Pedro Washington
Pixuleco em Curitiba

O povo está de maus bofes com o governo de Dilma Rousseff e principalmente com a corrupção desbragada que avançou sobre as estatais, especialmente sobre a Petrobras. Pois, pois, ontem o símbolo nacional contra a corrupção chegou em Curitiba, a capital nacional das investigações da Operação Lava Jato, e fez grande sucesso, para desânimo dos petistas que insistem em dizer que todos amam Dilma, Lula e o PT, só as elites perfumadas são contra. Bobagem. De cima abaixo, de A a Z, ninguém mais tolera o PT.

Pixuleco, o boneco do Lula inflado, percorre o país para colher 1,5 milhão de assinaturas de apoio ao projeto da MPF das 10 medidas contra a corrupção.

O boneco inflável esteve na Polícia Federal, passou na Procuradoria da República para entregar as assinaturas de apoio ao projeto de iniciativa popular contra a corrupção, colhidas na última manifestação, no dia 16 de agosto, e participou de ato na Boca Maldita.

Bico calado

Convocados pela CPI da Petrobras, o publicitário Ricardo Hoffmann, ligado ao deputado cassado André Vargas (ex-PT-PR), e o lobista Fernando Moura, ligado ao PT, se recusaram ontem a responder. Eles foram chamados à comissão para prestar esclarecimentos na condição de acusados, mas permaneceram em silêncio diante de questionamentos sobre relacionamento deles com o ex-ministro José Dirceu, com o doleiro Alberto Youssef, com o ex-ministro das Comunicações Paulo Bernardo (PT), com o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque ou com a senadora petista Gleisi Hoffmann.

Veneri vaiado

O deputado Tadeu Veneri, do PT, acostumado a bater em todo mundo que não é petista, levou ontem uma sonora vaia em frente a Justiça Federal em Curitiba. Veneri, sem jeito, sorriu amarelo e apressou o passo.

APPpetista

Em Curitiba, a greve dos professores da UFPR está chegando ao 22° dia e nada dos diretores da APP-Sindicato aparecerem para prestar apoio. A greve é contra o descaso do MEC e cortes do governo federal.

Duque negaceia

Renato Duque deu a entender que pretendia fazer um acordo de delação premiada com a Lava Jato, mas até agora não se mostrou disposto a entregar ninguém. Seu advogado, Marlus Arns de Oliveira, irritado, pensando em abrir mão de sua defesa.

Marcelo do Marcelo

O desembargador Marcelo Navarro foi aprovado por unanimidade pela CCJ do Senado para assumir o cargo no STJ. Marcelo Navarro afirmou não ter impedimentos para julgar a Lava Jato. A gente sabe que ele não tem impedimentos. Marcelo Odebrecht também.

Amarradíssimos

Após o governo assumir que as contas públicas podem fechar 2016 com um rombo de R$ 30 bilhões, parte dos políticos, do mercado e da imprensa afirma que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, está com um pé para fora do governo. O problema é que aonde Levy for, a presidente Dilma Rousseff irá em seguida. Inclusive, para fora de Brasília.

Dilma não descarta CPMF

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira que não gosta da CPMF, mas que não afasta a possibilidade de o governo precisar de novas fontes de Receita. Segundo ela, quando houver condições e maturação para que o governo mande um adendo com mais informações sobre o Orçamento, isso será feito.

Sabatina

A CCJ aprovou por unanimidade o nome de Marcelo Navarro para o STJ. Não houve perguntas difíceis, não houve polêmica, não houve sequer cobertura da imprensa tradicional. Suspeita-se que Navarro seja o homem que vai soltar Marcelo Odebrecht e enterrar a Lava Jato no STJ

Dilema

O delegado Eduardo Mauat, que investiga a Odebrecht na Lava Jato, foi reintegrado à Lava Jato depois de ser colocado na geladeira por algumas semanas. Fontes da PF, porém, garantem que Mauat não durará no posto até o fim do mês. Sua substituição à frente do inquérito contra MO já estaria garantida. Fãs de Mauat pedem a Eduardo Cardozo e Leandro Daiello que deixem o delegado onde está ou serão reproduzidos em bonecos infláveis.

Acareação

A CPI da Petrobras fez acareação em Curitiba entre o delator Augusto Mendonça e o ex-diretor da Petrobras Renato Duque e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari. Duque se mostra irritadíssimo com Mendonça, a ponto de quase desobedecer a orientação do advogado de permanecer em silêncio.

Luto

Morreu na noite de domingo, em Curitiba, por volta das 20 horas, o jornalista e colunista político Pedro Washington, aos 82 anos de idade. Ele sofria de enfisema pulmonar e morreu vítima de uma parada cardíaca. Seu corpo foi cremado ontem, no final da tarde, na capela Vaticano, onde foi velado.

Pedro Washington era especializado em assuntos políticos e assinou colunas em vários jornais do Paraná. Assessorou personalidades da política e da administração pública paranaense. O jornalista era assessor do presidente estadual do Partido Democratras (DEM) do Paraná, deputado estadual Elio Rusch.

