Sociedade e Desenvolvimento
Crer para ver

“Uma pessoa com uma crença é igual a 99 que tenham somente interesses”.

John Stuart Mill

Não, você não leu errado não... o que quero dizer hoje é que, se queremos progredir, seja em nossa vida pessoal, seja na profissão, ou em qualquer área ou projeto, precisamos acreditar firmemente que conseguiremos. O sucesso é muitas vezes uma questão de crença.

Por isso, ao contrário de São Tomé, aquele que ficou famoso por não ter acreditado quando os discípulos lhe contaram que haviam visto Jesus ressuscitado, dizendo mais ou menos assim: “Se eu não ver com meus próprios olhos e tocar suas feridas com minhas mãos, não acreditarei”, ao contrário disso, a reflexão de hoje é sobre confiar em algo que ainda não viu, mas que almeja como futuro.

Quando começamos um novo ano, ou um novo projeto, um novo emprego, precisamos crer que dará certo, para depois ver o resultado. Então trata-se de confiar que as coisas darão certo, que teremos a competência de acertar e que nossas decisões serão as melhores.

Outro dia conversava com uma pessoa sobre o quanto a economia depende da confiança, por exemplo. A expectativa positiva e o otimismo leva a maiores investimentos, que por sua vez geram mais empregos, as pessoas têm mais renda, consomem mais, e a roda gira positivamente. A expectativa negativa faz com que deixemos de investir, as empresas demitem, a renda cai, as dívidas aumentam, e paramos de consumir, gerando mais desemprego.

Não se trata de “viajar na maionese” e achar que tudo se resolve sendo otimista. Mas trata-se de confiança nas pessoas, instituições e empresas. Porque onde não há confiança, não há progresso. Se o patrão não confia no empregado, sua empresa não vai progredir, porque ao invés de buscar novos mercados, vai ficar no caixa cuidando para não ser roubado. Se a empresa não confia no fornecedor, vai investir em caros sistemas de controle ao invés de progredir através de outras parcerias.

Acontece que quando trata-se de confiança, temos dois extremos: a confiança cega, também chamada de ingenuidade, ou a desconfiança severa, que podemos chamar de suspeita. Ambas podem nos trazer problemas. É preciso, na minha opinião, que a sociedade comece a agir com uma confiança inteligente, onde parte-se da premissa que as pessoas são confiáveis até que provem o contrário.

A desconfiança é muito cara. Imagine só quantos milhões de dinheiros são gastos no mundo todo sob a justificativa de que é preciso fiscalizar, garantir, controlar. No Brasil, você vende seu carro olhando no olho do comprador, e precisa comprovar em cartório que você é você mesmo, que o carro é aquele mesmo, que a assinatura é sua mesmo, tudo isso em duas vias autenticadas, porque senão o outro cartório não reconhece o que o primeiro carimbou.

Multiplique isso pelos milhões de processos diários criados por uma burocracia baseada na premissa de que ninguém é confiável. Imagine isso se a premissa fosse exatamente o contrário.

Um dos maiores negócios de crédito do mundo, o Grameen Bank, foi fundado por Muhammad Yunus exatamente com a premissa de que os pobres precisavam de um voto de confiança para empreender e viver de forma digna. Aliás, essa história eu adoraria contar em uma próxima coluna.

Por hoje, o que gostaria de deixar é a mensagem de que a falta de confiança pode ser uma grande barreira para seu progresso. Acredite que seu ano será fantástico, e que as pessoas são boas. Verá como isso fará diferença em sua vida.

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Carlos Alberto Facco - Secretário de Desenvolvimento Econômico de Campo Mourão | [email protected]

 

2019 – boas perspectivas

"Faça o teu melhor, na condição que você tem, enquanto você não tem condições melhores, para fazer melhor ainda!" - Mario Sergio Cortella

Quando sentamos com a equipe para pensar nos projetos para 2019, me lembrei da história do menino que atirava pedras. Todas as tardes, após as aulas,  ele fazia a mesma coisa:  atirava pedras para o alto. Um dia, curioso por sempre vê-lo fazendo aquilo, perguntei o que ele tentava acertar, pois não tinha visto nenhum alvo aparente. E ele me respondeu que tentava acertar a Lua. Disse-lhe: “Ora garoto, a Lua é muito longe, você jamais vai conseguir acertá-la”. Ele então virou-se para mim e disse: “posso nunca conseguir acertar a Lua, mas vou ser aquele que atira pedras mais longe”.

