Pedro Washington
CPI chapa branca

Como previsto, começa com jeito de “chapa branca” a CPI da Petrobras no Senado, presidida por um senador governista, Vital do Rego (PMDB-PB), tendo como relator José Pimentel (PT-CE). Invertendo a decisão do STF que determinou exclusividade no tema, Pimentel anuncia inclusão do Porto de Suape na investigação, dirigindo a tentativa de desgaste ao ex-governador de Pernambuco, virtual adversário de Dilma na disputa eleitoral. Sua profissão de fé na estatal não deixa dúvida sobre o rumo que pretende tomar: “Que não sirva esta CPI de aríete de interesses escusos, capitaneados pelas mesmas forças políticas que nunca acreditaram no potencial do Brasil, na altivez de seu povo e na capacidade da Petrobras”. Mais comprometido, impossível! Afirmação feita no momento em que aqui se anuncia que o Tribunal de Contas da União vai investigar se usina no Paraná é “mini-Pasadena”. Explico: uma usina de biodiesel em Marialva, norte do Estado, foi adquirida parcialmente pela estatal em dezembro de 2009. A Petrobras comprou 50% por R$ 55 milhões. A suspeita é de que a usina teria sido adquirida integralmente, dois meses antes, pela BS Bios Sul Brasil por R$ 37 milhões. Situação semelhante, por estranha coincidência, à ocorrida em Passo Fundo em 2011. De novo parceria com a BS Bios. De novo, R$ 133,1 milhões num relatório, pagos por 50%. Em outro, de 2013, R$ 144,7 milhões. Como afirmado pela coluna dias atrás, parece que a Petrobras tem péssimos negociadores. A continuar nessa cantilena, vai ficar provado que, ao contrário do “slogan” vendido aos brasileiros desde que Getúlio Vargas a fundou, “o petróleo não é nosso”. É de espertalhões que estão provando que ao invés de poços de petróleo, está se cavando “poços de corrupção”. Nos últimos tempos a estatal só é motivo de notícia ruim. Ainda agora o ministro Mantega, em depoimento na Câmara Federal repetiu o que a presidente Dilma, na qualidade de presidente de seu Conselho afirmara: “Se tivéssemos as informações corretas não teríamos recomendado a compra da Pasadena”. Um prejuizinho de pouco mais de US$ 1,3 bi. É pouco ou o senador Pimentel quer mais!

“Caminho da galhofa”

A quebradeira de ônibus no Rio de Janeiro, parece coisa orquestrada! Pelo andar da carruagem, em pouco tempo não se terá mais transporte coletivo na antiga Capital Federal. O estranho é, as ações  serem  promovidas por dissidentes do Sindicato oficial que negociou um aumento de 10%. Pretendem absurdos 40% que obrigariam um acréscimo nas passagens, gerando novas manifestações e novas quebradeiras. Estamos no “perigoso caminho da galhofa”!

Ocupando espaço

Enquanto no Paraná o PMDB discute os caminhos que irá tomar, candidatura própria, apoio à reeleição de Beto com Caíto Quintana na vice, o deputado Dr. Rosinha do PT vai propor sua candidatura ao Senado, na vaga reservada a Osmar Dias na chapa de Gleisi Hoffmann. Depois de Osmar desistir, André Vargas, agora sem partido, entrara na disputa. Dr. Rosinha segue o conselho de Dom João a Dom Pedro I: “antes que algum aventureiro lance mão”...

Divergências

O PMDB paranaense por seu lado, se prevalecer a tese do apoio a Beto, irá na contra-mão do nacional. Tenderá a apoiar a candidatura de Aécio Neves, do PSDB como Richa. Soma-se assim ao do Rio que só apoiará Dilma se o PT não confirmar a candidatura própria e somar com o governador Pezão. No Rio Grande do Sul e no Ceará o apoio a Dilma enfrenta dificuldade entre os peemedebistas.

Em choque

Uma condenação que a 4ª. Vara da Justiça do Paraná aplicara a Jaime Lerner foi revertida. Determinava multa milionária ao ex-governador, acusado pelo Ministério Público de ter autorizado o pagamento de indenização a dois cascavelenses, em créditos tributários de R$ 40 milhões. Constatada a não realização do pagamento irregular, o estorno da decisão reverte sanções aos supostos beneficiários de tais créditos. O MP não confirma recurso à nova decisão.

De críticas e esclarecimentos

Afastado das lides oficiais desde há muito, o colunista poucas vezes tem ouvido longas explicações do governador Beto Richa, alvo de inúmeras críticas de seus concorrentes em relação às dificuldades vividas pelo governo paranaense, especialmente em relação à efetivação de empréstimos obtidos junto a organismos nacionais e internacionais. Desde sua posse no governo, em janeiro de 2010, também não dera explicações sobre as condições em que recebera o Estado, depois de oito anos de mandato de Roberto Requião e resquícios do segundo mandato de Jaime Lerner, com o malfadado pedágio vitimando o transporte rodoviário em função de seus altos custos. Uma medida necessária na medida em que poucos eram os investimentos na malha rodoviária federal no Paraná, prejudicada pelas excessivas concessões na negociação. Dando vaza a que Requião fundamentasse sua campanha de retorno ao governo, num compromisso jamais cumprido: “Pedágio, baixa ou acaba”. Nem uma coisa, nem outra, como se viu. Sobrou para o atual governo, que fez da tentativa de negociação com as concessionárias dos pedágios, um dos seus “cavalos de batalha”. Outras situações porém eram passíveis de críticas, sendo que Beto deixou-as à parte. Inclusive a pouca disposição de Requião para o trabalho, preocupado com seus cavalinhos ganhos de presente à partir de sua mudança para o Canguiri. Situação inaceitável para um governador que tinha residência em Curitiba.  Passeios que culminaram certa vez com um “cair do cavalo”, literalmente, e atendimento no Hospital Angelina Caron. Uma esclarecedora e madura entrevista de Beto Richa no programa Roda Viva da TV Cultura de São Paulo, e outra à Band News, Curitiba, colocaram muita coisa em seu devido lugar. Para os “betistas”, uma pena que tais entrevistas não tivessem sido concedidas ao início do mandato. Muita crítica teria sido evitada!

