Rubens Bueno
Renata Bueno: a Itália mais perto de nós

Renata Bueno conclui seu mandato de deputada na Itália com o sentimento da missão cumprida: apoiou um governo que contribuiu para a recuperação econômica do País, embora sem abrir mão de sua posição independente no parlamento, e atuou incansavelmente pela melhoria das condições de atendimento a italianos residentes na América do Sul e oriundi. Esse trabalho teve resultados muito efetivos.

Em 2016, por emenda individual de Renata, o governo italiano elevou em 2 milhões de euros os recursos para serviços consulares na América do Sul, incremento de 20% que trouxe mais qualidade na atenção aos cidadãos.

Renata defendeu junto ao ministro das Relações Exteriores, Angelino Alfano, a abertura dos consulados de Santa Catarina e Espírito Santo e a criação de vagas nas sedes consulares sul-americanas. Após a audiência, o ministro determinou a abertura de 250 cargos consulares e um crédito de 4 milhões de euros para os consulados, recursos consignados no orçamento deste ano.

Ela apresentou projetos para acabar com as restrições à transmissão de cidadania a filhos de italianas nascidas antes de 1948 e a descendentes de cidadãos oriundos do Trentino Alto-Adige (antigo território Austro-Húngaro). E apoiou a criação do Instituto Cidadania Italiana, ong destinada a apoiar descendentes de italianos que almejam o reconhecimento de sua cidadania.

Também atuou consistentemente na ampliação dos laços culturais entre a América do Sul e a Itália, articulando acordos de intercâmbio entre várias universidades. Especificamente na área acadêmica, Renata trabalha no reconhecimento de títulos e de diplomas universitários.

Em 2014, apresentou a Lei Rouanet ao governo da Itália, que incluiu seus fundamentos no artigo 1º da nova legislação de incentivos culturais – e graças a esta regulamentação inspirada na lei brasileira se iniciou a recente reforma do Coliseu de Roma.

Atuamos juntos, em sinergia, nas Câmaras de Deputados do Brasil e da Itália para apressar a ratificação de importantes acordos bilaterais. Foi o caso da Convenção da Apostila de Haia, firmada pelo Brasil em 1961, mas que ainda não estava em vigor. Acordo que simplifica a legalização de documentos entre países e, portanto, essencial na agilização do processo de reconhecimento de cidadania italiana. Essa mesma sinergia foi decisiva na finalização do Acordo de Conversão de Carteira de Motorista, que reconhece de forma automática o documento de habilitação nos dois países.

Como membro do Grupo Interparlamentar de Mulheres, que reúne 50 deputadas, Renata se empenha no combate à violência contra as mulheres. Inspirada na bem sucedida lei Maria da Penha, ela propôs a instituição do Botão do Pânico, dispositivo que, conectado à polícia, localiza a vítima e pode protegê-la de potenciais agressões minutos depois de ser acionado.

 

Essa luta se estende ao esforço pela inclusão da mulher na vida política e social. Em missão parlamentar no Qatar, Renata falou ao emir Tamim Al-Thani sobre a necessidade de maior protagonismo da mulher na vida pública - e após a audiência, Al-Thani determinou a nomeação de quatro mulheres para o seu Conselho Consultivo, algo talvez sem precedentes no mundo islâmico.

Também priorizou a defesa da democracia e dos direitos humanos. Foi assim na vigorosa denúncia dos desmandos do regime chavista na Venezuela, no apoio à resistência iraniana e no acolhimento aos migrantes que chegam à Itália em busca de uma vida digna para suas famílias.

Todos os que honraram Renata Bueno com sua confiança podem ter a certeza de que ela não tem medido esforços para cumprir escrupulosamente os compromissos assumidos. E assim continuará pautando a sua conduta como deputada no parlamento da Itália.

* Rubens Bueno é deputado federal pelo PPS do Paraná