Segundo amigos jornalistas, ele era um profundo conhecedor da política do Paraná. "Era uma enciclopédia viva, exerceu a política mesmo sem mandato, o poder dele era o da opinião. Ele era um conciliador", comentou a colega de profissão, Tisa Kastrup, que trabalha na assessoria de imprensa de Rusch.

Homenagem

Em 2012, o Plenário da Assembleia Legislativa, por unanimidade aprovou o voto de congratulações a Pedro Washington. A homenagem foi proposta na época pelo líder da bancada do PMDB, deputado Caíto Quintana, em reconhecimento pela obra "Paraná Político - História e Folclore", uma coletânea de crônicas e relatos sobre a política paranaense.

Panorama

Pedro Washington escrevia para o Jornal Indústria e Comércio e assinava colunas em diversas publicações do Estado, onde comenta sobre a política e coisas do cotidiano do Paraná e dos paranaenses. Como resultado de seu trabalho, o jornalista expandiu seus horizontes de atuação e foi responsável também pelo "Jornal Bravos Amores", que circula na Praia dos Amores no litoral de Santa Catarina.

Situações semelhantes

O Partido dos Trabalhadores (PT), em nota oficial emitida após entendimento entre o presidente Rui Falcão e o ex-presidente Lula, sai em defesa de seu até então diretor, João Vaccari Neto. Entre outras afirmações a nota informa que "por razões de ordens práticas e legais", seu tesoureiro pediu afastamento do cargo. As "razões" todos sabem, foi a sua prisão pela Operação Lava Jato, em função de cinco depoimentos dando conta de envolvimento do tesoureiro petista no esquema investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, em relação aos desvios ocorridos na Petrobras. Acrescido de depósitos em contas de familiares, aparentemente sem justificativa; além de altos pagamentos a uma gráfica ligada aossindicatos de Metalúrgicos do ABC e Bancários, supostamente por serviços não realizados. Impossível não ligar a atuação de Vaccari, com a de outro tesoureiro petista envolvido no "mensalão", outro momento em que o Partido dos Trabalhadoresse viu em meio a situações desabonadoras, culminando com as prisões de "petistas de alto coturno".  Delúbio Soares, além de José Dirceu, até hoje uma das mais importantes figuras da agremiação, por sinal igualmente sob suspeição na Lava Jato, foram os primeiros a serem condenados. Condenações leves por sinal, logo privilegiadas com "prisão domiciliar". No episódio quem"pagou realmente o pato" foram os publicitários, que as intermediaram e os dirigentes do banco em que as operações foram realizadas, todos eles com penas muito superiores. O que se espera, não ocorra na Lava Jato, muito embora já se anuncie a presença de agências de propaganda, especialmente envolvidas com o ex-deputado André Vargas, igualmente preso pela ação das Polícia e Ministério Público, federais.

Inconsequências

A preocupação dos dirigentes petistas em saírem em defesa de João Vaccari Neto, tem umsentido muito mais profundo que a solidariedade pura e simples a um companheiro: há uma preocupação de que, para salvar seus  familiares que estão sendo de alguma forma envolvidos na situação comprometedora de que o acusam, o ex-tesoureiro tente o mesmo recurso de outros presos na Operação. Uma delação premiada sua seria desastrosa pelo que se imagina,seja de seu conhecimento. Não apenas no PT mas igualmente em outras agremiações políticas, atitudes são tomadas sem medir as consequências. O perigo é virem a público!

Fogo no circo

Ontem, três personagens presos na 11ª fase da Lava Jato, prestaram depoimento. Hoje, as informações obtidas nessas inquirições de André Vargas (sem partido, defenestrado que foi do PT), Luiz Argôlo (SDD-BA) e Pedro Corrêa (PP-PE) devem estar circulando. Corrêa por sinal já cumpria condenação (amena) que lhe foi imposta pelo STF no julgamento do "mensalão".  André, assim como Vaccari, se disser tudoo que sabe, "põe fogo no circo".

Verdade absoluta

Os desentendimentos do presidente do Senado, Renan Calheiros, com o governo da presidente Dilma, e suas manifestações dúbias, fazem antever uma posição dura com o indicado pela presidente para ocupar a vaga do ex-ministro Joaquim Barbosa: um juristade competência e caráter amplamente reconhecidos pelos paranaenses e com os que com ele tiveram o privilégio de conviver. Fazendo coroà opinião dos paranaenses o jornalista Celso Nascimento afirmou: "Só mesmo uma razão antirrepublicana poderá impedir que o  jurista Edson Luiz Fachin torne-se ministro do Supremo".

Acordo de leniência

Uma decisão do Tribunal de Contas da União não é unanimidade: o direito dado à Controladoria-Geral da União de dar andamento aos acordos de leniência propostos por empresas investigadas na Operação Lava Jato, sem aval prévio do Ministério Público. Tais acordos funcionam como as delações premiadas concedidas a indivíduos:permitem que empresas investigadas forneçam informações para redução de pena. Para o governo interessa que as empresas, se punidas, não tenham suas operações completamente inviabilizadas.