Assim também é quando estabelecemos metas para nossa vida ou trabalho. Às vezes podem parecer ousadas, inatingíveis, mas elas são poderosas para forçar-nos a buscar a excelência.. Pode ser que não consigamos tudo o que almejamos no tempo que queremos, mas certamente seremos melhores do que outros que acomodam-se em suas zonas de conforto.

Na semana passada relatei algumas das realizações que conseguimos em 2018. Foram nossas pedras atiradas o mais longe possível com as condições que tínhamos. Para 2019, temos planos de avançar em algumas perpectivas, que resumo a seguir:

Fomento ao Empreendedorismo: com o objetivo de incentivar e fomentar o empreendedorismo principalmente entre os jovens em Campo Mourão, temos programadas as seguinte ações:

  1. Mostra de Franquias – com marcas paranaenses, que têm interesse em expansão para o município.
  2. Escola de Empreendedorismo – em parceria com a Unespar, vamos desenvolver um programa de empreendedorismo entre jovens de 12 a 15 anos, estimulando-os a serem protagonistas de suas vidas e buscarem a realização de seus sonhos.

Assistência aos empreendedores já formalizados: ampliação dos serviços da Casa do Empreendedor e outras atividades:

  1. Atendimento dos setores de alvará, vigilância sanitária e Bombeiros na Casa do Empreendedor: com vistas a facilitar e agilizar os processos de formalização de empresas.
  2. Semana DASN e Semana MEI – Duas semanas de intensa programação para atendimento aos MEI´s mourãoenses. A primeira será um mutirão para as Declarações Anuais obrigatórias, e a segunda uma semana de capacitações e encontros.
  3. III Feira MEI – durante a semana MEI, uma feira de produtos e serviços que realizaremos na Praça São José.

Estímulo à inovação, ciência e tecnologia: atividades que realizamos para motivar os jovens a empreenderem e permanecerem em Campo Mourão:

  1. Pinto f Science: evento internacional de ciências, onde pesquisadores têm a oportunidade de apresentar seus trabalhos em ambientes descontraídos, como bares, para empreendedores e investidores, gerando uma integração entre conhecimento e capital.
  2. Empreende Week 2019 – terceira edição do Empreende Week, a ser realizada em setembro.

Atração de investimentos: para incentivar a instalação de novas empresas ou ampliação das já existentes no município:

  1. Novos terrenos à venda com subsídios: nos próximos dias teremos um novo edital para venda de 8 terrenos com subsídios para indústrias, que pode chegar a 80% do valor do imóvel. Durante o ano, novos terrenos serão disponibilizados.
  2. Parque das Pequenas Indústrias: um novo parque industrial com terrenos menores, para viabilizar a instalação de pequenas indústrias no município, com condições favoráveis ao empreendedor.

Entre outros, essas são alguns de nossos projetos. Estamos aprendendo que no Setor Público às vezes não conseguimos tudo o que queremos e no tempo que gostaríamos, para isso não é nem um pouco desmotivador para nós.

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Carlos Alberto Facco - Secretário de Desenvolvimento Econômico de Campo Mourão | [email protected]

2018 – um ano intenso

“Quando você não pode, quando você não tem liberdade para pegar sua ideia e transformá-la em um empreendimento, todos nós perdemos”. Mark Zuckerberg.

2018 foi um ano de muitas realizações para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Casa do Empreendedor. Aproveitarei a primeira coluna de 2019 para fazer uma breve descrição das principais.

1) A Casa do Empreendedor já se firmou como ponto de referência aos microempreendedores de Campo Mourão. Em 2018, foram 15464 serviços prestados, com a abertura de 687 novos MEI´s. Na Casa do Empreendedor são realizadas consultorias gratuitas nas áreas financeira, gestão de processos, ambiental e marketing. Graças a esse trabalho, recebemos o Prêmio de Referência em Atendimento do SEBRAE no Paraná.

2) Funciona na Casa do Empreendedor o Banco do Empreendedor, parceria com a Fomento Paraná e que permite levar aos pequenos empresários linhas de crédito para alavancagem dos negócios. Em 2018, foram R$ 1.085.062,60 financiados em 92 operações. Conquistamos também o terceiro lugar no quesito Qualidade no atendimento – reconhecimento do Sebrae e Fomento Paraná.

