um dos eleitores, pessoalmente. Nem nas eleições municipais.

            Há, pelo menos, dez eleições o contato do candidato é massificado pelos meios de comunicação e o horário eleitoral, somado ao trabalho de distribuição de santinhos. Contato direto com o eleitor o candidato pode fazer nas reuniões, aperto de mão, abraço ocorrem, rapidamente. 

            Nesta campanha candidatos direcionam o olhar e o discurso televisivo e radiofônico diretamente para os eleitores, e também diretamente para cada eleitor. Empatia e simpatia convergem no olhar, gestos e propostas que sejam capazes de atrair a atenção, o apoio e o voto.

            O eleitor também sabe que sequer poderá ter um rápido contato com o candidato. Ainda assim tem votantes que levam em conta quem apoia os candidatos, estilo velho ditado, “diga-me como quem andas e te direi quem és”.

            Influência é palavra-chave. A partir do candidato e seus apoiadores. Ou a começar da manifestação do eleitor antes mesmo de chegar até as urnas até definir escolha e votar.

Fases de Fazer Frases

            O leito do eleitor não é o mesmo leito do eleito.

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

            A prisão do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), acompanhado da esposa, do ainda candidato ao Senado evidentemente repercutiu negativamente. Se ele permanecerá preso (sábado, pode ser revogada a prisão), o fato é que pesam contra ele robustos indícios de improbidade.

            Principalmente militantes do PT no Paraná vibram com a prisão. Tudo bem, talvez. Mas circula campanha em defesa do Beto como as mesmas frases feitas em defesa do Lula. Em vez do ex-presidente, circulam frases tais como: “Eleições sem Beto é golpe”. “Beto livre”. “Beto é preso político”. Ainda não usaram a ONU.  

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

            O deputado federal Rubens Bueno (PPS) está entre os dez melhores parlamentares do Brasil, é oitavo, segundo a CRN – Central Regional de Notícias, de Campo Mourão. Não é  surpresa, especialmente nessa região, devido à presença constante, assim como o trabalho em Brasília.

Olhos, Vistos do Cotidiano (III)

            Também nada de surpresa os nomes dos deputados federais que estão entre os piores do Brasil, e que costumam aparecer em Campo Mourão e região. Segundo a mesma CRN (fato informado no último dia 12), são dois petistas, Zeca Dirceu e Enio Verri.

Reminiscências em Preto e Branco

            A prisão do ex-governador do Paraná, que não ter ocorrido se ele estivesse no cargo, foro privilegiado, faz lembrar outro governador, cassado por tentativa de corrupção. Haroldo Leon Peres ficou poucos meses no cargo, 1971. (Falecido), politicamente era de Maringá. Quase 30 anos depois de perder o cargo, tentou ser deputado federal, sem êxito.   

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Por José Eugênio Maciel | [email protected]