Legados da Copa

Um levantamento dos compromissos assumidos em relação à Copa, apenas na capital paranaense, deixa a certeza de que ficarão mais problemas que soluções, ao final. A começar pelos assumidos pela Prefeitura e Governo do Estado, ao tempo em que o orçamento da Arena era de R$ 187 milhões. A diferença para os prováveis quase R$ 400 milhões, se obras complementares como o teto retrátil forem ultimadas, ainda é tema de discussão com a CAP/SA.

Legados da Copa (II)

As obras de mobilidade assumidas pelo Estado e pela prefeitura curitibana, mesmo que com recursos federais, igualmente apresentam problemas. O que não for concluído, poderá ter sua continuidade comprometida. É da índole administrativa brasileira! Isso, mesmo levando em consideração que algumas das previstas como o anel ferroviário norte-sul, reformas e adaptações da Cândido de Abreu, entre outras, foram simplesmente eliminadas do projeto-Copa.

Política fiscal?

A ânsia arrecadadora do governo federal, leva a situações grotescas como a que ocorreu em relação ao aumento de impostos incidentes sobre bebidas frias. Depois de anunciado pelo ministro Mantega, aumento que geraria R$ 1,5 bi a mais, em arrecadação, o recuo em função da ameaça de sustação nos investimentos anunciados pela Ambev (R$ 2,5 bi) e 200 mil desempregos. “Isto não é política fiscal; é desespero fiscal” criticou o presidente da Abrabe.

Foro privilegiado

A sorte do deputado paranaense André Vargas, além da Comissão de Ética da Câmara, estará nas mãos dos ministros do STF. Com o entendimento do juiz federal Sérgio Moro de haverem indícios de intervenção do parlamentar em favor do laboratório Labogen, do doleiro Youssef, em convênio com o Ministério da Saúde, o assunto passa ao julgamento da suprema Corte.  

Em choque

Um lúcido e corajoso artigo do escritor londrinense Domingos Pelegrini intitulado “A dita branda”, colocou uma discussão em seu devido lugar: comissões da verdade à esquerda e à direita, não gozam de unanimidade nacional.

Obras bem-vindas

A visita da presidente Dilma, sob o pretexto inicial de conhecer as obras da Arena da Baixada, pertencente ao Atlético Paranaense e que, por se tratar de estádio particular alvo de críticas por receber investimentos públicos, acabou representando uma série de promessas que deverão alavancar a administração do prefeito curitibano Gustavo Fruet, frustrada inicialmente pela pesada carga de dívidas que recebeu. De fato! Se as obras anunciadas forem executadas, um grande reforço estará dado a sua administração pelo governo federal. Exatamente o contrário do que ocorreu com o governo do Estado, castigado pela intervenção política de adversários, supostamente responsáveis pelas dores de cabeça que Beto Richa sofreu, na liberação de empréstimos superiores a R$ 3 bilhões, a cada dia retidos sob uma nova desculpa. O que vai acabar gerando a ele um benefício se conseguir recebe-los em pleno período eleitoral, momento tradicionalmente reservado por governantes para mostrar trabalho. O ressentimento com o tratamento recebido fez com que Beto se ausentasse de Curitiba na visita da presidente. O certo é que, se o metrô curitibano, tantas vezes adiado, sair do papel ainda este ano, com R$ 1,8 bi de apoio federal; o BRT implantado por Jaime Lerner sofrer modernização e ampliação; o Inter 2 igualmente remodelado e ampliado; a Linha Verde cumprir sua função de aliviar o tráfego do centro e ligar leste e oeste de Curitiba, missão que ainda não cumpriu, Gustavo estará sendo consagrado. Mais um presente de última hora: R$ 400 milhões para a revitalização do Contorno Sul. Um avanço e tanto! Situações que poderiam ter sido espalhadas durante todo o mandato se a política não interferisse tanto na administração, reservando concentração de esforços para os períodos eleitorais.

Reeleição: um mal!

A propósito: ao deixar a presidência do TSE, o ministro Marco Aurélio Mello fez críticas acerbas a uma mudança ocorrida no governo de Fernando Henrique Cardoso que mudou para pior a estrutura política brasileira que sempre foi de má qualidade, conduzindo a vícios insanáveis. Pelo enquanto permanecer a omissão dos governantes em relação às necessárias reformas. Marco Aurélio condena a reeleição; ainda mais com os candidatos mantendo-se nos cargos, como ocorre no Brasil.  Fonte de muitos males.

Boa impressão

Uma “operação limpeza” ocorrida na véspera da visita presidencial à Arena da Baixada, fez com que a presidente Dilma levasse da obra uma boa impressão. Cuidado que não tem havido durante todos os momentos. Superada a inauguração, muita água vai passar debaixo da ponte. Inclusive na hora do acerto de contas entre Petraglia, Prefeitura e Governo. 