Omissão

Na reunião dos partidos de oposição com os dirigentes do movimento "Vem para a Rua", um dos que organizam as manifestações populares, a oposição foi acusada de se omitir na tomada de posição contra o impeachment da presidente Dilma. Uma carta com a posição dos movimentos foi lida: destaque para o combate à corrupção.

Pacto federativo em xeque

Os de melhor memória haverão de lembrar-se: um dos momentos mais férteis, financeiramente, para os municípios brasileiros, ocorreu no primeiro governo revolucionário. Com as mudanças na arrecadação, criação do ICMS, no governo de Castelo Branco, com a parte que cabia aos municípios sendo obrigatoriamente depositadaem 72 horas, as municipalidades brasileirasviveram momentos de euforia. Como era de seus interesses, municípios passaram a exercer rigorosa fiscalização, com postos de controle nas entradas e saídas de mercadorias. Como costuma acontecer, planejamento futuro foi olvidado! Tudo mudou quando Delfim Neto, ministro da Fazenda, afirmando que os prefeitos, com tanto dinheiro, passaram a construir fontes luminosas, mudou o sistema. A nova ordem era "crescer o bolo para depois distribuir", centralizando os recursos. Nem é preciso lembrar que essaarrecadação concentrada em Brasília, mudou a cara da Federação. Estadose  municípios passaram a viver "com o pires na mão". Se antes o pacto federativo, beneficiou os entes federados, estados e municípios, por pouco tempo através uma "revolução", agora, com o enfraquecimento do poder central, uma nova redistribuição vem sendo proposta. Tem à frente o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que aproveita a fragilidade governamental para conquistar seus momentos de glória. O problema reside em que tal redistribuição, vem numa fasede vacas magras no governo federal. O mesmo que propõe um pesado ajuste fiscal que transfere ao brasileiro comuma responsabilidade de pagar os erros da equipe econômica do primeiro mandato da presidente Dilma. Indiferentes às dificuldades do governo, prefeitos que vivem sufocados pelahegemonia implantada pelo poder central, veem no momento atual,  a oportunidade de mudar. Um deputado paranaense, Sérgio Souza (PMDB), vice-presidente da comissão especial que estuda mudanças no pacto federativo, acha que o parlamento deve aproveitar o momento e servir de "caixa de ressonância" do descontentamento das ruas.

Paraná prejudicado

"O pacto federativo vem sendo agredido todos os dias", afirmou Eduardo Cunha em São Paulo. Propiciando a força que adquiriu a manifestação dos prefeitos em Brasília, esta semana, pressionando o Congresso a votar a renegociação das dívidas. Outras mudanças,são tidas como necessárias. Um assunto de que esta coluna sempre se ocupaé lembrado pelo deputado Luiz Carlos Haully (PSDB-PR): despesas públicas com educação, vinculadas em 18% das receitas da União, 25% dos estados e 25% dos municípios. "O Paraná gasta35%, muito em função das universidades estaduais. Mas o ensino superior é responsabilidade da União", lembra ele.

Paraná esquecido

Está aí um ponto que de há muito o Estadovem tentando reverter. O ensino superior aqui foi simplesmente ignorado pelo governo federal, num momento em que o Paraná experimentava grande expansão. Ficamos reduzidos à pioneira UFPR, fruto do idealismo de paranaenses, há mais de cem anos. Nortes, Pioneiro, Novo e Noroeste explodiam em crescimento. Ao mesmo tempo, sudoeste e oeste paranaenses se expandiam, forçando o governo do estado a criar universidades estaduais, ante a indiferença do poder central, responsável pelo ensino superior. Em ascensão, mas sem força política, o Paraná assistia Rio, Rio Grande do Sul e Minas, principalmente,  serem aquinhoados fartamente com universidades federais. Nunca tivemos força para mudar esse quadro.

Paraná em transformação

A maneira como o Estado foi tomado pelo desenvolvimento,com gente de todos os cantos convergindo para cá, nas décadas de 30, 40, 50 e 60 do século passado, paulistas e mineiros,ocupando o norte; catarinenses e gaúchos, o sudoeste, oeste e parte do centro-oeste, explica mas não justifica a indiferença do poder central. Sem falar nas imigrações estrangeiras. Gente que trazia força de trabalho, mas distante dos problemas que eram gerados pela própria expansão, talvez tenha levado ao desinteresse momentâneo por problemas que o tempo criaria. A riqueza gerada em seguida, especialmente com a cafeicultura, turvou a visão de futuro dos governantes que não conseguiram fazervaler os direitos do Paraná. Padrão de riqueza que sofreu abruta mudança no dia 18 de julho de 1975, com a geada que derriçou os cafezais paranaenses. Assunto contado no livro,recém produzido, "No tempo do Canet", em que essa mudança no perfil econômico do Paraná, é descrita.