3) Feira da Economia Criativa: depois de algumas edições-teste no final de 2017, consolidamos a FEC como uma atividade dominical para os mourãoenses e visitantes. Foram 36 edições da Feira, com um faturamento total de R$ 352.239,20. Temos mais de 60 feirantes cadastrados e a média de participação a cada domingo foi de 23. A FEC é a porta de entrada de novos empreendedores ao mercado. É através dela que o empreendedor valida seu produto, conhece o consumidor e faz as primeiras redes de negócios.

4) Em julho, realizamos em parceria com várias Secretarias Municipais e Entidades a 27ª. Edição da Festa Nacional do Carneiro no Buraco. Superando as dificuldades financeiras e operacionais do Município, conseguimos promover um evento bonito, seguro e com excelente participação da comunidade. Foram 7800 pratos servidos em mais de 140 tachos, R$ 100.024,23 repassados para 11 entidades, e com uma avaliação de 83,1% como ÓTIMO/ BOM .

5) Capacitar os microempreendedores, aproximá-los de empresários experientes e permitir o acesso a parceiros e rede de mentores foram os objetivos do VOA MEI – Programa de Aceleração dos Micro-Empreendedores Individuais. Foram 48 MEI´s no processo seletivo, mais de 30 h de oficinas presenciais e 3 rodadas de mentoria com empresários.

6) Em outubro foi a vez do Empreende Week – soluções para o amanhã. O maior evento de Empreendedorismo, Ciência e Tecnologia que a região já viu teve como realizadores a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, o Sebrae, a UTFPR e o Sindimetal. Foram mais de 4 mil participantes, 2 palestras nacionais, 1º Hackathon Procon do país e mais de 35 eventos simultâneos, entre eles concurso de Robótica e Lançamento de Foguetes.

7) Uma das linhas de atuação da Secretaria tem sido o Fomento ao empreendedorismo e inovação. Trabalhamos em 2018 para formar um ambiente de inovação e parceria entre Universidades e Empreendedores, proporcionando rede de contatos com investidores e parceiros. Foram 2 Encontros para apresentação de projetos, com 102 participantes, que permitiram a identificação de mais de 50 projetos de tecnologia e ainda 4 palestras de tecnologia para o segmento.

Temos como meta transformar Campo Mourão em uma cidade com o melhor ambiente para empreender. Trabalhamos para qualquer pessoa que tenha interesse em iniciar ou melhorar seu negócio encontre motivação, assessoramento, crédito e oportunidade para desenvolver-se.

Para isso, já estamos com vários outros projetos para 2019. Mas isso será o tema da próxima semana.

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Carlos Alberto Facco - Secretário de Desenvolvimento Econômico de Campo Mourão | [email protected]

Liderança para Transformar

Se o Líder dentro da empresa tem um papel extremamente importante, no ambiente externo pode exercer o protagonismo da transformação social.

Senão vejamos: na empresa, suas atitudes contribuem para que exista maior ou menor performance da equipe, pois os funcionários o têm como exemplo. Seu trabalho é uma bússola para o desenvolvimento das ações, e se não possuir algumas características mínimas pode causar grandes prejuízos.

Pois bem: esse líder empresarial ou institucional, não raramente, assume o papel de líder público (ou líder cívico, no sentido que passa a envolver-se em questões comunitárias), seja através de uma Associação Comercial, Sindicato, ou até mesmo como Vereador ou Prefeito de um município.

Então, essas mesmas características de liderança até então praticadas (ou não) dentro de sua organização, agora tomam uma dimensão muito mais abrangente e importante, pois irão afetar toda uma sociedade.

Em tempos de uma quarta revolução industrial, inovações disruptivas, tecnologias digitais, onde startups bilionárias surgem do nada e empresas mundiais desaparecem, mais do que nunca a capacidade do líder é testada.

Já escrevi numa outra ocasião sobre como um líder público pode ser capaz de engajar a comunidade em ações de mobilização. Creio firmemente que só passaremos pelos desafios que temos pela frente no Brasil se tivermos líderes corajosos para cumprir uma missão muito nobre: trabalhar pelo futuro com a consciência de que os resultados serão colhidos pelas futuras gerações.

Lideranças que visualizam somente os resultados de seu mandato não tem credibilidade nem legitimidade para transformações. Aqueles que preocupam-se somente com os votos que irão ganhar ou perder somente vão perder.