Terceira via

A presença do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, pré-candidato ao governo de São Paulo, a convite do deputado Eduardo Sciarra e recepcionado pelo estadual Ney Leprevost, foi eclipsada pelos preparativos da chegada da presidente Dilma. Kassab insistiu com o empresário Joel Malucelli em levar adiante sua pré-candidatura ao governo, opção real à atual dicotomia Beto-Gleisi. Projeto que pode lamentavelmente ceder a um plano B do PSD: apoio a Beto, com lançamento de Sciarra ao Senado, dividindo espaço com o tucano Álvaro Dias.

Crítica oportuna

A Curitiba acostumada a receber elogios do mundo por suas intervenções inovadoras do passado, desde Ivo Arzua e outros prefeitos, chegando à fase áurea com Jaime Lerner, não se habituou com críticas como as do Le Monde Diplomatique, ocorrida exatamente no momento em que aqui se realizava a Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (CICI) 2014. Para os participantes desse conclave a capital paranaense tem condições de reinventar a sua marca.

Parque a perigo

A construção de mais uma usina no rio Iguaçu, bem próximo ao Parque Nacional, ao lado da reabertura da Estrada do Colono pleiteada pela população da região, põem em risco o título de Patrimônio Natural da Humanidade concedido pela Unesco. Verdade que só o título não tem resolvido os problemas vividos no Parque, inclusive roubo de palmito e caça ilegal por falta de fiscalização. Entre outros. Uma obrigatoriedade da Copel em ampliar a fiscalização seria uma boa negociação.

Momento único

Ao invés do atual momento político, a coluna lembra hoje um outro. Por uma razão marcante, em  1966. Início de governo Paulo Pimentel. O novo secretário de Agricultura, Zezito Miró, recebe o cargo a 40 dias da realização da Exposição Feira de Curitiba, um projeto iniciado quando Paulo assumiu a Secretaria. Uma das alavancas de sua candidatura ao governo. Uma enorme responsabilidade. Com pouco orçamento e pouquíssimos dias para enfrentar o volume de serviços. Ao lado de Antônio Rodrigues e Major Vidal, encarregados de garantir os detalhes técnicos, este colunista ficou responsável pela  promoção artística. O spot (disco)  da campanha radiofônica gravado na voz marcante do Oliveira Neto,  “a voz exclusiva da Bozzano”. Coisa que só amizade pode obter! Através do também amigo Manoel da Nóbrega, maravilhosa figura humana, criador imortal da Praça da Alegria, contato com todos os cantores do elenco da TV Record, sucesso do momento. Assim vieram para a Feira, garantindo o sucesso de público, Roberto Carlos e sua turma da Jovem Guarda, Simonal, Elis Regina e um cantor muito especial, sinônimo de alegria que marcaria a festa de maneira especial: Jair Rodrigues. Seu sucesso do momento interpretado em cima de um cavalo, postado à frente do palco: Disparada, recém lançado no Festival da Record,  “hit” em toda sua carreira artística. Terminado o show, fomos todos jantar  na churrascaria montada no local: Parque Castelo Branco. Alí Jair deu o show de simpatia. Sentado ao lado do jovem governador, ele debruçou-se sobre seu ombro e cumprimentou: “E aí, Cachorrão”. Para os que não o conheciam uma demonstração de desrespeito. Para os amigos, a exuberância de seu estilo irreverente. Paulo e todos entraram no clima. Foi uma noitada maravilhosa. Hoje quando o deputado Ney Leprevost  defende a reimplantação de Exposição-Feira , uma única certeza. Não se poderá mais convidar o alegre e irreverente amigo para animar a festa. De Jair Rodrigues fica a saudade!

Pátria de chuteiras

De momentos alegres e marcantes para a dura realidade: ainda não será nesta semana que os brasileiros acompanharão o desenrolar da CPI da Petrobras. Apesar de governistas afirmarem categoricamente  que tal investigação não preocupa, as dificuldades criadas para sua instalação se renovam. Talvez a ideia seja chegar até a Copa, ocasião em que o Brasil se vestirá de verde e amarelo e nenhuma outra situação terá importância, a não ser tentar vencer a Copa.

Proposta indecorosa

Acossado por uma ordem de prisão emitida pela Interpol desde 2007, caso deixe o país, por conta das inúmeras situações que envolvem remessa ilegal de recursos a paraísos fiscais, o deputado Paulo Salim Maluf mais uma vez, inova! Através seus advogados propôs à Promotoria de Nova York, pagamento de multa de US$ 1 milhão (R$ 2,2 milhões) para se livrar da prisão preventiva.

PEC impositiva

A aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que torna obrigatório o pagamento das emendas parlamentares individuais, por parte do governo, vai garantir R$ 14,6 milhões para os deputados federais atenderem suas bases eleitorais. Uma resposta aos governos que permitiam as emendas mas só pagavam aquelas dos  que se rendiam às suas ordens. Por ser uma  PEC, independe do Executivo e certamente vai criar uma ação em cadeia nos estados da Federação.

“Coronelismo”

O ex-governador Orlando Pessuti está levando na esportiva a cobrança dos que vêem na nomeação de seu filho para o cargo que ocupava no Conselho da Itaipu, um exercício de “coronelismo à antiga”: “Coloca uma fotografia bonita do menino porque ele é gente boa; muito mais bonito que o pai e muito mis qualificado tecnicamente que o paí”. O fato porém é que se não viabilizar sua candidatura ao governo, ficará amarrado à campanha de Gleisi.