No caminho da virtude

Talvez o gesto mais significativo desta Semana Santa, de ambiente econômico carregado no país, tenha sido a marcha organizada por evangélicos em Cascavel, para rezar pelo Brasil. Um final de semana que contou inclusive com um triste fato ligado a político brasileiro, o governador Geraldo Alckmin, com a esposa, católicos praticantes, que perdeu um filho na vésperado dia em que se rememora a morte de Jesus Cristo. No passado uma imagem era vendida nos meios artísticos para identificar o Brasil como o país de nascimento de Deus, tantas eram as benesses oferecidas ao país; clima bom, natureza farta e bela, povo bom. De repente, tormentas já não são raras. O que mudou! Teria Deus cansado de ser brasileiro! Nada disso. A globalização, que internamente fez a informação adquirir uma velocidade jamais imaginada, numa prova de que o que existia era a ignorância da realidade, desnudando inclusive as malfeitorias que sempre existiram, e o Brasil real apareceu. Prova de que, assim como o sol é o melhor dos antissépticos, a transparência absoluta restabelece as verdades. Muito do que se imaginava mito, em realidade era "mico". Verdade que nem sempre revelar a malfeitoria tem revertido em punição. Até porque a própria Justiça ainda não se desfez de certos "vícios de origem", que deram voz à expressão: "ela é feita para pobres e negros". Aos poucos porém, até esse tabu vai cedendo aos novos tempos. Aí estão o 'mensalão', embora ainda suavizado e agora o 'petrolão', com gente importante recebendo visitas de familiares em prédio que é extensão de presídio no Paraná. Há um recado implícito nesses episódios: o Brasil começa a se moralizar. Talvez com esses fatos agora revelados e em julgamento, juntados a outros que virão, na medida em que os tentáculos do Ministério e da Policia, federais, começam a se estender em outras direções, o Brasil tome o caminho da virtude. Falta apenas a política entrar por esse caminho para que Deus resolva readquirir sua condição de nosso compatriota.

Nariz vermelho

Uma brincadeira (de mau gosto) do presidente do Atlético Paranaense, Mário Celso Petraglia, ao inaugurar o teto retrátil da Arena, deu margem a gozações. "O circo está pronto. Falta o palhaço", disse ele. Milhares que acompanham os dribles do presidente para pagar a conta da reforma, repudiada por muitos por ter dinheiro público difícil de ser recuperado na obra, viram um "narizinho vermelho" vindo em suas direções. Como alertava meu velho pai: "negociar com certas pessoas, salvando a sacaria já fez bom negócio". Alerta que serviria à Prefeitura de Curitiba e o governo do Estado.

Arquivamento provável

Com a negativa de afastamento do deputado Nelson Justus, acossado por denúncias do Ministério Público Estadual, por situações de sua administração como presidente da Assembleia, de 2007 a 2010, pelo Tribunal de Justiça, é tido como certo nos meios políticos que a Comissão de Ética da Casa vai seguir o mesmo caminho. A favor dessa decisão pesa o fato de a própria Comissão ter arquivado, em novembro de 2010 um pedido de cassação contra Nelson e Alexandre Curi, feito pelo PV.

Brasileiro comum

A farra aérea vai acabar. Já não se verá mais jatinhos da FAB cortando os céus do país com a mesma frequência. Com 39 ministérios a requisitar aviões para viagens de seus titulares, a passeio, para ida e vinda nos finais de semana, o custo para a FAB era enorme. Proibir a festa, foi uma forma da presidente mostrar que está economizando. Maiscortar voos que ministérios deve ter pensado! Vai ser comum agora encontrar ministro em avião de carreira!

Opinião clara

Pelo menos a opinião de um deputado federal paranaense sobre a redução da idade penal, já se conhece. Valdir Rossoni, pensa assim: "O Brasil adiou a discussão deste tema e isso resultou em aumento da violência. Este é o fato e temos de tomar uma decisão".

Humildade afinal!

A inesperada demonstração de humildade exibida ontem pelo Chefe da Casa Civil, Aloísio Mercadante, comparecendo à TV para demonstrar que o governo reconhece o direito democrático do povo de demonstrar sua insatisfação, com o panelaço exibido durante a fala da presidente  Dilma, a pretexto de homenagear o Dia Internacional da Mulher, pode ser um bom sinal. De que finalmente nossas autoridades maiores estão descendo “do salto alto” que exibiram até dias atrás,  quando não reconheciam as dificuldades impostas ao povo, gerando o índice de insatisfação que começa a extravasar. Ainda sem ter a dimensão do que poderá vir nos próximos dias 13 e 15. A tentativa da presidente de conseguir apoio para o quadro que se enfrentará  “pelo tempo que for necessário”, para usar suas próprias palavras,  mas que  “se estenderá até o final do segundo semestre”, significa dizer em português bem claro, até o final deste ano, no mínimo.  Para quem desmente as afirmações  feitas  até meses atrás,  no ano que passou, “estar tudo sob controle”, um avanço. Assim como reconhecer agora que,  a crise de 2008 não foi  “uma marolinha” como a classificou o ex-presidente Lula;  momento que para o Brasil foi a oportunidade jogada fora, se o governo tivesse usado aquele momento para promover as reformas que o Brasil precisa, inclusive reduzindo substancialmente os gastos com a máquina pública. A humildade que faltou naquele ano, o governo, premido pelas circunstâncias, assume agora. Nem que seja só para efeito externo, para fingir que foi a crise internacional da qual os países já começam a sair, a responsável pela situação atual. Não a teimosia da presidente, insistindo numa política suicida que serviu apenas para garantir a reeleição. Resta agora que a presidente e sua assessoria, tida como fraca, deem  provas de estar encarando com seriedade a nova proposta encabeçada pelo ministro Joaquim Levy, contestada pelo próprio PT. Hoje é ele o nome que avaliza, junto ao mercado e às agências internacionais de avaliação,  o governo Dilma. Vai precisar de muito apoio para levar avante o seu projeto de recuperação econômica do país. Caso contrário...