As cidades ou países que deram saltos de desenvolvimento contaram em algum momento de sua história com líderes visionários, que não se dobraram diante de reações negativas de parte de seus liderados, e sim mantiveram-se firmes em seu propósito e sua missão.

O principal papel do líder público é articular e desenvolver as pessoas, despertando o potencial delas para o desenvolvimento da sociedade, atuando para fazer com o que o todo seja maior do que as partes. Um líder inspirador leva um propósito comum a todos, e trabalha pelo entendimento e engajamento a este propósito.

Tenho absoluta convicção que somente faremos as transformações necessárias a este País se os líderes acreditarem em seu papel e buscarem fazer conexões, criar uma visão de futuro que mobilize e aglutine sua comunidade, e entender que precisam pensar em formas diferentes de fazer as coisas, dando o melhor de si para todos.

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Estamos nos últimos dias de 2018. Um ano de muitos desafios, mas também de muitas conquistas. É momento de agradecer pelas coisas que obtivemos, pelos projetos que pudemos concretizar, e até pelos erros que cometemos, pois somente através deles aprendemos. Também é momento de pensar nos desafios, e restaurar as energias para o futuro ano que promete...

E, falando em restaurar as energias, esta é a última coluna do ano. Retornaremos na segunda quinzena de janeiro.

Desejo um Feliz e Santo Natal, e um 2019 repleto de conquistas!!!

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Carlos Alberto Facco - Secretário de Desenvolvimento Econômico de Campo Mourão | [email protected]

Pense como um Empreendedor

"Para de perseguir o dinheiro e comece a perseguir o sucesso" – Tony Hsieh, empreendedor

A carreira é, provavelmente, o maior consumidor de tempo da vida. Passamos os anos mais produtivos de nossa existência trabalhando. Então, porque não fazer dela a melhor coisa da sua vida? Porque não fazer de todo esse tempo um tempo melhor?

Pensar e agir como um empreendedor pode fazer de seu trabalho algo muito mais eficiente e muito menos estressante. Independentemente de ser você o dono de seu negócio ou um funcionário. Porque ser empreendedor é um comportamento que faz com que você aja para fazer algo positivo, criar algo. Idealizar algo e agir para concretizar.

Os empreendedores são pessoas inquietas, que estão sempre à procura de melhorar seu entorno. Têm iniciativa e buscam fazer algo de positivo em busca de seus sonhos. Alguns pensamentos são comuns entre eles:

1. Paixão

Uma das características mais marcantes do empreendedor é que tem paixão pelo que faz. Se ele se encontra em uma fase da carreira que não gosta do que faz, então… muda!

Passar dias e dias pensando naquilo que poderia ser mas não é, ou naquilo que gostaria de fazer, mas não faz. Ou fazer planos para quando se aposentar poder fazer o que gosta, é a receita pronta para tornar-se depressivo, angustiado, para afetar seu desempenho, e consequentemente, criar uma imagem profissional negativa.

2. Correr riscos

Este aspecto é ligado com o anterior. Dizem que empreendedores fracassam em média 3 vezes antes de atingir um patamar de sucesso. Também é uma verdade que quanto mais riscos corrermos, maior será a recompensa. Aqui cabe uma análise de riscos, mas não deixar de encará-los. Sob pena de nunca sair de sua zona de conforto. E, como disse no item anterior, sua zona de conforto pode tornar-se desconfortável com o tempo.

Então, se é para buscar algo que lhe trará felicidade, melhore sua postura e traga mais ânimo à sua vida, não vale a pena correr riscos?

3. Insatisfação

Não se uma pessoa satisfeita nunca pode ser uma importante sugestão para buscar soluções melhores. Isso não quer dizer ser uma pessoa que só vê problemas, mas sim que traz melhorias e sugestões.

É comum encontrarmos aspectos de trabalho que nos deixarão insatisfeitos em algum momento. A questão é como agimos em relação à eles. A insatisfação está levando a novas soluções? Empreendedores nunca estão satisfeitos, mas querem sempre criar mais, inovar mais, dar mais.

4. Tempo para pensar

Essencial ter tempo para pensar. Para manter uma atitude de inovação e constante mudança, deve-se ter tempo para pensar e criar. Criar situações, projetar soluções, discutir com equipe e colegas. Buscar informações em jornais e revistas especializadas, visitar novas experiências, discutir com especialistas e mentores.