Em choque

A PEC impositiva aprovada na Câmara Federal também obriga a aplicação de 13,2% da Receita Corrente Líquida em saúde. Ano a ano vai aumentar até chegar a 15% em 2018. Some-se a isso 15% dos municípios e 12% dos estados. Se cumpridos uma reforço imenso ao setor.

CPIs confusas

Governo e seus seguidores na Câmara e no Senado, Renan Calheiros à frente, agem atabalhoadamente para evitar a CPI da Petrobras. Cada vez com maior razão na medida em que a cada dia surgem fatos novos, surpreendendo aos que durante muito tempo julgaram tratar-se de uma empresa infensa às consequências desastrosas do aparelhamento político a que o Estado brasileiro tem sido submetido. Na ânsia de evitarem a implantação da Comissão de Inquérito no Senado, já autorizada pela decisão liminar da ministra Rosa Weber do STF, algumas situações que beiram o ridículo. Primeiramente Renan que teve o caso nas mãos, protelou-o até que a oposição recorreu ao Supremo. Determinada a implantação da CPI, reclamou o presidente do Senado de “interferência indevida desse outro Poder, em decisões que cabiam ao Senado”. Para isso, veja a incoerência caro leitor, recorre Renan ao plenário do STF. Se não cabe à ministra Rosa interferir em decisões do Senado, ao Plenário cabe! O propósito é evitar a CPI que aprofundará, além de situações como a desastrosa compra de Pasadena; as razões que levaram a ainda inacabada refinaria em construção em Pernambuco, com uma prevista participação da petroleira venezuelana que nunca colocou um centavo na obra, e que já teve seu custo aumentado de US$ 2 para quase US$ 20 bilhões,  a novo questionamento feito pelo deputado Antônio Imbassahy, líder do PSDB, que quer explicações do ministro Edson Lobão sobre as suspeitas negociações que envolveram os interesses da Petrobras na África. Seus poços de petróleo naquele país, avaliados por dois bancos internacionais de primeira linha, em US$ 7 bilhões, sofreram uma redução de valor na mudança de administração feita pela presidente Dilma em 2012. O diretor indicado pelo PMDB cedeu lugar a um subordinado à nova presidente Graça Foster, com negociações em curso: valor mínimo US$ 3,16 bi. Surpreendentemente o banco BTG Pactual entra no negócio comprando metade dos poços por R$ 1,5 bi. Em oito meses já começa a obter a recuperação do investimento! A Folha de São Paulo fez a denúncia sem merecer sequer uma resposta por parte do governo. Definitivamente a Petrobras está precisando de bons negociadores. Os que ela tem, só estão gerando prejuízos! Ou existirão outras razões?

Sem interferência

A depender do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Dias Toffoli, aquela corte interferirá o mínimo possível nas questões eleitorais, o que pode determinar um “salve-se quem puder”! A primeira medida parece ser não acatar o pedido da oposição para julgar o pronunciamento da presidente Dilma no 1º de Maio como propaganda eleitoral antecipada, passível de multa.

Cinco anos sem julgamento

Um jornalista que vem se notabilizando pela liberdade que tem para produzir comentários certeiros e contundentes na programação matinal da Band FM, Ricardo Boechat, postura bem diferente da contida que mantém no noticiário da noite na TV Band, na manhã da quarta-feira, quando se comemora cinco anos do terrível acidente provocado pelo deputado Ribas Carli, fez críticas acerbas à Justiça do Paraná, pela demora no julgamento.

Enfim...

Coincidência ou não, depois da participação no programa Roda Viva da TV Cultura, quando não poupou críticas ao governo federal pelo tratamento dispensado ao Paraná em relação aos empréstimos sempre prorrogados, inclusive os R$ 817 milhões do Proinveste que todos os estados receberam, menos o Paraná, por interferência de opositores citados nominalmente pelo governador Beto Richa, no dia seguinte a notícia alvissareira recebida por ele: o ministro Mantega assinou a autorização do empréstimo. Faltam os outros!

Acertos finais

O ex-governador Orlando Pessuti esteve em Brasília para discutir com o presidente de honra do PMDB, vice-presidente Michel Temer, a postura do partido nas eleições de 5 de outubro. Pessuti, assim como Requião, defendem candidatura própria. No caso “as próprias”, literalmente. Pessuti, que abriu mão de vaga no Conselho de Itaipu, aproveitou a oportunidade para indicar seu próprio filho, advogado Orlando Moisés Fischer Pessuti para ocupar a sua vaga na estatal de energia. Outra vaga vai ser ocupada por Aloizio Mercadante, cujo salário na Casa Civil está defasado. Conselhos de estatais servem para isso: suplementar salários de ministros e outros. Sem nenhum compromisso com responsabilidade como se viu recentemente.