Preocupação consciente

Os que ainda restam com conceito na classe política (e esses nomes felizmente existem, mais do que se imagina), veem com preocupação a decrescente  credibilidade que toma conta da população consciente, em relação ao futuro político do país. Isso por que, na quadra atual, está difícil convencer gente de bem a ingressar nos partidos políticos. Significa dizer que, como lugar não fica vazio, os espaços serão cada vez mais ocupados por gente sem nenhum espírito cívico.

Tempo demais

O lamentável, depois da divulgação das dezenas de nomes supostamente envolvidos em situações grotescas deslindadas pela Operação Lava Jato, é a certeza da  demora com que as investigações serão feitas, no emaranhado de recursos que as várias instâncias a que os processos são submetidos,  conduzem. Há quem veja tempo não inferior ao do mensalão para se chegar a condenações. Tempo suficiente para o assunto cair na vala comum da certeza de impunidade,  que logo tomará conta do momentoso assunto  na opinião pública. Ainda com os pífios resultados que se viu naquele doloroso episódio. Bom para quem deve; ruim para eventuais inocentes!

Filho bastardo

O colunista que conhece de há muito, até por participação direta em alguns governos, como o operoso período de Jaime Canet Jr., de resultados extraordinários com apenas 12 secretarias, não consegue entender a dificuldades em se explicar a atual conjutura. A pergunta, “onde foi parar o dinheiro?”, tem explicação no tratamento recebido por este Estado no decorrer dos anos. Basta ao governo rememorar  os episódios em que o Paraná foi subtraído pelo governo federal, e a opinião pública entenderá o quanto ele foi espoliado. Não foram apenas os recursos dos dois últimos anos, arrancados a “fórceps”, num momento em que pela sua representação política (4 ministros) deveria ter sido muito bem tratado! Os maus tratos vão muito além! O Paraná, afora alguns poucos e pontuais  períodos,  sempre foi o filho bastardo da “Federação”!

Um país nu!

Parece que uma onda de insensatez vem tomando conta do país nestes últimos tempos. Não bastassem os aumentos auto atribuídos  por categorias funcionais das quais se espera equilíbrio absoluto,  pela importância das decisões que cabe a elas emanar;  de lideranças como ex-presidente Lula, deixando a postura equilibrada  exibida desde que deixou o governo, com  poucos deslizes, inclusive aparentando cautela durante o desenrolar da campanha eleitoral da qual parecia em alguns momentos estar ausente,  de repente surgem frases como a pronunciadas na recentes reuniões de seu partido. A ameaça de "colocar as  tropas do MST nas ruas", só pode ter sido dita num momento de excesso etílico! Uma provocação inaceitável, quando se anuncia que o povo que saiu às ruas em junho de 2013, mais uma vez ameaça vir demonstrar seu descontentamento com o absoluto descontrole que parece atingir o país, deixando sérias dúvidas sobre o seu futuro econômico;  em que  se desdiz tudo o que se afirmou dias atrás  na campanha eleitoral , impondo expansão da alta carga tributária que já sufoca os brasileiros. Não bastam os escândalos que surgem a cada dia, envergonhando e irritando os filhos deste país!  Aumentos que culminam com a explosiva manifestação dos caminhoneiros, desnudando  o absurdo a que foi conduzido o Brasil no correr dos últimos 70 anos, por uma decisão política que privilegiou o transporte rodoviário, deixando o país refém dessa categoria de profissionais! De repente todas as mazelas a que o país  foi conduzido,  vem à tona, a começar pela constatação de que a corrupção se tornou endêmica.  Se estivéssemos no período imperial, a expressão cabível seria "o Rei está nu!" No Brasil de hoje são a insensatez, os desmandos da classe política, toleradas pela  indiferença de  categorias às quais caberia dar exemplo de controle e sobriedade,  que estão deixando nu,  um país antes apontado como a nação do futuro. O que fizeram com Ele, perguntarão as futuras gerações em tempos que não tardarão a chegar!

Estertor da greve

A continuidade da greve dos professores, antes apoiada por grande parte dos paranaenses pela justeza da causa, começa a perder força pela impressão  de que se transformou em instrumento de pressão política de um sindicato que  extrapola sua função de defensor da classe, para se fortalecer politicamente. O retardamento na convocação da assembleia para decidir os destinos do movimento, cujas principais reivindicações parecem ter sido contempladas, é injustificável, ante a urgência pelo reinício das aulas reivindicado por alunos e pais.