Um empreendedor é uma pessoa com ideias em movimento, criativa, propositiva. Então, reserve um tempo para pensar.

5. Sonhar

Isso tem a ver com a insatisfação já mencionada.

O sonho, no sentido de ser um objetivo, uma idealização, é a alavanca que movimentará seu cotidiano. Não significa ficar eternamente insatisfeito com o que tem, isso seria uma injustiça. Significa ficar insatisfeito com o que ainda não tem e gostaria de ter. E agir para tê-lo. E não apenas no campo material, como casa, carro, bens. Mas no sentido profissional também.

O importante é que mantenha sonhos e busque atingi-los, que queira mais e lute por isso.

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Carlos Alberto Facco - Secretário de Desenvolvimento Econômico de Campo Mourão | [email protected]

Engajamento e confiança

“Perca dinheiro para a empresa, e eu entenderei. Perca um pingo de reputação, e eu serei implacável”. Warren Buffett

As eleições de 2018 no Brasil mostraram a força das mídias sociais, principalmente quando se trata do poder de comunicar às diversas facetas da população.

Uma ferramenta onde já estão as empresas que buscam estar diretamente em contato com seu público, posicionando-se em relação àquelas questões do cotidiano de seus consumidores ou potenciais clientes.

E deve ser utilizada mesmo, cada vez mais. Recente sondagem realizada em 8 países, a Edeman Earned Brand 2018, mostrou que duas a cada três pessoas pagam por um produto motivadas pelo posicionamento da marca sobre temas da sociedade. Foi a quarta edição do levantamento, que foi feito na China, França, Alemanha, Índia, no Japão, Reino Unido, Estados Unidos e no Brasil, entre junho e julho deste ano.

E, por falar em Brasil, o estudo apontou que 69% dos brasileiros decidem se compram ou não de uma marca em virtude de sua posição social ou política. E mais: esse número é 13 pontos percentuais maior que o último estudo, de 2017. Além de ser maior que a média mundial (64%), este crescimento mostra que o brasileiro está a cada dia mais atento ao que pensam os grandes empresários. Na última campanha presidencial observamos alguns posicionando-se claramente para um ou outro lado, o que refletirá sem dúvida na atitude de seus consumidores. Afinal, ao explicitar seu posicionamento político, a empresa inclui mais uma variável na percepção do cliente sobre seus valores.

Além disso, o mesmo estudo apontou que 59% dos entrevistados brasileiros responderam que as empresas têm ideias melhores que o governo para resolver os problemas. E também que fazem amis do que os governos para solucionar questões sociais – 63% responderam com essa afirmativa.

“Os consumidores estão depositando nas empresas seus desejos de mudança”, disse Marcília Ursini, vice-presidente de Engajamento para Marketing na Edelman. “Cada vez mais, as companhias estão indo além de seus negócios tradicionais para se posicionar sobre questões relevantes para elas e seus públicos, seja por meio de um posicionamento consistente, seja pela defesa de questões atuais e do ativismo de causa”, concluiu.

Estas últimas questões estão diretamente relacionadas ao nível de confiança no governo, que tem sofrido queda livre em todas as esferas. Outro estudo da mesma organização mostrou que 81% da população acredita que no Brasil, o governo é a instituição mais corrompida, pior que empresas, ONG´s e mídia. Embora em queda, neste quesito as empresas lideram com 41% de credibilidade.

Este descrédito, certamente emerge do ambiente impregnado de escândalos de corrupção, crise política e econômica dos últimos anos. Isso fez o Brasil ser o terceiro país com maior queda do índice de confiança, atrás apenas de Estados Unidos e Itália, dos 28 pesquisados. E, veja só: nestes dois países, reviravoltas nas últimas eleições e maciças campanhas nas redes sociais amplificaram todo tipo de discurso e foram vitais na disputa.

A conquista da confiança é um grande desafio para instituições e organizações. Afinal, votar ou comprar dependem dela.

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Abraham Lincoln e o coitadismo brasileiro

Abraham Lincoln foi o 16.° presidente dos Estados Unidos e o primeiro a ser eleito pelo Partido Republicano. Nasceu no estado Kentucky e morreu assassinado em 65, com 56 anos. Sua eleição para a presidência em 1861 provocou grandes insatisfações políticas e acabou por iniciar uma sangrenta guerra civil.