Em choque

Com esse arranjo, se não sair candidato ao governo, vai ser difícil a Pessuti, deixar de apoiar Gleisi Hoffmann 

Horror explícito

O terrível espetáculo trazido aos lares do país e levado ao mundo pela televisão, mostrou uma faceta do Brasil que a cada dia se acentua: a barbárie. A cena em que uma multidão, adultos, homens e mulheres e até crianças, fazendo “injustiça” pelas próprias mãos, matando uma mulher inocente, é assustadora. Revela mais do que a fúria a que podem chegar as pessoas quando transformadas em turba. Parece mostrar o estado de espírito de um povo, dominado pelo descontentamento diário. Muitas são as causas; inclusive a banalização da violência mostrada diariamente pelos programas policiais que exaltam a criminalidade, colocam policiais e bandidos num mesmo plano. Estes sim, uma modalidade de programa a merecer atenção do poder concedente das rádios e televisões: o governo federal. Não se trata de pregar a censura à liberdade de expressão que infelizmente no país volta a ser ameaçada em relação a manifestações políticas, com o controle das novas mídias alternativas. Afinal as demais, grandes redes de tevês e rádios, já são manipuladas através os departamentos comerciais, inundados de verbas públicas. A preocupação é dirigida à exaltação da violência, que hoje chega de todos os cantos do mundo globalizado. A exposição da notícia policial não deveria ser levada ao exagero, ao detalhamento cruel, insuflando nas pessoas os seus piores instintos. Os que não são do ramo não conseguem perceber que aos governos, interessa hoje que os principais telejornais se transformem também em extensões dos programas policiais. Quanto mais tempo gasto na divulgação de atrocidades, daqui e de fora, menos tempo sobrará para que críticas às administrações públicas sejam feitas. Infelizmente, essas hoje são mostradas quase que exclusivamente pelos jornais impressos, que lentamente sucumbem às dificuldades do momento, a cada dia reduzidos em seus números, por terem custo, ao passo que as notícias e diversões das mídias eletrônicas vêm de graça. Coisas de um país que pouco lê.

Oba-oba

A próxima sexta-feira, se tudo correr de acordo com o roteiro previamente preparado, a presidente Dilma Roussef estará em Curitiba, especialmente para aplaudir o trabalho realizado na Arena da Baixada, estádio hoje pertencente à CAF S/A. Provavelmente com alguns ângulos da obra ainda inacabados, camuflados. Sem conversar com pessoas da região, certamente não terá conhecimento do mal-estar causado pelas exigências da Fifa, que tira dos moradores numa enorme área do entorno, o direito de ir e vir a suas próprias casas, aumentando os números de descontentes com a Copa em Curitiba, detectados pelas pesquisas.

Vale tudo!

Se o clima de confronto entre os candidatos à presidência já se faz presente, com os candidatos de oposição aproveitando as poucas oportunidades para exporem suas idéias e criticarem o governo atual, em contraposição a candidata à reeleição que não é limitada pela Lei Eleitoral que beneficia os que estão no poder, imagine-se o nível que as críticas e justificativas vão atingir depois de 6 de julho, quando o horário eleitoral estará livre.

Mal hábito!

O crescimento do mercado de carros semi-novos, em contraposição aos pátios das montadoras abarrotados de veículos recém saídos do “forno”, vai obrigar o governo a algum tipo de medida. As demissões e férias coletivas no setor, assim como a redução na produção  de veículos novos, vão pressionar o governo como em vez anterior. A experiência anterior com aumento de prazos e reduções de impostos revelou-se infrutífera. Mais uma vez o governo vai ser chamado a intervir no mercado. Espera-se que não de forma desastrosa!

Excesso de zelo...

A ânsia do presidente do Senado em marcar presença, com a submissão da Casa que preside junto ao Poder Central, faz com que sua memória seja convenientemente curta. Depois de ter aberto mão de decidir o destino da CPI pedida pela oposição, permitindo a apresentação de outro modelo ao gosto do governo, resolve censurar a intervenção do STF, ao qual a minoria recorreu para garantir seu direito, através liminar da ministra Rosa Weber que determinou a instalação de CPI exclusiva da Petrobras.

...em hora imprópria!

 Ajuizou recurso no STF (agora com maioria de ministros nomeados por Lula/Dilma) pela interferência.  “Subtraiu-se  do legislativo que deliberasse e decidisse sobre a questão”. Como se fosse a primeira vez que, a omissão dos legislativos federais  em questões a eles afetas, em itens das reformas a tanto desejadas e nunca aprofundadas, obrigassem o Supremo e até o TSE a serem chamados a se manifestarem. 

Exemplo eficaz

Um levantamento da Gazeta do Povo dá bem a medida do desencanto do povo curitibano com a Copa em Curitiba. Para quatro jogos de pouquíssima expressão vão ser gastos no total, incluindo a Arena da Baixada que subiu de R$ 185 para R$ 331 milhões (por enquanto) e as obras de mobilidade urbana que serão ao fim e ao cabo, “o legado da Copa”, R$ 1,02 bilhão. Um acréscimo de R$ 272 milhões. Isso só aqui em Curitiba imagine-se as onze outras capitais somadas. O que impressiona aqui, é a capacidade dos maiores interessados no evento, presidente do Atlético (ou CAP S/A) e os secretários municipal e estadual tentarem explicar o inexplicável. Acrescente-se ainda que algumas das obras tidas como importantes, incluídas nesse orçamento, foram simplesmente riscadas do mapa. Caso da revitalização da Avenida Cândido de Abreu e o Terminal de Santa Cândida.  O próprio técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari,  ao ser entrevistado no Fantástico, que por sinal sofreu uma modernização que justifica seu nome, ao ser questionado sobre o valor das obras deixou escapar uma crítica sutil à competência com que o país preparou-se para a Copa. Deu a entender que se tivéssemos começado a trabalhar em 2007, quando Lula e uma comitiva festejaram na Suiça a escolha do Brasil, não teríamos vivido os problemas que ainda agora ameaçam o resultado final. O interessante por qualquer ângulo que se veja o problema é que, a população, com o resultado do julgamento do mensalão, com o susto que aplicou no governo com as manifestações de junho, imaginava que a corrupção estava sendo banida do Brasil. Triste esperança. Os fatos novos e outros nem tanto, como Copa, Petrobras, propinas de toda ordem, provam que a corrupção parece ser endêmica. Precisamos de um Osvaldo Cruz, econômico, capaz de  produzir uma vacina contra esse mal. Ou então a lição que vem da China. Ao invés de prender, expropria o Estado todos os bens do corrupto e parentes beneficiados. Deixa-os literalmente, com a roupa do corpo.