Reivindicações necessárias

Assuntos como número de alunos em sala, precárias condições de alguns estabelecimentos de ensino, falta nos quadros administrativos, são discussões permanentes,  às quais, isso sim, o sindicato deve se entregar, apresentando seus argumentos  diante de um governo que agora se mostra mais propenso ao diálogo. É preciso parar de só aparecer para estimular reações.

Lição de casa

Uma lição a greve dos caminhoneiros deve deixar: a absoluta dependência de um país de dimensões continentais, a um único modal de transporte de cargas. Os exemplos  deixados por ingleses, em décadas iniciais do século passado, entrecortando principalmente São Paulo de ferrovias, e algumas outras estradas que compunham a Rede Ferroviária Federal,  logo deixadas às traças, foram esquecidas ou jamais aprendidas. As novas gerações de governantes nacionais, nunca ouviram a frase que marcou o governo de Washington Luiz, governante deposto pela revolução que entronou Getúlio Vargas:  "governar é abrir estradas". No caso brasileiro, de ferro, hidrovias, cabotagem. Num país que copia os estrangeirismos, o exemplo do primeiro mundo e suas malhas ferroviárias, deveria ser imitado. Não mirabolantes e superfaturados trens-bala, Rio/São Paulo/Campinas!

Esperança limitada

Algumas ideias começam a aparecer nas discussões preliminares sobre a reforma política: voto não obrigatório, limitações no financiamento de campanhas, voto distrital ou misto, fim da reeleição, fim do fundo partidário para sustentar partidos. Muitos outros precisam vir ao debate, inclusive diminuindo a safra de partidos políticos que crescem  como ervas daninhas. Difícil vão ser políticos, principalmente "os 300 malandros que o Lula constatou quando deputado", votarem em ideias que contrariam seus interesses.

Um pouco de História

Um assunto da coluna na semana encheu a posta restante com questionamentos. O assunto em pauta foi a lembrança das perdas que a  suposta  “Federação brasileira” tem imposto ao Paraná no decurso dos anos e dos variados governos. Ante a tolerância dos paranaenses. Falamos das perdas do ICMS da energia gerada no Paraná pela Constituição de 88. Com um agravante em que a coluna não tocou. Enquanto José Serra, deputado por São Paulo à época, introduzia esse parágrafo na lei do ICMS, beneficiando seu estado que passava a cobrar o imposto da energia “na fonte de consumo”, gerando um prejuízo de centenas de milhões de reais ao Paraná, “fonte geradora” em rios como o Paranapanema (usinas da Cesp), no Paranazão (Itaipu), e no Iguaçu (Copel e Eletrosul) – os bonus para outros estados e os ônus (terras agricultáveis, êxodo rural, problemas sociais) para o Paraná, que faziam alguns de nossos parlamentares? Cuidavam do Centrão (semente do mensalão),  uma arrecadação de propinas de grandes empresas para introduzir na Constituição-Cidadã,  pautas de seus interesses (pouquíssima gente soube disso!). A coluna citou igualmente os prejuízos com a instalação de sete universidades estaduais (constitucionalmente obrigação federal), desde o governo de Paulo Pimentel (UEL – Londrina,  UEPG-Ponta grossa e  UEM-Maringá inicialmente), para cobrir uma lacuna que o governo federal não cuidará de atender. O Paraná ficou reduzido à pioneira UFPR (única federal até então) enquanto Minas, Rio (Capital Federal, então) e Rio Grande do Sul recebiam um total de 25 universidades federais. A isso se chama, resultado de força política que aqui nunca houve, pela colonização heterogênea do Estado. Ser o “cadinho do Brasil – onde todas as raças e origens se fundiram” como lembrou Bento Munhoz, teve seu preço. Gauchos e catarinenses plantaram uma colonização extraordinária no oeste e sudoeste mas, a maioria seguiu em frente colonizando outros estados, levando os CTGs, chimarrão e demais tradições, junto. Paulistas e mineiros, igualmente colonizaram o norte (no auge da cafeicultura) mas levaram muito do resultado para enriquecer  São Paulo e Minas. Resta à nova geração consolidar um Paraná forte!

Dois pesos

A imprensa nacional não se omite. Cobra da “diplomacia brasileira” uma postura coerente. Até quando a cláusula democrática,  supostamente quebrada pelo Paraguai no afastamento de Fernando Lugo (a Constituição local permitia) não será invocada nas atitudes dos governos venezuelanos, visivelmente ditatoriais! A troca do Paraguai pela Venezuela no Mercosul  foi puramente ideológica!

Constatação indiscutível!

O governo do Paraná não conseguiu fazer o que pretendia em relação a sanar suas dificuldades financeiras. Foi vencido pelas resistências das categorias funcionais públicas menos beneficiadas. Enquanto professores reivindicavam manutenção de pequenas benesses obtidas, acrescidas aos parcos salários, na vizinhança do acampamento de resistência montado defronte ao Palácio Iguaçu, outras categorias vizinhas (TC e TJ) se fartavam com altas benesses. Constatação: se os orçamentos desses órgãos, embutidos no  do Estado, comportavam acréscimos como o auxílio-moradia, tais orçamentos estavam certamente inflados!