Lincoln encontrou o governo sem recursos, sem exército e com uma opinião pública desfavorável, ainda mais agravada pelo seu discurso contra a escravatura e suas atitudes liberais.

Apesar de movimentos separatistas, ele percebeu a necessidade de preservar a unidade política do país que se não fosse por isso, teria se dividido em duas nações.

Através de sua brilhante oratória, ele exprimiu suas convicções de uma maneira tão clara e enérgica que milhões de compatriotas acabavam por aderir às suas ideologias.

Realizou proposições avançadas para sua época, como concessão de fazendas aos colonos com reserva de terras para escolas que mais tarde tornaram-se universidades estatuais. Preparava um programa de educação dos escravos libertados e chegou a sugerir que fosse concedido, de imediato, o direito de voto a uma parcela de ex-escravos.

Um dos maiores feitos, no entanto, foi a de fortalecer a auto-estima e o senso de capacidade e responsabilidade ao cidadão americano. Em várias de suas frases é possível identificar isso:

1. Não poderás ajudar aos homens de maneira permanente se fizeres por eles aquilo que eles podem e devem fazer por si próprios.

2. Não fortalecerás os fracos, por enfraquecer os fortes. Não ajudarás os assalariados, se arruinares aquele que os paga. Não estimularas a fraternidade, se alimentares o ódio.

3. O homem que não faz nem um pouco além daquilo para o qual é pago, não merece o que ganha.

4. Ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história.

Com isso, contribuiu muito para a geração de um povo livre, mas responsável. Empreendedor, mas fraterno. De atitudes, sem conformismo.

Durante muitos anos vimos estes comportamentos transformarem a nação americana na mais poderosa do mundo. Apesar de crises e dificuldades, cada cidadão busca agir para melhorar de vida e criar suas próprias condições de sustento.

Não admiro o povo americano em todos os aspectos. Mas, creio que há muito não temos uma liderança capaz de tirar o povo brasileiro dessa “Síndrome do Coitadismo”.

Coitadismo é a qualidade que reflete um comportamento passivo, onde se espera tudo do Governo, dos outros, da família, de alguém. Onde o cidadão não exerce sua cidadania, mas cobra que os outros façam.

Coitadismo é achar que tem todos os direitos, mas não faz nenhuma das obrigações.

Coitadismo, como diz Lincoln, é aquele que não faz nada além do mínimo suficiente para ganhar seu salário, mas exige dos patrões sempre mais direitos.

Exemplo de Coitadismo é jogar-se no sofá quando chega em casa, dar um vídeo-game pro filho não ficar “enchendo o saco”, e depois reclamar da escola.

É coitadismo também sequer varrer a rua em frente a sua casa, jogar entulhos na calçada, e cobrar “seus direitos” quando alguém da família pega dengue.

Precisamos de líderes que gerem riqueza para as pessoas. Mas não riqueza material, pois a riqueza material é resultado da riqueza de espírito. E ser espiritualizado não é ter uma religião, frequentar a igreja regularmente, mas ter força de vontade, coragem e determinação. Se a liderança não propicia isso aos indivíduos, está sendo praticada de modo errado, ou encontra-se completamente fora dos rumos do Desenvolvimento.

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Fortalecer para crescer

"Se você traçar metas absurdamente altas e falhar, seu fracasso será muito melhor que o sucesso de todos" – James Cameron, cineasta

Algumas de nossas ações relacionadas à melhoria da competitividade das pequenas empresas de Campo Mourão são o tema da coluna de hoje:

  1. Banco do Empreendedor recebe prêmio da Fomento Paraná

O Banco do Empreendedor, que funciona na Casa do Empreendedor, já liberou R$ 1,9 milhão em créditos para 180 micro e pequenas empresas, desde março de 2017. E, na semana passada, obteve um importante reconhecimento estadual, ao receber, em Curitiba, o prêmio de terceiro lugar no quesito Qualidade, entre todos os mais de 200 pontos do Banco no Estado do Paraná.

A premiação levou em conta boas práticas do uso do microcrédito para a competitividade dos pequenos negócios no Paraná, e a manutenção do Banco na Casa do Empreendedor faz parte de nossa atuação estratégica com as pequenas empresas mourãoenses.