O incrível Lula

A capacidade do ex-presidente Lula em tergiversar sobre coisa dada como líquida e certa, é incrível! Repetiu em Portugal a afirmação que fizera a mais de quatro anos atrás, de que o “mensalão não existiu”. Até hoje os que acreditaram que, “ao deixar o governo ele iria se empenhar em provar isso”, estão esperando! A afirmação mais surpreendente veio em seguida: “os presos pelo julgamento do mensalão, não são gente da sua confiança”. Zé Dirceu, Genoino, Delúbio Soares, João Paulo Cunha, devem estar dando pulo nas celas!

Haja arrecadação!!!

Alguma coisa precisa realmente ser feita : e não só aqui no Paraná. A incapacidade do país em realizar investimentos,  em relação ao que a presidente Dilma, se reeleita, vai enfrentar; assim como os que com ela disputam o poder, se vencedores, assumirão,  é explicada pelos altos gastos com pessoal: 75% da receita. Judiciários com muita pompa e pouco rendimento,  legislativos engolindo boa parcela da arrecadação, e um Executivo cercado de ministérios por todos os lados: 39, levam os “trocados”. Sobra pouco para atender os problemas do país!

Haja arrecadação!!! (II)

No Paraná o orçamento é feito pelo global! As participações de cada poder são calculadas sem levar em conta que uma parte da arrecadação corresponde ao Fundo de Participação dos Estados, que acabou incluído no total. Assim a participação da Assembleia, que tem índice de 3,1% do orçamento, hoje de R$ 627,4 milhões, sem o fundo ficaria em 560,2 milhões. Um ganho de R$ 67, 1 milhões que ela tem devolvido ao Executivo. Já o Tribunal de Justiça a quem cabem 9,5 %, 1,9 bilhão, sem o FPE teria R$ 205, 9 milhões a menos. O que explica benesses como auxílio saúde, alimentação e moradia que tanto ele como o Ministério Público têm-se concedido, MP cuja participação no orçamento é de 4,1%. Vale dizer R$ 829,8 milhões que sem o Fundo seriam diminuídos em R$ 88,8 milhões.

Em choque

Os dados acima demonstram o quanto será preciso de coragem para mudar o quadro brasileiro. Frase marcante do candidato Eduardo Campos: “Acho que o Brasil precisa de um presidente que olhe no olho de cada homem  (referia-se a José Sarney) e diga: a fartura em Brasília acabou”. Espera-se que não seja mais uma boa intenção a ser jogada no inferno!

Explicações que não explicam

O propósito do colunista de só retornar ao assunto Petrobras depois da decisão liminar da ministra do STF, Rosa Weber, não vingou.  As versões que procuram empurrar para cima dos brasileiros não permitem o silêncio. Essa por exemplo do ex-presidente da empresa exaltando a sua gestão à frente da petroleira brasileira, não resiste a nenhuma análise. A única afirmação séria foi assumir a responsabilidade pela compra da Pasadena e chamar a presidente Dilma igualmente à sua co-responsabilidade por responder à época pela presidência do Conselho. As afirmações sobre o crescimento ocorrido após 2002 deve-se à disparada do preço do petróleo que dos US$ 26,1 daquele ano, chegou aos US$ 99,5 de 2008. Todas as empresas do ramo cresceram, alavancadas principalmente pelo consumo da China que aumentou o preço de todas as matérias primas: petróleo, minério de ferro, cobre e grãos. Junto às outras a Petrobras cresceu em seu valor de mercado, passando de US$ 3 bi, em 2002 a US$ 62 em 2008. Tenta explicar a queda de agora em seu valor de  mercado, deixando de lado a informação de que sua avaliação cai, num outro momento em que o petróleo aumenta de valor, alavancando as demais empresas do setor.  Caíram antes e crescem agora. Só a Petrobras não cresce. Um único exemplo: a ação da Chevron é negociada a US$ 124. Maior que em 2008. A nossa petroleira caiu dos US 62 de 2008 para US$ 14. Sua dívida equivale a  3,5 vezes a geração de caixa da empresa. Longe de ter “salvo”, a administração de Gabrielli, com as intervenções do governo que geram descrédito aos investidores, somada a negócios danosos (para dizer o mínimo) na gestão, levaram a Petrobras a seu pior momento. Nem as descobertas no pré-sal, fruto de pesquisas da área técnica ao longo dos anos, dá o retorno esperado. Ter ainda o brasileiro que ouvir explicações que não explicam, é demais!