IR maroto

O veto da presidente Dilma ao projeto de aumento da atualização do Imposto de Renda, em aproximadamente 2% - de 4,5 para 6,5% - trouxe à baila um assunto que só os que são do ramo de economia, conheciam: de 2% em 2%, diferença entre a inflação real anual  e a atualização do IR, o governo já se apropriou de mais 60% nos últimos anos. Diferença que faz com que, gente com quase dez salários mínimos no passado não pagasse IR. Hoje, com pouco mais de dois salários mínimos já se sofre a mordida do Leão. Um absurdo incidente sobre salário (baixo)  não sobre renda!

Negociatas

A par da necessidade de forçar grandes devedores do Estado ao pagamento (mesmo que via parcelamento como prevê o novo projeto), o governo do Estado precisa tapar um ralo por onde grandes negociatas são feitas (por gente com informação privilegiada) com prejuízo do erário: trata-se do pagamento de dívidas por precatórios (dívidas do estado transformadas em créditos que tardam a serem pagos). O credor, face ao atraso no recebimento, vende o papel com deságio que chega a 80%: de R$ 1 milhão comprado por R$ 200 mil. O pagamento da dívida ao governo pelo mesmo papel, pelo valor de face: R$ 1 milhão.

De corruptos e corruptores

Uma frase forte do juiz Sérgio Moro, repercutida pela jornalista Míriam Leitão, justifica as divulgações dadas aos depoimentos dos denunciados pela Operação Lava Jato, sem direito a foro privilegiado; este por sinal,  uma excrescência que precisa ser abolida. “Se todos são iguais perante a lei”, não há porque abrir exceção aos ocupantes de cargos eletivos, a não ser quando se tratar dos chamados “crimes de opinião”. Teria afirmado o Dr. Moro: “Não cabe ao Judiciário ser guardião de segredos sombrios”, e com isso abrindo ao público através da imprensa, revelações que dão conta de como a teia de corrupção se armou,  em relação à momentosa investigação a que é submetida a  Petrobras. Conluio entre corruptores e corruptos, que já se fizera presente em outros casos como o “mensalão”, dos poucos  em que punição, mesmo branda, foi sentenciada a corrompidos. Este colunista que assistiu uma oferta a seu velho pai, prefeito de sua cidade natal em anos da década de 40 do século passado, numa obra da estrada de ferro Sorocabana, sabe que esse é um tema recorrente na administração pública brasileira. Lembra-se do espanto de todos por não ter sido a tentadora proposta aceita, o que prova que muitos repudiam a corrupção  ‘da boca pra fora’. Aos que, tendo oportunidade,  não se rendem à tentação,  classificam como “burros”. No caso do atual escândalo que enlameou a estatal petrolífera brasileira e a deixa em imensas dificuldades para seguir em sua missão, algumas tentativas estão sendo feitas para mudar o rumo das investigações ou livrar gente e até instituições, encalacradas até o pescoço. Caso da manifestação  do atual presidente do PT, Rui Falcão, em defesa do tesoureiro da agremiação, afirmando que “o Partido só recebeu doações lícitas e devidamente registradas”! Afirmação que lá atrás, por ocasião do julgamento do mensalão, foi desmentida pelo então tesoureiro Delúbio Soares, que admitiu a existência de caixa 2: “dinheiro não contabilizado”, afirmou. Felizmente, a cada dia, novos fatos se somam para evitar que o dramático episódio seja enfiado para baixo dos tapetes, como é norma neste país. Daí as críticas às audiências concedidas pelo ministro  José Eduardo Cardoso, da Justiça, a advogados das partes denunciadas. Atitude  que confirma uma velha frase do então médico/deputado Paulo Camargo: “Todo mundo por mais inteligente e preparado, tem cinco minutos de burrice no dia”. Menos mal se no caso do ministro, for mesmo isso!

Fogo amigo

A audiência do ministro da Justiça a advogados das partes envolvidas na Operação Lava Jato,  tem dado ‘pano pra manga’. Algumas sutilezas do caso, como o registro das audiências, demonstram que havia preocupação em não identificar o objetivo dos encontros. Sabia sua assessoria que o tema era explosivo. O curioso é que as repercussões do caso, interessam aos que dentro do governo com ele disputam a indicação para a vaga do ministro Joaquim Barbosa, no STF.

Trabalhadores...

Na confusão em que se transformaram as disputas entre governo e prefeituras, ante os aplausos dos grupos que há dezenas de anos “são sacrificados pelo mau negócio” que é o sistema de transporte coletivo da Região Metropolitana de Curitiba, alguns resultados negativos já se observam. Caso dos trabalhadores de Araucária com emprego em Curitiba. Especialmente domésticas. Com a passagem ida e volta desconectada da Integração, por dia pagarão em torno  de R$ 12 reais (não obstante internamente a prefeitura tenha baixado para R$ 2,50), o que inviabilizará centenas de empregos.