  1. Projeto Comendo Bem

Firmamos uma parceria com a UTFPR de Campo Mourão para auxiliar os produtores de alimentos a produzir com qualidade, segurança e respeito a legislação. O projeto inclui treinamentos, visitas aos locais de produção e comercialização e sugestões para adequação dos espaços, além de assessoria para construção de rótulos dos produtos.

As ações são realizadas por alunos do Curso de Engenharia de Alimentos, supervisionados por professores da UTFPR, e os atendimentos são gratuitos aos empreendedores.

Fizemos o lançamento no ultimo dia 18/10, e nesta primeira fase, serão atendidos cerca de 10 empreendedores de áreas diferentes, sempre relacionados a produção de alimentos.

O projeto inclui ainda a disponibilização de um selo de qualidade às empresas participantes, indicando que o empreendedor está de acordo com as normas e promove a qualidade de seus produtos e processos.

  1. Geração Empreendedora

Sonhamos com uma cidade mais ativa, onde as pessoas tenham vontade e motivação para empreenderem. Em parceria com a ONG Aliança Empreendedora, trouxemos para Campo Mourão, o Desafio Paraná. É um programa que quer valorizar o movimento da transformação dos pequenos negócios, e apóia o participante a entender tudo sobre empreendedorismo de uma maneira interativa e online, de forma gratuita.

Atende tanto quem já possui um negócio próprio como quem tem uma ideia de negócio, e com isso pretendemos dar o impulso que faltava, com capacitação gratuita em gestão, acesso a mentoria e ainda possibilidade de investimento para o negócio.

A primeira turma já se iniciou. Em breve teremos mais novidades.

  1. Voa MEI

Um programa voltado a acelerar a empresa do Micro Empreendedor Individual (MEI). Contando com a forte parceria do Sebrae, montamos um programa que promove capacitações, consultorias e orientações para que o Mei se desenvolva mais rápido e de maneira mais consistente.  São mais de 30 horas de capacitações em marketing, finanças e processos.

É a segunda edição do Programa, que em 2017 chamava-se Acelera Mei, e este ano conta com 20 participantes.

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Cadeias propulsivas

“O truque está no que se enfatiza. Ou nos tornamos infelizes ou nos fortalecemos. A quantidade de trabalho é a mesma.” Carlos Castaneda.

Quando estudamos desenvolvimento econômico local, um conceito que não pode deixar de ser analisado na região em foco é o de Cadeias Produtivas Propulsivas. As cadeias propulsivas são aquelas que proporcionam o ingresso da renda na região. Elas podem ser de diversas categorias, como, por exemplo: as exportadoras, as que se baseiam em recursos públicos transferidos para o território, e as baseadas na oferta de serviços e produtos a pessoas físicas ou jurídicas de fora da região ou município.

Quando uma indústria se instala no município, por exemplo, e vende seus produtos para empresas ou pessoas de outras regiões, o recurso que entra nesta empresa vem acrescentar à economia local, aumentando a riqueza em circulação, transformada em impostos, salários, pagamento de fornecedores locais, etc. Isso também pode acontecer no comércio, desde que ele tenha capacidade de atração de pessoas de outras localidades. Caso contrário, o giro de riqueza ficará apenas no local, transferido de uma pessoa para outra, sem aumento de volume. Então, será apenas uma atividade reflexiva, ou reflexa.

O Professor Carlos Paiva, em seu trabalho denominado Fundamentos da Análise e do Planejamento de Economias Regionais, de 2013, apresenta alguns critérios para que possamos hierarquizar as cadeias propulsivas, e assim pensarmos em prioridades. Salienta Paiva: “A hierarquização destas cadeias para fins de políticas de desenvolvimento regional se estrutura sobre seis critérios fundamentais: 1) volume absoluto e percentual de emprego e renda, gerados atualmente pela cadeia no território; 2) perspectivas de mercado e capacidade de expansão da produção internamente; 3) potencial de “alongamento” (internalização de novos elos) e “adensamento” (incorporação de novos agentes e organizações nos elos já consolidados) da cadeia no território; 4) padrão de distribuição territorial das mesmas; e 5) capacidade de enfrentamento de gargalos e desafios a partir da mobilização dos recursos endógenos e 6) sinergia com as demais cadeias”.

Assim, se quisermos pensar em priorizar alguns focos enquanto política pública regional de desenvolvimento econômico, deveríamos pensar nestes critérios, aplicados em um estudo das cadeias existentes na região da Comcam. Nesse sentido, geração de empregos, potencial de mercado, capacidade de expansão – seja no alongamento como na inclusão de novos agentes – seriam as pistas mais importantes no sentido de definir prioridades.