Para conhecer

O Paraná recebe nesta semana a visita de um presidenciável: Eduardo Campos. Vem a convite da Amop, Associação dos Municípios do Oeste do Paraná. O ex-governador de Pernambuco vai conversar com os prefeitos da região para sentir a realidade do fantástico oeste, que todos os paranaenses também deveriam conhecer. Menos conhecido nas regiões sudeste e sul, Campos fixou residência em São Paulo neste período para facilitar seus deslocamentos e conhecer melhor as reivindicações   destas faixas do Brasil. 

Apoio original

O governador Beto Richa deverá estar em Cascavel para recepcionar Eduardo Campos. Esta eleição por sinal, vai criar uma situação interessante. Beto deverá ter dois palanques presidenciais: para Aécio e para Campos. Em matéria de originalidade perde para o Rio de Janeiro, onde o PMDB de Pezão, candidato à reeleição, por não ter o PT concordado em retirar seu candidato, vai dar palanque a Dilma, Aécio e o possível candidato do PSC.

Rejeição...

Esta eleição por sinal vai ser atípica. Para em junho e recomeça em julho, como o campeonato nacional. Por conta de um campeonato do mundo que a mais recente avaliação da Paraná Pesquisas aponta, 57,5 dos curitibanos, não queriam fosse realizada aqui. Um desaprovação que se deve aos aumentos absurdos no custo da Arena da Baixada (que a coluna já antevia), redução e atraso nas obras de mobilidade.

...comprovada

A outra avaliação dos curitibanos é a de que a Copa trará mais prejuízos que benefícios para o país. A maioria absoluta, 72,6%, pensa assim. O mesmo em relação aos gastos  que ocorrerão também na preparação dos jogos olímpicos de 2016. País com setores importantes que contribuiriam para o desenvolvimento deixados ao léo, e gastos exagerados em obras de pouco  retorno posterior, beneficiando grandes empreiteiras e políticos mal intencionados.

Fantasma da Câmara

O sinal já foi dado pelo presidente da Câmara, Henrique Alves em seu regresso da China. Se André Vargas renunciar, a renúncia será aceita. Deixa antever que, não permitirá que o deputado fique na Casa esperando uma definição da Comissão de Ética. O que aparenta ter razão. Não terá sentido Vargas, renunciante, ficar andando pelos corredores da Câmara. Criará uma versão moderna do ”Fantasma da Ópera, isto é, da Câmara”.

Alterações necessárias

Vem aí algumas alterações no Código de Trânsito, capazes de fazer motoristas pensarem duas vezes antes de cometer infrações. A Câmara Federal já aprovou alterações pesadas. Resta passar pelo Senado, o que certamente ocorrerá sem dificuldades e sanção da presidente Dilma. Medida oportuna na medida em que aumenta as penalidades  de situações em que a irresponsabilidade dos motoristas se faz presente. Há sessenta anos atrás, numa que talvez seja a precursora em campanhas de trânsito, Heron Domingues apresentador do ouvidíssimo  Repórter Esso, da Rádio Nacional do Rio, em tempo sem TV,  poucas mídias e poucos carros, alertava ao final: “Motorista. Lembre-se – atrás de uma bola, sempre vem uma criança”! De lá para cá as coisas mudaram muito. Além da opção pelo transporte rodoviário, importante no momento em que Juscelino implantou mas, a longo prazo discutível, por abandonar outros modais como ferrovias e hidrovias, o número de carros e caminhões a circularem no país, especialmente nos grandes centros, chega perto da saturação, e só faz aumentar, com novas montadoras entrando no país. A irresponsabilidade também, apesar de leis que procuram criar nível maior de conscientização entre os motoristas. Insuficientes porém. Especialmente pelo fato de a cada dia surgirem carros e caminhões mais velozes, para uma infraestrutura  inadequada, quando não sucateada. Imagine o leitor, um motorista dirigindo um carro  ultra-possante, aguardando atrás de um caminhão a oportunidade para podar. Certamente não terá paciência e o desastre estará próximo! No atual estágio, normas mais rígidas são realmente necessárias. Os terríveis acidentes diários, comprovam isso!

Stand by

Dois assuntos só voltarão à coluna depois de acertados os termos em que a continuidade se dará: Petrobras e André Vargas. O primeiro, por não apresentar nenhuma concordância entre o que os principais depoimentos e notas oficiais, até agora apresentaram. Aguarda-se portanto a definição da ministra Rosa Weber sobre  a CPI e seus desdobramentos. O segundo, por não saber mais o que vai fazer da vida. Mais indeciso que  o Otelo de Hamlet: “Renunciation or not!” 

Nova preocupação

A preocupação com as Olimpíadas que virão em 2016, depois dos sobressaltos e superfaturamentos da Copa, já começa a tomar conta dos brasileiros. Basta lembrar que no mesmo Rio de Janeiro, por ocasião das obras para o PanAmericano, um orçamento inicial de R$ 300 milhões acabou em R$ 4 bilhões. Imagine-se agora em que o orgulho dos governos, federal, do estado e do município, já sob  “intervenção branca do COI- Comitê Olímpico Internacional” vai fazer com que tentem concorrer com a mais recente, a Olimpíada de Inverno na Rússia, que custou “módicos” 100 bilhões (de euros ou dólares)!!!

Enfim..

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou o relatório do senador Roberto Requião que põe fim às contribuições de empresas ou pessoas jurídicas a campanhas eleitorais. Como é “projeto terminativo”, segue direto para a Câmara sem passar pelo plenário do Senado. O projeto ocorre em meio ao julgamento do STF que veda candidatos e partidos de receberem doações de empresas.