...prejudicados

No sistema integrado da Região Metropolitana de Curitiba, o município de Araucária é o que melhores condições tem de bancar até a gratuidade do transporte coletivo. Trata-se do segundo orçamento municipal do Paraná, só inferior ao de Curitiba. Município com pouco mais  de 150 mil habitantes, supera em arrecadação os 397 outros, entre os quais Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, Foz do Iguaçu, para só citar alguns. No cenário de dificuldades vivido pelos demais municípios, um  orçamento para ninguém botar defeito!

No escuro

Até o momento em que esta coluna era redigida, nenhuma  informação existia circulava sobre  a reunião entre representantes do governo do Paraná e da APP-Sindicato, em que as reivindicações classistas que redundaram na greve que já se estende por mais de dez dias, deixando sem aula em torno de 1 milhão de alunos, seriam analisadas.

Aprendizado (que se espera) definitivo!

O desabafo do novo presidente da Assembleia Legislativa, Ademar Traiano, por incidentes de piores consequências não terem ocorrido na semana marcada pelo confronto entre manifestantes, especialmente professores,e governo do Estado, tendo como palco as instalações da ALEP, veio sob a forma de uma decisão que faz jus à sua experiência: o fim dos "tratoraços", mecanismos que os deputados da base eram obrigados a adotar,  pela urgência exigida pelos governos na votação de determinados projetos. Pensando bem, não há justificativa para tais urgências! Como no caso atual, medidas extremas para redução de custos da máquina estatal, sempre com a retirada de vantagens anteriormente concedidas, não se justificam, na medida em que eram situações já existentes que simplesmente se agravaram pela falta de decisões oportunas. Igualmente o recurso de aumentar a arrecadação através novas taxações,não exige genialidade; apenas coragem de implantar. Difícil é retirar vantagens depois de implantadas, é importante repetir! Ocorre que ao cenário brasileiro de alta carga tributária e má prestação de serviços públicos – "casa onde falta pão, todos brigam e todos têm razão" -deve-se a enorme dispersão dos vultosos recursos arrecadados pelos governos  em atividades que não deveriam fazer parte do rol de suas responsabilidades. Um exemplo recente é a identificação de repasses bilionários do Tesouro ao BNDES, que por decisão interna (com influência externa)beneficiou algumas empresas qualificadas como de "amigos do "chefe", numa  tentativa absurda de criar um rol de grandes corporações nacionais, com dinheiro público! Tipo JBS, Eike Batista (com o resultado que se vê), financiando construção de Porto em Cuba, e por aí vão mal aplicados os recursos colhidos em malfadados impostos. Quando algum governo tiver a coragem de cuidar de educação, saúde, segurança, deixando outras atividades para a iniciativa privada, dinheiro não vai faltar e a qualidade dos serviços oferecidos, aumentará  substancialmente. Em todo caso, como disse Traiano em relação ao fatos da semana: "Ainda conseguimos agir com o equilíbrio necessário , no tempo e no momento certos. Diante de tudo, um aprendizado definitivo".

Cenas...

A atabalhoada decisão de trazer os 30 deputados da base governista, do Chapéu Pensador, antigo refúgio criativo de Jaime Lerner agora usado com outro objetivo, para a Assembleia num ônibus da tropa de choque (confundido com camburão) com poucos assentos reservados às mulheres parlamentares, com cenas de um ridículo extremo, a começar pela necessidade de cortar as grades na parte traseira do prédio para dar acesso a suas excelências, acabou se transformando numa crônica do ridículo. Sorte do deputado Elio Rusch que, por sempre chegar muito cedo, já se encontrava no seu gabinete.

... a serem apagadas

Uma das críticas que se faz às grandes redes de comunicação é darem pouco destaque ao Paraná no noticiário nacional. Um exemplo clássico é a previsão do tempo, em que raras vezes o clima paranaense é mostrado no mapa meteorológico.  Desta vez, nada a reclamar. Evitou-se assim que episódios como esse colocassem nossos parlamentares em constrangimento nacional.

Carnaval criativo

Um sistema de rodízio dos professores em greve foi estabelecido para um plantão permanente na Praça Nossa Senhora da Salete, em frente à Assembleia e ao Palácio Iguaçu. Várias "atrações" desfilarão para distraí-los: concursos de marchinhas e charges, atividades culturais,serão promovidos pela APP Sindicato para superar a calmaria que tomou conta da região depois dos dias movimentados da semana.

Família em destaque

Não bastassem as repetitivas inserções do Partido Solidariedade utilizadas pelo deputado Fernando Francischini para destacar sua participação como Secretário de Segurança no governo Beto Richa, mais as movimentações para dar segurança aos deputados, ameaçados pela turba enfurecida pela tentativa de votação do "tratoraço", um vídeo em que o deputado Felipe Francischini supostamente faz críticas aos invasores da AL que circula na Internet e merece correção na conta de Fernando,  no Facebook . Em defesa do filho, o Secretário postou um vídeo em que o parlamentar nega ter chamado os professores de "burros". "Felipe responde à montagem de vídeo montada pela vagabundagem do PT, infiltrada na Assembleia", afirma o texto.