Ainda é necessário mapear os gargalos destas cadeias, e a capacidade de superação através de esforços próprios da comunidade envolvida, pois, quanto maior for essa capacidade, mais será a velocidade e o crescimento da cadeia.

Todos sabemos que os recursos, sejam públicos ou privados, são limitados, e cabe então avaliar que resultados queremos. Pois  a pulverização desses recursos apenas baseada na demanda dos agentes e empreendedores, sem um estudo que possa priorizar alguma perspectiva de resultados mais significativos a curto e médio prazos, pode levar a resultados pífios, ou a nenhum avanço. É preciso investir com cautela e discernimento para alavancar a economia local/territorial.  

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Carlos Alberto Facco - Secretário de Desenvolvimento Econômico de Campo Mourão | [email protected]

Uma nova chance

“A política não se faz com discursos, festas populares e canções; ela faz-se apenas com sangue e ferro”. Otto von Bismarck

Escrevo esse texto exatamente às 20h30 do domingo, dia 28. Há poucos instantes tivemos os resultados das urnas, numa data histórica onde os brasileiros elegeram de forma democrática seu novo presidente.

Não há como não tratar hoje deste assunto, portanto. É o grande momento, esperado por todos os brasileiros nos últimos dias. E porque é tão importante?

Primeiro, porque representa o início de uma nova fase do Brasil. Esperamos que melhor, mas é uma nova etapa. O país vem de um período conturbado, com impeachment, crise econômica, inúmeras denúncias de corrupção, contas públicas esfaceladas, enfim, um sem-fim de problemas. O final do período eleitoral representa a simbologia de fechamento de um ciclo de dificuldades e angústias, e ao mesmo tempo, a esperança de uma melhor fase.

Tivemos um tempo de campanha bem agitado, sem discutir os reais problemas do Brasil (já escrevi sobre isso), e isso elevou ainda mais o sofrimento do brasileiro. Deixamos de avançar em pontos-chave para o nosso desenvolvimento para falar de assuntos de caráter moral, de preconceito, de ameaças, e etc (também já escrevi sobre isso).

Assim, uma certa sensação de alívio surge com a expectativa do novo governo. Precisamos acreditar agora, independente da opção de cada um, de que o Brasil deve trabalhar em conjunto para retomar seu crescimento e sair definitivamente desse momento difícil. Essa motivação renovada deve servir de energia positiva para nos impulsionar a agir, trabalhar, empreender e sermos protagonistas de nossa história.

A armadilha pode ser acreditar que o novo presidente e os novos eleitos no legislativo agora vão resolver tudo. Certamente, a tarefa de retomar o crescimento e fazer as reformas necessárias não será fácil, e a participação da sociedade será imprescindível se quisermos avançar. Fiscalizar, propor, acompanhar, conhecer a realidade serão atribuições de cada cidadão disposto a morar em um país mais justo e competitivo.

Acreditemos nesse novo Brasil que pode nascer. E trabalhemos para que ele cresça e se fortaleça.

Um mês de trabalho duro

Outubro foi para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Campo Mourão um mês de muitas ações.

De 17 a 19, realizamos o Empreende Week 2018, em parceria com o Sebrae, UTFPR e Sindimetal. Um magnífico evento de Ciência, Tecnologia, Inovação e Empreendedorismo que levou cerca de 4mil pessoas ao Parque de Exposições Getúlio Ferrari, e teve momento memoráveis de envolvimento dos jovens mourãoenses com atividades como robótica, lançamento de foguetes, projetos empresariais, palestras, entre outros.

No dia 18, fizemos o lançamento do programa “Comendo Bem”, em parceria com a UTFPR. Trata-se de um projeto voltado à capacitação e consultorias de boas práticas de manipulação de alimentos, e que na primeira rodada atenderá 8 empresas ou profissionais da área de alimentação.

E no dia 26 lançamos o Geração Empreendedora, em parceria com a ONG Aliança Empreendedora. É um programa para incentivar o empreendedorismo para pessoas entre 18 e 35 anos. Conta com capacitação gratuita, acesso a mentoria e ainda a possibilidade de investimento para o negócio.

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Carlos Alberto Facco - Secretário de Desenvolvimento Econômico de Campo Mourão | [email protected]