Briga por espaço

O PMDB do Rio de Janeiro deve abrir o palanque do candidato Fernando Pezão (governador em exercício substituindo Sérgio Cabral Fº) a três candidatos: Dilma (PT), Aécio (PSDB) e pastor Everaldo Dias (PSC). Retirou o apoio único a Dilma depois que o PT negou-se a retirar candidatura própria. Na semana foi lançada a chapa “Aezão – Aécio e Pezão”. No Paraná o partido continua indefinido. Não sabe se lança candidatura própria ou apoia Beto. Decisão em junho!

Pesquisa

A se espelhar no resultado de pesquisa divulgada pelo Vox-Populi, a pedido da revista Carta Capital de Mino Carta, os escândalos recentes envolvendo estatais do governo federal, não influenciaram o eleitor. Dilma, que em pesquisas de março do DataFolha e Ibope perdera pontos preciosos, a ponto de assanhar os petistas adeptos do “volta Lula”, agora pelo Vox, tem  um ponto a mais na avaliação da presidente: 40%. Os demais somam 26%. Não apareceu ainda o efeito Marina, vice.

As dúvidas persistem

Não há lugar para novos Pangloss. Um escritor e filósofo francês, cujo nome longo foi substituído pelo pseudônimo Voltaire, notabilizado por seu estilo irônico e pela defesa das liberdades civis, liberdade religiosa e livre comércio, isso por volta de 1759, escreveu um romance “Candide”, em que apresenta um professor, eterno otimista, chamado Pangloss. Entre outras “canduras” acreditava que ‘o mal era apenas o caminho para um bem maior’. Daí ter virado através dos tempos, sinônimo de extrema e inocente boa fé. Certamente não é, embora aparente, a postura do líder do governo, senador José Pimentel (PT-CE)  na terça-feira, após o depoimento da presidente atual da Petrobras, Graça Fortes. “O Brasil sai satisfeito com essa audiência pública. Aqueles que tinham a intenção de lapidar a Petrobras ficaram frustrados”, afirmou. A impressão que passa é que, não ouviu nada do que a presidente Graça falou! Ele e os que tentam vender à opinião pública a certeza de que não ocorreu nada lesivo aos interesses nacionais, nessa malfadada compra. Bastaria atentar para essa afirmação da presidente Graça:  “Não há como reconhecer que (a Petrobras) tenha feito um bom negócio (ao adquirir a refinaria de Pasadena)”. Elogiada por todos pela seriedade com que atualmente administra a empresa, ela  jogou sobre os ombros do ex-presidente Sérgio Gabrielli e do ex-diretor Nestor Cerveró a responsabilidade sobre um negócio que, segundo ela, contabilizou um prejuízo de US$ 530 milhões de dólares. Não conseguiu explicar por que, Cerveró, depois de causar esse prejuízo, ao omitir informações que levaram o Conselho (presidido por Dilma Rousseff) a apoiar o péssimo negócio, ainda foi premiado com uma diretoria da BR-Distribuidora, quando em qualquer empresa séria, situação como essa levaria o autor ‘ao meio da rua’. O mesmo com Sérgio Gabrielli, hoje secretário de Planejamento da Bahia. Talvez tenha sido considerada uma tese defendida por Maquiavel em seu O Príncipe: “quem sabe demais não se deixa solto por aí”.  Situação que deve também ser levada em consideração em relação a outro “companheiro”, agora caído em desgraça: André Vargas. Como dito ontem aqui, se abandonado à própria sorte, podendo se transformar num “homem bomba”.

O outro lado

O assunto explosivo teve desdobramento ontem, na Câmara Federal. Foi a vez de Nestor Cerveró falar, dando  sua versão sobre os mesmos fatos. Já sinalizara antes, através seu advogado que “não tinha vocação para bode expiatório”. De lá para cá ‘muita coisa pode ter acontecido’, se é que a coluna se faz entender! Não haverá, pelo horário do depoimento,  tempo de transmitir as informações que forneceu aos senhores deputados. Certamente (se nada ‘aconteceu’ no período), contestando a versão que retira responsabilidade dos Conselheiros. Assunto para amanhã.

Ode ao passado

Aos registros feitos pela imprensa escrita que obrigam políticos a cuidar do que falam, para não serem confrontados no futuro com coisas ditas no passado, somam-se agora os recursos da informática. Na terça-feira, durante a sessão da Assembleia Legislativa, passava de mão em mão celular que repetia um trecho da campanha de 2010 em que o candidato a senador Roberto Requião pedia votos para André Vargas. Um dos mais risonhos com a “animação gravada” era Luiz Cláudio Romanelli, ex-porta-voz de Requião, governador, na Casa de Leis.

Mesmos...

Se confirmadas as alegações feitas por empresa concorrente à licitação procedida pela Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos paulista, responsável pela concessão da linha 18-bronze (monotrilho Tamanduateí-São Bernardo do Campo), de que o edital “inviabiliza a competição e por isso mesmo  compromete a eficiência do sistema”, acatada pelo Tribunal de Contas de São Paulo, que suspendeu a licitação,  fica comprovado um ditado popular:

...métodos

“Burro velho perde os dentes mas não perde a balda”, isto é, seus maus hábitos. Em plena discussão sobre a extensão da CPI da Petrobras no Senado,   que a situação pretende atinja a aquisição de trens para o metrô, feita por essa mesma Secretaria,  sob suspeita de superfaturamento, é inacreditável que dirigentes de estatais federais ou estaduais,  insistam nos mesmos métodos.