José Eugênio Maciel
Sem carteira, o duplo péssimo sentido

“Pensei que o mais difícil era encontrar emprego, mas estou vendo que a dificuldade maior

será conseguir a Carteira de Trabalho. Preciso da Carteira de Trabalho para entrar

no Jovem Aprendiz e ingressar no mercado de trabalho”.

Adolescente A.H.F, 15 anos

            O lugar que dá mais trabalho; ou não dá trabalho algum é a Agência do Ministério do Trabalho e Emprego em Campo Mourão. A Tribuna destacou na primeira página matéria do jornalista Clodoaldo Bonete, dia oito. A Agência nem sempre atende, literalmente é comum a porta fechada. Faltam, além de mais funcionários, carteiras de trabalho, internet com boa conexão, impressora com tinta e ainda tempo para atender todas as pessoas que vão à repartição dita pública.

            O problema não é novidade, é crônico e não se tem em vista solução que restabeleça o direito do trabalhador, empregado ou não, de ser cidadão. Segundo a reportagem, a responsável não tem autorização para conceder entrevista.

            A declaração, (abaixo do título), o adolescente evidencia estarrecimento ao procurar a Agência e não ser atendido, assim como  outro jovem, Rafael Grella, relatou o fato de a funcionária não ter comparecido ou por não ter material. Em tempos de desemprego - mais de 14 milhões - , quando as raras oportunidades surgem, é um absurdo que um brasileiro possa perder vaga por não ter carteira de trabalho.

            A Agência só tem o nome de Emprego e Trabalho. O vereador Edílson Martins (PR) requereu informações ante ao descaso. O que farão as autoridades públicas e os sindicatos patronal e o dos empregados? 

            Absolutamente indigno uma pessoa perder o que sequer obteve, um trabalho, por não ter  carteira profissional, direito negado ante à irresponsabilidade  seja lá de quem for: Intolerável! 

Fases de Fazer Frases (I)

            Se a moral alheia é só invejada, ela é falsa.  

Fases de Fazer Frases (II)

            O que vem a calhar não vai encalhar.

Fases de Fazer Frases (III)

            Viagem é com g. Viajo é com j.

            Dirijo é com j. Dirigir é com g.

            Ao destino leve mala. Amar a palavra destina, amá-la.    

Fases de Fazer Frases (IV)

            Vi elas nas vielas.

            Vê-las sem velas.

            Vão elas. É delas as vielas sem elas?

            Elas sem as vielas?

            Todas elas são vielas.

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

            O jovem Eliel Dias Soares Júnior dá um salto enorme na carreira, ser selecionado para um curso técnico da Escola de Artes Circenses. Nível nacional, com méritos, foi aprovado no exame teórico-prático pela Funarte – Fundação Nacional de Artes. 19 anos, é professor da Escola de Circo de Campo Mourão, larga experiência cênica, educador, é notável a paixão dele pela lona, picadeiro. Talento, dedicação, entusiasmo, características decisivas nessa merecida vitória, sem surpreender quem o conhece. Parabéns ao meu ex-aluno no Colégio Estadual Campo Mourão.

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

            “O Rio do Campo está morrendo”, título do texto na “Tribuna Livre”, (sexta anterior) do Félix Santiago de Souza, aborda o risco iminente do rio desaparecer. O escritor, com vários livros publicados, apela à sociedade para ações concretas visando salvar a ainda corrente natural de água.   

Caixa Pós-tal

            ...”sempre lembro das suas palavras na sala de aula, além de professor, advogado e sociólogo, um homem humilde e sábio onde transforma as palavras na realidade”, escreveu o  jovem Gilberto Bazzo. De Araruna, foi meu aluno quando lecionei lá no Colégio Estadual Princesa Isabel. Bazzo é formado em Gestão Tecnológica e Recursos Humanos, um batalhador esforçado  para o trabalho. Almeja colocação compatível com a formação dele.

Reminiscências em Preto e Branco

            Meu pai, a sua falta é sempre presente. Os pais, a presença de quem nunca falta.